Arquivo de April 2012

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Mais uma vitória do Rei de São Paulo

A mais emocionante edição da São Paulo Indy 300 foi vencida mais uma vez por Will Power. O australiano, que ganhou todas as três edições da corrida brasileira da Fórmula Indy desde que a categoria voltou ao país em 2010, foi soberano em praticamente toda a prova. Apenas no final, o líder do campeonato sofreu uma pressão de Ryan Hunter-Reay. O norte-americano tentou sem sucesso ultrapassar Power, que garantiu seu terceiro triunfo em quatro em 2012. Essa foi a 16ª vitória de Will em sua carreira na Indy; curiosamente, ele tem apenas uma em oval (Texas).



Na São Paulo Indy 300, Will Power conquistou a pontuação máxima, já que, além dos 50 pontos da vitória, o australiano ganhou mais dois por ter ficado mais voltas na liderança e um pela pole-position. Com mais essa vitória, o australiano ampliou ainda mais sua vantagem na competição. Agora, Power abriu 45 pontos sobre Helinho, vice-líder.

A temporada está marcada, até agora, pelo domínio da Penske – o time de Roger faturou todas as quatro corridas dessa temporada, com três triunfos de Power e um de Helio Castroneves.

Largando do fundo do pelotão, Helinho adotou uma inteligente estratégia. Chegou a liderar a São Paulo Indy 300, por ter, naquele momento, uma parada a menos, e terminou em quarto lugar. O brasileiro da Penske, que segue firme na disputa desse campeonato, foi um dos grandes nomes da corrida.

Destaque, também, para Takuma Sato. O japonês da Rahal Letterman-Honda #15 largou da penúltima posição do grid e subiu ao pódio. Arrojado, Sato provou que anda bem no circuito do Anhembi. Ano passado, o nipônico também fez excelente corrida, chegando a liderar. Sato protagonizou uma das melhores ultrapassagens da prova, quando ele, Dario Franchitti e Castroneves praticamente ficaram lado a lado na entrada do S do Samba. Melhor para o japonês, que deixou os adversários para trás.

Na largada da São Paulo Indy 300, surpreendentemente, os carros passaram sem toques no S do Samba, com Will Power mantendo a ponta. Com pista seca, já que a prometida chuva não apareceu no circuito do Anhembi, o australiano da Penske foi soberano principalmente na primeira metade da prova.



Com cinco bandeiras amarelas, a última a nove voltas do fim por causa de um acidente que envolveu seis carros no S do Samba, a São Paulo Indy 300 foi a melhor prova da temporada.

Os brasileiros Tony Kanaan e Bia Figueiredo tiveram suas corridas comprometidas. Um erro de estratégia da KV prejudicou o desempenho de Tony nessa prova; já Bia foi penalizada duas vezes, acabando com sua chance de um bom resultado em São Paulo.

Com desempenhos arrojados, os dois protagonizaram bons momentos da corrida, como a ultrapassagem de Tony sobre Helinho e Rubinho de uma só vez. Teve, também, a manobra de Bia, que passou Graham Rahal por fora no S do Samba e segurou Charlie Kimball, o mesmo ponto, pelo lado desfavorável. A piloto brasileira da Andretti chegou a figurar no Top10, mas caiu muitas posições por causa das penalidades e, também, porque se envolveu no acidente no final da prova.

Em sua primeira corrida em solo brasileiro desde que passou a competir na Indy, Rubens Barrichello foi discreto e garantiu a décima colocação e mais alguns pontos no campeonato. Após a corrida, Rubinho agradeceu emocionado o apoio incondicional que recebeu do povo, declarando que não vê a hora de ir para Indianápolis para o desafio das 500 Milhas.



Dois personagens provocaram incríveis erros na corrida. O primeiro foi de Ryan Briscoe, que passou pelo bumping na entrada da marginal com pneus frios e foi direto para o muro, provocando a primeira bandeira amarela da São Paulo Indy 300. O segundo foi de Ed Carpenter. Já no final da corrida, sob bandeira amarela, o piloto do Carpenter-Chevrolet #20 rodou sozinho na área de escape no momento em que os carros passavam por ali para desviar do acidente que envolveu seis carros no S do Samba.



Inacreditável, mesmo, foi a última cena, negativamente inédita na história do automobilismo. Os três pilotos do pódio não conseguiram abrir as garrafas de champanhe e tiveram de ter ajuda para poder fazer a festa no pódio. Nunca vi nada igual!

Abaixo, a classificação final da São Paulo Indy 300:

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Debaixo de chuva, Hunter-Reay é mais rápido no Warm Up

A primeira atividade do fim de semana da São Paulo Indy 300 com chuva foi o Warm Up. Na sessão, que ficou marcada por três bandeiras vermelhas, o mais rápido foi Ryan Hunter-Reay. O piloto do Andretti-Chevrolet #28 virou 1min36s016, sendo seguido por EJ Viso (KV-Chevrolet #5) e Will Power (Penske-Chevrolet #12).

(Guilherme Lara)

Debaixo de chuva, Rubens Barrichello (KV-Chevrolet #8) foi o quinto mais rápido, com 1min37s439. O brasileiro da Penske, Helio Castroneves, foi o 11º, enquanto que Tony Kanaan (KV Racing), que foi tocado por Takuma Sato na Curva da Vitória, foi o 22º. Estreante do fim de semana, Bia Figueiredo ficou em 24º.

Dario Franchitti, que divide a primeira fila com o pole Will Power, fez apenas o 14º melhor tempo da chuvosa sessão.

Penalizado na pesagem do Dale Coyne-Honda #18, Justin Wilson perde sua sexta posição no grid e largará em último na São Paulo Indy 300.

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Felipe Massa visita Indy

A agitação é grande nos boxes e pit lane da São Paulo Indy 300. É celebridade para cá, personalidades para lá... Isso sem contar nos pilotos brasileiros de categorias nacionais e estrangeiras que aproveitam o fim de semana para dar uma espiadinha na IndyCar.

O mais festejado foi Felipe Massa. O brasileiro da Ferrari foi ver de perto a IndyCar e dar uma força para o amigo Rubens Barrichello, que depois de 19 anos ininterruptos competindo em Interlagos, vai acelerar no circuito do Anhembi. Felipe ficou de perto no pit acompanhando os treinos de Rubinho. No final da sessão, o brasileiro da Ferrari participou, inclusive, da reunião técnica com os engenheiros da KV.

(Carsten Horst)

Uma multidão parou em frente aos boxes da KV Racing para bisbilhotar dois dos maiores ídolos do automobilismo brasileiro nos últimos anos.

Já iniciei a contagem regressiva para os algozes de Massa começarem a expulsá-lo da Ferrari (e da Fórmula 1) e dizerem que o brasileiro irá para a categoria. Calma, gente! O ferrarista foi apenas conhecer a IndyCar e festejar seus amigos, dentre eles, Rubinho.

(Miguel Costa Jr)

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Mais uma pole de Power na São Paulo Indy 300

Não foi fácil. A pole-position de Will Power foi conquistada nos últimos instantes da classificação da São Paulo Indy 300. O líder da temporada 2012 de Fórmula Indy superou as ondulações da pista e virou 1min21s404. Assim como no ano passado, o australiano do Penske-Chevrolet #12 largará na frente.

(Indy car Website)

Melhor em todas as sessões que participou (Q1, Top12 e Top6), o Rei de São Paulo, que também é Rei dos Mistos, largará como favorito para a terceira edição da prova brasileira da IndyCar.

Pole na primeira edição da São Paulo Indy 300, Dario Franchitti, que reconheceu ter cometido um pequeno erro na volta rápida, ficou a dois décimos de Power e dividirá a primeira fila com o australiano da Penske. Além de não estar no lado favorável da pista, Dario ainda terá a poeira como adversário na largada. Alguns pilotos reclamaram da aderência, que não está melhor. Se chover, a borracha do asfalto vai para o ralo e a pista vira um sabão.

A chuva prometida para a classificação não caiu e o treino que definiu o grid foi disputado com pista seca. A meteorologia aposta que a São Paulo Indy 300 acontecerá debaixo de água na pista.

