A Orquestra Sinfônica Brasileira continua a sua série de concertos camerísticos no auditório do BNDES nesta quarta (13h). Oito dos melhores instrumentistas da OSB - a flautista Cláudia Nascimento, a harpista Jennifer Campbell, os violinistas Roberto Farias Lopes e Marisol Infante, os violistas Gabriel Marín e Diemerson de Siena Silva, e os violoncelistas Esdras Campos e Martina Ströher - interpretam a sonata para flauta, viola e harpa, de Claude Debussy (obra de 1915), e Souvenir de Florence, sexteto de cordas composto pelo romântico russo Tchaikovsky.
Jennifer Campbell - Marisol Infante - Gabriel Marin - Martina Ströher
A OSB Jovem abraça um repertório predominantemente latino-americano em seu próximo concerto, sexta dia 30, na UERJ (18h). Camargo Guarnieri, Lorenzo Fernández, Alberto Ginastera, Moncayo e a Abertura Cubana (de Gershwin) marcam presença, regidos por Marcos Arakaki.
O Mozarteum Brasileiro abre a sua temporada de concertos nesta semana, na Sala São Paulo, com o Ensemble Berlin (terça e quarta, 21h) em formação de septeto.
Ensemble Berlin
O excepcional grupo de câmara alemão é formado, em sua maioria, por instrumentistas da Filarmônica de Berlim. No Brasil, apresentam-se os violinistas Philipp Bohnen e Christoph von der Nahmer, o violista Martin von der Nahmer, o violoncelista Clemens Weigel, o contrabaixista Ulrich Wolff, o trompista Franz Draxinger, e, ao oboé, Christoph Hartmann.
O repertório essencialmente clássico é representado por obras e compositores pouco executados, como quintetos de Antonio Rosetti e George Onslow, e o septeto opus 188 de Carl Reinecke. Completa o programa o quarteto em fá maior, para oboé e cordas, K370, de Mozart.
Ensemble Berlin
Ainda na quarta, os instrumentistas do Ensemble Berlin ministram masterclasses no Instituto Baccarelli, em SP.
O primeiro projeto brasileiro dedicado ao compositor Fryderyk Chopin em seu bicentenário de nascimento, Chopiníssimo chega a Curitiba, Paraná (dias 26 e 27), depois de uma estreia de sucesso no Rio, em fevereiro.
Fernando Eiras como Chopin
Criado e dirigido por Eli Rocha, Chopiníssimo integra a programação internacional do Ano Chopin e inclui um belo concerto cênico, exposição iconográfica com fotos de documentos, objetos, partituras e pinturas, cedidas pelo Museu Chopin de Varsóvia, e palestra multimídia avaliando a obra maior do compositor polonês, símbolo da arte romântica.
Carolina Faria e Linda Bustani em Chopiníssimo
No concerto cênico “Chopin, o Poeta do Piano”, algumas de suas obras mais significativas, porém pouco executadas, como o Scherzo no.3, as Variações Brilhantes opus 1 e suas melodias polonesas, opus 74, serão interpretadas pela grande pianista Linda Bustani e pela mezzo-soprano Carolina Faria, um nome em ascensão na cena musical brasileira (que acaba de retornar da França, onde cantou o Stabat Mater de Pergolesi). O ator Fernando Eiras (prêmio Shell 2010) emoldura o concerto, personificando Chopin ou dialogando com o compositor na leitura de seus diários e cartas, trazendo à luz as circunstâncias de criação de sua música. Em maio, Chopiníssimo viaja para São Paulo.
Fernando Eiras e Linda Bustani em Chopin, o Poeta do Piano
O IBAM Cultural realiza, desde a última semana, o projeto “A Voz como Instrumento”, que inclui concertos didáticos, ensaios abertos, palestras e oficinas, novos formatos que marcam o 38º ano da Série Música no IBAM, favorecendo o encontro do público com os artistas em seu processo de criação.
