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"Adrianices" na casa da mãe Patrícia

A polêmica em torno de Adriano não pode ter uma única análise ou uma única sentença. Há pelo menos três variáveis na questão, cada uma com um tipo de prejuízo. E o do Flamengo é, sem dúvida, o maior prejudicado com as últimas "adrianices".

Seleção - Quase não perde. Com o que tem feito com a amarelinha, Adriano não faz falta alguma ao time. E ainda abre uma vaga para nomes como Pato e Neymar. O que surpreende é a paciência que Dunga demonstra com ele - que não se dedica à profissão e que foi protagonista do fracasso em 2006, motivos que o técnico usa para exilar Ronaldinho Gaúcho. Não é coerente.

Adriano - Ele nada tem a ganhar com a divulgação de suas idas à Vila Cruzeiro, suas performances no baile funk, as baixarias da noiva, e suas estratégicas ameaças de parar com o futebol. Mas, no fundo, no fundo, isso é problema pessoal dele. Se ele quer levar essa vida, se quer jogar fora sua carreira, se quer acabar muito mal a vida, ninguém tem nada a ver com isso. Se não fizer nada fora da lei, tem livre arbítrio e maioridade para se acabar da maneira que melhor lhe convier.

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Flamengo - É que mais perde. Em parte pela postura leniente da diretoria. Vai pagar salário integral a um jogador que não trabalhou o mês inteiro. Vai tornar oficial um privilégio nada exemplar em um clube de esportes e que tem função educativa e formadora de atletas. Não preparou o elenco para não ter Adriano na Libertadores. Diferentemente da Seleção, não tem peça de reposição à altura, e sem o camisa 10 não será campeão de maneira nenhuma. O título brasileiro de 2009, que sem Adriano de fato não viria, não é salvo conduto para o jogador manchar o nome do clube entrando em campo com uma barriga maior do que a minha. Uma "vista grossa" aqui ou ali, no começo, ainda vai. Mas a coisa tornou uma proporção que já não deixa ser exagerado dizer que temos na Gávea a casa da mãe Joana, ou da mãe Patrícia.

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Torcedor cansado de tantos jogos ruins

O tema da semana no futebol do Rio é a imensidadão de arquibancadas vazias nos jogos dos times grandes contra os pequenos. Há palpites por toda parte, desde o horário dos jogos, o frio, a chuva, as novas regras para compra de ingressos, o absurdo preço dos ingressos, a transmissão pela TV, a falta de dinheiro do povo depois das contas de janeiro e do Carnaval... Todos válidos e que influem para que ídolos como Vágner Love façam gols para pouquíssimos torcedores verem na arquibancada.

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Eu tenho outros dois a acrescentar, absolutamente correlatos. O baixo nível dos times pequenos e a quantidade de times pequenos no Estadual. Não tenho dúvidas de que o torcedor está de saco cheio da quantidade de jogos ruins em que seu time não fará o menor esforço para vencer. Até porque, desde que a boa fórmula do campeonato foi criada, havia jogos em horário ruim, havia frio, chuva, ingresso mais caro do que deveria ser, a TV transmitia, o povo não tinha dinheiro...

Só que, com 12 clubes, havia mais emoção. Se um grande perdia ponto, tinha que lutar para recuperá-lo, às vezes havia um pequeno que chegava à semifinal. Ou seja, havia competição, havia sentido na disputa. Agora, com seis pequenos em cada grupo, era mais fácil fazer só as semifinais entre os grandes e pronto.

Os públicos ridículos do Estadual 2010 são um alerta aos clubes e à Federação. Eles têm um belo produto na mão, que pode voltar a ser lucrativo. Mas que se for deixado ao "Deus dará", vai acabar se perdendo...

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Feliz Natal aos rubro-negros

Há muitos anos fiz uma brincadeira num dia 3 de março, como hoje. Cheguei na redação do jornal desejando feliz Natal aos rubro-negros. Quando me perguntavam se eu havia enlouquecido, eu respondia: "Não, hoje é o dia do nascimento do Deus do Flamengo". Referia-me ao aniversário do Galinho de Quintinho, que hoje completa 57 anos.

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A brincadeira foi sendo difundida, e hoje alguns até se apropriam da autoria da brincadeira - devo um agradecimento ao amigo Paulo Vinícius Coelho, o PVC da ESPN, que sempre no aniversário do Galo fala no "Natal" e me dá o crédito.



Assim, na certeza de que os amigos blogueiros não-rubro-negros não ficarão bravos comigo, ocupo o espaço para saudar Zico. Parabéns, seu Arthur, muitas felicidades, saúde e a luz de sempre. E como sempre faço, ousando falar em nome da torcida do Flamengo, obrigado pelo que você fez e faz pelo futebol.

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