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Bandeira quadriculada para a Copa Fiat

Depois de as principais categorias brasileiras terem divulgado seus calendários para 2013, a expectativa girava em torno das datas para as corridas da Copa Fiat, categoria de carros de turismo do Racing Festival. Nos últimos dias de 2012, veio o anúncio; não sobre o calendário, mas a respeito da continuidade da categoria. De carona na notícia que a Fiat não apoiará a categoria, a competição apadrinhada por Felipe Massa não entrará nas pistas em 2013.

Duda Bairros

O fim da Copa Fiat é apenas mais um no conturbado ano no automobilismo brasileiro, marcado pelo encerramento de atividades de categorias nacionais.

Existe, ainda, a remota possibilidade de os carros acelerarem em 2013, já que foram comprados pelas equipes diretamente com a Fiat. A alternativa seria a disputa de um campeonato independente. Porém, a viabilidade esbarra nos custos da categoria. Conversei com um piloto que andou no pelotão intermediário e terminou esta última temporada da Copa Fiat entre os dez primeiros. Ele me confidenciou que os gastos ultrapassaram R$ 360 mil.

Aos poucos, o Racing Festival perdeu força. Em abril de 2012, o evento automobilístico encerrou as atividades da Fórmula Futuro, categoria de monoposto que havia sido criada para revelar novos talentos. Agora, oito meses depois, a Copa Fiat recebe sua bandeira quadriculada.

A retirada do apoio da categoria abre a possibilidade de a montadora italiana se juntar às outras quatro fábricas que disputam o campeonato brasileiro de Marcas. Não ficaria surpreso se a Fiat aparecer no grid da categoria, que renasceu há dois anos, junto com Toyota, Honda, Mitsubishi e Ford.

Em 2013, os principais nomes da Copa Fiat, como Cacá e Popó Bueno, André Bragantini, Christian Fittipaldi, Giuliano Losacco, Fernando e Leonardo Nienkotter, Cesinha Bonilha e Ulisses Silva, podem migrar para esta categoria.

Em três anos de disputa, a Copa Fiat só teve um campeão: Cacá Bueno. Apesar do domínio do piloto carioca, a competição teve ótimos pegas, momentos inesquecíveis e acidentes espetaculares. Abaixo, três vídeos com acidentes de Ulisses Silva em São Paulo, Cacá Bueno em Curitiba e Felipe Maluhy em Brasília.





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Por um lugar ao sol

Pouco mais de uma semana após o término da temporada 2012 da Copa Fiat, que consagrou o tricampeonato de Cacá Bueno, conversei com um dos grandes nomes da nova geração: aos 22 anos, Ulisses Silva, que ao lado de Nicolas Costa e Luir Miranda, é um dos últimos bons pilotos produzidos no Rio de Janeiro.


O descaso com o automobilismo carioca impede o surgimento de novos talentos na cidade que tem como seu maior representante o tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet. A ausência de uma pista para a prática do esporte por jovens talentos e o estrangulamento que as autoridades fizeram no autódromo de Jacarepaguá nos últimos anos, culminando com a destruição da pista, são pontos cruciais que contribuem para esta carência.

Atropelando estes problemas, Ulisses é um “artigo em extinção” do Rio de Janeiro, que hoje se agarra na esperança de ter, no segundo semestre de 2014, um novo autódromo, em Deodoro.

Piloto do Línea #16 na Copa Fiat, Ulisses Silva completou sua terceira temporada na categoria e mostra um desempenho crescente a cada ano da competição de carros de turismo do Racing Festival. Nesta conversa, Ulisses falou sobre passado, seu momento atual e planos para o futuro.

COCKPIT: Você é de uma geração do automobilismo carioca que não teve kartódromo homologado para treinar. Como foi o seu começo nas pistas?

ULISSES SILVA: Eu comecei praticamente junto com o Luir Miranda, que hoje compete comigo na Copa Fiat. Passamos pela dificuldade de não ter um bom lugar para treinar, já que o kartódromo do Rio foi destruído em 1995. Competi em alguns kartódromos indoor e num que havia na zona oeste, que era um pouquinho melhor. Mas foi nestas pistas que tomei gosto pela coisa e passei a competir no regional de marcas do Rio de Janeiro no final da década passada.

COCKPIT: E como foi o salto para competir em categoria nacional?
ULISSES SILVA: Eu e meus patrocinadores achamos que já era hora de dar um voo mais alto na carreira. Foi neste momento que passei para a Copa Clio, em 2009.

