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O Brasil no mundo

Fabian Alvarez

Seu Jorge aporta no Rio, sexta-feira, para se apresentar no Circo Voador, mas não para show solo – aliás, ele nunca tocou no Circo, acredita? O compositor de Belford Roxo trará ao palco da Lapa um projeto experimental, junto com o amigo e percussionista Peu Meurray (na foto, com Seu Jorge), que constrói tambores a partir de pneus. “Ele vem da nova safra de músicos baianos que mantêm a tradição africana, mas fogem do axé”, diz Seu Jorge. Em breve, os dois lançam o álbum Almas e, em seguida, saem em turnê pelos Estados Unidos. Jorge, que mora mais no mundo do que em sua casa de São Paulo (“Tenho pouso em Los Angeles e Paris”), aproveita para comentar a relação com o exterior: “O que me projetou para valer lá fora foi o cinema, com o Cidade de Deus e A vida aquática de Steve Zissou. Com o disco mais recente, América Brasil, quis internacionalizar meu trabalho de cantor. Agora, durante essa turnê pelos EUA, pretendo decidir que caminho meu próximo CD vai tomar. Provavelmente, será um híbrido entre Brasil e o mundo”. O músico confessa, inclusive, que se sente responsável pela imagem do país lá fora. “Da última vez que estive em Paris, prometi que voltaria com boas notícias. Mas nem precisei, porque elas já chegaram por lá. O Brasil não para de crescer, passamos bem pela crise financeira e tenho muito orgulho do governo Lula e do que Gilberto Gil fez na cultura”. Falando em otimismo... Seu Jorge diz não ligar para o grupo concorrente Franz Ferdinand, que toca na Fundição Progresso também na sexta-feira. “Vi um show deles em SP, mas não é a minha. Iguais a eles vi 500 na Inglaterra”. Mudando de assunto, vamos falar da segunda carreira do moço, a de ator? Jorge acabou de rodar Tropa de Elite 2, no qual interpreta o bandido Beirada, que organiza uma rebelião em Bangu 1. Está por vir também um papel no primeiro filme com direção do francês (e best friend) Vincent Cassel, filmado no Brasil.

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Águas de março
Se o show do Guns N’ Roses foi cancelado por causa da chuva de domingo, a festa JukeBox mostrou sua força e sobreviveu ao temporal. Mas os fatos quase derrubaram a grande celebração GLS. “As tempestades tentaram a todo o custo serem nossas vilãs, mas não deixamos. Theresa, a DJ que vinha de Nova York, enfrentou forte nevasca no fim de semana e não pode embarcar”, revela Carol Bandeira, a voz feminina do trio de produtores. “E ainda faltou luz por meia hora, mas tinhamos dois geradores e ninguém percebeu nada”, completa Rodrigo Rodriguez. A próxima edição da JukeBox já tem mês reservado: junho.

Volta Babilônia!

Os produtores Robert Guimarães e Fernando Molinari estão batalhando fervorosamente pela volta da Babilônia Feira Hype. A ideia é tornar o evento parte das atrações turísticas voltadas para as Olimpíadas. Mas acalmem os ânimos! Os planos não são só para 2016. “Estamos fazendo de tudo para a feira voltar em setembro”, diz Robert.

Brasileirinhos

Está rolando em Austin, no Texas, o Festival South by Southwest, o SXSW, um dos maiores da indústria fonográfica e, ainda, um dos principais lançadores de novos nomes na música – Amy Winehouse, entre eles. E, desta vez, tem representante nacional por lá: os meninos da banda recifense The River Raid. O grupo, aliás, só conseguiu chegar até o Texas porque a Levi's Brasil pagou as passagens e a estadia dos rapazes, já que eles foram uma das cinco bandas integrantes do projeto Levi's Music do ano passado. Em tempo: na véspera da abertura, o Copacabana Club + o Database, outros representantes nacionais, esquentaram a noite em Austin em show no Vice Club.

Tempo quente

Não convidem Claudia Jimenez e Betty Lago para a mesma mesa. As duas amigas, que podiam ser vistas noite sim, noite também, na Dias Fereira, se desentenderam. Nem os mais íntimos sabem o motivo do afastamento. Esperamos que voltem às boas.

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Referência e irreverências

Reprodução

Tudo o que Lady Gaga faz repercurte pelo mundo. Indiscriminadamente. Seu novo trabalho, o clipe de Telephone, causou furor. Mas em um frame, deixou uma sensação de dejá vu nos fashionistas brasileiros. Os cabelos de Gaga presos com latas de refrigerante, no clipe, foram usados como recurso de styling no desfile de Verão 2010 de Isabela Capeto ,em junho de 2009.