Polifonia Carioca
O Coro Polifonia Carioca, regido por Ueslei Banus e acompanhado por Priscila Bonfim ao piano, realiza ensaio aberto do Requiem de Mozart nestas segunda e terça (respectivamente 12h30 e 20h30). Guilherme Heuss conduz workshop sobre a voz na Broadway, com participação do Coro Réus Confessos (dias 28 e 29, 17h) e, na sexta (20h30), integrantes da Escola de Música da UFRJ interpretam a ópera cômica moderna Il Segreto di Susanna, de Ermanno Wolf-Ferrari. Ainda na quinta (19h), a especialista Janete El Haouli profere a palestra “Descobrindo Vozes, a Corporalidade e as Diferentes Escutas”.
Assistamos a um excerto de Il Segreto di Susanna, de Wolf-Ferrari, interpretado pela soprano Michelle Canniccioni e pelo barítono Ales Jenis em montagem da Ópera de Montpellier (março de 2007):
Depois de um recital Chopin excepcional em março, uma de nossas maiores artistas, a pianista Cristina Ortiz retorna à Sala Cecília Meireles neste sábado, dia 24 (16h) para comemorar seus 50 anos de carreira artística e 60 anos de vida.
Cristina Ortiz
Com a participação do Quinteto Villa-Lobos, a baiana Cristina Ortiz, radicada há anos na Inglaterra, interpreta obras de um dos mais emblemáticos compositores do século XX, o francês Francis Poulenc. Em uma viagem de rica exploração tímbrica, Ortiz e o quinteto, que se apresentam juntos pela primeira vez, interpretam sonatas para flauta, clarineta e oboé, além da Elégie (com a trompa) e um belo trio para oboé, fagote e piano, encerrando com o sexteto opus 100.
Cristina Ortiz
Primeira mulher a vencer o concurso internacional de piano Van Cliburn, Cristina Ortiz teve uma ascensão fulgurante na cena musical internacional, consolidando uma carreira pautada pela excelência e vigor interpretativos e uma preocupação constante em divulgar a música brasileira, lapidada em suas mãos em execuções de referência. Sorte nossa, Cristina Ortiz registrou a abrangência de sua arte em uma rica discografia (mais de 35 álbuns), tanto como pianista quanto como solista-regente. Brava!
A seguir, Cristina Ortiz interpreta o 2o movimento - Andante - do Concerto para piano e orquestra no.2, opus 102, de Shostakovich, com regência de Rumon Gamba:
A nova Série Violões da AV- Rio (Associação de Violão do Rio) começa no próximo sábado, dia 24 (17h), na Sala de Sessões do Centro Cultural da Justiça Federal. Dois novos talentos do instrumento que vem se destacando na cena carioca, os violonistas Henrique Conde e André Machado interpretam composições de Bach, Joaquín Rodrigo, Villa-Lobos e Ricardo Tacuchian, dentre outros.
O violão é a tônica também da Série UNIRIO Musical, que acontece sempre às terças na Sala Villa-Lobos. Nesta semana, Luís Carlos Barbieri, diretor da AV-Rio, executou um programa brasileiro centrado em obras de Mignone, Edino Krieger, Radamés Gnattali, Fred Schneiter e composições próprias. Na terça 27, outro grande intérprete, o violonista Nicolas de Souza Barros realiza um recital com obras de Bach (compostas para outros instrumentos) e Albéniz.
Nicolas de Souza Barros
Ouça a interpretação de Granada, de Isaac Albéniz, por Nicolas de Souza Barros ao violão de oito cordas, no centésimo encontro da AV-Rio:
A OSB celebra os 50 anos da fundação de Brasília com um concerto nesta quarta, dia 21 (20h), data exata da inauguração da nova capital, que teve a participação especial da orquestra.
Brasília em sua inauguração
Dirigida pelo maestro assistente Marcos Arakaki e com participação da harpista Jennifer Campbell, a Orquestra Sinfônica Brasileira executa, no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico, Brasília – Sinfonia da Alvorada, de Tom Jobim e Vinícius de Morais; a Alvorada, da ópera Lo Schiavo, de Carlos Gomes; e o Prelúdio das Bachianas Brasileiras no.4, de Villa-Lobos. Completam o programa a Grande Valsa Brilhante, de Chopin, e as Danças – Sacra e Profana, de Debussy.