COCKPIT: E como foi a mudança para a Copa Fiat?
ULISSES SILVA: No final daquela temporada, a montadora optou por encerrar as atividades da Copa Clio. Existiam rumores de que a mesma montadora iria trazer para as pistas uma nova competição, mas com outro modelo da fábrica, o que, de fato, nunca aconteceu. Com estas portas fechadas, vi que a Fiat trazia uma nova categoria para o Brasil em 2010. Por tudo que a nova competição oferecia, inclusive valores que encaixavam no meu orçamento que consegui com o apoio de patrocinadores, decidi ir para o Trofeo Línea, que era o nome anterior da Copa Fiat.

COCKPIT: Você começou muito bem na Copa Fiat...
ULISSES SILVA: Sim, meu começo foi excelente. Logo na primeira etapa da história do Racing Festival, eu venci uma das corridas daquela rodada dupla em Jacarepaguá. Lembro que o Popó [Bueno] foi o primeiro na prova de abertura. Na segunda bateria, larguei na pole e segurei a pressão de todo mundo. Confesso que ter grande quilometragem em Jacarepaguá e conhecer cada centímetro da pista facilitou um pouco minha vitória.



COCKPIT: E o que faltou para você manter o bom rendimento no restante daquela temporada de 2010?
ULISSES SILVA: Depois da primeira etapa, passei a competir em circuitos em outros estados. Eu conhecia muito pouco as pistas de fora do Rio e, por isso, tive de me adaptar para ser rápido. Enquanto isso, meus adversários, que têm uma qualidade incrível e um talento impressionante tinham grande bagagem nas principais pistas brasileiras. É só você olhar o grid da categoria para você ver as feras que eu divido as freadas das curvas. Por isso, minha primeira temporada na Copa Fiat foi de aprendizagem.

COCKPIT: E no ano passado? Você vinha evoluindo profissionalmente até...
ULISSES SILVA: É, o acidente em Interlagos. Não foi fácil. Sem dúvida, o mais grave de minha carreira. Por sorte, e pela segurança dos Línea da Copa Fiat, tudo não passou de um susto!




COCKPIT: Depois do acidente, você pensou em parar?
ULISSES SILVA: Na verdade, não via a hora de poder voltar a competir. Mas me vi obrigado a parar porque o carro ficou completamente destruído. Cheguei a cogitar, inclusive, a ficar de fora das últimas duas provas de 2011. Mas, algumas semanas depois, cheguei a um acordo com o time Fittipaldi. Aluguei um carro deles para poder completar a temporada.

COCKPIT: Você é um dos pilotos com o maior número de participações na Copa Fiat, com 36 largadas no total. Além da vitória na abertura do campeonato de 2010, qual o outro grande momento que você teve na pista?
ULISSES SILVA: Sem dúvida foi a corrida em Curitiba neste ano. Eu e o Andrezinho [Bragantini] trocamos tinta e roçamos rodas nas disputas das curvas. Ele acabou vencendo a corrida, mas subi no pódio. Foi muito legal não só para mim, que guiava, mas para o público que viu a corrida e, tenho certeza, para ele, também. Mesmo sem ter vencido, sem dúvida esta foi minha melhor temporada.


COCKPIT: A cada temporada na categoria, você se classifica em uma melhor posição. Em 2010, você ficou em 15º, no ano passado em 12º e nesta temporada em 8º. O que esperar de Ulisses Silva em 2013?
ULISSES SILVA: Ainda não decidi. Se eu ficar na Copa Fiat, o que hoje não é uma certeza, vou ficar na equipe do Cesinha [Bonilha]. Além de ser uma grande pessoa, ele entende muito de automobilismo e tenho aprendido bastante ao lado dele. Vai depender, também, do apoio de meus patrocinadores. Mas, se eu for para minha quarta temporada na Copa Fiat, acho que estarei brigando por vitórias.

COCKPIT: Você compete com as cores do Vasco da Gama. Como é o apoio do time de futebol?
ULISSES SILVA: Para quem não sabe, sou vascaíno. E as cores pintadas no carro é muito mais um gesto de amor ao time do que propriamente um patrocinador. Tenho um acordo com o Vasco da Gama para poder usar a marca. Como minha carreira está em aberto, nem mesmo eu sei se voltarei a competir com as cores do Vasco em 2013. O momento agora é de analisar possibilidades e propostas.