As mais de 14 mil pessoas que estiveram nas arquibancadas do circuito do Anhembi – isso sem contar as cinco mil nos camarotes – nesse sábado assistiram à briga dos motores, que ficou quente nessa classificação. Grande equilíbrio entre Chevrolet e Honda, que dividiram a primeira, segunda e terceira filas. Scott Dixon, da Ganassi, superou James Hinchcliffe, da Andretti, e vai largar em terceiro. Já Ryan Hunter-Reay, companheiro de James na Andretti, foi mais rápido do que Justin Wilson, Dale Coyne, no Top6.

(Miguel Costa Jr)

O brasileiro mais bem classificado foi Tony Kanaan, único representante do Brasil e passar pelo Q1. Porém, o campeão de 2004 não conseguiu repetir o bom desempenho no Top12 e ficou em último nessa sessão. Isso significa que Kanaan estará na 12ª posição de largada.

Companheiro de equipe de Kanaan, Rubens Barrichello mais uma vez não passou pelo Q1. Dessa vez, foi por apenas 0s024! Assim, Rubinho vai largar em 13º lugar. Isso, é claro, não desqualifica o ex-F1. Estreante na categoria, os parâmetros de Rubinho devem ser seus companheiros de equipe: Barrichello ficou a uma posição de Tony e uma na frente do venezuelano EJ Viso.

(Cartean Horst)

Descontente com o rendimento do Penske #3, Helio Castroneves ficou pelo caminho no Q1 e vai largada da 20ª posição. O fraco desempenho de Helinho deve-se à pancada no segundo treino livre. O desequilíbrio no carro foi determinante para o mau desempenho na classificação.

(Claudio Capucho)

Estreante na temporada, Bia Figueiredo ainda busca o melhor acerto com o Andretti-Chevrolet #25. A brasileira é a primeira das mulheres no grid, partindo da 21ª posição de largada.

Confira o grid para a São Paulo Indy 300:
1. Will Power (Penske-Chevrolet #12)
2. Dario Franchitti (Ganassi-Honda #10)
3. Scott Dixon (Ganassi-Honda #9)
4. James Hinchcliffe (Andretti-Chevrolet #27)
5. Ryan Hunter-Reay (Andretti-Chevrolet #28)
6. Justin Wilson (Dale Coyne-Honda #18)
7. Graham Rahal (Ganassi-Honda #38)
8. Mike Conway (AJ Foyt-Honda #14)
9. Josef Newgarden (Fisher Hartman-Honda #67)
10. Ryan Briscoe (Penske-Chevrolet #2)
11. Marco Andretti (Andretti-Chevrolet #26)
12. Tony Kanaan (KV-Chevrolet #11)
13. Rubens Barrichello (KV-Chevrolet #8)
14. EJ Viso (KV-Chevrolet #5)
15. JR Hildebrand (Panther-Chevrolet #4)
16. Charlie Kimball (Ganassi-Honda #83)
17. Simon Pagenaud (Sam Schmidt-Honda #77)
18. James Jakes (Dale Coyne-Honda #19)
19. Sebastian Bourdais (Dragon-Lotus #7)
20. Helio Castroneves (Penske-Chevrolet #3)
21. Bia Figueiredo (Andretti-Chevrolet #25)
22. Ed Carpenter (Carpenter-Chevrolet #20)
23. Simona de Silvestro (HVM-Lotus #78)
24. Oriol Servià (Dreyer & Reinbold-Lotus #22)
25. Katherine Legge (Dragon-Lotus #6)
26. Takuma Sato (Rahal Letterman-Honda #15)

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Com pista (ainda) seca, Power é o mais rápido

Sábado no Anhembi e finalmente os carros foram para o circuito para os primeiros treinos livres da São Paulo Indy 300. Na pista seca, mas com promessa de chuva – os trovões já começaram a cantar na capital paulista –, o rei de São Paulo, Will Power, ficou com o melhor tempo. O australiano da Penske-Chevrolet #12 cravou 1min22s387 – o tempo é 0s5 mais lento do que o recorde da pista, que pertence a ele com 1min21s895. O líder da Fórmula Indy foi seguido pela dupla da Ganassi, com o tetracampeão Dario Franchitti à frente de Scott Dixon.



O brasileiro mais bem classificado nesse primeiro treino livre foi Helio Castroneves (Penske-Chevrolet #3). O Homem Aranha, que ficou satisfeito com as modificações feitas no circuito, ficou com a sexta posição, atrás de Simon Pagenaud (Sam Schmidt-Honda #77) e Josef Newgarden (Fisher Hartman-Honda #67).

Os outros brasileiros ficaram apenas em posições intermediárias. Rubens Barrichello (KV-Chevrolet #8), que tem atraído uma multidão ao Anhembi para vê-lo competir, ficou em 12º, uma posição à frente de Tony Kanaan (KV-Chevrolet #11), seu companheiro de equipe. A estreante do fim de semana, Bia Figueiredo (Andretti-Chevrolet #25), ficou em 21º.

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Raphael Matos mira 500 Milhas de Indianápolis

O piloto Raphael Matos, que fez carreira no automobilismo norte-americano, apareceu no circuito de Anhembi e conversou com os jornalistas que cobrem a São Paulo Indy 300. O mineiro, que já disputou duas temporadas na Fórmula Indy, revelou que não desistiu do sonho de se firmar na IndyCar.

Raphael contou que negocia com uma equipe para disputar as 500 Milhas de Indianápolis. O brasileiro, no entanto, não quis falar muito sobre a negociação, tampouco o nome da equipe; disse, apenas, que o tal time compete com motor Honda ou Chevrolet.

Como mais de 50% do grid competem com essas duas fábricas de propulsores, a questão está indifinida. Matos descartou qualquer possibilidade de tentar se classificar para as 500 Milhas com um carro empurrado com o Lotus. “Esse motor ainda está um pouco abaixo de Chevrolet e Honda. Tenho de ir para Indianápolis para classificar o carro e, com o Lotus, ficaria mais difícil. Não posso ter esse ‘luxo’ de não classificar o carro”, contou.

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Razia na cola da liderança da GP2

Quem acordou cedinho nesse sábado teve a oportunidade acompanhar uma eletrizante prova da GP2. O final da segunda bateria, disputada no Bahrein, foi de tirar o fôlego. O brasileiro Luiz Razia chegou a 0s1 do vencedor. O francês Tom Dillmann subiu no alto do pódio pela primeira vez na temporada. A terceira posição ficou com o italiano Davide Valsecchi, que venceu a primeira corrida do fim de semana e manteve a liderança do mundial da categoria.

(GP2 Media Service)

Depois ter sido quarto colocado na primeira bateria e, consequentemente, ter largar no quinto lugar do grid, Razia ganhou duas posições na primeira volta. Já no final, encostou em Dillmann. Talvez, com mais uma ou duas voltas, o brasileiro tomaria a ponta da corrida. O excelente resultado dessa segunda bateria deixou o brasileiro grudado no calcanhar do italiano Valsecchi na tabela do campeonato.

A regularidade na competição mantém Luiz Razia na vice-liderança da GP2. Em seis provas nesse ano, o brasileiro da Arden pontuou em todas. O piloto baiano tem 83 pontos e está a 24 do líder Valsecchi.

Outro brasileiro na categoria, Felipe Nasr também foi responsável pela dose de emoção no final dessa segunda corrida. O brasiliense, que fez sua estreia em 2012, passou Haryanto na última volta e garantiu a quinta posição. O fim de semana foi bom para Felipe, que terminou a primeira prova em sétimo e fez grande corrida de recuperação após largar em 11º na segunda corrida. Não vai demorar para Nasr começar a dar trabalho na categoria.

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Simona aposta na chuva no Anhembi

Apesar de já estarmos na segunda década do século XXI, o mundo da velocidade ainda alimenta situações retrógradas nos mais diversos cantos do planeta. É certo que, aos poucos, alguns tabus são derrubados, mas ainda há um inaceitável preconceito em relação a mulheres no esporte a motor.

O exemplo mais contundente é a Fórmula 1. Até hoje, em mais de 60 anos de história da categoria, apenas cinco mulheres disputaram Grandes Prêmios. Será que não há talentos do sexo feminino capazes de disputar corridas com os grandes ases da F1? Não estou convencido que esta seja a razão. Há, sim, um preconceito camuflado que não dá a mesma oportunidade de ingresso na categoria que é dada aos homens.

Na Fórmula Indy, a situação é diferente. Nos últimos anos, a categoria tem arrebanhado talentos, como Danica Patrick, Bia Figueiredo e Simona de Silvestro.