Orquestra Sinfônica Brasileira
A sinfonia de Tom Jobim e V.de Morais foi comissionada para a festa inaugural, mas teve sua estreia somente em 1966. Segundo o compositor, seus cinco movimentos foram inspirados por características e fatos que marcaram a construção de Brasília: os espaços vazios, a natureza, a chegada dos novos habitantes da cidade recém-formada, os ruídos das obras e o júbilo pela conquista.
Ouçamos excertos da Sinfonia da Alvorada, de Tom Jobim e V.de Morais:
Preparando-se para realizar o V RioHarp Festival em maio, o já consagrado festival internacional de harpas que, durante um mês, toma conta das salas do Rio, a Série Música no Museu traz jovens talentos à sua programação diária de concertos gratuitos, como o pianista André Signorelli, que se apresentou em recital no MAM no último domingo.
Amanhã, quarta, a mezzo-soprano Luzia Rohr e a pianista Viviane Sobral se dedicam a um programa essencialmente espanhol no CCBB (12h30), com obras de Falla e Granados. O duo de flautas formado por Stael Malamut e Verônica Marques tocam Telemann, Locatelli e Haydn no Centro Cultural da Justiça Federal (sexta, 15h).
Luzia Rohr
Dois violonistas se destacam na semana, Fernando Aguera e Bruno de Azevedo, que se apresentam respectivamente no Museu Carmen Miranda (segunda) e no Museu Casa do Pontal (sábado, 16h30), localizado no Recreio dos Bandeirantes.
A jovem violinista virtuose holandesa Simone Lamsma se apresenta pela primeira vez no país, acompanhada pela pianista ucraniana Valentina Lisitsa, neste domingo, dia 18, na Sala Cecília Meireles. As duas artistas interpretam sonatas de Brahms, Debussy e Strauss.
Premiada em vários concursos internacionais e a mais jovem violinista formada pela Academia Real de Música, de Londres, Simone Lamsma, hoje com 24 anos, fez sua estreia aos 14 executando o exigente concerto no.1 de Paganini. Desde então, uma combinação de imensa musicalidade e perfeito domínio técnico vem tornando Lamsma uma das violinistas de mais sólida ascensão internacional.
Simone Lamsma
A primeira gravação de Simone Lamsma, em 2006, com obras do britânico Edward Elgar para o selo Naxos, foi recebida com entusiasmo pela crítica inglesa (e escolhido disco do mês pela Classic FM Magazine), assim como seu segundo registro, com concertos de Spohr, lançado no ano passado. A performance da violinista suscitou comparações da crítica com o legendário Jascha Heifetz.
Graças a um benfeitor anônimo, Simone Lamsma toca um raríssimo violino Stradivarius (rotulado Cremona 1718). Em parceria com Valentina Lisitsa, pianista e camerista excepcionais (que brilhou na Sala em 2009 com a estupenda violinista Hilary Hahn), o recital promete se tornar um dos grandes momentos musicais do ano e uma substituição à altura do programa original, com Vadim Repin e Itamar Golan, cancelado por motivo de saúde.
Assistamos a Simone Lamsma interpretando Eugène Ysaÿe:
Uma das grandes óperas do século 20, Der Rosenkavalier (O Cavaleiro da Rosa), do alemão Richard Strauss, é o terceiro título do ano a ser exibido pelo projeto MET Ópera no Cinema, promovido pela MovieMobz em parceria com o Metropolitan Opera House de Nova York.
Com um libretto brilhante de Hugo Von Hofmannsthal, Der Rosenkavalier é situada na Viena aristocrática do século 18 e, através de uma série de circunstâncias análogas, presta homenagens a Mozart e a sua obra-prima cômica Le Nozze di Figaro (As Bodas de Figaro).
Em um perfeito equilíbrio de comédia e pathos, vivacidade e melancolia, O Cavaleiro da Rosa, que estreou em 1911, é uma das partituras mais românticas e delicadas de Richard Strauss, repleta de valsas (um anacronismo para a época em que se passa a ópera, porém intencional) e uma antítese às suas composições anteriores, as violentas e moderníssimas Salome e Elektra.
