Franchitti é tri nas 500 Milhas de Indianápolis

O final da centenária prova foi emocionante. A 16 voltas do fim, na relargada, Tony Kanaan pulou do quinto lugar para a ponta numa manobra espetacular. Na volta seguinte, perdeu a ponta para Dario Franchitti. Mais algumas curvas e o brasileiro da KV retomou a liderança.
A bandeira amarela por causa do acidente de Marco Andretti encheu de esperança a torcida verde-amarela por uma vitória na 96ª edição das 500 Milhas de Indianápolis. Porém, a cinco voltas da quadriculada, na relargada, Tony perdeu a ponta para as Ganassi de Scott Dixon e Dario e perdeu contato com os novos líderes.
Vindo de trás e, até então numa ótima corrida, Takuma Sato, que chegou a liderar a corrida – feito inédito para um piloto japonês em Indianápolis –, arriscou tudo na última volta. Após passar Dixon, tentou deixar Franchitti para trás. Numa manobra arriscadíssima, no melhor - ou pior - estilo win or wall (vencer ou muro), Sato tocou na roda traseira da Ganassi do escocês. Resultado: japonês no muro e escocês na ponta. Com a última bandeira amarela, Dario conduziu sua Ganassi por alguns metros até a bandeira quadriculada.
Com a batida de Sato, Tony Kanaan assumiu a terceira colocação das 500 Milhas de Indianápolis. No pódio, Franchitti lembrou Dan Wheldon, que venceu as 500 Milhas do ano passado e morreu num acidente durante a etapa em Las Vegas.
No início da prova, Dario ainda foi coadjuvante de um momento pastelão. No momento em que entrava no pit lane, o escocês foi tocado por trás por Ernesto Viso, rodando sua Ganassi na frente dos mecânicos do time de Chip.
Momento de apreensão ficou por conta da batida de Mike Conway, que ainda se embolou com Will Power, na volta 80. Impressionante foi ver o reflexo de Helio Castroneves ao desviar de um pneu, que ainda chegou a tocar no lado direito de seu Penske. Tanto Conway, quanto Castroneves tiveram sorte nesse incidente.
Apesar de o toque do pneu, a Penske #3 do brasileiro continuou na corrida. Porém, certamente a batida do pneu em seu bólido desequilibrou seu carro. Helinho terminou na décima colocação.
Ótima corrida de Oriol Servià. O espanhol largou na 27ª posição do grid e terminou na quarta colocação.
Outro ponto interessante nessa edição das 500 Milhas de Indianápolis é que, durante as 200 voltas, houve 31 trocas na liderança. Em uma das vezes, Rubens Barrichello liderou pela primeira vez uma corrida da Fórmula Indy.
Além do ótimo terceiro lugar de Kanaan, os brasileiros chegaram na décima posição com Helinho e em 11º lugar com Barrichello. A brasileira Bia Figueiredo terminou a prova na 23ª posição.
Depois de não ter ido bem no Pole Day, os carros da Ganassi, que dominaram o Carb Day, fizeram a dobradinha. Bom também para os motores Honda, que colocaram apenas um carro no Top10 do grid, e venceram a corrida.
Veja como ficou a classificação final da 96ª edição das 500 Milhas de Indianápolis:
