Um imperador mimado
Mas como eu não sou patrão de Adriano, e meu trabalho é o de analisar o futebol e o que acontece em campo, acho que o Imperador está passando dos limites nesse seu biquinho e nesse desrespeito à instituição que defende – com a impressão de ficar triste quando marca um gol.
Se Adriano está com problemas particulares, tem todo o direito de tirar uma licença para resolvê-los. Se não está mais satisfeito em vestir a camisa do Flamengo, é só fazer o que já fez com o Inter de Milão: que pegue suas coisas e vá com Deus.
Mas ficar fazendo beicinho e carinha de raivinha quando faz gol? O que é isso, companheiro? A torcida do Flamengo foi altamente tolerante com Adriano. Há muito tempo que ele não está jogando absolutamente nada e todos o defendem. Na final da Taça Rio, não viu a cor da bola e perdeu um pênalti. Ainda houve quem dissesse que era melhor Love ou Léo Moura ter batido o pênalti. Ora, bolas, se Adriano é o craque, é o líder, é o maior salário, é o cara, a responsabilidade tem de ser dele. Errar é humano, ele tem o direito de errar. Mas tem de assumir o erro.
Amigo, não quer tomar vaia, vá jogar no Canto do Rio. Ali não há pressão, não há fotógrafos e as noivas podem fazer o barraco que quiserem porque ninguém ficará sabendo. Mas se você teve a ousadia de pedir a camisa 10 de Zico, tem de ser homem para dominar a vaia no peito e sair jogando.
A diretoria do Flamengo pode não fazer nada e continuar permitir os mimos e a birra de Adriano. Eu não aceito. Para mim não basta fazer gol, tem de vibrar. E muito.