Como a Marechala, brilha a soprano norte-americana Renée Fleming, maior intérprete straussiana da atualidade, em um performance de estilo irretocável e extraordinário colorido vocal. No papel travesti de Octavian, o jovem amante da aristocrata, uma verdadeira aula de interpretação da mezzo-soprano Susan Graham. Completando o trio de protagonistas, que não poderia ser melhor, a excelente soprano alemã Christine Schäffer é uma Sophie idiomática e envolvente.
Renée Fleming em Der Rosenkavalier, de Richard Strauss, no MET
A produção clássica de Nathaniel Merrill para o MET traz ainda o veterano barítono inglês Sir Thomas Allen como o burguês Faninal, pai de Sophie, e Eric Cutler como o tenor italiano que, em mais uma demonstração do grande senso teatral de Richard Strauss, contrapõe o lirismo de sua ária à balbúrdia que se desenvolve em cena. O baixo islandês Kristinn Sigmundsson encarna o arrogante e patético Barão Ochs, o vértice cômico do enredo.
A récita, regida pelo maestro holandês Edo de Waart, foi gravada em janeiro deste ano e será transmitida nos cinemas de onze cidades brasileiras, incluindo o Rio, nestes dias 17 e 18, às 11h.
Der Rosenkavalier, de Richard Strauss, na produção de Nathaniel Merrill para o MET
Ouçamos Renée Fleming em estupenda performance do monólogo da Marechala (Da geht er hin...) , no ato I de O Cavaleiro da Rosa, de Richard Strauss. Montagem de Baden-Baden gravada em fevereiro de 2009. Christhian Thielemann rege a Filarmônica de Munique.
Na mesma récita, assistamos ao trio final (ato III) interpretado por Renée Fleming (Marechala), Sophie Koch (Octavian) e Diana Damrau ( Sophie):
Com direção musical de uma das maiores vozes brasileiras, o barítono Nelson Portella, o Instituto da Ópera apresenta o seu primeiro recital do ano nesta quinta, dia 15 (18h45), no Auditório Vera Janacopulos, na UNIRIO.
Nelson Portella rege o Coro Infantil do Instituto da Ópera
O tenor Ewandro Stenzowski e as sopranos Magda Belloti, Marina Considera e Lina Mendes cantam árias e duetos de óperas italianas, alemãs e russas compostas por Mozart, Bellini, Verdi, Puccini, Tchaikovsky, Flotow e Vivaldi, acompanhados ao piano pela versátil Talitha Peres. Participa do recital o Coro Infantil do Instituto da Ópera, resultado de um belo (e necessário) trabalho artístico e social desenvolvido em parceria com o Instituto Kinder.
Magda Belloti - Marina Considera - Talitha Peres
Marina Considera, que retorna de um período de estudos com a legendária soprano italiana Renata Scotto, interpreta árias de duas personagens que marcaram fortemente a carreira de sua mentora: Norma (de Bellini) e a Traviata (de Verdi).
Ouçamos a soprano Magda Belloti, acompanhada ao piano por Thalita Peres, cantar o Lundu do Imperador, da ópera O Chalaça, de Francisco Mignone:
Assistamos agora ao grande barítono Nelson Portella interpretando o Don Giovanni, de Mozart (ária Fin ch'an dal vino) e, em duo com Fiorella Pedicone, Il Segretto di Susanna, de Wolf-Ferrari:
O Centro Cultural da Justiça Federal inaugurou a sua nova série de música com dois nomes consagrados: a harpista Cristina Braga e o contrabaixista Ricardo Medeiros. O projeto Sessão de Música teve seu primeiro programa nesta quarta, dia 14 (18h30), na antiga Sala de Sessões.
Cristina Braga
Nos próximos concertos mensais da série, a ênfase será em jovens talentos em ascensão na cena musical brasileira, como as flautistas Stael Malamut e Verônica Marques (que se apresentam no dia 19 de maio) e o Duo Cancionâncias (em junho).
A Série UNIRIO Musical traz um programa especial hoje (17h), na Sala Villa-Lobos. A violinista Mariana Salles se une ao pianista francês François Pinel para interpretarem as Sonatas nos. 1 (Delírio) e 2 do brasileiro (nascido na Itália) Glauco Velásquez (1884 - 1914), compositor de extraordinária inventividade, morto precocemente pela tuberculose.
