Arquivo de April 2010

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Um imperador mimado

Não acredito que no contrato de Adriano com o Flamengo haja qualquer cláusula que o obrigue a trabalhar feliz. Do ponto de vista do patrão, se ele treinar, entrar em campo, fizer gols e justificar o caminhão de dinheiro que recebe, pode fazer a cara feia que quiser.

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Mas como eu não sou patrão de Adriano, e meu trabalho é o de analisar o futebol e o que acontece em campo, acho que o Imperador está passando dos limites nesse seu biquinho e nesse desrespeito à instituição que defende – com a impressão de ficar triste quando marca um gol.

Se Adriano está com problemas particulares, tem todo o direito de tirar uma licença para resolvê-los. Se não está mais satisfeito em vestir a camisa do Flamengo, é só fazer o que já fez com o Inter de Milão: que pegue suas coisas e vá com Deus.

Mas ficar fazendo beicinho e carinha de raivinha quando faz gol? O que é isso, companheiro? A torcida do Flamengo foi altamente tolerante com Adriano. Há muito tempo que ele não está jogando absolutamente nada e todos o defendem. Na final da Taça Rio, não viu a cor da bola e perdeu um pênalti. Ainda houve quem dissesse que era melhor Love ou Léo Moura ter batido o pênalti. Ora, bolas, se Adriano é o craque, é o líder, é o maior salário, é o cara, a responsabilidade tem de ser dele. Errar é humano, ele tem o direito de errar. Mas tem de assumir o erro.

Amigo, não quer tomar vaia, vá jogar no Canto do Rio. Ali não há pressão, não há fotógrafos e as noivas podem fazer o barraco que quiserem porque ninguém ficará sabendo. Mas se você teve a ousadia de pedir a camisa 10 de Zico, tem de ser homem para dominar a vaia no peito e sair jogando.

A diretoria do Flamengo pode não fazer nada e continuar permitir os mimos e a birra de Adriano. Eu não aceito. Para mim não basta fazer gol, tem de vibrar. E muito.

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Tomara que a Fiel empurre

Nas circunstâncias que foi o jogo - debaixo de um aguaceiro que atrapalhou técnica e tática - o Flamengo conquistou uma vitória importantíssima diante do Corinthians na Libertadores. Primeiro, porque ganhou uma vantagem para o segundo jogo - o empate, tendo dois resultados a seu favor em três possíveis. Segundo, porque não levou gol, o que faz com que, se fizer um no Pacaembu, será uma benção.

Com a mesma base do time que foi campeão brasileiro, dá até para torcer pela gritaria da Fiel, que empurre o Corinthians ao ataque. Não, não enlouqueci, nem virei paulista. A questão é que esse Flamengo sabe muito bem jogar no contra-ataque. Conseguiu vitórias convincentes quando foi atacado por Palmeiras, Atlético-MG e São Paulo no Brasileiro. Complicou-se contra Goiás, Barueri, e em todos os jogos contra o Botafogo de Joel Santana, times que ficaram atrás.

Se o Timão vier, o Flamengo precisa apenas segurar a correria nos primeiros 20 minutos, para dar o bote no contra-ataque. Tomara que o time de Mano embarque na onda da Fiel.

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Tomara também que Adriano melhore seu rendimento. Ele está perdendo gols demais. Em São Paulo talvez haja poucas e boas chances, o Flamengo não pode se dar ao luxo de perdê-las. E também tem o seguinte: está mais do que na hora de acabar essa palhaçada de não festejar os gols. Se não está feliz em fazer gols pelo Flamengo, que vá embora de uma vez.

VASCO - Não vi o jogo de Salvador, mas o resultado foi péssimo, pela mesmo motivo do Corinthians - o fato de não ter feito gol fora de casa. O Vasco tem time e camisa (mais camisa do que time) para conseguir a vaga no Rio. Mas vai ter de suar mais de litro.

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Muricy é uma luz para o Flu

Depois de uma sequência de comandantes que não corresponderam ao investimento que o patrociador fez no time, o Fluminense dá um tiro certeiro ao contratar Muricy Ramalho. Num retrospecto dos insucessos mais recentes, Parreira tem muita qualidade mas não tem mais paciência para resolver problemas disciplinares. Renê Simões, Renato Gaúcho e Cuca ainda carecem de estofo no currículo para dar conta do futebol num clube que ficou muito complicado de comandar na era Horcades/Barros.

