Enfim juntas. De novo!

Apesar de o novo regulamento de motores entrar em vigor no ano que vem, com propulsores V6 de 1,6 L Turbo, a Honda decidiu retornar à F1 somente em 2015 para ter mais tempo de desenvolvimento de seus motores. A última vez que os japoneses estiveram em um grid da F1 foi no GP do Brasil de 2008, com equipe e motor.
A decisão da Honda é alinhada com o contrato que a McLaren tem com a Mercedes: os motores alemães equiparão os modelos de Woking até o final de 2014.
Uma volta ao passado
O anúncio encheu os fãs saudosistas da época de ouro da equipe de Woking. Na virada da década de 1980 para 1990, ingleses e japoneses trabalharam juntos e fizeram história na F1.
O novo casamento reedita uma das parcerias mais vitoriosas da história da categoria. Na época em que seus carros eram empurrados pelos motores Honda, de 1988 a 1992, a McLaren disputou 80 Grandes Prêmios, faturando 53 pole positions, 44 vitórias, 91 pódios, quatro títulos de pilotos e outros quatro de construtores.
Além de Ayrton Senna, o austríaco Gerhard Berger (quarto poles e três vitórias) e o francês Alain Prost (quatro poles, 11 vitórias e um título) foram os únicos pilotos que vestiram macacão da McLaren-Honda.
Um ano histórico
No primeiro ano da parceria, em 1988, houve o maior domínio de um carro em uma temporada de Fórmula 1. Naquele mundial, o time tinha Ayrton Senna, que ainda buscava seu primeiro título mundial, e Alain Prost, então bicampeão.

O modelo MP4/4 da McLaren-Honda venceu 15 dos 16 GPs (oito vitórias do brasileiro e sete do francês), com dez dobradinhas. A parceria naquele ano ainda conquistou 15 poles (13 de Ayrton e duas de Alain) e 12 dobradinhas no grid. Ao final daquele campeonato, o time liderou 97% das voltas em todo mundial e alcançou 82% dos pontos possíveis.
Um piloto chamado Ayrton Senna
Não dá para escrever sobre o binômio McLaren-Honda e esquecer Ayrton Senna. A melhor fase do brasileiro na F1 foi justamente no período em que os japoneses trabalharam com os britânicos. Nos 80 GPs das cinco temporadas em que estiveram juntos, os três (McLaren, Honda e Senna) conquistaram 45 poles, 30 vitórias, três títulos mundiais (1988, 1990 e 1991) e um vice (1989).

É bacana sentir toda emoção que se espalhou pelos quatro cantos do planeta depois do anúncio da parceria. Deixando de lado as rápidas palpitações e as lágrimas nos olhos, a verdade é que não será fácil para a McLaren reviver sua época de ouro. O motivo? Falta um piloto como Ayrton Senna. Será que se eles procurarem bem não encontram?






