Mariana Salles - François Pinel
Compostas no início do século 20, as sonatas de Velásquez praticamente desapareceram da cena de concerto brasileira e ganham agora uma grande oportunidade de reavaliação, fruto do trabalho de pesquisa de Mariana Salles que culminará com a edição das partituras e a gravação das obras em CD.
Uma intérprete requintada, curiosa e inteligente, dona de uma carreira dedicada à música contemporânea brasileira e marcada por inúmeras estreias, a soprano Doriana Mendes se apresenta nesta terça, pela Série Música no Museu, no Arquivo Nacional (12h30).
Acompanhada pelo violonista Marco Lima, os artistas, que são nomes de ponta da Cia. Versátil de Música, interpretam composições de Villa-Lobos e de expoentes da música brasileira hoje, como Edino Krieger, Alceo Bocchino, Caio Senna, Roberto Victório e Rick Ventura.
Doriana Mendes - Marco Lima
Ouçamos Doriana Mendes e Marco Lima interpretando Nhanderú, de Alceo Bocchino e Durval Borges, no 100º Encontro da AV-Rio:
A Série Música no Fórum comemora o bicentenário de nascimento de Frédéric Chopin com um recital especial do pianista e regente André Carrara, que interpreta a integral dos Estudos do opus 10 e do opus 25 do mestre do piano romântico.
André Carrara
Os Estudos de Chopin, que revolucionaram o gênero e a técnica de execução pianística, são uma especialidade do premiado André Carrara, tema inclusive de sua tese de mestrado. O recital de hoje marca o retorno ao Rio, após 6 anos, do pianista, hoje efetivo da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.
Assista à performance do Estudo opus 10, no.4, de Chopin, pela pianista Valentina Lisitsa:
A estreia da edição 2010 da Série Música nas Igrejas e do Circuito BNDES, nesta sexta, marca o lançamento do portal Musica Brasilis na web e os 300 anos de nascimento de um dos grandes compositores do barroco italiano, Giovanni Battista Pergolesi.
Com direção da cravista (e doutora em informática) Rosana Lanzelotte, o portal (www.musicabrasilis.com.br) será uma ferramenta indispensável para quem deseja conhecer, apreciar e estudar a música brasileira. No site, encontraremos partituras de compositores brasileiros, do período colonial à produção contemporânea, escuta guiada com comentários explicativos das obras e jogos interativos para aprimorar a audição.
Rosana Lanzelotte
Pelo Circuito BNDES, Lanzelotte se une a mais três grandes intérpretes brasileiros, o gaitista José Staneck e os violoncelistas Paulo e Ricardo Santoro (festejando os 20 anos de trajetória artística do Duo Santoro), para interpretarem composições de Bach, Villa-Lobos, Ernesto Nazareth e Luis Álvares Pinto. Os concertos, que serão gravados e poderão ser acessados pelo portal, acontecem no Auditório do BNDES, abrindo o projeto (sexta, dia 9, 12h30) e, no mesmo dia (mas às 17h) no Afroreggae de Parada de Lucas. Rosana Lanzelotte, que é curadora das séries, repete o programa com Staneck e o Duo Santoro na quinta, dia 15 (18h), na Escola de Música Villa-Lobos, no Centro.
Com direção de Dom Félix Ferrà, o conjunto vocal e instrumental Bene+Dictus executa, pela Série Música nas Igrejas, a obra sacra mais famosa composta por Pergolesi, seu Stabat Mater, terminada pouco antes de sua morte, aos 26 anos, vitimado por tuberculose pulmonar. Os concertos serão ouvidos na Igreja de São Francisco, no Largo da Carioca, na sexta, dia 9 (18h30); na Capela N.Sra. das Dores, em Campo Grande (sábado, dia 10, 19h); e na Paróquia N.Sra.Aparecida, na Ilha do Governador (dia 11, domingo, 11h30).
