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‘Só um filme é rodado por ano em Moçambique’

Curitiba – Thaila Frade

Ainda inédito no Brasil, o longa Terra sonâmbula, da diretora portuguesa Teresa Prata, já rodou o mundo espalhando a realidade moçambicana, descrita pelo escritor Mia Couto, em livro homônimo. “Sem a liberdade concedida pelo Mia, essa história não teria ficado da maneira que o público conheceu. Só retratei tão bem a realidade do local por ter crescido em Moçambique”, avalia Teresa, acrescentando: “Me considero multipatriada. Fui abraçada pelos lugares nos quais vivi. Nasci em Portugal, cresci em Moçambique, estudei música durante oito anos no Brasil e fixei moradia na Alemanha para estudar cinema”, revela. A película é uma das poucas produções recentes em um país que, após anos de guerra civil, busca alternativas para se reinventar. “Em Moçambique é rodado um filme por ano. E olhe lá! Só quando há possibilidade. Já o curta apenas encontra recursos para ser realizado por meio de subsídios da embaixada francesa de lá”, coloca a boca no trombone.

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Casos e acasos do Festival de Cinema do PR

Curitiba - Divulgação
Silvio Tendler

A consagração de Silvio Tendler

Só o processo de feitura do filme Utopia e barbárie, vencedor da quarta edição do Festival do Paraná de Cinema, nas categorias Direção e Montagem, já daria um longa-metragem. O diretor Silvio Tendler levou 19 anos para concluir o doc. que retrata a busca pela liberdade perdida em 1968 (“Este não foi simplesmente um ano, mas a construção de uma época”) até a eleição de Barack Obama. “Achei que o filme estava pronto quando os EUA sofreram o atentado de 11 de Setembro. Mesmo assim, continuei filmando por mais um tempo. Foi a decisão certa, pois Obama só foi eleito por causa das mudanças provocadas pelo atentado”, explica o diretor. Com um vasto material, o papel do montador Bernardo Pimenta foi fundamental. “Não queria me voltar para a nostalgia, e sim para o futuro. Foi o Bernardo quem trouxe esse olhar fresco e visionário”, pontua Silvio. A maior utopia e barbárie do século 20? “Para ser nacionalista, elejo a nossa luta pela democracia, nos anos 60, como a maior utopia, seguida pela maior barbárie: o que foi feito com o movimento”.

Curitiba - Divulgação
Nasi

Nasi: a mil por hora

O convite para atuar no longa-metragem Sem fio não poderia ter vindo em melhor hora para Nasi. “Joguei toda a raiva do mundo no meu personagem, mas sempre de forma sarcástica”, conta o ex-vocalista do Ira, explicando a primeira experiência como ator. Como o diretor Tiaraju Aronovich optou por um não-ator, Nasi preferiu não buscar aulas de interpretação: “Os anos de palco me deram uma base. Deixei-me guiar pelo Tiara”, lembra. E a experiência com o diretor acabou indo parar na música. Prestes a lançar o DVD de seu primeiro trabalho solo como músico, o cantor escolheu o cineasta para dirigir todo o conteúdo. Já quanto às futuras experiências como ator... “Faria um filme dirigido pelo Selton Mello. Ele é criativo e não tem medo de experimentar”. O cantor ainda recorda os maus bocados pelos quais passou nos últimos anos, quando, em 2007, o irmão, Airton Júnior, ex-empresário no Ira, tentou mover uma ação de interdição. “Ele quis provar que eu ainda me drogava. Era uma forma de ele manifestar a insatisfação pelo fim da banda. Mas não tinha jeito. O grupo já havia morrido dentro de mim”, declara Nasi.

Curitiba - Divulgação
Caco Ciocler

Cadê as férias?

Após o fim da novela Caminho das Índias, Caco Ciocler, se prepara, agora, para dois novos projetos. Em novembro, o moço estreia a peça Na solidão dos campos de algodão, de Bernard Marie Koltès (1948-1989), parte das comemorações do Ano da França no Brasil. O ator também está às voltas com o primeiro longa-metragem como diretor: “Já escolhi o protagonista, Gero Camilo, e a equipe também está escalada”, adianta Caco. O ator acredita que encontrou o caminho para unir atuação e direção. “Quando estou dirigindo, tenho prazer em ajudar os atores, porque me deparo com minhas próprias dúvidas e limitações”. A experiência de viver um surdo em O dia de ontem, filme exibido no Festival do Paraná, deixou dois marcos na vida de Caco: o casamento com a diretora de arte Marina Previatto e... uma estranha coincidência. “Depois da conclusão das filmagens, descobri que estava perdendo a audição de um dos ouvidos. Revivi o conflito do personagem”, lembra.