Órfã desde a saída de Danica para a Nascar, a Indy tem a suíça Simona de Silvestro como a mulher mais experiente no grid, apesar de a piloto estar apenas em sua terceira temporada na categoria. Aqui em São Paulo, conversei com a suíça Simona, que me contou seus planos para essa temporada e como está o desenvolvimento do motor Lotus, que ainda está atrás de Chevrolet e Honda.

COCKPIT: O começo dessa temporada ficou aquém de suas expectativas?
SIMONA DE SILVESTRO: Estou em minha terceira temporada na Fórmula Indy. No início, a meta era chegar ao Top10 em cada corrida. Porém, percebi que é mais difícil do que imaginei, especialmente por causa da situação do motor. Acho que estamos melhorando a cada fim de semana, mas ainda assim temos muito trabalho pela frente

COCKPIT: Há expectativa de que seus resultados melhorem ao longo do ano?
SIMONA DE SILVESTRO: Sim, acho que vão melhorar. Em St. Pete e Long Beach, poderíamos ter tido resultados melhores, mas, infelizmente, não terminamos essas corridas por causa de problemas no motor Lotus. Mas isso também é automobilismo. A HVM Racing é uma boa equipe e tudo que temos de fazer é trabalhar duro para alcançar melhores resultados.

COCKPIT: O que é necessário para deixar o motor Lotus competitivo?
SIMONA DE SILVESTRO: Você sabe que Honda e Chevrolet começaram a desenvolver seus motores em junho do ano passado e nós, com a Lotus, começamos uns seis meses depois. Ainda há um pacote de atualizações que será implementado no motor. Além disso, há uma série de controles do sistema eletrônico que terão de ser aperfeiçoados. Tenho certeza de que o pessoal da Lotus e da Judd está trabalhando duro para o desenvolvimento do motor.



COCKPIT: Qual a sua expectativa para a São Paulo Indy 300?
SIMONA DE SILVESTRO: Aqui em São Paulo, as corridas sempre foram boas para mim, apesar de os resultados não mostrarem isso. Ano passado, por exemplo, éramos bastante rápidos na chuva. Nesse ano, por causa do rendimento do motor, torço para a chuva aparecer. Só isso poderá igualar um pouco o nosso motor com os demais.

COCKPIT: Qual a sua meta na São Paulo Indy 300?
SIMONA DE SILVESTRO: Quero ficar no Top5 em algumas corridas nessa temporada. Se eu tivesse carro e motor do ano passado, acho que poderíamos lutar por vitórias. Mas, você conhece a nossa situação. Então, a meta é terminar a corrida; é realmente importante conseguirmos alguns Top10.

COCKPIT: E como é competir nas ruas de São Paulo, aqui no Brasil?
SIMONA DE SILVESTRO: Competir no Brasil é muito divertido. Os fãs são ótimos e a pista é bem interessante. Estou bem animada para essa corrida.

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Power e Franchitti elogiam Rubinho

Véspera dos primeiros treinos livres da São Paulo Indy 300, o líder da IndyCar, Will Power, o atual campeão, Dario Franchitti, e o vice-líder da competição, Helio Castroneves, concederam entrevista coletiva para quem chegou cedo ao molhado circuito montado nas ruas da capital paulista.

Atual líder da Indy, Will Power escondeu o jogo e, obviamente, não contou seu segredo para ser tão competitivo em circuitos mistos. O Rei de São Paulo – o australiano venceu todas as duas edições da corrida brasileira desde que passou a ser disputada em São Paulo – disse que apenas se diverte em acelerar seu Penske em provas em que os muros são tão próximos.

Power contou que o “efeito Rubens Barrichello” fez um grande bem à categoria. O australiano elogiou o ex-F1, afirmando que a Indy ganhou muito com a entrada de Rubinho. O líder da competição disse que, talvez, Barrichello tenha alguns problemas com as ondulações e também porque não conhece as pistas. “Mas tão logo ele supere isso, vai se dar bem por aqui”, afirmou categórico.

(Fabio Setimio)

O escocês Dario Franchitti, que também elogiou o brasileiro recordista de participações em GPs de F1, comentou aliviado sobre a permissão dos organizadores, que deram sinal verde para modificações nos motores Honda. O tetracampeão da Indy espera, agora, que os propulsores japoneses se aproximem na performance dos Chevrolet. “Temos de trabalhar duro para melhorar o motor. Vamos ver como se comporta aqui”, despistou Dario.

Crítica escocesa

O piloto da Ganassi comentou que não é favorável a mudança gradativa que a Indy faz em relação aos circuitos. “A Indy nasceu em corridas ovais. Acho que deveria ser, pelo menos, metade das provas em ovais”, comentou o tetracampeão.

O escocês, que lembrou a todos que é primo do compatriota Paul di Resta, disse que a estratégia da Fórmula Indy em cruzar fronteiras precisa ser executada com cuidado. O atual campeão lembrou que a IndyCar é uma categoria norte-americana, apesar de ter corridas no Brasil e na China. “No Canadá, há duas provas, mas a categoria é predominantemente estadunidense. Muitos dos patrocinadores são de lá e se a categoria for para outros países, corre o risco de perdê-los”, opinou.

No automobilismo, é preciso ousadia para expandir os negócios. Concordo com o campeão quando ele cita a necessidade de cuidado para a categoria ir para países fora do continente. Porém, pensamentos cautelosos não dão brechas para novas conquistas. Não fosse a ousadia, a categoria ainda estaria competindo apenas nas terras do Tio Sam.

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Opinião de quem entende

Os motores ainda não roncaram no circuito do Anhembi para a São Paulo Indy 300. A tarde da quinta-feira ficou marcada pela coletiva dos pilotos brasileiros que disputarão a prova nas ruas da capital paulista. Teve, também, um certo ex-piloto que não titubeou em dar seus pitacos; no bom sentido, é claro!

Bicampeão mundial de Fórmula 1, bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis e campeão da F-Indy, Emerson Fittipaldi apareceu no Anhembi e elogiou a organização da corrida. Disse mais: “Os pilotos brasileiros vão estar em cima do Will Power, que venceu as duas edições da São Paulo Indy 300. Vai ser uma corrida espetacular”. Sem pensar duas vezes, cravou: “Acho que se conseguir um bom lugar na classificação, Rubinho Barrichello é um dos favoritos à vitória”.

(Fabio Setimio)

Já o estreante da KV não vestiu a roupa do favoritismo e tratou o assunto com bom humor: “O maior barato vai ser acelerar a 300 km/h na reta da Marginal Tietê sem tomar multa”. O ex-F1 contou que ainda estranha a nova realidade. “Depois de tantos anos correndo em Interlagos, na Zona Sul, é até estranho sair de casa e fazer um trajeto totalmente diferente para o Anhembi, que fica na Zona Norte”, contou.

Companheiro de equipe de Rubinho, Tony Kanaan mostrou confiança em conquistar um bom resultado na São Paulo Indy 300. “Solucionamos alguns problemas que encontramos nas três etapas anteriores e acredito que teremos um equipamento competitivo para essa prova”, disse Tony.

Vice-líder do campeonato, Helio Castroneves elogiou as reformas feitas na pista, destacando que as condições do asfalto melhoraram e o sistema de drenagem está mais eficiente. “Espero que não chova, mas se chover, não haverá tantas poças no circuito”, aposta Helinho.

Pronta para fazer sua estreia em 2012, Bia Figueiredo, que competirá apenas em São Paulo e Indianápolis, está preocupada em conhecer as reações do carro. “Conheço bem o traçado e meu foco no momento será aprender as reações do carro da Andretti", revelou Bia.

(Miguel Costa Jr)

Abaixo, um vídeo com alguns dos principais pilotos do grid da Fórmula Indy. Veja o que Will Power, Helio Castroneves, Ryan Hunter-Reay, Rubens Barrichello falaram da São Paulo Indy 300.


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Agora é com Geraldo Piquet

Afastado por conta de uma punição motivada por um acidente na corrida de Curitiba da Fórmula Truck no ano passado, Geraldo Piquet está de volta. Para o atual vice-campeão da categoria, a temporada 2012 irá começar em Caruaru, local da próxima prova da categoria.

A penalidade imposta a Geraldo impediu que o piloto brasiliense do ABF Mercedes #3 pudesse competir no Velopark e em Jacarepaguá, palco das duas primeiras corridas da F-Truck. A ausência de Piquet significa que ele está com duas corridas de desvantagem no campeonato brasileiro e a 60 pontos do líder, Beto Monteiro. No sul-americano, a desvantagem é de uma prova ou 30 pontos para o topo da tabela.