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Com Muricy será diferente. Ou ele vai aparar as arestas e colocar o time nos trilhos, ou não dura dois meses - até porque não tem jogo de cintura para "profissionalismo pela metade". Mas se direção e patrocinador decidirem aproveitar uma chance de ouro para instalar a seriedade e o profissionalismo de verdade, o Fluminense pode voltar ao posto de protagonista no futebol brasileiro, de onde nunca deveria ter saído.

Botafogo e Fluminense, com Joel e Muricy, são excelentes exemplos a serem seguidos por Flamengo e Vasco.

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O belo exemplo de Joel Santana

O campeão Joel Santana deu um belo, e cada vez mais raro, exemplo de que a vida não se resume a dinheiro - principalmente quando já se está com o cofre abarrotado. Se aceitasse a proposta do Flamengo, o treinador não poderia ser nem um pouco criticado. Tem família para sustentar, já trabalhou na Gávea - onde teve sucesso e é querido por jogadores e torcida -, estaria na bica de disputar o filé mignon da Libertadores.

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Mas Joel não aceitou. Lembrou-se, certamente, de que foi Maurício Assumpção quem lhe abriu as portas depois de uma temporada não muito feliz na África do Sul. Do carinho com que foi acolhido pela torcida e, principalmente, pelo desacreditado grupo de jogadores, os quais ele transformou em campeões.

O futebol faz parte da cultura brasileira. Dessa forma, é acompanhado por muitas crianças e jovens. São estes os que mais podem absorver a mensagem que Joel envia, de caso pensado ou não, com seu ato: compromissos são para ser cumpridos, não se pode ter tudo o que se quer, nem tudo o que reluz é ouro, entre outras.

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Uma nação à espera de Zico

Antes de tudo quero dizer que Zico é meu maior ídolo no futebol. É o único personagem a quem reverencio internamente quando tenho de entrevistá-lo. Isto obrigatoriamente posto, o sentimento nada tem a ver com o tema do post: está na hora mais do que certa para que o Galo assuma o futebol do Flamengo.

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Entendo perfeitamente que Zico não queira ser treinador do rubro-negro. É visado demais para uma imagem intocável. Mas como dirigente, pode colocar o Flamengo num rumo glorioso sem se expor tanto.

Quando jogava, seu empenho e profissionalismo faziam os outros jogadores sentirem vergonha de não correr. A frase era repetida na Gávea como um mantra: “Se o Zico, que é o Zico, está dando carrinho, eu também tenho que dar.”

Zico não pipocou nem para Romário, quando integrava a comissão técnica da Seleção de Zagallo, nem para Ricardo Teixeira, quando deixou a CBF por não concordar com a linha de trabalho.

Duvido que até mesmo o incorrigível Adriano tivesse coragem de matar descaradamente o trabalho tendo que prestar contas a uma figura como Zico. Ou apresentar-se para o trabalho com aquela pança. Duvido que Juan se recusasse a correr em volta do campo se à beira do mesmo Zico o estivesse observando.

Foram 20 anos do Galo na Gávea, convivendo como todos os tipos de jogador, de craques a operários, de profissionais a bandidos. Não há caminho para o sucesso que Zico não conheça.

A presença de Patrícia Amorim na presidência do Flamengo é outro facilitador para que Zico assuma um lugar que é seu eternamente. Ela pode não ter traquejo no universo traiçoeiro do futebol, mas é honesta, foi atleta, tem os mesmos requisitos morais do Galinho. Seria um casamento perfeito, e ainda defenestraria do clube alguns que nunca foram apresentados a uma bola.

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Vulcão alvinegro

Não serei cabotino de ficar lembrando quantas vezes disse que Joel Santana tinha tudo para ser mais uma vez campeão carioca. Prefiro exaltar o vulcão alvinegro que espalhou suas cinzas por todo o Rio de Janeiro.

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Exaltar Jefferson, que está roubando de Bruno o título de pegador de pênaltis da cidade. Exaltar todos os integrantes do sistema defensivo montado por Joel, que aprenderam com perfeição a jogar contra o Flamengo - venceram duas vezes por 2 a 1 e só não venceram outra porque deixaram Adriano cabecear uma bola aos 48 do segundo tempo. Exaltar Somália, que ganhou TODAS as disputas com Léo Moura. Exaltar Lúcio Flávio, que ajudou o time ao machucar a mão e ficar fora da reta decisiva.