Curitiba - Divulgação
Daniela Escobar

Sonho antigo

Durante o Festival de Cinema do Paraná, Daniela Escobar desempenhou uma função que está cada vez mais habituada a exercer: a de jurada de festivais. Com essa, já são sete experiências. Em Curitiba, onde presidiu o júri de curtas-metragens, a atriz e, agora, também estudante de cinema em Los Angeles, optou pelo olhar técnico na hora de eleger os vencedores. “Cinema é arte, mas os critérios técnicos são fundamentais. Estudo minuciosamente os detalhes da direção de fotografia. Se a câmera estiver tremida, fico até tonta!”, explica Daniela. Apesar de ter começado a carreira na televisão, o cinema sempre foi o objetivo principal dela. “Decidi ser atriz por causa do cinema. Formei-me no teatro, me destaquei na tevê, mas nunca conseguia espaço na telona. Só agora resolvi realizar meu maior sonho”, revela Daniela. No caminho inverso da maioria dos colegas, a estudante em terras americanas se prepara para encarar o desafio de ser roteirista. “Já tenho dois roteiros para curtas prontos. Adoro escrever, mas preciso me desapegar um pouco das histórias. Sou muito descritiva e faço observações pessoais no roteiro, mas sei que, na maioria das vezes, os diretores não acatam as sugestões”, confessa. A um ano da formatura, a futura bacharel já pensa no que fazer com o trabalho de conclusão. “Quero adaptar o roteiro para o português e filmá-lo”, planeja Daniela.



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O cinema brasileiro visto por eles

Qual o primeiro nome que lhe vem à cabeça quando se fala em cinema espanhol? Pedro Almodóvar? É, mas de onde ele veio há muito mais. Prova disso foi o crescimento das produções espanholas na quarta edição do Festival de Cinema do Paraná, realizado em Curitiba. Cinco curtas-metragens estavam entre as produções contemporâneas. O diretor Ciro Atalbás considera todas as produções latinas ‘farinhas do mesmo saco’. “A exceção é o Brasil pela questão lingüística. É necessário que se mude esta mentalidade. Levo excelentes impressões daqui”, afirma o diretor do curta Manual do amigo imaginário. Já o nome a frente do curta Socorrat, Juan Parra Costa, acredita que falta incentivo fiscal das empresas particulares espanholas no cinema daquele país. “Não há leis de incentivo fiscal como no Brasil. Recebemos uma ajuda, oriunda de um único concurso público, para que seja feita a pós-produção, que nunca passa de 70% do custo total da obra. Entre as personalidades, há uma brasileira que se aventura entre os dois lados do Oceano Atlântico. Carla Guimarães, co-diretora de Hendaya: Quando Adolfo Encontrou Paco, falou de sua experiência. “Estou radicada em Madri há dez anos e esta foi a minha primeira experiência com o cinema local. Não rolou preconceito, mas acho que o meu maior desafio agora é realizar uma co-produção entre Brasil e Espanha”, afirmou.

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Últimos momentos do Ceará Music 2009

Fred Pontes


O Ceará Music encerrou com chave de ouro sua nona edição, na área verde do Hotel Marina Parque em Fortaleza. A banda mais esperada do festival confirmou seu favoritismo pelo público presente: cerca de 40 mil pessoas ficaram ate às seis horas da manhã para esperar a apresentação da banda Biquíni Cavadão.
No final do show, Bruno, vocalista do Biquíni, se jogou no meio da galera e logo depois pegou um balde com água e jogou na galera.