Em meio a seus preparativos para a etapa nordestina da F-Truck, Geraldo Piquet respondeu todas as perguntas com franqueza e cordialidade, mostrando serenidade e uma forte personalidade.

COCKPIT: Dá para reverter essa situação de desvantagem e disputar esses dois títulos?
GERALDO PIQUET: Obviamente não é uma posição confortável para se começar um campeonato disputado com é a Fórmula Truck, mas essa é a minha situação nessa temporada. Posso afirmar que farei o máximo para ter os melhores resultados.

COCKPIT: Essa desvantagem que lhe foi imposta fará com que você mude seu estilo de guiar?
GERALDO PIQUET: Com certeza irei arriscar mais do que no ano passado. Vou correr pensando em cada etapa e não no campeonato. É um caminhão novo e vou procurar me acertar com o equipamento o mais rápido possível.

(Orlei Silva)

COCKPIT: Com essa desvantagem, a margem para resultados ruins é menor. Você entrará no campeonato sob pressão?
GERALDO PIQUET: Não digo sob pressão. Nesse ano, estamos tendo muitas quebras. Os engenheiros têm grande desafio pela frente porque terão de encontrar uma solução para que as quebras não continuem a acontecer.

COCKPIT: No ano passado, apesar de os Mercedes terem vencido provas, sendo duas com você, davam a impressão de que não eram os mais rápidos, mas eram confiáveis. O que mudou de 2011 para cá, já que o modelo é o mesmo?
GERALDO PIQUET: Pois é, essa é a pergunta que não quer calar. No ano passado, não éramos os mais rápidos, mas crescíamos durante as corridas. Para 2012, houve alterações no chassi e na suspensão, que melhoraram o rendimento do caminhão. Agora, os Mercedes lideram treinos, mas não completam corridas. Estamos trabalhando na confiabilidade e a engenharia está revendo os mapas de potência, já que nada foi mudado na parte da construção física do motor.

COCKPIT: E como está a sua preparação?
GERALDO PIQUET: Nesse meu começo de temporada, estarei sem ritmo porque estou parado desde dezembro. Vou ter de entrar no ritmo o quanto antes!

COCKPIT: Vamos deixar o presente e o futuro de lado para falar um pouco do passado. O time convidou o Christian Fittipaldi para substituí-lo enquanto você estava impedido de competir. Como você analisa a participação dele na Fórmula Truck?
GERALDO PIQUET: Para mim, o Christian foi o piloto que mais rápido se adaptou na categoria. O equipamento ajudou, mas o caminhão não compete sozinho. Ele fez um belo trabalho e, com certeza, terá sucesso se algum dia entrar definitivamente na categoria para fazer uma temporada completa na Truck.

COCKPIT: E como foi trabalhar com ele?
GERALDO PIQUET: O Christian tem enorme bagagem no automobilismo. No Velopark, dei algumas poucas dicas por causa da especificidade do caminhão. Trabalhamos bastante o acerto e fiquei satisfeito com os tempos que ele virou.


Em abril, o COCKPIT conversou com o piloto Christian Fittipaldi. Releia a entrevista com o piloto brasileiro que tem passagens pela Fórmula 1, F-Indy e Nascar, além de outras categorias brasileiras e internacionais.

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Chuva flerta com São Paulo Indy 300

Domingo é dia da quarta etapa do campeonato da temporada 2012 da Fórmula Indy. Os carros já chegaram ao Anhembi, São Paulo, e já começaram a ser montados. Sexta-feira será dia de vistoria técnica. Os bólidos só vão para o circuito montado nas ruas de São Paulo no sábado pela manhã. Confira a programação (datas e horários de Brasília) para o fim de semana na capital paulista.

28 de abril (sábado):
08h05min: Primeira sessão de treinos livres da Fórmula Indy
11h05min: Segunda sessão de treinos livres da Fórmula Indy
14h05min: Classificação da Fórmula Indy

29 de abril (domingo):
08h30min: Warm-up da Fórmula Indy
11h10min: Apresentação da Fórmula Truck
11h37min: Desfile de apresentação dos pilotos
12h00min: apresentações e hino
12h30min: Largada da São Paulo Indy 300
15h30min: Premiação da São Paulo Indy 300

Muitos podem estar perguntando sobre o tempo. Bem, a meteorologia aponta tempo instável tanto no sábado, quanto no domingo. Nuvens carregadas estarão sobre o circuito e há chance, sim, de chover; tanto na classificação, quanto na São Paulo Indy 300. A notícia é de dar arrepios, principalmente para quem se lembra do que aconteceu ano passado: a edição de 2011 dessa corrida só terminou na segunda-feira por causa do dilúvio de proporções bíblicas que caiu no Anhembi.

(Caetano Barreira)

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Lotus faz corte na Indy

Ainda abaixo do patamar de Chevrolet e Honda, os motores Lotus serão vistos em menos equipes da Fórmula Indy. O grupo Lotus decidiu romper acordo com Bryan Herta Autosport e Dreyer & Reinbold Racing.

(IndyCar Website)

A decisão já mexe com o grid para a São Paulo Indy 300. Dessas duas equipes, a Dreyer & Reinbold, com o espanhol Oriol Servià, ainda estará nas ruas da capital paulista para competir. O canadense Alex Tagliani está fora. Isso só muda se a Bryan Herta Autosport conseguir novo propulsor (leia-se aqui Honda ou Chevrolet) para equipar seus carros, o que acho ser bem improvável a essa altura dos acontecimentos.

A opção da Lotus significa que seus motores só estarão nos carros da Lotus HVM Racing, com Simona de Silvestro, e da Dragon Racing, com Sebastian Bourdais e Katherine Legge, nessa temporada. Para as 500 Milhas de Indianápolis, a Newman-Hass terá o motor Lotus, já que o acordo para a prova no tradicional oval já havia sido feito e, por interesses comerciais, a Lotus não deixará esse time na mão. A equipe estará (provavelmente) com Jean Alesi no Indiana Motor Speedway, no final de maio.

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Enquanto os motores não são ligados

Semana será agitada em São Paulo. Os carros da Fórmula Indy chegaram à capital paulista para a disputa da São Paulo Indy 300, no próximo domingo. Muita expectativa para mais esse edição da corrida de rua.

A começar pela possibilidade de vitória brasileira. A maior chance é de Helio Castroneves. O piloto já venceu na temporada (GP de São Petersburgo) e sua equipe domina o alto do pódio em 2012. Em três corridas, todas as vitórias foram da Penske, sendo duas de Will Power.

Por falar no australiano, o piloto do carro #12 venceu todas as duas edições da São Paulo Indy 300 – em 2010, dividiu o pódio com Vitor Meira (único brasileiro até hoje que subiu no pódio na prova nas ruas de São Paulo), e em 2011, na corrida que só terminou na segunda-feira por causa da chuva.

Dentre os brasileiros, o campeão da categoria em 2004, Tony Kanaan, e Rubens Barrichello estão correndo por fora para subir no alto do pódio em São Paulo. Além do sonho de vencer em casa, os dois pilotos da KV querem interromper a sequência de vitórias da Penske não só nesse campeonato, mas no Anhembi. Acertada para duas provas em 2012, Bia Figueiredo estará no cockpit da Andretti em São Paulo. Acredito que a vitória no próximo domingo estará distante, mas a piloto brasileira poderá fazer uma boa corrida, já que essa é a primeira vez na F-Indy que tem um carro competitivo. Abaixo, o troféu que será entregue ao vencedor da São Paulo Indy 300.


Além desses, não é razoável descartar a dupla da Ganassi. O tetracampeão (e atual campeão) Dario Franchitti e o neozelandês Scott Dixon poderão estragar os planos da Penske. O norte-americano Ryan Hunter-Reay e o canadense James Hinchcliffe, ambos da Andretti, poderão surpreender no Anhembi.

O traçado de rua do Anhembi tem 4.080 quilômetros com 11 curvas. É nesse circuito que tem a maior reta do calendário da Indy. A grande reta da Marginal Tietê, que tem quase 1,2 quilômetros, é, sem dúvida, um dos principais pontos de ultrapassagem do circuito. Outro ponto interessante é o S do Samba. Antes que os motores comecem a roncar, dê uma volta virtual no circuito do Anhembi.