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Cacá é tri na Copa Fiat

Um fim de semana que começou difícil para Cacá Bueno, que chegou ao Velopark debilitado por conta de uma infecção bacteriana, superou o problema físico e garantiu o título da temporada da Copa Fiat. Em três anos de competição de carros de turismo do Racing Festival, Cacá chega ao seu terceiro título na categoria.

Duda Bairros

Desde 2001, ano em que Chico Serra conquistou seu terceiro título consecutivo na Stock Car, um piloto não conseguia ser tricampeão de forma consecutiva em pistas brasileiras. Na semana que passou, cometei isso por aqui.

Partindo da primeira fila, Cacá Bueno acompanhou o ritmo do pole Thiago Camilo e não deixou o piloto paulista se distanciar em qualquer das 24 voltas da primeira corrida no Velopark.


O piloto carioca administrou muito bem sua vantagem no campeonato. André Bragantini, único que poderia tirar o título de Cacá, teve problema na classificação com a homocinética do Línea #13 e largou em último no grid. Bragantini fez algumas ultrapassagens, mas não conseguiu evitar o título de Cacá.

O melhor momento da primeira prova foi a disputa entre Ulisses Silva e Luir Miranda. Os dois pilotos do Rio de Janeiro brigavam pela nona posição. Na volta 10, Luir deu o bote sobre Ulisses, mas o piloto do Línea #16 deu o “Xis” sobre o Línea #42. Não demorou para Miranda dar novo bote, desta vez certeiro, sobre Ulisses.

Na frente, Thiago Camilo liderou de ponta a ponta. Talvez esta tenha sido a vitória mais tranquila da carreira de Camilo, que retornou à Copa Fiat na última etapa, em Brasília. Para completar, Thiago fez a melhor volta da corrida.

Na segunda bateria, novo vencedor. Cesinha Bonilha, que compete com as cores e a cruz de malta do time de futebol Vasco da Gama, subiu no degrau mais alto do pódio.


Em grande disputa com o vice-campeão da temporada, André Bragantini, Cesinha chegou a sua segunda vitória na categoria; a primeira em 2012. O pódio ainda foi formado por Popó Bueno, que teve ótimo desempenho.

Abro parêntese para comentar a corrida de Luir Miranda. O piloto do Rio de Janeiro fez grande prova de recuperação. Após ser obrigado a cumprir um drive-through, Miranda fez 12 ultrapassagens e terminou em quinto lugar. Fecho parêntese.

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Na segunda prova da última etapa da temporada 2012, o tricampeão Cacá Bueno não alinhou seu Línea #0 porque ainda se recupera fisicamente da infecção. Vencedor da primeira corrida, Thiago Camilo também não competiu porque seu carro apresentou uma quebra mecânica que impediu o piloto paulista de competir.

Depois de uma temporada dominada por vitórias de Cacá (5), Bragantini (3) e Christian Fittipaldi (2), a última rodada dupla de 2012 teve vencedores diferentes: Thiago Camilo e Cesinha Bonilha.


Resultado da primeira bateria no Velopark:
1 - Thiago Camilo
2 - Cacá Bueno
3 - Clemente Faria Jr
4 - Cesinha Bonilha
5 - Popó Bueno
6 - Christian Fittipaldi
7 - Luir Miranda
8 - André Bragantini
9 - Ulisses Silva
10 - Leonardo Nienkotter
11 - Wellington Justino
12 - Mauri Zaccarelli
13 - Fernando Nienkotter
14 - C. de Souza
15 - Rogério Motta
Não completaram:
16 - Giuliano Losacco
17 - R. Castro

Resultado da segunda corrida:
1 - Cesinha Bonilha
2 - André Bragantini
3 - Popó Bueno
4 - Clemente Faria Jr
5 - Luir Miranda
6 - Ulisses Silva
7 - Fernando Nienkotter
8 - Carlos Eduardo
Não completaram
9 - Christian Fittipaldi
10 - Rogério Motta
11 - Wellington Justino
12 - Leonardo Nienkotter
13 - Giuliano Losacco


Classificação final do campeonato:
1 - Cacá Bueno, 142 pontos
2 - André Bragantini, 136
3 - Christian Fittipaldi, 82
4 - Cesinha Bonilha, 68
5 - Giuliano Losacco, 66
6 - Popó Bueno, 56
7 - Clemente Faria Jr, 48
8 - Ulisses Silva, 43
9 - Thiago Camilo, 38
10 - Wellington Justino, 34
11 - Luir Miranda, 30
12 - Leonardo Nienkotter, 29
13 - Luir Miranda, 24
14 - Fernando Nienkotter, 8
15 - Allam Khodair, 6
16 - Mauri Zaccarelli, 5
17 - Betinho Sartório e Rogério Castro, 4
19 - Antonio Jorge Neto e José Vitte, 3
21 - Carlos Eduardo, 2

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Perto do tri

Na Fórmula 1, o título desta temporada ficará entre os bicampeões Sebastian Vettel e Fernando Alonso. Ou seja, até o final de novembro, o alemão ou o espanhol será tricampeão. Dado o equilíbrio deste mundial, é possível que Vettel ou Alonso conquiste o tricampeonato no Brasil, último GP de 2012.

