03/07: MÚSICA ANTIGA NO MUSEU
A Série Música no Museu realiza em julho a sua III Mostra de Música Antiga. A programação, voltada integralmente para o repertório medieval, renascentista e barroco, terá uma abertura especial nesta sexta, no Centro Cultural Light (12:30). O cravista e maestro Roberto de Regina, um pioneiro brasileiro na interpretação da música antiga, lança seu DVD O Cravo Virtuose de Domenico Scarlatti com um recital solo. No sábado, no Parque das Ruínas, o Coro de Câmara do CEIM-UFF, regido por Luiz Carlos Peçanha, executa um programa que abrange de obras medievais do cancioneiro de Uppsala a composições clássicas de Mozart e Pe. José Maurício Nunes Garcia. Em breve, comento a rica programação da mostra.


02/07: DELL’ARTE SERRANA II

Evento do Ano da França no Brasil, o festival enfatiza a música francesa em concertos de alto nível artístico. Os pianistas Sylvia Thereza e Arthur Schiappe interpretam obras de Ravel, Saint-Saëns e Cesar Franck em arranjos para piano de Flávio Augusto, hoje no Museu Imperial. Após o recital da flautista Geisa Felipe com a pianista Kátia Balloussier no Solar do Império, o célebre pianista Arthur Moreira Lima inaugura as comemorações do Ano Chopin com um recital exclusivamente dedicado ao compositor franco-polonês no Theatro D.Pedro (20:00).


Abaixo, os pianistas Lígia Moreno e Ronaldo Rolim:

30/06: MENDELSSOHN EM SP
O Mozarteum Brasileiro celebra os 200 anos de nascimento do compositor Félix Mendelssohn-Bartholdy nesta semana, unindo o violinista alemão Erik Schumann à Sinfônica Heliópolis para dois concertos na Sala São Paulo (hoje e amanhã).
A Sinfônica Heliópolis é um belo e imprescindível trabalho do Instituto Baccarelli, que promove o resgate social e cultural de jovens carentes da comunidade de Heliópolis, e atende hoje a estudantes de todo o país pelo alto nível artístico de seu trabalho.
A orquestra tem direção musical do maestro Roberto Tibiriçá desde 2005, que rege, nos concertos Mendelssohn, a abertura As Hébridas, a Sinfonia no. 4 (a célebre Italiana) e o Concerto para violino em mi menor. Neste, o brilhantismo de Erik Schumann será ouvido em seu valioso Guarneri del Gesu, datado de 1723.

Vamos ouvir o Concerto para violino em mi menor, de Félix Mendelssohn?
- 1°movimento (Allegro molto appassionato) interpretado por Shlomo Mintz e Zubin Mehta à frente da Orquestra Filarmônica de Israel:
- Sarah Chang executa o 2°movimento - Andante - com Kurt Masur e a Filarmônica de New York:
- Daniel Hope e a Orquestra Sinfônica da Rádio Sueca, regida por Daniel Harding, interpretam o 3°movimento - Allegro molto vivace:
A Sinfônica Heliópolis é um belo e imprescindível trabalho do Instituto Baccarelli, que promove o resgate social e cultural de jovens carentes da comunidade de Heliópolis, e atende hoje a estudantes de todo o país pelo alto nível artístico de seu trabalho.
A orquestra tem direção musical do maestro Roberto Tibiriçá desde 2005, que rege, nos concertos Mendelssohn, a abertura As Hébridas, a Sinfonia no. 4 (a célebre Italiana) e o Concerto para violino em mi menor. Neste, o brilhantismo de Erik Schumann será ouvido em seu valioso Guarneri del Gesu, datado de 1723.

Vamos ouvir o Concerto para violino em mi menor, de Félix Mendelssohn?
- 1°movimento (Allegro molto appassionato) interpretado por Shlomo Mintz e Zubin Mehta à frente da Orquestra Filarmônica de Israel:
- Sarah Chang executa o 2°movimento - Andante - com Kurt Masur e a Filarmônica de New York:
- Daniel Hope e a Orquestra Sinfônica da Rádio Sueca, regida por Daniel Harding, interpretam o 3°movimento - Allegro molto vivace:

O Quarteto Radamés Gnattali, um de nossos melhores grupos de câmara, realiza no Norte e Nordeste do país um trabalho de valor inestimável de musicalização e divulgação da música de qualidade. Com repertório adaptado do famoso Guia Prático, de Heitor Villa-Lobos, o quarteto, formado por Carla Rincón, Vinícius Amaral (violinos), Fernando Thebaldi (viola) e Paulo Santoro (violoncelo), apresenta 15 concertos didáticos em escolas da rede pública do Piauí, Acre e Mato Grosso. Depois de passar por cidades do interior piauiense, o grupo desembarca nesta terça em Rio Branco, tendo como mote a paixão educativa musical de Villa-Lobos e aproveitando o relançamento do seu Guia Prático, fora de catálogo há 40 anos. No ano em que celebramos os 50 anos de morte do maestro carioca, não poderiam existir mais justas e melhores homenagens.
Abaixo, fotos da primeira parte da turnê, realizada em maio no Piauí:


Ouçamos a interpretação impecável do Quarteto Radamés Gnattali para o Marcado do Quarteto no.3, do compositor que dá nome ao conjunto. Concerto de lançamento do CD Quadro Brasil, realizado no dia 25 de junho de 2008, na Sala Cecília Meireles.
29/06: MÚSICA NO FORUM E NA JUSTIÇA

O inusitado duo de vibrafone e marimba, o Percussão 2em1, formado por Daniel Serale e Paraguassu Abrahão, executa nesta quarta (19:10), no Centro Cultural da Justiça Eleitoral, composições originais para duo de percussão e transcrições de Ney Rosauro, Camargo Guarnieri, Johannes Deffner, Marisa Rezende, Daniel Friedman e Wessela Kostowa.


Daniel Serale interpreta o Concerto para Vibrafone e orquestra, de Ney Rosauro, com a Orquesta Sinfónica de Tres de Febrero, regida por Jorge Manfredini. Concerto realizado no Auditório San Rafael, Buenos Aires, em 2002. Ouçamos o 1°movimento:
O jovem e premiadíssimo trompista e trompetista francês David Guérrier, de 25 anos, faz sua estreia no Brasil nos concertos desta semana (sexta e sábado) da OSB, regidos por Marcos Arakaki na Sala Cecília Meireles. Guérrier dá mostras de seu talento inequívoco, reconhecido internacionalmente, interpretando o Concerto para trompa no.4, de Mozart, e o virtuosístico Concerto para trompete, composto no início do século XIX pelo pianista e compositor Johann N.Hummel, aluno de Mozart.
Os primeiros concertos de David Guérrier nos EUA, em 2004, foram saudados entusiasticamente pela crítica, enaltecendo sua musicalidade e sua técnica, conciliados em interpretações de sensibilidade, poesia e virtuosismo. Guérrier foi o mais jovem vencedor, como solista instrumental, do Prêmio Victoires de la Musique Classique, e o primeiro trompetista a ser laureado no Concurso Internacional de Munique desde 1963, ano que presenciou a vitória do grande Maurice André. Como recitalista, camerista no quinteto de metais Turbulences ou primeiro trompista da Orchestre National de France, Guérrier segue uma carreira de ascensão internacional fulgurante.

Abre os concertos da OSB a famosa Sinfonia no.100 (a Militar), do grande mestre do classicismo, o austríaco Joseph Haydn, celebrando os 200 anos de morte do pai do gênero sinfônico.
Marco do neoclassicismo do século XX, a Sinfonia no.1, do russo Sergei Prokofiev encerra o programa. Composta em 1817, a sinfonia é chamada de Clássica pela reapropriação, em uma linguagem musical moderna, da forma e estrutura do período clássico. Vívida e espirituosa, a primeira sinfonia de Prokofiev é uma combinação perfeita com a sinfonia de Haydn, estabelecendo o vínculo formal, e as distinções idiomáticas, entre dois momentos da história da música. Mozart e Hummel são importantes passos desta jornada. E Guérrier, um grande talento a conferir!

Já a Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem marcou a sua estreia na temporada 2009 interpretando a Sinfonia no.9 (Do Novo Mundo), de Dvorák, hoje, na Sala Cecília Meireles, também regida pelo maestro assistente Marcos Arakaki.
Uma das sinfonias mais famosas do repertório, a Nona de Antonín Dvórak foi composta em 1893, nos EUA, no início de um período de três anos que o compositor tcheco esteve à frente do Conservatório de New York. Como o próprio nome sugere, a sinfonia é uma carta musical do novo mundo, mesclando elementos musicais inspirados na música folclórica norte-americana e na música eslava, e um híbrido de sentimentos: a excitação provocada pelo contato com uma nova cultura e a saudade da terra natal.
O entusiasmo da 9ª Sinfonia de Dvorák inaugura uma temporada que promete a realização de concertos mensais com o talentoso grupo de jovens instrumentistas, um dos principais alvos do aporte financeiro do BNDES para a OSB.
Vamos ouvir o 3° movimento do Concerto para trompete em Mi bemol, de Hummel, por outro jovem prodígio do instrumento: Tine Thing Helseth. Gravação realizada com a Orquestra de Câmara Norueguesa.
A seguir, o 1°movimento do Concerto para trompa no.4, K495, de Mozart, executado por Nury Guarnaschelli, regência de Pinchas Steinberg (RSO Viena).
Encerrando o post, Herbert von Karajan e a Filarmônica de Viena em interpretação exuberante do 4°movimento da Sinfonia n°9 (Do Novo Mundo), de Dvorák:
Os primeiros concertos de David Guérrier nos EUA, em 2004, foram saudados entusiasticamente pela crítica, enaltecendo sua musicalidade e sua técnica, conciliados em interpretações de sensibilidade, poesia e virtuosismo. Guérrier foi o mais jovem vencedor, como solista instrumental, do Prêmio Victoires de la Musique Classique, e o primeiro trompetista a ser laureado no Concurso Internacional de Munique desde 1963, ano que presenciou a vitória do grande Maurice André. Como recitalista, camerista no quinteto de metais Turbulences ou primeiro trompista da Orchestre National de France, Guérrier segue uma carreira de ascensão internacional fulgurante.

