Mais uma vitória do Rei de São Paulo

Na São Paulo Indy 300, Will Power conquistou a pontuação máxima, já que, além dos 50 pontos da vitória, o australiano ganhou mais dois por ter ficado mais voltas na liderança e um pela pole-position. Com mais essa vitória, o australiano ampliou ainda mais sua vantagem na competição. Agora, Power abriu 45 pontos sobre Helinho, vice-líder.
A temporada está marcada, até agora, pelo domínio da Penske – o time de Roger faturou todas as quatro corridas dessa temporada, com três triunfos de Power e um de Helio Castroneves.
Largando do fundo do pelotão, Helinho adotou uma inteligente estratégia. Chegou a liderar a São Paulo Indy 300, por ter, naquele momento, uma parada a menos, e terminou em quarto lugar. O brasileiro da Penske, que segue firme na disputa desse campeonato, foi um dos grandes nomes da corrida.
Destaque, também, para Takuma Sato. O japonês da Rahal Letterman-Honda #15 largou da penúltima posição do grid e subiu ao pódio. Arrojado, Sato provou que anda bem no circuito do Anhembi. Ano passado, o nipônico também fez excelente corrida, chegando a liderar. Sato protagonizou uma das melhores ultrapassagens da prova, quando ele, Dario Franchitti e Castroneves praticamente ficaram lado a lado na entrada do S do Samba. Melhor para o japonês, que deixou os adversários para trás.
Na largada da São Paulo Indy 300, surpreendentemente, os carros passaram sem toques no S do Samba, com Will Power mantendo a ponta. Com pista seca, já que a prometida chuva não apareceu no circuito do Anhembi, o australiano da Penske foi soberano principalmente na primeira metade da prova.

Com cinco bandeiras amarelas, a última a nove voltas do fim por causa de um acidente que envolveu seis carros no S do Samba, a São Paulo Indy 300 foi a melhor prova da temporada.
Os brasileiros Tony Kanaan e Bia Figueiredo tiveram suas corridas comprometidas. Um erro de estratégia da KV prejudicou o desempenho de Tony nessa prova; já Bia foi penalizada duas vezes, acabando com sua chance de um bom resultado em São Paulo.
Com desempenhos arrojados, os dois protagonizaram bons momentos da corrida, como a ultrapassagem de Tony sobre Helinho e Rubinho de uma só vez. Teve, também, a manobra de Bia, que passou Graham Rahal por fora no S do Samba e segurou Charlie Kimball, o mesmo ponto, pelo lado desfavorável. A piloto brasileira da Andretti chegou a figurar no Top10, mas caiu muitas posições por causa das penalidades e, também, porque se envolveu no acidente no final da prova.
Em sua primeira corrida em solo brasileiro desde que passou a competir na Indy, Rubens Barrichello foi discreto e garantiu a décima colocação e mais alguns pontos no campeonato. Após a corrida, Rubinho agradeceu emocionado o apoio incondicional que recebeu do povo, declarando que não vê a hora de ir para Indianápolis para o desafio das 500 Milhas.

Dois personagens provocaram incríveis erros na corrida. O primeiro foi de Ryan Briscoe, que passou pelo bumping na entrada da marginal com pneus frios e foi direto para o muro, provocando a primeira bandeira amarela da São Paulo Indy 300. O segundo foi de Ed Carpenter. Já no final da corrida, sob bandeira amarela, o piloto do Carpenter-Chevrolet #20 rodou sozinho na área de escape no momento em que os carros passavam por ali para desviar do acidente que envolveu seis carros no S do Samba.

Inacreditável, mesmo, foi a última cena, negativamente inédita na história do automobilismo. Os três pilotos do pódio não conseguiram abrir as garrafas de champanhe e tiveram de ter ajuda para poder fazer a festa no pódio. Nunca vi nada igual!
Abaixo, a classificação final da São Paulo Indy 300:












































































