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O valor da amizade no mundo da moda

Sâo Paulo – Fotos Heloisa Tolipan
DUDU BERTHOLINI, GEANINE MARQUES E ALÊ HERCHCOVITCH

Sâo Paulo – Fotos Heloisa Tolipan
MARÍLIA RUBIO

Sâo Paulo – Fotos Heloisa Tolipan
LUCIANA CURTIS

Marcelo Sommer provou que rivalidade é apenas uma lenda fashion. Com um cast composto por “amigos de longa data”, a grife Do Estilista mostrou que “ninguém faz nada sozinho” e conseguiu fatos inéditos, como levar à passarela Luciana Curtis, grávida de quatro meses, de uma menina. “O Marcelo fez um vestido larguinho só para mim”, disse a modelo. Diretora de arte da AAgência e criadora do blog de fotografia de arquitetura www.blindplaces.wordpress.com, Marília Rubio também topou desfilar. “Me assustaram falando que era complicado. Fiquei ansiosa, mas amei. Foi uma honra saber que o Marcelo me acha competente para apresentar uma roupa dele na passarela”, comentou.

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O Rio de Janeiro na SPFW

Sâo Paulo – Fotos Heloisa Tolipan
Modelo e Isabela Capeto

Grifes cariocas marcaram presença no fim de semana, na SPFW. Isabela Capeto desfilou, no Shopping Iguatemi, coleção inspirada nos filtros da vida. “Escolher a informação relevante é o
maior desafio dos tempos atuais”, nos disse. Depois foi a vez da Reserva, de Fernando Sigal, Rony Meisler e Diogo Mariani, na Bienal, com um manifesto sobre a efemeridade da fama. A trilha do DJ Jackson Araújo começou com Les miserables, na voz de Susan Boyle. Evocando o homem que “se comporta como se fosse o último biscoito do pacote”,
a grife questionou a postura poser em tempos de BBB. Editores de moda aproveitaram para criticar as “subcelebridades”, que ocupam o lugar dos profissionais na primeira fila dos desfiles.

Ag. Fotosite
Rony, da Reserva

Sâo Paulo – Fotos Heloisa Tolipan
Alberto Renault

Voltando à Capeto... O fashion show nos emocionou e fomos conversar com o diretor artístico, Alberto Renault, autor de seis desfiles da temporada. Gerar intimismo foi a intenção de Alberto ao reduzir o número de lugares na sala. “Evocamos a teatralidade e o aconchego de estar do lado da modelo, vendo tudo de perto”, disse o diretor, que está tocando uma série para TV sobre arquitetura. Já mergulhou nos universos de Sérgio Rodrigues, Isay Weinfeld e Tiago Bernardes.

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Porto Seguro

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PAULO BORGES, O HOMEM QUE FAZ O MOINHO DA MODA BRASILEIRA GIRAR, ANALISA AS RECENTES EDIÇÕES DAS SEMANAS DE MODA CARIOCA E PAULISTANA. E FALA TAMBÉM DE SEU ‘LIFESTYLE


Álvaro Riveros
Paulo Borges saúda a 16ª edição do Fashion Rio, no PÍer Mauá, com ‘background‘ do navio-escola da marinha francesa Jeanne D’Arc, em sua última viagem pelo mundo, depois de 30 anos de atividade

Ele é o homem mais ocupado da moda nacional – está à frente de cinco edições anuais de semanas fashion (duas do Fashion Rio, duas da SPFW + um Rio Summer), mas, mesmo assim, tem tempo para tudo. Para namorar, para falar com o filho, Henrique, ao telefone – o menino passa férias na Bahia com o irmão de Paulo –, estar presente em todas as salas de desfiles, backstages e nos quatro cantos do prédio da Bienal e, ainda, dar entrevista à coluna. Entre os desfiles de Simone Nunes e Fábia Bercseck, na terça-feira, conseguimos sequestrar Paulo para um papinho rápido.