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Curiosidades após vitória de Vettel no Bahrein

O primeiro triunfo de Sebastian Vettel em 2012 foi marcado por muitas curiosidades. A vitória do alemão no Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 foi a sua 22ª categoria.

O número é bastante expressivo. Vettel iguala a quantidade de vitórias de Damon Hill, mas fica a uma do tricampeão Nélson Piquet. Depois, o alemão terá pela frente Juan Manuel Fangio (24 vitórias), Niki Lauda e Jim Clark (ambos empatados com 25), Jackie Stewart (27), Fernando Alonso (28), Nigel Mansell (31), Ayrton Senna (41) e Michael Schumacher (91).

(Formula 1 Website)

O mundial 2012 de Fórmula 1 começou com um equilíbrio que há décadas não se via. Curiosamente, Vettel é o quarto piloto a vencer na F1 em 2012, que teve quatro escuderias subindo no lugar mais alto do pódio. A última vez que isso aconteceu foi há 29 anos – Nélson Piquet (Brabham), John Watson (McLaren), Alain Prost (Renault) e Patrick Tambay (Ferrari) venceram as quatro primeiras provas de 1983.

O resultado do GP do Bahrein deixou o bicampeão da Red Bull na liderança do mundial. Agora, Vettel tem 53, contra 49 de Lewis Hamilton, que ocupa a vice-liderança.

A vitória de Vettel teve um sabor especial. Não só por ter sido sua primeira em 2012, mas por ter segurado os ímpetos das Lotus, primeiro de Romain Grosjean e depois de Kimi Raikkonen. Campeão de 2007, o finlandês colocou grande pressão sobre Vettel, mas não conseguiu ultrapassá-lo. A última vez que Kimi Raikkonen subiu ao pódio foi no GP da Itália de 2009. Depois, ele se retirou da F1 e só voltou nessa temporada.

O pódio dos dois pilotos da Lotus mostra o crescimento do time de Enstone nessa temporada. Campeão da GP2 de 2011, Romain Grosjean também entrou nas estatísticas do Grande Prêmio do Bahrein. O francês, que foi o 200º piloto na história da Fórmula 1 a subir no pódio, quebrou um jejum de seu país: desde o GP da Bélgica de 1998 que um francês não subia no pódio. Naquela oportunidade, Jean Alesi, de Sauber, foi o terceiro colocado.

(Formula 1 Website)

Deixando a briga que marcou o nome Lotus nos últimos anos, e considerando apenas a nomenclatura do time, a última vez que a equipe colocou dois pilotos no pódio foi no GP da Espanha. Naquela corrida em Jarama, o argentino Carlos Reutemann e (ítalo) norte-americano Mario Andretti terminaram atrás do vencedor Patrick Depailler, de Ligier.

E as curiosidades não param por aqui. Os motores Renault deram rápida resposta aos Mercedes. Os quatro primeiros colocados no GP do Bahrein competem com propulsores franceses. Os motores germânicos sofreram com o calor no Sakhir e não conseguiram o rendimento esperado.

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A foto do fim de semana

A irreverência do bicampeão Sebastian Vettel já é conhecida. A alegria de ter vencido pela primeira vez na temporada 2012 da Fórmula 1 e ainda ter assumido a liderança do mundial ficou evidente no pódio. Após um grande duelo com Kimi Raikkonen, o alemão pregou uma peça no sisudo o campeão de 2007. Olhem a mãozinha direita de Vettel.

(Formula 1 Website)

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Vitórias de Thiago Camilo e André Bragantini na abertura do Marcas

A rodada dupla de abertura do campeonato brasileiro de Marcas, em Interlagos, mostrou que a temporada será bastante equilibrada. As vitórias de André Bragantini, na primeira corrida, e do campeão Thiago Camilo, na segunda bateria, decretaram equilíbrio inclusive entre as montadoras: Honda e Chevrolet foram as grandes vencedoras na pista de São Paulo.

Na primeira prova, o Honda Civic #6 de Bragantini foi perfeito. Assumiu a ponta ainda no início e disparou na frente. Ele nem viu a grande disputa entre Marcos Gomes (Mitsubishi Lancer GT #80) e Vitor Meira (Ford Focus #3) no S do Senna. Teve, também, a excelente manobras de ultrapassagem de Ricardo Maurício (Honda Civic #90) sobre Thiago Camilo (Chevrolet Cruze #21) na Curva Bico de Pato.

A segunda colocação ficou com o Toyota Corolla XRS #5 de Denis Navarro, que largou na pole em Interlagos. O pódio ainda contou com a presença de Ricardinho, que segurou os ataques de Vitor Meira.

(Duda Bairros)

Na segunda bateria, a pole ficou com Thiago Camilo por conta da regra do grid invertido – o atual campeão recebeu a quadriculada na oitava colocação na primeira bateria.

Com muita água na pista, o jovem e bastante experiente Thiago Camilo não bobeou na largada e se manteve na liderança. Chamou atenção o rendimento do Honda Civic #90 de Ricardo Maurício. O piloto paulista fez boa largada e assumiu a terceira colocação após deixar Marcos Gomes para trás no S do Senna.

Por causa da pista molhada, Galid Osman (Chevrolet Cruze #28) tocou na traseira de Juliano Moro, que compete em dupla com André Bragantini. Moro rodou e perdeu precioso tempo, dando fim ao sonho do pódio.

(Carsten Horst)

A melhor briga da pista foi dos companheiros de equipe Fabio Fogaça e Felipe Maluhy. Os dois pilotos do Mitsubishi Lancer GT andaram colados boa parte da prova.

Melhor ainda foi Vitor Meira. O brasiliense pressionou o Ford Focus #30 de Serafin Jr e conseguiu a quarta posição no S do Senna. Não demorou para ele já estar colado no Honda Civic de Ricardinho. Assim como aconteceu na primeira bateria, o ex-Fórmula Indy protagonizou novo duelo com Ricardo Maurício pela terceira colocação. Dessa vez, Vitor conseguiu deixar Ricardinho para trás na última passagem pela Curva Bico de Pato.

(Duda Bairros)

Quando Meira conquistou o lugar no pódio, Thiago Camilo já celebrava sua vitória com uma vantagem de 4s014 sobre o Toyota Corolla XRS #70 de Diego Nunes. Quatro carros de montadoras diferentes nas quatro primeiras colocações dessa segunda bateria. Equilíbrio não vai faltar nas próximas etapas do BR de Marcas.

(Duda Bairros)

Thiago Marques, que fez boas apresentações no ano passado, enfrentou problemas de motor nas duas baterias. Agora é pensar na próxima etapa.

Resultado da corrida 1 da etapa de abertura da competição:
1. André Bragantini (Honda Civic #6)
2. Denis Navarro (Toyota Corolla XRS #5)
3. Ricardo Maurício (Honda Civic #90)
4. Vitor Meira (Ford Focus #3)
5. Marcos Gomes (Mitsubishi Lancer GT #80)
6. Diego Nunes (Toyota Corolla XRS #70)
7. Alceu Feldmann (Honda Civic #7)
8. Thiago Camilo (Chevrolet Cruze #21)
9. Serafin Jr. (Ford Focus #30)
10. Galid Osman (Chevrolet Cruze #28)
11. Marconi de Abreu (Honda Civic #47)
12. Marcelo Tomasoni (Chevrolet Cruze #8)
13. Fernando Galera (Ford Focus #17)
14. Carlos Eduardo Padovan (Mitsubishi Lancer GT #12)
15. Fabio Fogaça (Mitsubishi Lancer GT #72)
Não completaram:
16. Thiago Marques (Toyota Corolla XRS #1)
17. Felipe Maluhy (Mitsubishi Lancer GT #33)
18. Aldo Piedade Jr. (Ford Focus #15)
19. Ricardo Zonta (Toyota Corolla XRS #10)
20. Ricardo Sargo (Chevrolet Cruze #81)