Mas, neste domingo (4), um piloto poderá ser tri. A rodada dupla da última etapa da Copa Fiat, que será disputada no Velopark, poderá marcar o tricampeonato de Cacá Bueno na categoria.

Duda Bairros

Se alcançar o título, Cacá Bueno repetirá uma conquista que não acontecia há 11 anos no automobilismo brasileiro: o último piloto que foi tricampeão de forma consecutiva foi Chico Serra, que faturou os títulos de 1999, 2000 e 2001 da Stock Car.

O piloto carioca está com uma mão na taça da Copa Fiat, já que lidera a competição com 14 pontos de vantagem, incluindo o obrigatório descarte de André Bragantini, único que pode tirar o título de 2012 de Cacá na Copa Fiat. No próximo domingo, estarão em jogo 35 pontos. Por isso, dependendo do resultado da primeira corrida da rodada dupla, Cacá poderá alinhar para a última prova já com o título no bolso.

Os resultados de Cacá Bueno na Copa Fiat são impressionantes. Em dois anos de competição, o piloto de 36 anos faturou os dois títulos. Nesta categoria, é o maior vencedor com 13 triunfos. Além disto, é o piloto com o maior número de poles, com oito.

Abro parêntese para lembrar que Cacá é o piloto em atividade na Stock Car com os recordes mais importantes. Ele conquistou as temporadas de 2006, 2007, 2009 e 2011 e tem 29 triunfos e 26 pole positions na divisão principal da categoria. Na história da Stock Car, apenas Ingo Hoffmann (12 títulos e 74 vitórias e 61 poles), Paulão Gomes (tetracampeão com 40 vitórias e 23 poles) e Chico Serra (tri com 32 vitórias e 23 poles) estão na frente de Cacá. Fecho parêntese.

Se confirmar o favoritismo e conquistar o tricampeonato na Copa Fiat, Cacá chegará a seu nono título de grande expressão no automobilismo: hoje, ele tem quatro na Stock Car, um na Stock B (antiga categoria de acesso), dois na Copa Fiat e um sul-americano de Superturismo.

Cacá Bueno é um dos melhores pilotos de turismo que já passou pelas pistas brasileiras. Mito? Por tudo que ele já fez e continua a fazer no automobilismo, é possível; talvez provável, quem sabe?

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Mais uma polêmica na Copa Fiat

O resultado da penúltima etapa da temporada 2012 da Copa Fiat, disputada em Brasília, foi bom para Cacá Bueno. O bicampeão da categoria venceu uma corrida e subiu no pódio na outra, aumentando sua vantagem na liderança para quatro pontos. Na verdade, sua folga é ainda maior, já que o vice-líder, André Bragantini, terá de descartar, de acordo com o regulamento, dez pontos relativos aos seus dois piores resultados no ano. Como Cacá não pontuou em duas provas, mantém seus 128 pontos. O tricampeonato em três anos de categoria está bem perto do piloto carioca do carro #0.

A polêmica do fim de semana ficou por conta da desclassificação de Christian Fittipaldi, que venceu a segunda corrida na capital federal. No carro do piloto, que ainda alimentava o sonho do título da Copa Fiat após a primeira prova em Brasília, foi encontrada uma diferença de um milímetro no tamanho do parafuso do Droop traseiro.

O tamanho da peça encontrada não ajudou Christian a vencer a segunda bateria. A irregularidade na medida do parafuso não trouxe qualquer ganho de performance ou vantagem ao piloto do carro #1.

(Duda Bairros)

Há 15 dias, a categoria enviou um comunicado às equipes informando a nova especificação da peça. Regulamento é para ser cumprido.

No entanto, vejo que há situações que devem ser estudadas isoladamente. O caso da desclassificação de Christian na segunda corrida do fim de semana em Brasília é bem parecida com aquela que aconteceu no ano passado em Londrina. Na ocasião, o vencedor Allam Khodair e o segundo colocado, André Bragantini, foram desclassificados por conta de uma irregularidade encontrada em uma arruela no agregado. A peça, que sustenta a suspensão e o motor do Linea, não deu qualquer vantagem aos competidores na pista.