Marcos Madeira

Mas quem fez sucesso mesmo na internet, pós-clipe, foi Ximbica, personagem caricata de SP e famosa por versões bem-humoradas de hits internacionais. Rápida no gatilho, Ximbica arrasou na paródia em português do hit gaguiano que contou, ainda, com a hilária Nanny People interpretando o papel de Beyoncé. “Gravamos em dois dias e em cinco já estava no ar e com mais de 100 mil acessos”, empolga-se Lia, a webdesigner por trás da criatura. Mas por que Ximbica? “Não existe Xuxa e Xaxa (sic)?”, questiona. Pois é, tudo é normal na poplândia.

Divulgação

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Rescaldo de moda no MinC



Os ecos da reunião realizada em Brasília, semana passada, marcando o início das relações institucionais do Ministério da Cultura com a moda, a arquitetura e o design reverberam. O estilista Ronaldo Fraga, um dos presentes ao encontro, nos contou ontem que mais uma conferência foi marcada para o início de abril. “Esperamos a adesão de mais estilistas a este processo, porque apenas 10% do setor produtivo foi à capital federal para o encontro. A turma escaldada com promessas precisa entender que não vamos pedir dinheiro para o desfile do Zé das Couves com uma gostosona na passarela. Estamos discutindo, finalmente, a possibilidade da moda ser considerada cultura nesse país”, disse. Acrescenta ainda que os pontos mais importantes a serem discutidos e contemplados pela lei, segundo ele, são a catalogação e o registro da história da moda no país e a formação e capacitação de pessoal. Lembrou ainda a realidade de que um profissional, hoje, se quiser fazer um livro sobre moda não consegue incentivo.
O próprio Ronaldo é um exemplo disso. Teve negado por ter vezes, pelos entraves burocráticos do governo federal, projeto de livro e exposição sobre moda e o rio São Francisco, tema de sua coleção para o Verão 2009. “Refizemos todo o projeto até ser aprovado e ele está totalmente focado em educação e cultura. Vai ser inaugurado em julho, no Palácio das Artes, em BH. Pesquisamos as lendas, as cidades ribeirinhas e vou convidar a todos a navegar em imagens da nascente até a foz do rio. Um verdadeiro mergulho na arte contemporânea do São Francisco”. E a moda, Ronaldo? “Serve como pano de fundo para a costura desse grande rio”, atesta, acrescentando: “As gerações futuras não vão ter esse questionamento absurdo se moda é cultura ou não”.

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A nova Eliana

São Paulo - Guilherme Licurgo
Eliana

Além de ser apresentadora e linda, Eliana Michaelichen acha tempo para ser empresária. Depois de se dedicar a licenciamentos, TV, música e cinema, a loura começa uma nova empreitada com a Editora Master Books. O primeiro livro a ser lançado (logo mais, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon) é Eu queria ser, da fotógrafa Priscila Prade. A obra traz 55 imagens publicadas ao longo de três anos em uma seção da revista da MTV, na qual celebs aparecem fantasiadas como artistas que admiram.

Como começou sua paixão pela literatura?
Os contos de fadas me encantaram na primeira infância e, novamente, mais tarde, quando cursei até o terceiro ano de psicologia. As muitas leituras que uma só obra pode ter sempre me impressionaram.

Qual livro nunca deixa a cabeceira da sua cama?
Difícil escolher um! Adoro os que tratam a filosofia de uma forma cotidiana, aplicada às situações reais da vida. E tenho uma queda declarada por livros de fotografia. Sempre compro vários quando viajo.

Por que decidiu abrir uma editora neste momento?
Há bastante tempo planejava atuar nos bastidores de projetos culturais fora da TV. Inicialmente, pensei em produzir musicais, mas a minha paixão por livros de arte e cultura pop acabou me levando à área editorial. De um lado, vou dividir com o público os temas que me emocionam. De outro, ajudarei artistas a divulgarem suas obras.

Por que escolheu encarnar o roqueiro Marilyn Manson em Eu queria ser?
Por ser uma figura completamente diferente de mim.

O que mudou na sua vida desde que você saiu da Record e foi para o SBT?
Estou muito mais feliz! No meu programa atual, eu faço o que acredito ser o melhor, com qualidade e conteúdo. São quatro horas no ar no domingo, o dia mais disputado da TV brasileira. Não poderia ser melhor.