BENE+DICTUS
Obra mais publicada durante o século 18, o Stabat Mater de Pergolesi, de sinceridade tocante e lirismo genuíno, atesta o surpreendente êxito póstumo do compositor que, em uma carreira de pouco mais de cinco anos de duração, deixou obras que marcaram a história da música, como o intermezzo La Serva Padrona, matriz da ópera buffa italiana e da ópera cômica francesa. Em 1752, na França, 16 anos após a sua morte, La Serva Padrona desencadeou o célebre episódio da Querelle des bouffons, que mudaria os rumos da ópera francesa.
Ouçamos a interpretação belíssima do excerto final do Stabat Mater (Quando corpus morietur - Amen), de Pergolesi, pela soprano Veronique Gens, pelo contratenor Philippe Jaroussky e pelo Ensemble Matheus, regido por Jean-Christophe Spinosi:
“A Invenção de um Brasil Musical” é mais um inteligente projeto que o CCBB inicia na próxima terça, dia 13, em dois horários (12h30 e 19h). Com direção artística do trompista Antonio Augusto, os programas apresentam a música que o Brasil ouvia no século 19, da ópera italiana ao maxixe, passando pelos diversos gêneros que influenciaram a identidade cultural do país. No primeiro programa, a soprano Veruschka Mainhard e a mezzo-soprano Adriana Clis, com a Orquestra de Câmara Imperial regida por André Cardoso, apresentam a Ópera Nacional.
Uma das maiores pianistas da história, a portuguesa (naturalizada brasileira) Maria João Pires realiza um recital com o exímio violoncelista russo Pavel Gomziakov na Sala São Paulo (hoje, dia 5, 21h), dentro das comemorações do Ano Chopin.
Do mestre do piano romântico, Pires e Gomziakov interpretam o Estudo no.7 (opus 25), em arranjo para cello e piano feito pelo compositor russo Glazunov, e a Sonata para cello e piano em sol menor, op. 65 (última obra publicada em vida pelo compositor polonês, gravada pelos dois artistas, no ano passado, para o selo Deutsche Grammophon).
No recital Chopin de hoje, que marca também os 60 anos de vida artística de Maria João Pires (ela estreou aos 4 anos de idade), a pianista interpreta ainda mazurcas e a Sonata no.3.
Ouçamos a Sonata para cello e piano opus 65, de Frédéric Chopin, interpretada por Maria João Pires e Pavel Gomziakov:
- 2o. movimento - Scherzo:
- 3o. movimento - Largo:
- 4o. movimento - Allegro:
Na versão para cello e piano de Glazunov, Maria João Pires e Pavel Gomziakov executam o Estudo no.7 (opus 25), de Chopin:
A Série Música no Fórum inaugura a sua temporada 2010 com a primeira audição brasileira da obra Três Miniaturas Náuticas, do compositor inglês contemporâneo Philip Lane. O programa está a cargo da Orquestra Sinfônica da UFRJ, regida por Ernani Aguiar, e inclui composições de Mozart (Sinfonia no.33 e o concerto para trompa no.3, com Alessandro Jeremias) e Angelo Tarchi (Sinfonia em Ré maior).
Ernani Aguiar
Um pesquisador incansável, o maestro e compositor Ernani Aguiar foi responsável por cerca de três centenas de estreias nacionais, tanto de compositores brasileiros quanto estrangeiros, de diversos períodos.
A Orquestra Petrobrás Sinfônica celebra a Páscoa com o terceiro concerto da Série Mestre Athayde, hoje, domingo, na Igreja N.Sra. do Carmo da Lapa. Com regência de Carlos Prazeres, um ensemble camerístico da OPES interpreta, com participações especialíssimas, obras barrocas de Bach e Pergolesi. Deste, ouviremos o concerto para flauta em sol maior com solos de Marcelo Bonfim. De Bach, o ensemble se une ao barítono Fabrizio Claussen e ao excelente Quarteto Colonial (formado pela soprano Doriana Mendes, pela mezzo-soprano Daniela Mesquita, pelo tenor Geilson Santos e pelo barítono Luiz Kleber Queiroz) para a execução da Cantata BWV 56 (Kreuzstab).