Resultado da corrida 2 da etapa de abertura do BR Marcas:
1. Thiago Camilo (Chevrolet Cruze #21)
2. Diego Nunes (Toyota Corolla XRS #70)
3. Vitor Meira (Ford Focus #3)
4. Ricardo Maurício (Honda Civic #90)
5. Serafin Jr. (Ford Focus #30)
6. Marconi de Abreu (Honda Civic #47)
7. Fabio Fogaça (Mitsubishi Lancer GT #72)
8. Felipe Maluhy (Mitsubishi Lancer GT #33)
9. Denis Navarro (Toyota Corolla XRS #5)
10. Juliano Moro (Honda Civic #6)
11. Fernando Galera (Ford Focus #17)
12. Carlos Eduardo Padovan (Mitsubishi Lancer GT #12)
13. Galid Osman (Chevrolet Cruze #28)
Não completaram:
14. Marcelo Tomasoni (Chevrolet Cruze #8)
15. Ricardo Zonta (Toyota Corolla XRS #10)
16. Marcos Gomes (Mitsubishi Lancer GT #80)
17. Alceu Feldmann (Honda Civic #7)
18. Aldo Piedade Jr. (Ford Focus #15)
19. Thiago Marques (Toyota Corolla XRS #1)
20. Ricardo Sargo (Chevrolet Cruze #81)

O campeonato BR de Marcas ficou assim:
1. Thiago Camilo: 33 pontos
2. André Bragantini/ Juliano Moro: 31
3. Diego Nunes: 30
4. Ricardo Maurício: 30
5. Vitor Meira: 30

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Mercedes SLS AMG vence segunda do GT Brasil

A segunda bateria da rodada de abertura do GT Brasil foi marcada por mais uma briga entre os carros alemães. Dessa vez, o Mercedes SLS AMG e o Audi R8 disputaram cada metro da pista de Santa Cruz do Sul. Melhor para a estrela de três pontas, que venceu a primeira na temporada com a dupla Cleber Faria e Duda Rosa. Na corrida do sábado, a vitória ficou com o BMW Z4 de Cacá Bueno e Claudio Dahruj.

O triunfo de Cleber Faria e Duda Rosa foi praticamente de ponta a ponta. Apesar de terem recebido pressão do Audi R8 dos irmãos Ebrahim, o Mercedes SLS AMG #30 controlou a vantagem e venceu com certa facilidade.

(Luca Bassani)

O modelo SLS AMG da Mercedes volta a vencer na categoria. O carro estreou em 2011 na penúltima rodada dupla e faturou três das quatro últimas provas. Em 2012, volta a vencer, tendo um incrível retrospecto de quatro vitórias em seis corridas do GT3.

Ao contrário da primeira bateria, a segunda corrida dessa etapa de abertura do GT Brasil foi disputada com pista eca e sob sol. Na largada, Rafael Derani ultrapassou os limites do arrojo. A Ferrari F458 #3 não segurou a freada na primeira curva e tocou no pole-position Marcelo Hahn, comprometendo a prova do Lamborghini LP600+ #16. Na troca obrigatória de pilotos, Allam Khodair assumiu a Lambo e até fez voltas rápidas, mas o toque no início da corrida prejudicou o desempenho do modelo italiano.

Depois da vitória na primeira bateria, Cacá Bueno voltou a fazer boa corrida. O pódio foi o prêmio para seu bom desempenho na pista gaúcha.

Conforme escrevi aqui, o BMW de Valdeno Brito e Constantino Junior, que se acidentou durante um treino livre em Santa Cruz do Sul, teve a longarina danificada e já foi enviado para a Alemanha para os reparos necessários.

Abaixo, as posições dos pilotos na segunda corrida da rodada de abertura do GT Brasil, em Santa Cruz do Sul:
1. Cleber Faria/Duda Rosa (Mercedes SLS AMG #30)
2. Walter Ebrahim/Fabio Ebrahim (Audi R8 #20)
3. Cacá Bueno/Claudio Dahruj (BMW Z4 #0)
4. Allam Khodair/Marcelo Hahn (Lamborghini LP600+ #16)
5. Renan Guerra/Vanuê Faria (Mercedes SLS AMG #105)
6. Henrique Assunção/ Ronaldo Kastropil (Lamborghini LP600+ #75)
7. Fernando Poeta/Walter Derani (Lamborghini LP600+ #18)
Não completou:
8. Rafael Derani/Claudio Ricci (Ferrari F458 #3)

(Luca Bassani)

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Vettel vence fantástico GP do Bahrein

Diante de tanta confusão, violência e temores, o Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 foi disputado. Ironicamente, foi o melhor da temporada. A corrida na pista do Sakhir marcou a primeira vitória de Sebastian Vettel na temporada; a sua 22ª categoria. Depois de largar na pole, venceu e ainda fez a melhor volta. Foi o famoso barba, cabelo e bigode.

(Formula 1 Website)

O bicampeão, que assume a liderança no mundial com 53pontos, mostrou talento para segurar os ataques das duas Lotus. Kimi Raikkonen e Romain Grosjean deram bastante trabalho ao alemão e mostraram que o time de Enstone poderá se destacar ainda mais em 2012.

Felipe Massa há muito tempo não fazia uma grande corrida. Arrojado na largada, não demorou em ocupar a sétima posição na pista. Protagonizou duelos emocionantes, como no início da prova com Kimi Raikkonen. No final, o brasileiro marcou seus primeiros pontos no mundial.


Durante boa parte da corrida, Massa virou na casa que Fernando Alonso estava. Isso não significa muita coisa, mas pelo histórico de Felipe, é algo a ser ressaltado, sim! É claro que isso aconteceu em apenas uma corrida. Alonso pode ter ido mal hoje... Felipe pode, excepcionalmente, ter ido bem... Enfim, fato é que Massa mostrou que pode ser aquele piloto que foi vice-campeão mundial em 2008. Tomara que continue assim!

Se Felipe foi bem, o que falar de Lewis Hamilton. O inglês andou bem, mas foi traído nos três pit stops da McLaren. O time de Woking parecia querer destruir a corrida do campeão de 2008 a todo custo! Não fossem os erros nas três paradas, Hamilton teria terminado em melhor posição, não fosse, também, uma manobra desleal de Nico Rosberg. Mas isso eu conto daqui a pouco.

O dia realmente não era da McLaren. Jenson Button não conseguia um bom rendimento do MP4-27. Para piorar, o campeão de 2009 abandonou na última passagem pelos boxes.


Além dos três pilotos que subiram no pódio e de Felipe Massa, outro destaque do GP foi Michael Schumacher. O heptacampeão, que fez uma péssima classificação, largou do fundo do pelotão porque a Mercedes trocou o câmbio do W03. O alemão partiu da 22ª posição do grid para a zona de pontuação. Talvez, um dos pontos mais celebrados por Schumi nos últimos tempos!

Por último, Paul di Resta fez uma excelente corrida. O piloto escocês fez uma linda manobra ao deixar Pastor Maldonado e Sérgio Pérez para trás de uma só vez, aproveitando a bobeada dos dois, que duelavam entre si pela décima posição. Depois disso, o escocês da Force India ficou na zona de pontuação durante todo tempo e só perdeu a quinta posição na penúltima volta.

O Grande Prêmio do Bahrein teve um vilão. Talvez enfeitiçado pela vitória em Xangai, Nico Rosberg pensou que poderia fazer de tudo. Na primeira metade da prova, ele foi atacado por Lewis Hamilton e, numa manobra pouco esportiva, colocou o inglês para fora. Sem ter tido punição – pelo menos na pista, já que até agora a FIA não divulgou nada a esse respeito –, não tardou e repetiu a calhordice. Não deixou Fernando Alonso passar e jogou o espanhol para fora, no mesmo ponto no confronto que teve com Hamilton. Nas duas manobras, os pilotos da McLaren e da Ferrari conseguiram voltar á pista, mas perderam tempos preciosos.


Com problema nos pneus, Bruno Senna não fez boa prova. Ficando a maior parte da corrida fora da zona de pontuação, o brasileiro da Williams brigou muito com o FW34 até abandonar na última volta.

Confira o resultado final do Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1:

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Cacá Bueno estreia e vence no GT Brasil

A temporada do GT Brasil começou com vitória de um piloto estreante; novo na categoria, mas com uma bagagem impressionante. Tetracampeão da Stock Car e bicampeão da Copa Linea, Cacá Bueno, que compete de BMW Z4 em parceria com Cláudio Dahruj, começou com pé direito na GT3 e subiu no lugar mais alto do pódio logo na abertura da temporada da categoria.

(Fernanda Freixosa)

A corrida foi confusão e espetacular. Vamos por partes: logo no início, a forte chuva, acompanhada de um vendaval que arrancou placas de publicidade e galhos de árvores, que caía em Santa Cruz do Sul obrigou a entrada do Safety Car na pista gaúcha. Não demorou para a bandeira vermelha ser agitada.