Fred Pontes


Fred Pontes

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Com a diva, Fernanda Montenegro

No Festival de Cinema do Paraná, a coluna conversa com uma das maiores atrizes

Divulgação

Em rápida passagem pelo Festival de Cinema do Paraná, onde deu um workshop para cinéfilos sobre a experiência de filmar com Leon Hirszman (1937-1997) – “É um enorme prazer ver as obras do mestre restauradas e relançadas” –, dame Fernanda Montenegro mostrou que, aos 80 anos (a serem festejados sexta-feira), transborda vitalidade para encarar cinema, teatro e TV. Neste pingue-pongue com a coluna, ela falou sobre sua percepção do mundo 10 anos depois de Central do Brasil e sobre o papel dos latinos no cinema americano. Com olhos atentos à produção nacional, destacou o curta-metragem Doido Lelé, da baiana Ceci Alves, apresentado em Curitiba: “Temos uma produção de curtas muito boa e não faltam exemplos aqui”.

Central do Brasil é um marco. À época, você foi indicada ao Oscar e ganhou o Urso de Prata em Berlim. O que passa pela cabeça 10 anos depois deste sucesso?
Dá saudade e foi um momento importante. Mas não sinto a obrigação de repetir o feito. Jamais imaginei que poderia ser indicada ao Oscar e, depois disso, não guiei meu trabalho para ser indicada uma segunda vez. O filme foi um momento lindo: sincero, simples e perto do coração. Esse espírito contagiou outros cineastas e contribuiu para que chegássemos longe com a produção nacional.

Por que a miséria e a violência são temas tão presentes nas telas brasileiras?
Contamos sobre aquilo no que tropeçamos diariamente: a carência. O cinema é o local onde o cidadão presencia os fatos da sua vida e ainda tenta comover o outro para que a transformação se concretize. Talvez, quando nenhum desses temas inquietarem mais nenhuma mente, tenhamos espaço para mudar os roteiros.

A reformulação da Lei Rouanet causou inúmeros debates e ainda discute-se muito sobre as dificuldades de captação de recursos no Brasil. Como avalia o cenário?
Os governos anteriores começaram a se mobilizar para dar condições de se produzir arte. Não é à toa que, hoje, os setores públicos são os maiores patrocinadores do cinema brasileiro, através de seus editais. Isso acabou gerando uma centralização nas mãos políticas e os produtores culturais se tornaram cada vez mais dependentes das leis de incentivo. Sou de uma geração em que diretor e elenco se endividavam para levantar um espetáculo teatral e pagavam a dívida com a bilheteria. Hoje, estes patrocínios propiciam produção e ensaios, mas não a temporada teatral em si. Para uma turnê, sempre é preciso de um novo patrocinador e apoiador.

E a questão da meia-entrada? Muito se fala nela pela possibilidade de atrair jovens para a cultura, seja cinema, teatro ou música, mas também sobre o prejuízo que isso acarreta. Qual a sua opinião?
Se deixarmos, 90% da bilheteria fica por conta das meias-entradas e 10% de inteiras. Hoje, eu faço teatro por amor, não como fonte de renda. O sustento vem de outras ações.

Como avalia a participação das mulheres latinas no cinema norte-americano?
As atrizes latinas sempre estiveram presentes. E em papéis coadjuvantes, seja como empregadas, bandidas ou prostitutas. Acredito que isso não acontece por conta de um preconceito velado, mas sim por reflexo da sociedade local, que sempre recorreu aos latinos para papéis que não gostaria de atuar na vida e os fazem de subalternos. E acaba refletindo no cinema o que essa comunidade vive. Há fenômenos, como a Penélope Cruz e a Salma Hayek, ou a minha indicação para o Oscar. Não foi por ser brasileira, latina, e sim pelo reconhecimento da Academia, que percebeu a proposta do Central do Brasil e viu que o trabalho era bom e bem feito. Agradeço a Deus até hoje pela oportunidade. Nunca poderia imaginar que um dia estaria sentada na primeira fila da premiação e concorrendo. O meu caso ainda é um fenômeno.

Próximos projetos?
Em janeiro, começo a gravar a próxima novela do Silvio de Abreu. Ficarei disponível para a novela de janeiro a novembro. Desta vez, o público me verá mais. E, em 2011, montarei Amante inglesa, de Marguerite Duras. Não me canso de trabalho.

Você é noveleira?
Faço novela, mas só assisto às vezes. Seja para acompanhar um pouco da trama, seja para observar o trabalho dos amigos.