Se há algo que não segue fielmente o regulamento, deverá haver penalidade. Porém, assim como Khodair e Bragantini, Christian Fittipaldi não obteve qualquer vantagem com isso; o piloto não foi sequer 0s001 mais rápido por conta disto. O erro foi da equipe. Por isso, defendo a ideia de que, em casos assim, a vitória deve continuar com o piloto e a punição deve ser restrita ao time – algo como multa pecuniária, perda de pontos caso haja campeonato de construtores ou coisa assim.

Entendo que qualquer distorção provocada no regulamento é uma agressão ao esporte e merece punição. Porém, tirar a vitória de um piloto sem que ele tenha sido beneficiado por alguma irregularidade técnica também é uma agressão.

A desclassificação de Christian, a vitória na segunda prova foi herdada por André Bragantini, que é o único piloto que pode tirar o título de Cacá neste ano na Copa Fiat.

(Duda Bairros)

A penúltima rodada dupla da Copa Fiat promoveu a reestreia de Thiago Camilo, que competiu no primeiro ano da categoria, em 2010. O vencedor da última etapa da Stock Car terminou as duas provas em quarto lugar.

O fim de semana ficou marcado, também, pelo forte acidente de Mauri Zaccarelli. Na terceira volta, o companheiro de Christian ficou sem freios e passou reto na última curva do circuito. Depois de bater na barreira de pneus, o carro de Zaccarelli capotou. O piloto saiu do carro e não sofreu nada mais do que um grande susto.

(Duda Bairros)

A classificação do campeonato, sem os descartes obrigatórios, está assim:
1. Cacá Bueno: 128 pontos
2. André Bragantini: 124
3. Christian Fittipaldi: 76
4. Giuliano Losacco: 66
5. Cesinha Bonilha: 45
6. Popó Bueno: 38
7. Ulisses Silva: 37
8. Wellington Justino: 34
9. Clemente Faria Jr: 28
10. Leonardo Nienkotter: 28

Resultado da primeira prova do fim de semana da Copa Fiat em Brasília:
1. Cacá Bueno
2. André Bragantini
3. Clemente Faria Jr
4. Thiago Camilo
5. Popó Bueno
6. Giuliano Losacco
7. Christian Fittipaldi
8. Cesinha Bonilha
9. Wellington Justino
10. Ulisses Silva
11. Mauri Zaccarelli
12. Fernando Nienkotter
13. Carlos Eduardo
14. Renato Constantino
15. Luir Miranda
16. Rogério Motta
Não completou
17. Leonardo Nienkotter

Resultado da segunda corrida no Distrito Federal:
1. André Bragantini
2. Cacá Bueno
3. Clemente Faria
4. Thiago Camilo
5. Luir Miranda
6. Giuliano Losacco
7. Cesinha Bonilha
8. Ulisses Silva
9. Leonardo Nienkotter
10. Carlos Eduardo
11. Rogério Motta
Não completaram
12. Fernando Nienkotter
13. Renato Constantino
14. Wellington Justino
15. Mauri Zaccarelli
16. Popó Bueno
Desclassificado
17. Christian Fittipaldi

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Vitórias mostram domínio de Bragantini e Cacá na Copa Fiat

Cacá Bueno e André Bragantini venceram as corridas da quarta etapa da Copa Fiat, em Interlagos e disputam cada centímetro do campeonato. Com os resultados, o bicampeão da categoria sai de São Paulo com apenas um ponto de vantagem na liderança sobre Bragantini. O triunfo de Cacá foi uma espécie de redenção para o piloto carioca, que havia sofrido um sério acidente na última etapa, em Curitiba.


O domínio de Cacá e André fez com que os dois pilotos disparassem na tabela da competição. O competidor do carro #0 (Itaú GT Racing) coleciona 96 pontos, enquanto que o piloto do carro #13 (Pater Racing) tem 95. Na terceira posição está Christian Fittipaldi (Fittipaldi Racing), que não teve um bom fim de semana em Interlagos e tem apenas 72 pontos. Giuliano Losacco, que é companheiro de equipe de Bragantini, está em quarto com 54, quatro a mais do que Cesinha Bonilha, da Vasco Racing Team. Ulisses Silva, que também é da Vasco Racing Team, é o sexto com 33.