Mas, principalmente, exaltar uma dupla de gringos que colocou o Botafogo no mesmo patamar dos concorrentes. Muitos só falam em Loco Abreu, que até por sua estampa, alto, cabeludo, chama mais a atenção. Claro que ele tem méritos. Mas, para mim, o herói dessa conquista chama-se Herrera. Foi no Botafogo que ele se encontrou, muito mais do que no Grêmio ou no Corinthians. Transformou a camisa alvinegra na própria pele. Dá shows de raça e de bola a cada jogo. Nenhum companheiro consegue não se empenhar vendo Herrera se matando na frente.

Parabéns a toda a comunidade alvinegra por um título incontestável, que mais uma vez acaba com as teorias da conspiração, de que a TV e os cartolas queriam mais dois jogos na final.

P.S Quanto aos perdedores, resta a obrigação moral de classificarem o Flamengo na Libertadores. Andrade precisa provar que é capaz de comandar e arrumar o time em momento de crise. David há muito merece ser titular. Angelim tomou um vareio de bola que chegou a dar pena. Petkovic está dando muito pouco para ficar com essa marra de não falar com ninguém. E Adriano precisa decidir o que quer da vida, porque a Gávea é para jogar futebol, não é clínica de recuperação nem consultório sentimental. A torcida precisa ter ponderação (como se fosse possível...) com Bruno, que mesmo psicologicamente instável continua sendo um baita goleiro, com Léo Moura, que mesmo sendo engolido por Somália é um baita jogador, com Maldonaldo, Toró e Williams, que marcaram bem o meio-campo alvinegro, e com Vágner Love, que mesmo perdendo muitas jogadas é um guerreiro.

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Botafogo com a faca, a manteiga e o queijo na mão

As previsões do início da semana sobre a final da Taça Rio apenas se acentuaram no decorrer da mesma. Enquanto o Botafogo treinou, descansou, teve todo o tempo para ser moldado tecnica e psicologicamente pelo mago Joel, o Flamengo teve o cansaço da viagem ao Chile, o desgaste da "perda" da taça de bolinhas (pode parecer que isso não influi no time, mas é sempre mais um ingrediente no caldo de cultura da crise), a derrota que deixa o time em situação crítica na Libertadores e, para fechar o caixão, a briga entre os líderes Bruno e Petkovic.

Nem que Joel Santana fosse o rei do otimismo poderia prever um cenário mais adequado para ele desenvolver aquele seu conhecido joguinho de (im)paciência, acertar uma bolinha vadia com Herrera ou Loco Abreu e jogar no desespero do rival. E ainda por cima sabendo que mesmo com a derrota, ainda terá uma segunda chance.

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Já o Flamengo terá de contar com a camisa e a torcida, que tradicionalmente crescem na dificuldade. Adriano? Bem, este é um ponto de interrogação. Pode fazer o time se reerguer, como pode, dependendo de como sejam as noites desta sexta e de sábado, afundar de vez junto com os companheiros.

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Mais do mesmo

O Estadual do Rio, além de não provocar mais surpresas nas semifinais de turno - todos sabem que os quatro grandes estarão nelas -, agora também tornou rotina os finalistas - todos sabem que Botafogo e Flamengo ganharão um turno. Quero deixar claro que não sou contra esse formato, acha-o muito melhor, por exemplo, do que o arrastado Paulistão. Acho ainda que pontos corridos são para o Brasileiro, que tem tempo para a ida e a volta. Mata-mata é para Estadual, Copa do Brasil, Sul-Americana e Libertadores. Mas é óbvio, para mim, que 16 clubes no Rio é um escândalo. Até 2009, o público deixava de ir a um ou outro jogo. Este ano não só faltou nos turnos como não apareceu nas semifinais. Aguardemo-lo, pois, na decisão.

Não me surpreendi com o jogo de sábado, até porque o Fluminense desaprendeu a decidir, enquanto Joel Santana cada vez mais se especializa nisso. E domingo também deu mais ou menos a lógica, na medida em que o time do Flamengo é melhor do que o do Vasco.

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Tampouco me surpreenderam os erros de arbitragem. Os senhores de amarelo não prejudicam ninguém deliberadamente, erram para todos os lados. Porque são despreparados e porque não podem, sozinhos, acompanhar a velocidade do jogo e os multiolhos das câmeras de TV. A propósito: que diabos faz atrás do gol aquele espantalho de amarelo? Se não é para a ajudar o árbitro, para que sua presença?