Quarteto Colonial
Em maio, a OPES inicia a sua temporada de concertos sinfônicos no Theatro Municipal. Os dez concertos das duas séries (Djanira, noturna, e Portinari, vesperal) privilegiam a música brasileira e contemporânea, já uma tônica da orquestra dirigida pelo maestro Isaac Karabtchevsky. Marcando a primeira comissão da orquestra, o jovem compositor fluminense André Mehmari tem sua estreia no Rio com a obra Contraponto, Ponte e Ponteio para Orquestra. De Ricardo Tacuchian, ouviremos Hayastan, em concerto que tem a participação do violoncelista Antonio Meneses interpretando as Variações Rococó, de Tchaikovsky, e a primeira audição carioca do inusitado concerto para violoncelo e sopros, de Friedrich Gulda.
Isaac Karabtchevsky rege a OPES
Outras obras em estreia nacional serão a Sinfonia no.4, de Charles Ives; Orawa, de Wojciech Kilar; e a ópera O Caso Makropoulos, uma das obras mais instigantes do tcheco Leos Janacék.
Celebrando o sesquicentenário de morte de Gustav Mahler, a Petrobrás Sinfônica executa as suas Sinfonias nos.5 e 2 (“Ressurreição”), com solos da soprano Rosana Lamosa e da mezzo-soprano russa Oxana Kornievskaya (que leva seu talento e voz exuberante ao Espaço FINEP nesta terça, 18h30).
Oxana Kornievskaya - Rosana Lamosa
A Sinfonia no.3, de Leonard Bernstein (a “Kaddish”) terá a sua primeira audição carioca ainda em maio, em concerto que marca também o centenário de nascimento do compositor norte-americano Samuel Barber com seu célebre Adagio para cordas e, do balé Medea, Meditação e Dança de Vingança. Ainda de Barber, o violinista Elmar Oliveira toca o seu concerto para violino e orquestra.
Três grandes pianistas participam da temporada. Eduardo Monteiro é o solista do concerto de Grieg, enquanto que Arnaldo Cohen interpreta o concerto para piano e orquestra de Schumann (regido por Antoni Wit), relembrando o bicentenário de nascimento do compositor romântico alemão, e Ricardo Castro celebra os 200 anos do natalício de Chopin executando o seu concerto para piano no.2.
Arnaldo Cohen - Eduardo Monteiro
Outras sinfonias programadas são de Dvorák (“Do Novo Mundo”), Shostakovich (no.6), Brahms (no.2) e Schumann (a “Renana”).
Celebrando a Páscoa, a passagem da morte para a vida em Cristo, ouçamos a Cantata BWV 56, de Johann Sebastian Bach, interpretada pelo baixo Klaus Mertens e por Ton Koopman à frente da Orquestra Barroca de Amsterdam (vídeo dividido em três partes):
O projeto Música no Museu, responsável pela maior série de concertos do país, já iniciou os preparativos para a terceira edição do bem-sucedido Concurso Jovens Músicos, que acontecerá em novembro. A premiação inclui uma bolsa de estudos (mestrado ou doutorado) na Escola de Música da centenária James Madison University, EUA.
Nesta semana, as apresentações diárias e gratuitas trazem os pianistas Telma Bogéa e Érico Tourinho para recitais, respectivamente, no MAM (hoje, 11h30) e no Museu da República (terça, 12h30).
A Cia.Versátil de Música marca presença com as vozes privilegiadas da soprano Maíra Lautert (com a pianista Priscila Bonfim) e da mezzo-soprano Daniela Mesquita (com o violonista Fábio Nin) em recitais no Clube de Engenharia (quarta, 18h) e no Centro Cultural da Justiça Federal (sexta, 15h).
Maíra Lautert
O bandolinista Rudá Brauns, o violonista Lucas Carvalho e o percussionista Pedro Jaguaribe se apresentam em trio no Paço Imperial (quinta, 12h30) e no Parque das Ruínas (sábado, 11h30).
Obra-prima do francês Georges Bizet, a ópera Carmen é a segunda a ser transmitida com a retomada do projeto MET Ópera no Cinema, promovido pela MovieMobz em parceria com o Metropolitan Opera de Nova York, o maior teatro lírico das Américas.