Com o tempo um pouco melhor, a corrida foi reiniciada. Logo no início, Walter Ebrahim, de Audi R8, superou a Lamborghini LP600+ de Allam Khodair, que largou na pole-position, e foi para a ponta. Mais atrás, Cacá perdeu posições e ficou em sexto. Quando entrou nos boxes para troca de pilotos, Cacá estava em quinto.

No retorno à pista do BMW Z4, Cláudio Dahruj fez voltas rápidas, ganhou posições e logo encostou no líder, que era Fabio Ebrahim, irmão e companheiro de equipe de Walter. A batalha pela liderança durou até a última volta. Com pneus desgastados, o Audi R8 dos irmãos Ebrahim não segurou o BMW Z4 de Dahruj, que espetacularmente ultrapassou Fabio e assumiu a ponta para vencer a primeira bateria do fim de semana.

(Fernanda Freixosa)

Sendo bem mais rápidos na segunda parte da corrida, a dupla Rafael Derani e Claudio Ricci terminou a prova no pódio.

A grande ausência foi o bicampeão Valdeno Brito. O piloto paraibano, que inicia nova parceria com Constantino Junior, não alinhou sua BMW Z4 no grid porque o carro foi destruído durante uma sessão livre em Santa Cruz do Sul. O piloto mineiro escapou numa curva e destruiu a frente do bólido. Constantino Junior saiu ileso do acidente.

Confira as posições finais da primeira bateria na rodada de abertura do GT Brasil:
1. Cacá Bueno/Claudio Dahruj (BMW Z4 #0)
2. Walter Ebrahim/Fabio Ebrahim (Audi R8 #20)
3. Rafael Derani/Claudio Ricci (Ferrari F458 #3)
4. Cleber Faria/Duda Rosa (Mercedes SLS AMG #30)
5. Allam Khodair/Marcelo Hahn (Lamborghini LP600+ #16)
6. Henrique Assunção/ Ronaldo Kastropil (Lamborghini LP600+ #75)
7. Fernando Poeta/Walter Derani (Lamborghini LP600+ #18)
8. Renan Guerra/Vanuê Faria (Mercedes SLS AMG #105)

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Razia sobe ao pódio na GP2

Logo após Sebastian Vettel ter cravado a pole-position no Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1, os pilotos da GP2 entraram na pista do Sakhir para a primeira bateria do fim de semana. O grande nome dessa corrida foi Davide Valsecchi. O piloto italiano venceu sem ser incomodado em qualquer das 32 voltas.

Depois de largar em quinto, o brasileiro Luiz Razia ganhou posições, fazendo grande corrida. O piloto da Arden recebeu a quadriculada na segunda colocação, a 7s7 do vencedor. O mundial da GP2 começou interessante para o Brasil, com três pódios de brasileiros nas três primeiras provas de 2012.


Outro brasileiro na GP2, Felipe Nasr não teve sorte. Após largar numa excelente terceira posição, o brasiliense da Dams foi tocado por Jhonny Cecotto Jr. e abandonou a prova. O venezuelano arriscou tudo numa irresponsável defesa pela posição. Resultado: ambos foram para fora da pista.

Destaque para o duelo entre Max Chilton e Esteban Gutiérrez. Na última volta, o mexicano fez uma sensacional ultrapassagem e garantiu a terceira colocação na corrida barenita. Esse foi o segundo pódio de Gutiérrez na temporada.

Atualizado às 11h53min

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Vettel larga na frente no Bahrein

O campeonato mundial de Fórmula 1 começou equilibrado. Depois de três vitórias de três pilotos em 2012, a pole-position para o Grande Prêmio do Bahrin ficou com um velho conhecido, mas que ainda não tinha conseguido a posição de honra do grid nessa temporada: Sebastian Vettel cravou 1min32s422 e deixou o favoritismo da McLaren e a euforia da Mercedes nessa classificação para trás.

Essa foi a 31ª pole do bicampeão em sua carreira na F1. O alemão da Red Bull fez a última pole na pista do Sakhir, em 2010. Ele, ao lado de Schumacher, é o piloto com o maior número de poles ali – o heptacampeão largou na frente em 2004 e 2006.

(Formula 1 Website)

Ao lado de Vettel na primeira fila estará Lewis Hamilton. O líder do mundial ainda melhorou o tempo de sua melhor volta nos últimos instantes da classificação, mas não conseguiu superar o bicampeão e ficou a 0s098 de Vettel. Curiosamente, o campeão de 2008 quase não passou para o Q2 – Lewis fez o 16º melhor tempo no Q1.

Red Bull e McLaren também dividirão a segunda fila, com Mark Webber sendo mais rápido do que Jenson Button. Apesar disso, acredito que a McLaren é a favorita para a vitória no Bahrein. A Red Bull ainda não encontrou a regularidade que o time de Woking tem mostrado nessa temporada.

Interessante é perceber que apenas meio segundo separam Vettel de Daniel Ricciardo, que largará em sexto. O australiano da Toro Rosso ficou a 0s091 de Nico Rosberg, que colocou sua Mercedes na quinta posição.

(Formula 1 Website)

Abro um parêntese para Fernando Alonso. O bicampeão é um dos melhores pilotos do grid; beira a genialidade! Depois que o cronometro foi zerado no Q2, as duas Ferrari estavam destinadas a ocupar posições intermediárias na largada no Sakhir. O que muitos não contavam é que o espanhol ainda estava em sua volta lançada. Alonso, mais uma vez, tirou coelho da cartola e catapultou o F2012 #5 até a quinta posição do Q2. Pior para Kimi Raikkonen, que, com a mágica do espanhol, caiu para 11º lugar. Fecho parêntese.

O parágrafo acima significa que Felipe Massa ficou outra vez sem passar para o Q3. Em quatro classificações de Grandes Prêmios disputadas nessa temporada, em nenhuma o brasileiro da Ferrari conseguiu ficar entre os dez mais rápidos.

A sessão de formação do grid foi na medida para Bruno Senna. O brasileiro da Williams ficou limitado pelas possibilidades do FW34 e vai largar em 15º. Seu companheiro de equipe, Pastor Maldonado fez o 17º tempo, mas perderá cinco posições de largada porque a Williams trocou a caixa de câmbio de seu FW34.

A grande surpresa da classificação foi Michael Schumacher. Depois de ter largado na primeira fila em Xangai, o heptacampeão, que disse ter tido um problema na asa traseira, sucumbiu no Q1. Schumacher se juntou às nanicas e vai largar no fundo do pelotão.

(Formula 1 Website)

Num raro momento de brilho, a Caterham de Heikki Kovalainen passou para o Q2, deixando, além de Schumacher, o francês Jean-Eric Vergne no Q1. Por falar em Vergne, é a terceira vez consecutiva que o piloto da Toro Rosso fica pelo caminho no Q1. O francês ainda corre o risco de receber punição, já que não viu (ou ignorou) o sinal para entrar na pesagem logo após a quadriculada do Q1. Até eu ter terminado esse post, o caso ainda estava sendo analisado pelos comissários da FIA.

Depois do protesto da Force India, que não participou do segundo treino livre, estranhamente a TV, que tem contrato com a FOM (leia-se aqui Bernie Ecclestone) não mostrou Paul di Resta ou Nico Hulkenberg em nenhum momento da classificação. Prefiro parar de escrever por aqui porque para bom entendedor, poucas palavras bastam.

Confira o grid para o Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1:
1. Sebastian Vettel (Red Bull- Renault): 1min32s422
2. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min32s520
3. Mark Webber (Red Bull- Renault): 1min32s637
4. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min32s711
5. Nico Rosberg (Mercedes): 1min32s821
6. Daniel Ricciardo (Toro Rosso-Ferrari): 1min32s912
7. Romain Grosjean (Lotus-Renault): 1min33s008
8. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari): 1min33s394
9. Fernando Alonso (Ferrari): sem tempo
10. Paul di Resta (Force India-Mercedes): sem tempo
11. Kimi Raikkonen (Lotus-Renault)
12. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
13. Nico Hulkenberg (Force India-Mercedes)
13. Felipe Massa (Ferrari)
15. Bruno Senna (Williams-Renault)
16. Heikki Kovalainen (Caterham- Renault)
17. Michael Schumacher (Mercedes)
18. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso-Ferrari)
19. Vitaly Petrov (Caterham-Renault)
20. Timo Glock (Marussia-Cosworth)
21. Charles Pic (Marussia- Cosworth)
22. Pastor Maldonado (Williams-Renault) * punido com a perda de cinco posições
23. Pedro de la Rosa (Hispania- Cosworth)
24. Narain Karthikeyan (Hispania- Cosworth)

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F1 no temeroso Bahrein

O foco dos treinos livres para o Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 dessa sexta-feira não foi o esporte. O melhor tempo do dia de Nico Rosberg – Lewis Hamilton foi o melhor na sessão da manhã barenita –, logo à frente das duas Red Bull, com Webber em segundo e Vettel em terceiro, ficou ofuscado pela violência que assola o país.

