Cinco perguntas para |Caetano Vilela
Caetano Vilela é nome do qual a gente tem de se orgulhar. Diretor cênico e iluminador, tem 12 anos de trabalho por trás dos holofotes e 23 anos no mundo das artes. Antes de se jogar nos bastidores, ele trabalhou como ator, com passagens pelo Teatro Oficina e pelo grupo de Antunes Filho. “A luz é dramaturgia pura, como se fosse uma segunda história”, diz o rapaz, com 42 óperas no currículo. Esse ano, foi responsável pela iluminação do Festival Amazonas de Ópera. Lá foi apresentada a montagem inédita de Sansão e Dalila, dirigida por Emilio Sagi, importante diretor cênico na Europa, que acaba de dirigir a ópera de Wagner, Die Feen, no Châtelet, em Paris. Os dois se entenderam tão bem que Emilio convidou Caetano para assinar a iluminação de Noviça rebelde, também no Châtelet.

Quais as diferenças entre trabalhar no Brasil e na França?
Em Paris, há dezenas de teatros com uma programação de altíssimo nível. Os cenários ficam prontos 15 dias antes da estreia. As co-produções funcionam. O cenário de Noviça foi feito na Espanha e circulará por países da Europa. Tudo fechado com um ano de antecedência. Esse profissionalismo faz a diferença. O Brasil está engatinhando ainda, mas chegaremos lá. A parceria de Charles Möeller e Claudio Botelho com a excelente produtora Aventura, na realização dos espetáculos, é um exemplo.
Quais sonhos você ainda não realizou?
Embora eu já tenha trabalhado como iluminador em seis óperas de Richard Wagner, eu nunca dirigi nenhuma, mas estou me preparando para isso em um futuro breve. Este é um sonho recorrente. Montagem dos sonhos? Com a direção de Lady Macbeth of the Mtsensk District (Shostakovich), em 1997, eu iniciei uma trilogia russa, sempre em parceria com o maestro Luiz Fernando Malheiro. O próximo título está sendo negociado para estrearmos em 2010. Será uma super produção operística em escala ‘carnavalesca’. Me aguarde!
O que traz a luz para sua vida? E o que tira sua luz?
Aprendi com a luz a focar meus objetivos e tenho uma facilidade incrível (que beira a rispidez) para desfocar quem me cria obstáculos. Sou leonino, absolutamente na-da tira a minha luz, sempre há uma fresta que seja, mesmo nos piores momentos!
Como tem sido sua rotina aí, em Paris?
Começo, essa semana, o trabalho de afinação e gravação de luz. O expediente? Das 9h às 23h. Depois dizem que artista é vagabundo!
Quais foram as orientações que você recebeu?
Como eu já havia trabalhado com o diretor espanhol Emilio Sagi, em Manaus, nós estamos em perfeita sintonia. O meu único pedido a ele foi que fizéssemos um musical sem canhões de luz seguindo os cantores. De-tes-to canhões. Nunca uso nas minhas óperas, a não ser que seja como um efeito rápido e necessário. O diretor topou! Acredito que será o primeiro espetáculo musical feito sem canhão.
Quais as diferenças entre trabalhar no Brasil e na França?
Em Paris, há dezenas de teatros com uma programação de altíssimo nível. Os cenários ficam prontos 15 dias antes da estreia. As co-produções funcionam. O cenário de Noviça foi feito na Espanha e circulará por países da Europa. Tudo fechado com um ano de antecedência. Esse profissionalismo faz a diferença. O Brasil está engatinhando ainda, mas chegaremos lá. A parceria de Charles Möeller e Claudio Botelho com a excelente produtora Aventura, na realização dos espetáculos, é um exemplo.
Quais sonhos você ainda não realizou?
Embora eu já tenha trabalhado como iluminador em seis óperas de Richard Wagner, eu nunca dirigi nenhuma, mas estou me preparando para isso em um futuro breve. Este é um sonho recorrente. Montagem dos sonhos? Com a direção de Lady Macbeth of the Mtsensk District (Shostakovich), em 1997, eu iniciei uma trilogia russa, sempre em parceria com o maestro Luiz Fernando Malheiro. O próximo título está sendo negociado para estrearmos em 2010. Será uma super produção operística em escala ‘carnavalesca’. Me aguarde!
O que traz a luz para sua vida? E o que tira sua luz?
Aprendi com a luz a focar meus objetivos e tenho uma facilidade incrível (que beira a rispidez) para desfocar quem me cria obstáculos. Sou leonino, absolutamente na-da tira a minha luz, sempre há uma fresta que seja, mesmo nos piores momentos!
Como tem sido sua rotina aí, em Paris?
Começo, essa semana, o trabalho de afinação e gravação de luz. O expediente? Das 9h às 23h. Depois dizem que artista é vagabundo!
Quais foram as orientações que você recebeu?
Como eu já havia trabalhado com o diretor espanhol Emilio Sagi, em Manaus, nós estamos em perfeita sintonia. O meu único pedido a ele foi que fizéssemos um musical sem canhões de luz seguindo os cantores. De-tes-to canhões. Nunca uso nas minhas óperas, a não ser que seja como um efeito rápido e necessário. O diretor topou! Acredito que será o primeiro espetáculo musical feito sem canhão.