Pontos altos do Fashion Rio
Foi uma decisão acertada iniciar os desfiles no fim da tarde. Da imprensa aos modelos, todos elogiaram. Assim dava para evitar o pico de temperatura. O calor não é o vilão. Vivemos em um país quente por natureza, mas não precisamos submeter os profissionais envolvidos a essas temperaturas loucas. Outro aspecto positivo é ter a moda no centro das atenções. Antes, o Fashion Rio era muito conhecido pela celebridade-modelo e pelos atores da primeira fila. Com a entrada de novos nomes no line up, a pauta voltou a ser a moda e não mais o entorno do evento. O Rio- à-Pôrter, o salão de negócios que criamos para o Fashion Rio, ficou efetivamente integrado à proposta. Deixou de ser paralelo ou na diagonal e vendeu muito. Foram mais de R$ 500 milhões movimentados em três dias de funcionamento. Um show à parte foi ver o Fashion Rio em plena atividade, enquanto o Cais do Porto operava normalmente, com transatlânticos entrando e saindo. É a prova de que os eventos na região portuária podem funcionar com o porto vivo. E um dos legados mais bacanas foi o Fashion Rio ter contribuído para a restauração de mais uma parte dos antigos armazéns. Restauramos o Armazém 4 e o anexo, e mais o 5 e o 6. É o evento colaborando com a cidade e a cidade cuidando do evento. Os governantes também estão investindo muito na área.

Pontos baixos do Fashion Rio
O problema com o ar condicionado no primeiro dia. O que é arcondicionado? É uma equação entre a engenharia do local e a temperatura externa. Nós calculamos uma temperatura alta nesta época do ano e reservamos uma potência de refrigeração para isso, mas não contávamos com aquele calor indescritível. Da noite para o dia, tivemos de fazer adaptações. Não havia mais aparelhos para alugar na cidade e mandamos desinstalar três que já estavam prontos para operar aqui, na Bienal, em São Paulo, e levar para o Rio. Outro aspecto que pode ser repensado é o horário dos eventos. O Rio Pret-à-Pôrter pode, tranquilamente, funcionar até meia-noite. Se os desfiles terminassem às 22h, haveria maior oportunidade de giro para o público. Percebi que, a essa hora, o povo ainda estava no pique como se fossem 19h. A data na qual o Fashion Rio foi realizado, nessa temporada, também foi sofrível. Não dá para sair das festas e entrar em uma semana de moda. A ideia é que a próxima maratona fashion de Inverno aconteça a partir do dia 15 de janeiro. E, já para a próxima edição, quero mais agitos culturais fora dos galpões. Mais exposições, mais restaurantes e mais entretenimento para que a linearidade do trajeto não incomode tanto. Com mais distrações pelo caminho, os fashionistas vão sentir menos as distâncias a serem percorridas.


São Paulo - Pedro Marra/Finíssimo
Tecnologia à flor da pele: os muitos telões espalhados pela 28ª edição da SPFW, no prédio da Bienal, são prova do esforço para informatizar e facilitar, cada vez mais, o trabalho de quem participa da semana de moda


O homem que tudo vê
Uma vez me perguntaram por que eu ainda ia a todas as salas e backstages antes dos desfiles. Garanto que não é por vaidade ou por ser controlador, mas sempre temos alguns ajustes a fazer. Hoje, por exemplo, em um dos desfiles, o operador de luz estava deixando as pessoas saírem no escuro. Eu estava lá e fui pessoalmente à cabine reclamar do procedimento. É perigoso. Gosto de sentir o clima das pessoas, o que está funcionando, o que não está rolando e o que estão achando. É importante esse feedback, por isso faço questão de estar em todos os lugares.

Internet
Tenho Iphone, recebo e respondo e-mails por telefone, tenho Ipod, laptop, todos os gadgets, mas não uso por prazer. A utilização é para o trabalho e para me informar do que está acontecendo no mundo. Não sou escravo da tecnologia. Gosto do olho no olho, de conversar, de sentir a emoção das pessoas.

Blogs
Sempre abrimos espaço para as novas mídias na SPFW. Dizer que não credenciamos blogueiros é uma injustiça, pois, desde o início da onda, escolhemos alguns deles para acompanhar tudo. Mas há blogs e blooogs. Muita gente acha que é só ter um computador e uma língua afiada para ser considerado um crítico de moda. Priorizamos os veículos que têm importância e o segmento para o qual falam. Até tentamos trazer para a SPFW a Tavi Gevinson, um sucesso de apenas 13 anos, mas a mãe proíbe viagens que atrapalhem seus estudos. Aí, não rolou.

Rio de Janeiro
Descobri que o trânsito do Rio é tão caótico quanto o de São Paulo ou o de Salvador. O problema é do sistema viário das metrópoles, não temos como fugir. Adoro o Zazá Bistrô, em Ipanema, é quase a minha cozinha na cidade. Fiquei muito próximo da Bethy Lagardère e estamos sempre juntos quando coincide de chegarmos ao Rio na mesma época. Adoro subir Santa Teresa também, um dos lugares mais legais da cidade. Sempre me perguntam se eu comprarei uma casa no Rio e eu respondo com outro questionamento: se eu posso morar no Copacabana Palace, durante as minhas temporadas, para que procurar um apê? Não há lugar melhor para se viver do que no Copacabana Palace, não é? E o mais importante sobre a cidade é sentir que eu fui adotado pelos cariocas, que perceberam que não existe essa disputa bairrista. Quero contribuir da melhor maneira e todos estão me ajudando nesse processo.