Elina Garanca como Carmen, de Bizet
Com libretto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, baseado na novela de Prosper Merimée, Carmen teve uma estreia fracassada no parisiense Opéra-Comique em 3 de março de 1875. A morte precoce de Bizet, três meses após, aos 36 anos, não permitiu que o compositor saboreasse o seu imenso sucesso posterior, ao se tornar uma das óperas mais encenadas da história.
Certamente o enredo ultrarrealista de Carmen, repleto de violência, ciúme e luxúria, foi o principal responsável pelo seu fracasso inicial, obliterando a música de extraordinária inventividade presente uma partitura vívida em cores e nuances. Avant-garde, Carmen abriu as portas para um movimento que se consagrou na Itália (e em todo o mundo) na última década do século 19: o verismo.
Elina Garanca como Carmen, no MET
A história da sedutora cigana Carmen, de temperamento irrefreável, e seu envolvimento passional com o cabo Don José em uma ensolarada Sevilha, é um veículo excepcional para a projeção de sua protagonista, que enfrenta um verdadeiro tour-de-force ao incorporar uma personagem multifacetada, delineada por Bizet com extrema força e complexidade.
A nova produção do diretor e cineasta Richard Eyre para o MET foi concebida originalmente para a estrela romena Angela Gheorghiu em sua estreia como Carmen em palco (em estúdio, a soprano Gheorghiu gravou o papel em 2003, com regência de Michel Plasson). Após a conturbada separação de seu marido, o tenor franco-siciliano Roberto Alagna, que interpreta o obsessivo e apaixonado Don José no MET, Angela Gheorghiu declinou de sua participação na montagem.
Elina Garanca e Roberto Alagna em Carmen, de Bizet, no MET
Coube a Elina Garanca, uma das vozes mais fulgurantes da nova geração, a interpretação da icônica personagem, em uma performance que arrebatou público e crítica. A mezzo-soprano natural da Letônia (que foi uma ótima Cenerentola rossiniana na última temporada do MET, já disponível em DVD) revelou-se uma Carmen perfeita com sua belíssima presença cênica e uma voz ao mesmo tempo poderosa e rica em nuances expressivas, imprescindível para a composição da personagem.
Mariusz Kwiecien como Escamillo, na produção de Richard Eyre para Carmen
Completam o elenco a excelente soprano italiana Barbara Frittoli, no lírico e delicado papel da frágil Micaëla, e o polonês Mariusz Kwiecien, talvez o maior barítono da nova geração, interpretando o toureiro Escamillo, por quem a cigana abandona o oficial Don José. A regência da orquestra e coro do MET está nas mãos do jovem maestro canadense Yannick Nézet-Séguin (estreando no teatro nova-iorquino), que tem se mostrado um colorista de primeira grandeza.
Barbara Frittoli e Roberto Alagna em Carmen, no MET
O jovem coreógrafo Christopher Wheeldon criou uma série de danças para a montagem, que tem figurinos e cenários de Rob Howell. Segundo o diretor Richard Eyre, a nova produção pretende lançar novas luzes sobre a arquetípica personagem, favorecendo um olhar diferente sobre uma ópera que tem sido continuamente encenada desde a sua primeira incursão de sucesso em Viena, no mesmo ano de sua estreia (1875).
Elina Garanca e Roberto Alagna na produção de Richard Eyre para Carmen, de Bizet
A récita gravada ao vivo no MET no dia 16 de janeiro deste ano será transmitida para os cinemas do Rio, SP e de mais nove cidades brasileiras nos próximos dias 2, 3 e 4, às 11h. A próxima ópera a ser exibida é Der Rosenkavalier (O Cavaleiro da Rosa), de Richard Strauss, trazendo uma irretocável Renée Fleming como a Marechala.
Assistamos à performance de Elina Garanca como Carmen, de Bizet, no MET, interpretando a Seguidille(Près des remparts de Séville):
Em concerto em Baden-Baden, Elina Garanca canta a Habañera, do 1o. ato de Carmen:
Ouçamos a cena final de Carmen, no MET, interpretada por Elina Garanca e Roberto Alagna (regência de Yannick Nézet-Séguin):