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Como bom blogueiro, Bruno Natal, dono das mãos que colocam o URBe para funcionar, é tímido. Apesar dos 30 mil acessos por mês, quando se vê sob a alcunha de ‘formador de opinião’, se acanha: “É difícil me imaginar como alguém que influencia pessoas. Só sei que formo minha própria opinião. Sobre tudo”, afirmou o carioca, 31 anos. O começo foi despretensioso. “Queria um espaço para escrever coisas bacanas, sem depender da aprovação de um editor”, disse Bruno, que ainda tem outra atividade profissional, é sócio da produtora Videograma. Mesmo assim, a vida online passou a ocupar boa parte da cabeça e das horas – umas 8 por dia – de Bruno. “Já pensei em acabar com o blog um zilhão de vezes! Quando falta tempo, dá vontade. Mas não consigo... São seis anos de dedicação”. Será que é só o carinho que faz o blogueiro seguir adiante, não rola uma razão monetária? “Não ganho dinheiro com o URBe, mas ele gera trabalhos. Existe um plano de vender espaço publicitário na página, mas quem comprar vai saber bem o que está levando. Será posto à venda um espaço para anúncios, não nossas ideias”, frisa.