Sonho
Meu sonho é que a moda brasileira seja reconhecida como uma das melhores do mundo e que seja também uma referência para outras. É um processo que, no meu sonho, vai durar uns 30 anos. Estamos no 15º ano desse desejo, portanto, no meio do caminho. Perigoso é não olhar para frente e não sonhar.

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Sapatos e Ana: objetos de desejo



São Paulo - Mário Miranda

Apresentadora de TV e uma das maiores licenciadoras de produtos no Brasil, Ana Hickmann esteve, essa semana, na Couromoda – segunda maior feira de calçados do mundo, que rola anualmente, em SP – para lançar sua nova linha de sapatos, a Grendha Ana Hickmann Fascínio, inspirada na Rússia. A Couromoda, aliás, arrasou nessa edição, que rolou no Pavilhão Anhembi. Ela fechou negócios que representam 30% de todas as vendas do setor do país, em quatro dias de evento. Um luxo, ? Importantes compradores europeus deram as caras por aqui pela primeira vez, como Mylène Borrel, da Printemps, e Karine D’Aste, da Galeries Lafayette, ambas francesas. Mylène se encantou com os sapatos da Schutz e da Capodarte, já Karine preferiu a sofisticação das marcas artesanais. E as duas já fecharam parcerias brazucas! Mas voltando à bela e loura Ana Hickmann...

Você sente falta da vida de modelo?
–A correria continua a mesma, o que mudou foi onde eu corro. Hoje, fico dividida entre estúdio, escritório e fábrica. Deixei os corredores das semanas de moda para trás e me mudei para São Paulo. O mais importante é que trabalho com moda, que foi o que me projetou.

Mesmo com 1,85 m, você não dispensa o salto.
–Ensinei às mulheres que elas podem usar salto alto, mesmo sendo altas. Temos de derrubar a ditadura da moda. É preciso usar o que faz você se sentir sexy, sendo salto ou sapatilha. Atendendo ao pedido das mulheres, coloquei sapatos de salto confortáveis e com bom preço na coleção. A brasileira tem conhecimento sobre moda e exige opções.

Você é viciada em comprar sapatos?
–Um pouco... Já perdi a conta de quantos pares tenho há muito tempo! Na hora da compra, penso em cada detalhe do acessório, porque gosto de me divertir quando estou me vestindo.

Você participou da criação dos produtos?
–Acompanhei tudo de pertinho. Depois que visitei uma as fábricas, me encantei com a indústria e achei incrível o sistema de produção. Na empolgação, até pensei em criar vários modelos de sapatos. Mas, por questões comerciais, me limitei a quatro.

Você está escalada para a versão brasileira do Project Runaway. Quando estreia o programa?
–Ainda não há data. A única certeza é que o formato pertence à Record e que eu serei a apresentadora. Estou super feliz com o convite e nem um pouco ansiosa. Quando chegar a hora, estarei pronta.

Como você reage à pressão pela maternidade?
–Essa cobrança só vai acabar quando eu tiver o primeiro filho. Aí vão começar a perguntar pelo segundo, terceiro... Acredito que tudo tem sua hora certa. Eu ainda estou com 28 anos e as pressões não me afligem. Já cuido de uma família inteira, imagina colocar mais uma criança no mundo! E, mais do que mãe, sou vovó. Penélope, minha cadelinha, acabou de dar à luz dois filhotes. Dou até mamadeira para os cachorrinhos.

Você é ligada na Internet?
–Estou viciada no Twitter. Disparo mensagens e fotos o dia inteiro, onde quer que eu esteja. Inclusive, acabei de postar uma foto para mostrar os sapatos da nova coleção.