Aqueles que estão iniciando os estudos de interpretação, relacionados a cinema ou teatro pedem seus conselhos...
E eu digo que, se não tiverem coragem e determinação, melhor que desistam antes mesmo de começar! Se a pessoa não tiver fôlego para enfrentar a vida de frente, é como a morte, mas para o palco.

E qual a perspectiva para o futuro do cinema brasileiro?
Acho que o cinema nacional está se diversificando. Ele se abre para novos formatos, roteiros, etc, o que é fundamental para que se fortaleça. Não sei se um dia seremos uma grande indústria, mas estamos nos esforçando para fazer cinema com personalidade. O brasileiro não quer imitar o jeito europeu ou qualquer outro de fazer cinema. Ele está buscando a própria identidade.

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Ittala Nandi de A a Z

Mil e uma faces da realizadora da mostra do Paraná

Curitiba – Simone de Almeida

Com 50 anos de carreira e um currículo extenso, a atriz Ittala Nandi poderia aproveitar o contrato exclusivo com a Rede Record para “diminuir o ritmo” das tantas atividades que desenvolveu ao longo da vida. Mas, não. Quis dar continuidade aos trabalhos, abrindo espaço para a nova geração. Primeiro, passou a coordenar a Escola Superior Sul-Americana de Cinema e TV do Paraná e, na sequência, o Festival de Cinema do Paraná. A lembrança das reuniões para a criação do Festival de Gramado, a experiência acumulada no Teatro Oficina e os bastidores do cinema “neobarroco” – “Era considerada a rainha desse gênero” – credenciaram Ittala para idealizar e comandar a mostra que ela considera essencial. “Este é um festival sem tapete vermelho. Uma semana de debates e reflexões”, explica.

Qual a proposta do festival?
Quando montei esta mostra, parti da premissa de que os festivais mais interessantes são os que possibilitam a conversa com o público, diretores e produtores. Festival é, acima de tudo, oportunidade de trocar ideias, imagens e palavras. Acredito que a palavra tem um poder muito grande de mudança sobre as pessoas.

Mudanças radicais ou sutis?
Pode ser uma experiência que irá modificar sua forma de enxergar determinadas questões sobre o audiovisual. Fernanda Montenegro, por exemplo, quando esteve naquela sala, cercada por 200 pessoas ávidas por informação, foi a glória. Eu me senti uma menina. E aquilo acabou modificando a forma como penso. Quando falo em modificar, estou me referindo a soltar a criatividade.

E por que a resistência ao tapete vermelho?
O que vejo é que determinadas pessoas se aprofundam pouco no motivo principal de estarem ali, reunidas naquele espaço, que é o cinema. Tem quem procure só glamour, o que resulta na produção de conteúdo fútil. Não é essa a minha intenção. Hoje, há uma busca pela fama exacerbada, que se desvirtua do real sentido do cinema.

Na programação do festival há seminários e palestras que se mostram de extrema importância para esclarecer dúvidas sobre recursos para produções, uma aflição em evidência nos últimos anos. Ontem era diferente? Ou hoje a necessidade de apoio e incentivo é maior?
Tivemos um período muito intenso, no qual as produções conseguiram algo que hoje é considerado um sonho para o mercado. Sou de uma geração que lutou pela Embrafilme, fez as atas das assembleias e conquistou feitos como a exigência de que cinemas brasileiros dediquem dois terços de sua programação ao produto nacional. Isso só foi alcançado pela qualidade, união e até a quantidade de material que produzíamos. O fim da Embrafilme, no governo Fernando Collor, foi um choque imenso do qual ainda não deu para se recuperar.

E como avalia o atual mercado? Conseguimos aprender com os grandes nomes de outrora ou estamos condenados à reprodução em massa?
Produzimos bons filmes, mas que não podemos considerar inovadores ou brilhantes, no sentido de roteiro, de captação de imagens ou propostas. Credito essa “apatia” aos quase 25 anos de ditadura. Não se tira essa marca do corpo de maneira simples. Ela continua como um vírus resistente. Percebo a perda da criatividade, resultante do enquadramento ao qual a sociedade foi submetida.

E qual o antídoto para isso?
Encontros como este de Curitiba. O festival propicia ideias novas. Há espaço para uma diversidade de interesses e um mix de pessoas que podem ajudar a mudar o pensamento.