Abre os concertos da OSB a famosa Sinfonia no.100 (a Militar), do grande mestre do classicismo, o austríaco Joseph Haydn, celebrando os 200 anos de morte do pai do gênero sinfônico.
Marco do neoclassicismo do século XX, a Sinfonia no.1, do russo Sergei Prokofiev encerra o programa. Composta em 1817, a sinfonia é chamada de Clássica pela reapropriação, em uma linguagem musical moderna, da forma e estrutura do período clássico. Vívida e espirituosa, a primeira sinfonia de Prokofiev é uma combinação perfeita com a sinfonia de Haydn, estabelecendo o vínculo formal, e as distinções idiomáticas, entre dois momentos da história da música. Mozart e Hummel são importantes passos desta jornada. E Guérrier, um grande talento a conferir!

Já a Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem marcou a sua estreia na temporada 2009 interpretando a Sinfonia no.9 (Do Novo Mundo), de Dvorák, hoje, na Sala Cecília Meireles, também regida pelo maestro assistente Marcos Arakaki.
Uma das sinfonias mais famosas do repertório, a Nona de Antonín Dvórak foi composta em 1893, nos EUA, no início de um período de três anos que o compositor tcheco esteve à frente do Conservatório de New York. Como o próprio nome sugere, a sinfonia é uma carta musical do novo mundo, mesclando elementos musicais inspirados na música folclórica norte-americana e na música eslava, e um híbrido de sentimentos: a excitação provocada pelo contato com uma nova cultura e a saudade da terra natal.
O entusiasmo da 9ª Sinfonia de Dvorák inaugura uma temporada que promete a realização de concertos mensais com o talentoso grupo de jovens instrumentistas, um dos principais alvos do aporte financeiro do BNDES para a OSB.
Vamos ouvir o 3° movimento do Concerto para trompete em Mi bemol, de Hummel, por outro jovem prodígio do instrumento: Tine Thing Helseth. Gravação realizada com a Orquestra de Câmara Norueguesa.
A seguir, o 1°movimento do Concerto para trompa no.4, K495, de Mozart, executado por Nury Guarnaschelli, regência de Pinchas Steinberg (RSO Viena).
Encerrando o post, Herbert von Karajan e a Filarmônica de Viena em interpretação exuberante do 4°movimento da Sinfonia n°9 (Do Novo Mundo), de Dvorák:
28/06: MÚSICA E POLÍTICA
A pianista mineira, radicada nos EUA, Simone Leitão, dotada de ótima técnica e expressividade, realiza turnê brasileira rememorando os 20 anos de queda do muro de Berlim, marco político maior da história atual.
O programa da turnê inclui somente obras de compositores alemães: Bach (a Partita no.2), Beethoven (Sonata opus 101), Mendelssohn (Canções sem palavras) e Schumann (Estudos Sinfônicos). No Rio, hoje, Simone se une em concerto à Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, regida por Guilherme Bernstein Seixas, na Sala Cecília Meireles.
Em Miami, onde mora, Simone dirige em novembro o I Brazilian Classical Series, para divulgação da música brasileira de concerto em terras norte-americanas.

Confira o talento de Simone Leitão executando a Sonata em Si menor, K87, de Domenico Scarlatti:
O programa da turnê inclui somente obras de compositores alemães: Bach (a Partita no.2), Beethoven (Sonata opus 101), Mendelssohn (Canções sem palavras) e Schumann (Estudos Sinfônicos). No Rio, hoje, Simone se une em concerto à Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, regida por Guilherme Bernstein Seixas, na Sala Cecília Meireles.
Em Miami, onde mora, Simone dirige em novembro o I Brazilian Classical Series, para divulgação da música brasileira de concerto em terras norte-americanas.