Com as vitórias deste fim de semana, a disputa do titulo fica cada vez mais limitada aos únicos pilotos que venceram em 2012: Cacá Bueno, que venceu quatro na temporada, André Bragantini, que triunfou duas vezes, e Christian Fittipaldi, que ganhou duas.

A primeira bateria da quarta etapa da Copa Fiat não teve qualquer emoção. Largando da pole-position, André Bragantini ignorou seus adversários e voou baixo em Interlagos, conquistando sua segunda vitória na categoria em 2012. O paranaense, que cravou a pole-position em todas as classificações da história da Copa Fiat em Interlagos, estava impossível. Bragantini ainda fez a melhor volta da corrida.


Largando da primeira fila, Cesinha Bonilha, que é piloto da Vasco Racing Team, não conseguiu acompanhar o líder e também não foi incomodado pelo terceiro colocado, Cacá Bueno.

A exceção deste marasmo da corrida foi o acidente entre Victor Guerin (que compete na GP2) e o então líder da Copa Fiat, Christian Fittipaldi. O estreante tocou no carro #1 de Christian na Curva do Pinheirinho e obrigou o piloto a abandonar a prova. Mais algumas voltas, depois de receber um drive-through, Guerin também abandonou a bateria.

Ulisses Silva, que terminou a primeira corrida na oitava colocação, e largaria na pole-position da segunda bateria, por conta do sistema de grid invertido, foi penalizado por causa de um polêmico toque em Fernando Nienkotter e recebeu um acréscimo de 20 segundos a seu tempo final. Desta forma, Fernando, que cruzou a linha de chegada em nono lugar, assumiu a pole e largou ao lado de seu irmão, Leonardo.

Na segunda prova, ao contrário da primeira, a corrida teve alternâncias e bastante emoção. Logo no início, o pole Fernando Nienkotter queimou a largada e, após ser penalizado com um drive-through, deixou a briga para Clemente Faria Jr, Cacá Bueno e André Bragantini.

Na ponta, Clemente Faria Jr impôs um bom ritmo na corrida até acertar a segunda perna da chicane da Curva do Café. Com o carro danificado, o piloto abandonou a prova.

Com a liderança caindo no seu colo, Cacá Bueno tratou de cuidar com carinho do presente. Porém, Bragantini começou a pressionar o bicampeão pela ponta. A pressão quase deu resultado, já que Cacá, com os pneus desgastados, escorregou nas quatro na descida da Curva do Lago. O tempo que ele perdeu naquele ponto não influenciou em sua tocada.


A polêmica da prova ficou por conta do toque entre Nienkotter e Cesinha na entrada do S do Senna. Alguns reclamaram que o piloto do Linea #99 deveria ter sido punido pela manobra. Cesinha terminou a prova em terceiro lugar, ams momentos depois da cerimônia de premiação teve de entregar o troféu para Giuliano Losacco. Cesinha foi punido com acréscimo de 20 segundos a seu tempo final.

O anticlímax desta disputa veio com o acidente de Betinho Sartório, que atropelou a segunda perna da chicane da Curva do Café e perdeu controle de seu carro, ocasionando um toque com Rogério Castro. A entrada do Safety Car deixou os carros em linha, sob bandeira amarela, até o término da corrida.

Abro parêntese para Ulisses Silva. O piloto carioca fez uma estupenda segunda corrida. Depois de cair para a última posição ainda na primeira volta, Ulisses dosou arrojo e inteligência para conquistar posições. Na excelente corrida de recuperação, o piloto do carro #16 terminou na sexta colocação. Fecho parêntese.

Resultado da primeira prova no Autódromo José Carlos Pace:
1. André Bragantini
2. Cesinha Bonilha
3. Cacá Bueno
4. Giuliano Losacco
5. Wellington Justino
6. Clemente Faria Jr
7. Leonardo Nienkotter
8. Fernando Nienkotter
9. Luir Miranda
10. Carlos Eduardo
11. Betinho Sartório
12. Ulisses Silva
13. Mauri Zacarelli
14. Rogério Castro
15. José Vitte
Não completaram:
16. Victor Guerin
17. Christian Fittipaldi
18. Popó Bueno


Resultado da segunda corrida da Copa Fiat em Interlagos:
1. Cacá Bueno
2. André Bragantini
3. Giuliano Losacco
4. Leonardo Nienkotter
5. Popó Bueno
6. Ulisses Silva
7. Cesinha Bonilha
8. Christian Fittipaldi
9. Luir Miranda
10. José Vitte
11. Wellington Justino
Não completaram:
12. Betinho Sartório
13. Rogério Castro
14. Clemente Faria Jr
15. Victor Guerin
16. Fernando Nienkotter
17. Carlos Eduardo
18. Mauri Zacarelli