Como você vê essa batalha constante pela audiência na TV aberta brasileira?
A TV é a maior vitrine que existe. Se eu tiver de apresentar algo sensacionalista, apelativo, prefiro sair da TV. Meu DNA profissional de unir entretenimento e informação é o reflexo do que acredito ser o meu papel como comunicadora e cidadã.

Priscila Prade
Supla tal qual Kiss

São Paulo - Priscila Prade
Samuel Rosa, nosso John Lennon

São Paulo - Priscila Prade
Pitty de Daryl Hannah em ‘Blade Runner’

São Paulo - Priscila Prade
Preta GIl a lá Beyonce

São Paulo – Priscila Prad
Frejat, o Superman

São Paulo – Priscila Prade
Fernanda Abreu de Prince)

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Redenção de Dom João VI no palco carioca

Álvaro Riveros
Sérgio Cabral, Guto Graça Mello, Eduardo Dussek e Sylvia Massari

Rolou, anteontem, no Teatro João Caetano, no Centro, a estreia de Era no tempo do rei, direção de João Fonseca e baseada no livro homônimo de Ruy Castro. A adaptação feita por Heloisa Seixas, com a ajuda da filha Júlia Romeu, é estrelada por Soraya Ravenle e Léo Jaime. Entre os convidados, Dom Joãozinho de Orleans e Bragança. “Fiquei feliz com o fato de o espetáculo enterrar a imagem de paspalho que fazem de Dom João. Ele não era uma figura caricata e atrapalhada, mas sim um grande estadista”, disse Dom Joãozinho, defendendo o antepassado. Passaram por lá também o jornalista e escritor Sérgio Cabral, o ator Sérgio Britto e os compositores Carlos Lyra e Aldir Blanc – cuja parceria resultou na trilha do espetáculo.


Álvaro Riveros
Júlia Romeu, Heloisa Seixas e Aldir Blanc

Álvaro Riveros
Sérgio Britto)

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Moda mia!
Antecipando 2011, o ano da Itália no Brasil, três grifes italianas aportam no line up da edição Inverno da Capital Fashion Week, pilotada por Márcia Lima, a partir de amanhã: a expert em alfaiataria masculina Mabro-Antichi Telai; a do designer Renato Balestra; e a Missoni, cuja primeira loja na América Latina foi inaugurada em São Paulo, no fim do ano passado. Pelo visto, a paixão dait-girl Margherita Missoni pelo nosso país contagiou todo clã. A grife inaugura a segunda flagship store da marca no Brasil, ainda este semestre, no Shopping Iguatemi de Brasília. O desfile da Missoni rola amanhã, no Teatro Nacional e, em seguida, o embaixador italiano Michele Valensise recebe o diretor de marketing da grife, Vittorio Missoni, e seu filho, Ottavio Jr. Missoni, em um jantar na embaixada.

Cultura haitiana
A Aliança Francesa está trazendo para o Brasil o haitiano Guy Régis, dramaturgo, diretor de teatro e fundador da companhia Nous Théâtre, para uma semana cultural, que começa na segunda-feira. Guy fará uma oficina de literatura, apresentará alguns textos de autoria própria e também contará sua batalha como agitador cultural no Haiti. Tudo isso na unidade de Botafogo.

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Luz vanguardista

Divulgação

Etimólogos acreditam que a palavra “aluno” teve origem no termo latino “a lumni”, que significa “sem luz”. Mas, para o artista plástico João Carlos Goldberg, curador da exposição Com Luz (que inaugura, hoje, na galeria Anna Maria Niemeyer, no Baixo Gávea), composta por esculturas de seis estudantes da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, o termo não condiz com sua experiência: “Eles já demonstram possuir luz própria, os trabalhos são tão criativos quanto os de artistas já formados. Por isso batizei a mostra assim”, explica João. Na exibição, haverá desde obras feitas em madeira a outras criadas com renda e fotografia ou borracha e agulhas. “Com a quebra das fronteiras na pintura, na gravura e na escultura, essa multiplicidade de materiais é o caminho da arte contemporânea. Muitas vezes isso gera uma confusão no público, que não está acostumado a essas linguagens. Muitos têm dificuldade de encarar a arte como pensamento e não como técnica”, observa o artista, há 30 anos fornecendo luz a seus alunos da Oficina 3D da EAV.

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