Confira o talento de Simone Leitão executando a Sonata em Si menor, K87, de Domenico Scarlatti:
27/06: MENDELSSOHN EM APOTEOSE
Um marco na cena musical carioca! Hoje, na Sala Cecília Meireles (19:30), a Cia.Bachiana Brasileira (orquestra e coro) se une à Orquestra Sinfônica Nacional- UFF, regidos pelo maestro Ricardo Rocha, para a primeira execução completa no Rio do oratório Elias (Elijah), obra-prima de Felix Mendelssohn-Bartholdy, comemorando seus 200 anos de nascimento.

Composto em 1846, um ano antes da morte prematura de Mendelssohn, Elias se firmou como um das maiores composições na tradição dos oratórios ingleses forjados por Händel. Dividido em duas partes, com participação coral eloquente, o oratório narra passagens bíblicas da vida do profeta Elias, retiradas dos livros de Reis do Velho Testamento.

Mendelssohn cria cenas de alta dramaticidade em que se destaca o protagonista, concebido para a voz de baixo-barítono. O ótimo Marcelo Coutinho encarna o profeta na atual performance, e se une às vozes exemplares da soprano Veruschka Mainhard, do contralto Carolina Faria e do tenor Ricardo Tuttmann na personificação das outras personagens. Contando com a participação do Madrigal Vox in Vias, Ricardo Rocha emprega todo o seu talento como regente e estilista na harmonização das forças musicais envolvidas. Promessas de uma grande noite!

Composto em 1846, um ano antes da morte prematura de Mendelssohn, Elias se firmou como um das maiores composições na tradição dos oratórios ingleses forjados por Händel. Dividido em duas partes, com participação coral eloquente, o oratório narra passagens bíblicas da vida do profeta Elias, retiradas dos livros de Reis do Velho Testamento.

Mendelssohn cria cenas de alta dramaticidade em que se destaca o protagonista, concebido para a voz de baixo-barítono. O ótimo Marcelo Coutinho encarna o profeta na atual performance, e se une às vozes exemplares da soprano Veruschka Mainhard, do contralto Carolina Faria e do tenor Ricardo Tuttmann na personificação das outras personagens. Contando com a participação do Madrigal Vox in Vias, Ricardo Rocha emprega todo o seu talento como regente e estilista na harmonização das forças musicais envolvidas. Promessas de uma grande noite!
A Série Música no Museu, que encerrou com chave de ouro o IV RIOHARP Festival, o maior festival de harpas do mundo, com a apresentação da harpista francesa Catherine Michel e do legendário compositor Michel Legrand, parte para dois eventos internacionais. Em Lisboa, no Palácio Foz, a soprano Magda Belotti e a pianista Thalita Peres prestaram um tributo a Heitor Villa-Lobos, recital realizado em parceria com a Embaixada do Brasil em Portugal. Em Madrid, neste sábado, dia 27, o projeto Música no Museu realiza um concerto do Trio D’Ambrosio, formado pela harpista Maria Célia Machado, pela pianista Maria Helena de Andrade e pelo violinista Aizik Geller.

No Rio, a série celebra A Música do Brasil e de Portugal, recital com a mezzo-soprano, pianista e flautista Eliane Salek, neste sábado, no Palácio São Clemente (18:00). Com uma viagem que vai das modinhas imperiais a arranjos contemporâneos para composições de Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros, Henrique Alves de Mesquita, dentre outros, passando pelo choro e pelo fado, Eliane demonstra a influência recíproca da música dos dois países. O programa do recital foi gravado em 2008 no CD Modinhas e Chorinhos Eternos, lançado pelo projeto Música no Museu.
26/06: VIVAMÚSICA!
O Anuário VivaMúsica!, o guia mais completo e essencial da música clássica no Brasil, ganha a sua 11ª. edição. Organizado por Heloisa Fischer, o Anuário 2009 apresenta um número recorde de contatos e referências do meio musical brasileiro, totalizando 2.505 cadastros. Especial neste ano é o dossiê sobre a música erudita contemporânea no país, com a listagem dos principais compositores brasileiros, depoimentos relevantes e uma mesa-redonda com quatro nomes de destaque absoluto na produção nacional: Jocy de Oliveira, João Guilherme Ripper, André Mehmari e Ney Rosauro. O anuário traz ainda entrevistas com os maestros John Neschling, Isaac Karabtchevsky e Fábio Mechetti, com o violinista Daniel Guedes, o violoncelista Antonio Meneses, dentre outros nomes de relevo, além das temporadas de concertos em 47 cidades. O Anuário VivaMúsica! tem apoio do BNDES e mérito cultural reconhecido pela Unesco. Indiscutível!