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Um convidado bem veloz

Felipe Massa, que aproveita estas semanas sem compromissos da Fórmula 1, está por aqui. O brasileiro participou dos treinos livres para a etapa de Interlagos da Copa Fiat e deu show. Apesar de ser novidade na carreira do piloto, guiar carros de turismo parece que não é um grande obstáculo. Massa foi o mais rápido nas duas sessões que competiu na pista de São Paulo.

(Duda Bairros)

Felipe Massa, que fez 1min51s411 na primeira sessão, elogiou o desempenho do carro. Apenas como curiosidade, Massa foi 0s8 mais rápido do que Cesinha Bonilha. Já no segundo treino, Felipe continuou no topo e cravou 1min52s005, sendo 0s3 mais veloz do que André Bragantini.

Mesmo tendo ficado no topo nos treinos livres, o resultado não seduziu o brasileiro. Como já tinha anunciado anteriormente, o convidado especial Felipe Massa não participará de nenhuma das duas corridas deste fim de semana. As voltas em Interlagos com o Linea foram apenas para não “enferrujar”. E olha que tem muita fera nesta categoria, como Cacá Bueno, Christian Fittipaldi, André Bragantini, Giuliano Losacco, Popó Bueno, Ulisses Silva, Luir Miranda, Cesinha Bonilha , dentre outros.

(Duda Bairros)

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Zerados para Interlagos

Humilde o Cacá Bueno, heim?! O bicampeão da Copa Fiat declarou que é uma grande conquista alinhar no grid em Interlagos para a rodada dupla do próximo fim de semana. Para quem não lembra, o carro do único campeão em dois anos de categoria ficou completamente destruído depois que ele recebeu um toque de Edson do Valle e capotou na segunda bateria da etapa de Curitiba.



O pessoal do time de Cacá Bueno teve bastante trabalho nestas duas semanas. A equipe de Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, intensificou as atividades para deixar o novo Linea #0 pronto para o piloto carioca, que é o atual vice-líder da competição, a dois pontos de Christian Fittipaldi.

(Duda Bairros)

Além de Cacá, que viveu (mesmo que pouca) apreensão por não conseguir participar da corrida de São Paulo – particularmente, acho que esta não foi uma possibilidade ventilada dentro da equipe após a capotagem em Curitiba –, a rodada dupla do fim de semana será, de certa forma, especial para dois competidores.

José Vitte volta à pista que sofreu um grave acidente no ano passado. O piloto foi vítima da provisória (não sei até quando!) chicane na Curva do Café. Vitte perdeu o controle na segunda perna da chicane e bateu de frente no muro da curva, fraturando sua clavícula.



Na mesma etapa, o piloto Ulisses Silva se envolveu num impressionante acidente na reta oposta. O competidor do Linea #16 foi tocado e capotou algumas vezes até parar sobre a barreira de pneus. Por sorte, e pela segurança do Linea da Copa Fiat, o piloto do Rio de Janeiro sofreu apenas um grande susto.


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Show de ultrapassagens e capotagem espetacular na Copa Fiat

Na melhor corrida do fim de semana da Copa Fiat, competição de carros de turismo do Racing Festival, a vitória ficou com André Bragantini, que subiu no alto do pódio pela primeira vez nesta temporada da categoria. O piloto do carro #13 se beneficiou com os abandonos de Christian Fittipaldi e Cacá Bueno e encostou nos líderes do campeonato.

(Duda Bairros)

Vencedor das duas corridas no Autódromo Internacional de Curitiba neste fim de semana, Cacá Bueno buscava um lugar no pódio para tentar sair de Pinhais com a liderança da competição. Na volta 11, o bicampeão da Copa Fiat disputava a quinta posição com Edson do Valle. Os dois carros trocaram tintas e o Linea #0 saiu da pista. O carro de Cacá Bueno capotou cinematograficamente após bater no guard-rail. Por sorte e pela segurança do carro, o piloto carioca saiu praticamente ileso do acidente. Confira o vídeo abaixo:


Ontem o piloto contou que está com um estiramento de grau dois na parte posterior da coxa direita. Tanto que, durante o fim de semana da GT3, em Jacarepaguá, vi que o competidor já andava no paddock com uma bolsa de gelo na perna. O médico de Cacá recomendou três semanas de repouso para ele. Profissionalmente, ficar este tempo parado é inviável para Cacá, por conta das datas dos calendários das competições que disputa. Agora, com o “tranco” que recebeu no acidente, espero que a situação não tenha piorado.