O futuro do Estadual é imprevisível. O time do Flamengo é melhor, o técnico do Botafogo é melhor, a torcida rubro-negra é maior. Vejo as maiores chances para o alvinegro no jogo do próximo domingo. Se Joel deixar para fechar a futura em mais dois jogos, não sei, não... Nesse caso a balança pende para a Gávea.

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O futebol não pode ser um mundo paralelo

Agora não há mais jeito, o jogo do Flamengo foi realizado ontem, de uma maneira irresponsável. Mas foi. O que é preciso é que se aprenda nos erros para não repeti-los. Numa tragédia como a que se abateu sobre o Rio de Janeiro, ninguém que vive aqui deveria se omitir de responsabilidade. Que as autoridades constituídas ajam assim já não é mais matéria, é normal, boa parte dos estragos está na conta delas. Mas a diretoria de um clube popular como o Flamengo não deveria entrar nesse bolo.

Discordo de quem diz que o jogo deveria ser adiado. Futebol também é coisa séria, na medida em que envolve dinheiro, e os muitos envolvidos nesse esporte devem ter os direitos preservados. A cota de sacrifício que cabia ao Flamengo na superação da tragédia era mandar o jogo com os portões fechados.

Primeiro para preservar a segurança da torcida – o entorno do Maracanã não oferecia condições plenas de uso intenso. Segundo porque, sem torcida, seria necessário um contingente muito menor de policiais, médicos, bombeiros, profissionais que seriam muito mais úteis em áreas destruídas pela força da água.

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Os (ir)responsáveis pela marcação do jogo de ontem argumentarão: o Universidad do Chile enfrentou o Flamengo em Santiago, quatro dias depois de um terremoto, e não fechou os portões. Problema dos chilenos. Foi um erro.

Evidentemente que, como não havia como prever o tamanho da chuva, muitos torcedores haviam comprado ingresso até a última segunda-feira. Era só o Flamengo abrir a bilheteria da Gávea e devolver o dinheiro. Ou fazer com que o ingresso adquirido valesse para o próximo jogo da equipe na Libertadores.

Era tudo muito simples. Mas é sempre mais fácil simplesmente abaixar um pouco a cabeça e olhar para o próprio umbigo. Aquele golzinho chileno no fim do jogo foi um castiguinho justo à presidência do Flamengo...

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Vai começar o Campeonato Estadual

Com todo o respeito que merecem os 12 clubes pequenos do Estadual, para mim, a competição começa agora. OK, digamos que tenha havido uma pré-estreia, que colocou o Botafogo na privilegiada condição de finalista. Mas o que houve até aqui foi uma procissão de partidas desinteressantes, sendo que todos sabiam: no fim das contas, ia dar o que deu, só faltava saber quem se enfrentaria nas seminais.

Começando pelo jogo de sábado, o Fluminense está num bom momento, venceu o Botafogo na época da "procissão", mas não me atrevo a apontá-lo como favorito. O Alvinegro joga sem muita pressão por enquanto, por já estar na decisão do campeonato. Isso, se for bem trabalhado por Joel, equilibra as coisas. Jogo com cara de desempate nos pênaltis.

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O embate de domingo tem mais pinta de Flamengo. Mas nada que valha a pena gastar por conta. O Vasco penou para superar o Duque de Caxias, mas, por outro lado, o time ganhou tudo desde que Gaúcho assumiu. O Flamengo também venceu o rival na fase de "procissão", mas tem um jogo difícil pela Libertadores, nesta quarta-feira. Se vencer, ganha moral e pode repetir a vitória domingo. Mas se não vencer, ficará com uma pulga atrás da orelha na competição, que pode atrapalhar no doméstico.

P.S.1 - Legal ver o América num campeonato brasileiro. Mesmo que seja da Série D. O time tem camisa para ir subindo. E o Madureira também.

P.S.2 - Não é futebol carioca, mas muitos me pediram para comentar a atitude dos jogadores do Santos, que se recusaram a visitar crianças doentes com a esfarrapada desculpa de diferenças religiosas com os donos do lugar. Posso estar enganado, mas já vi muitos jogadores da idade dos atuais craques santistas - e me parece desculpa para não levantar do ônibus. Neymar está começando a olhar para os outros de cima para baixo. Cuidado, garoto, isso é um perigo. Se eu estiver errado, ainda assim não há justificativa. Religião, para mim, qualquer que seja, deve ser um fator de difusão de fé, respeito aos seres vivos, paz entre os homens e ajuda a quem precisa. Qualquer coisa diferente disso é fanatismo, egoismo, discriminação e falta de vergonha na cara.

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