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O escolhido no Ceará

Ag. Fpontes

Jesus Luz só toca mais tarde no Ceará Music, mas, ontem, ele já deu o ar da graça nos bastidores do evento para conhecer e entender melhor a grandiosidade do espaço. Eram 40 mil pessoas circulando entre o Marina Park Hotel e o Mucuripe Club, na orla de Fortaleza. O primeiro funciona como espaço para os mega shows de bandas nacionais e regionais, enquanto o segundo é a casa dos amantes da música eletrônica. Templo, aliás, onde o escolhido de Madonna toca, hoje, às 23h30.

Ontem, a noite foi aberta pelos meninos do NX Zero e encerrada pelo Bangalafumenga. Para mostrar todo o ecletismo de um dos maiores festivais do país, que reúne cerca de 100 mil pessoas em dois dias, a noite teve ainda Natiruts, Detonautas, O Rappa, Charlie Brown Jr., Fresno e Jota Quest.

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Equipe de 'O dia de ontem' participa de debate

Thaila Frade

Após a exibição na noite desta sexta-feira no 4º Festival de Cinema do Paraná do longa metragem O dia de ontem, os diretores Thiago Luciano e Beto Schultz e Caco Ciocler participam do debate com o público na manhã deste sábado.

Caco, que chegou na hora da exibição diretamente do aeroporto (onde esperou três horas dentro do avião para embarcar), se mostrou impressionado com o resultado do filme na telona. Assim como os diretores, o protagonista “mudo” conferiu pela primeira vez o resultado do filme.

“Essa foi a primeira exibição em um festival e estamos muito felizes. O evento é o primeiro momento para fazer acontecer”, resumiu Caco.

Thiago e Beto, que também são atores, confessaram que deixaram a interpretação do ator livre pelo tema escolhido para abordar, o vazio.

“Segui a minha intuição. Não gosto de diretores que já chegam com a idéia pronta e só reproduzo algo, não colaboro”, observou.

Thaila Frade

Cada vez mais interessado em trabalhar do outro lado da câmera, Ciocler se lembrou de sua primeira experiência como diretor de um curta-metragem, que considerou um desastre.

“O roteiro era bom, mas eu era muito convencido e achava que tinha que botar para rodar as minhas idéias, foi desastroso. Aprendi para a vida depois dessa experiência”, confessou.

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Sucesso de público

Divulgação

A homenageada da semana com o prêmio Dina Sfat, Letícia Sabatella volta, neste sábado, ao Festival de Cinema do Paraná com o documentário Hotxuá. Em sua primeira experiência como diretora, a atriz registrou poeticamente a tribo indígena krahô, um povo sorridente que designa um sacerdote do riso, o hotxuá, para fortalecer e unir o grupo através da alegria, do abraço e da conversa. Acompanhando o dia-a-dia da aldeia no Norte do Brasil, Letícia colheu depoimentos dos índios, em sua língua nativa e em português, e contou com a co-direção de Gringo Cardia.

O doc. faz parte do programa hors concours ao lado de Em teu nome - que encerrará o festival no domingo, por ser inédito no Paraná. A curiosidade pelo filme que versa sobre sacerdote do riso - que seria exibido somente em uma sessão neste sábado - acarretou uma sessão extra marcada para o domingo de manhã. Um sucesso de público!

E Letícia ainda promete comparecer, neste sábado, ao Museu Oscar Niemeyer com toda a família.

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Ceará Music pede passagem

Ag.Fpontes

Aproveitando o ensejo do Ceará Summer Fashion e prolongando a estadia na Terra da Luz, a Coluna Heloisa Tolipan estará nos dois dias do Ceará Music 2009, que rola hoje e amanhã, em Fortaleza. Nos palcos montados no Marina Hotel e no Mucuripe Club, ligados por uma ponte construída para o evento, artistas como Lulu Santos, Biquíni Cavadão, Skank, O Rappa, Claudia Leitte, CPM 22, Charlie Brown Jr., Jota Quest, Natiruts, NX Zero, Fresno, Cine, Roberta Sá, Bangalafumenga, Gui Boratto, Skazi e Jesus Luz se revezarão sob os holofotes. Jesus, aliás, já chegou à cidade, na manhã de hoje. Madonna, claro, não veio.

Outras informações: www.cearamusic.com.br

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