Também sem marcar pontos nesta corrida, Christian Fittipaldi abandonou de forma bem mais tranquila. O motor do Linea #1 estourou e ele ficou pelo caminho na volta 10.

A vitória de Bragantini foi valorizada pelo rendimento do Linea #16 de Ulisses Silva. Se na prova de sábado o piloto carioca não teve paciência para disputar a posição na pista, nesta corrida o competidor da Vasco Racing Team foi perfeito.

(Duda Bairros)

Numa manobra genial, Ulisses pulou da terceira posição para a ponta da prova logo no início, ao deixar Edson do Valle e Popó Bueno para trás no final da reta principal. Ulisses sustentou a liderança da bateria até a volta 13, quando um rapidíssimo Bragantini entrou mais forte na última curva do circuito e fez a ultrapassagem no final da reta. Em sua melhor corrida no ano, Ulisses recebeu a quadriculada em segundo lugar, a 2s629 de André Bragantini. Só faltou a vitória!

Seu companheiro de equipe também não ficou para trás. Cesinha Bonilha também deixou dois competidores para trás numa só manobra. O piloto do Linea #99 surpreendeu Popó Bueno e Leonardo Nienkotter e fez belíssima ultrapassagem sobre os dois. Com a terceira colocação na pista, Bonilha acelerou forte para garantir um lugar no pódio.

Após o fim de semana com três corridas da Copa Fiat, e finalizada a terceira etapa do campeonato, a classificação está assim:
1. Christian Fittipaldi: 71 pontos
2. Cacá Bueno: 69
3. André Bragantini: 63
4. Giuliano Losacco: 32
5. Ulisses Silva: 31

(Duda Bairros)

Resultado da segunda bateria da Copa Fiat em Curitiba:
1. André Bragantini
2. Ulisses Silva
3. Cesinha Bonilha
4. Giuliano Losacco
5. Luir Miranda
6. Wellington Justino
7. Fernando Nienkotter
8. Betinho Sartório
9. Fabio Carvalho
10. José Vitte
11. Mauro Zacarelli
12. Popó Bueno
13. Leonardo Nienkotter
14. Serafin Jr

Não completaram:
15. Édson do Valle
16. Cacá Bueno
17. Christian Fittipaldi
18. Antonio Jorge Neto
19. Rogério Castro

(Duda Bairros)

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Cacá vence e encosta no líder Fittipaldi

E Cacá Bueno venceu mais uma. O piloto carioca, depois de vencer a corrida de sábado da Copa Fiat, categoria de carros de turismo do Racing Festival, voltou ao lugar mais alto do pódio no autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais. O triunfo no circuito paranaense foi o terceiro do piloto em 2012, que ruma para seu tricampeonato na Copa Fiat.

(Duda Bairros)

Mas a competição não está fácil para Cacá. Rival direto na luta pelo seu sonhado terceiro título, Christian Fittipaldi mostra que está em boa fase e que haverá muita briga esportiva com o piloto do Línea #0. A segunda colocação na primeira prova deste domingo, conquistada nas últimas voltas depois de grande ultrapassagem sobre André Bragantini, é a prova do bom rendimento do competidor do Línea #1.

Antes do complemento da terceira etapa, Christian mantém a ponta do campeonato. Porém, com as duas vitórias nas duas últimas corridas, Cacá encostou de vez no líder. Fittipaldi tem 71 pontos contra 69 de Cacá. Para a próxima corrida, seguindo o sistema de grid invertido, a pole é de Edson do Valle, com Popó Bueno na primeira fila.

(Duda Bairros)

Resultado da primeira corrida deste domingo da Copa Fiat em Curitiba:
1. Cacá Bueno
2. Christian Fittipaldi
3. André Bragantini
4. Leonardo Nienkotter
5. Ulisses Silva
6. Cesinha Bonilha
7. Popó Bueno
8. Édson do Valle
9. Betinho Sartório
10. Rogério Castro
11. Mauri Zacarelli
12. Fabio Carvalho
13. Fernando Nienkotter

Não completaram:
14. José Vitte
15. Luir Miranda
16. Antonio Jorge Neto
17. Wellington Justino
18. Giuliano Losacco

(Duda Bairros)

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