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Os dois queridinhos da Dior

São Paulo - Pedro Marra/Finíssimo
Sven Guhle e Reinaldo Bertholi

No camarim de Mario Queiroz, a gente foi atrás dos Dior boys Reinaldo Bertholi e Sven Guhle. Os dois, descobertos por Sérgio Mattos, da 40 Graus Models, embarcaram, na segunda-feira, para Paris, onde desfilarão, com exclusividade, para a marca fetiche do mundo dos modelos masculinos: a Dior. Reinaldo tem 19 anos, é natural de Brusque (SC) e essa será a quarta temporada consecutiva como representante da marca francesa. “Claro que prefiro desfilar lá, afinal, o cachê é em Euros!”, diverte-se o belo de cabelos compridos. Já Sven, carioca, 18 anos, fará sua segunda incursão pela catwalk conceitual da Dior. “Quando soube que tinha sido escalado pela grife, pela primeira vez, vivi um dos momentos mais legais da minha carreira. Inesquecível”, disse Sven. Ah, os dois são/tão queridos pela maison, que nem casting eles fazem mais. Kirs Van Assche, o estilista da marca, só liga para a agência e os convoca. Finos demais.

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Beleza para a vista

Ana Carolina Ralston

Além dos looks incríveis, o desfile de Marcelo Sommer, que rolou ontem, levou à catwalk Aline Tabata (na foto, com Marcelo), a new face da campanha internacional da Vogue Eyewear. “Quando soube do concurso da Vogue, me inscrevi na hora! Era a oportunidade de continuar a carreira no Brasil. Afinal, desde os 17 anos, modelava na Ásia”, lembra. Hoje, aos 25 anos, Aline é uma das sortudas – entre seis escolhidas – que ocupam o posto que já foi de Gisele Bündchen. “Acredito que o contrato com a Vogue irá abrir portas”. E modelo, usa óculos? “Eu uso! Acho um acessório indispensável. Tanto os escuros, como os de grau são um charme ”, opina a bela. Na passarela, ilustrando o anarcoprimitivismo, da grife Do Estilista, de Sommer, Aline comemorou seu regresso às origens. “Quero continuar aqui no Brasil, terminar a faculdade de administração e continuar modelando, que é o que eu amo. O convite do Marcelo foi um grande presente”, afirmou.

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Fashionista precoce

Marina Cohen

Quem ficou triste de não poder conferir de perto a SPFW foi Maria Valentina Archer, de 10 anos, a nova blogueira de estilo do pedaço. A fofa desistiu de dar um pulo em Sampa, ontem, por conta da chuva arrasadora. Valentina é filha de Kika Gama Lobo e, desde novembro, decidiu levar sua paixão por moda para o vallepontolinda.blogspot.com. “Queria que as pessoas soubessem do meu estilo e também tinha vontade de registrar minhas opiniões sobre o que vejo nos desfiles e na TV”, explicou a repórter mirim, enquanto tomava um picolé. O que está bombando no Verão? “Tudo que é curto: vestido e short. Gosto de chamar atenção, por isso cores fortes também valem”.

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Gaga in Brasil

São Paulo - Pedro Marra/Finíssimo

Quem nos chamou a atenção na SPFW foi a travesti Brendha, com look inspirado na nossa musa, Lady Gaga.“É fácil se vestir como ela. É so recriar o visual moderno e futurista”, dá a dica. Ela é estilista e tem um ateliê em São Paulo. “Lady Gaga tem uma coisa que está faltando hoje em dia: atitude”. A gente concorda!

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Curtinhas da SPFW...

Marília Gabriela deus dois pivôs no quarto dia de SPFW: pela tarde, na fila A da Huis Clos e, no fim da noite, no desfile da Animale. Foi o tempo necessário para a atriz esfriar nossas expectativas em relação a uma continuidade da minissérie Cinquentinha, de Aguinaldo Silva. “Eles se entenderam (a Globo e o Aguinaldo) e chegaram à conclusão de que não vai dar para fazer outra temporada. Agora, só penso em teatro”, disse Gabi, que trocou de roupa para aparecer nos dois desfiles. Sempre linda, diga-se de passagem.

Com um terno elegantíssimo by Ricardo Almeida e o discurso politizado, Eduardo Suplicy, sentado à primeira fila da Animale, concedeu looongas entrevistas aos jornalistas. O senhor gosta da Fashion Week, senador? “Curto qualquer manifestação criativa que gere emprego, renda e possibilidade aos trabalhadores. O setor têxtil é muito importante no país”, comentou Suplicy, que, durante o dia, esteve em São Luiz do Paraitinga para ajudar no trabalho de reconstrução da cidade, depois das enchentes do início do ano.

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Faz "carão"...

Selecionamos os cinco melhores "carões" no backstage de André Lima. O último desfile da temporada de inverno 2010 teve Lady Gaga e Britney Spears na trilha sonora.

Agência Fotosite

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