Sinceramente, não vou escrever um post sobre a política daquele país ou mesmo se o bicampeão Vettel tem ou não razão ao afirmar que há similaridades na questão da segurança de Bahrein e Brasil. O alemão disse que “talvez exista algum tipo de risco, mas existe em todos os lugares. Você pode imaginar quando vamos ao Brasil? Não é o lugar onde gostaríamos de estar também, dependendo do local”.

A declaração do bicampeão foi feita após um grupo de mecânicos da Force India ter presenciado uma manifestação violenta nos arredores do autódromo. Por conta disso, dois funcionários da equipe decidiram voltar para a Europa. De carona com o acontecido, o time decidiu não participar do segundo livre. Seria uma forma de protesto contra a realização da corrida no Bahrein, não fosse a verdade por trás da atitude: problemas de logística impediram a Force India de ir para a pista.

Mecânicos da Sauber também presenciaram manifesto violento perto do hotel onde estão hospedados.

Bons tempos em que pilotos e equipes peitavam atitudes pouco racionais, como essa da realização do GP no Bahrein. Hoje, também por conta das cifras milionárias que envolvem à Fórmula 1, o staff da categoria entra no circuito como carneirinhos. A exceção de uma meia dúzia, a maioria nem pensa em fazer esse tipo de enfrentamento. E tudo sobra para quem realmente tem posições firmes, mas fica engessado pelos contratos, impedindo qualquer atitude rebelde; mesmo que racional.

Na pista, Nico Rosberg ainda glorificado pela vitória na última prova, foi o mais rápido, mostrando que a Mercedes está na briga com McLaren e Red Bull. A equipe austríaca encostou no alemão, mas seus pilotos não conseguiram superá-lo e ficaram a quase meio segundo de Nico.

A McLaren mostrou estar forte no Bahrein. Depois de ficar na ponta do primeiro livre, Lewis encerrou sua participação na segunda sessão com o 4º lugar; seu companheiro, Button, ficou em 6º. O heptacampeão Michael Schumacher ficou entre as McLaren.

O calvário da Ferrari parece não ter fim. O F2012 ratifica a cada Grande Prêmio que tem sérios problemas de estabilidade e velocidade final. Nas sessões livres, Fernando Alonso passeou na grama. O bicampeão fechou a segunda sessão em oitavo, enquanto que Felipe Massa foi o 12º.

A euforia da Williams pelo crescimento em relação a 2011 foi freada nas sessões livres. No segundo treino, o venezuelano Pastor Maldonado fez o 15º melhor tempo e Bruno Senna ficou em 18º.

Curiosamente, todos os sete vencedores do GP do Bahrein estarão na pista de Sakhir. Em 2004, Schumacher ganhou. Nos dois anos seguintes, Fernando Alonso subiu no degrau mais alto do pódio. Em 2007 e 2008, foi a vez de Felipe Massa. Em 2009, Button venceu. Na última corrida no Bahrein, em 2010, a vitória foi de Alonso.

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Quatro brasileiros e um sonho

A lista de inscritos para as 500 Milhas de Indianápolis saiu. As 33 vagas no grid serão disputadas por 34 inscritos, sendo quatro brasileiros: Helio Castroneves, Tony Kanaan, Rubens Barrichello e Bia Figueiredo. Os três primeiras estão na disputa do campeonato, enquanto que a piloto fará a tradicional prova pela Andretti – Bia também estará no carro da equipe de Michael no final desse mês, na São Paulo Indy 300.

A lista ainda poderá aumentar, já que a presença do francês Jean Alesi (ex-F1) é aguardada. O ex-piloto da Ferrari, Tyrrell, Sauber, Benetton, Prost e Jordan provavelmente estará no cockpit da Newman/Haas. Outro nome praticamente certo é Luca Filippi, que sentará num carro da Rahal Letterman. O campeão da prova em 2004, Buddy Rice (Carpenter-Chevrolet), e Townsend Bell (Sam Schmidt-Honda) também poderão aparecer nessa edição das 500 Milhas.


Essa será a primeira vez que Rubinho disputará uma corrida num oval. Poucos podem ter esquecido, mas Barrichello já competiu – e venceu! – na pista norte-americana; na ocasião, num traçado misto na sua época de Fórmula 1.

Porém, para a categoria, Rubinho é estreante e terá de passar por todos os testes até o pole Day. Além do brasileiro, Bryan Clauson, James Jakes, Josef Newgarden, Katherine Legge, Wade Cunningham e Simon Pagenaud são os rookies da edição 2012 das 500 Milhas de Indianápolis. Apesar de o inglês James Jakes ter sido inscrito na edição do ano passado da corrida, ele é considerado estreante porque ficou de fora do grid.

Desde 1911, a bandeira brasileira ficou no alto do pódio em seis oportunidades: em 1989 e 1993 com Emerson Fittipaldi, em 2001, 2002 e 2009 com Helio Castroneves e em 2003 com Gil de Ferran. Em 2012, Helinho correrá para se tornar o maior vencedor da história das 500 Milhas de Indianápolis. O brasileiro, que tem três triunfos, está a uma vitória dos lendários AJ Foyt (1961, 1964, 1967 e 1977), Al Unser (1970, 1971, 1978 e 1987) e Rick Mears (1979, 1984, 1988 e 1991).

Campeão da categoria em 2004, o brasileiro Tony Kanaan ainda busca sua primeira vitória na lendária pista norte-americana. Dos pilotos em atividade, apenas Dario Franchitti (2007 e 2010) e Scott Dixon (2008) já tomaram o leite da vitória no Indiana Motor Speedway.

Confira a lista dos 34 pilotos que participarão da classificação para as 500 Milhas de Indianápolis:
Ryan Briscoe: Penske-Chevrolet #2
Helio Castroneves: Penske-Chevrolet #3
JR Hildebrand: Panther-Chevrolet #4
Ernesto Viso: KV-Chevrolet #5
Katherine Legge: Dragon-Lotus #6
Sebastien Bourdais: Dragon-Lotus #7
Rubens Barrichello: KV-Chevrolet #8
Scott Dixon: Ganassi-Honda #9
Dario Franchitti: Ganassi-Honda #10
Tony Kanaan: KV-Chevrolet #11
Will Power: Penske-Chevrolet #12
Mike Conway: AJ Foyt-Honda #14
Takuma Sato: Rahal Letterman -Honda #15
Sebastien Saavedra: AFS/Andretti-Chevrolet #17
Justin Wilson: Dale Coyne-Honda #18
James Jakes: Dale Coyne-Honda #19
Ed Carpenter: Carpenter-Chevrolet #20
Oriol Servià: Dreyer & Reinbold-Honda #22
Marco Andretti: Andretti-Chevrolet #26
James Hinchcliffe: Andretti-Chevrolet #27
Ryan Hunter-Reay: Andretti-Chevrolet #28
Bia Figueiredo: Andretti-Chevrolet #29
Graham Rahal: Ganassi-Honda #38
Bryan Clauson: Sarah Fisher-Honda #39
Wade Cunningham: AJ Foyt-Honda #41
Josef Newgarden: Sarah Fisher-Honda #67
Simon Pagenaud: Sam Schmidt-Honda #77
Simona de Silvestro: HVM-Lotus #78
Charlei Kimball: Ganassi-Honda #83
Alex Tagliani: Bryan Herta-Lotus #98

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Triste quadriculada para F-Futuro

Mal começou e já acabou. Com apenas duas temporadas, a Fórmula Futuro, categoria de monopostos para pilotos recém saídos do Kart, lamentavelmente chega ao fim. Contudo, para descartar possíveis boatos a respeito do Racing Festival, os organizadores confirmaram que a Copa Linea (novo nome do Trofeo Linea) será disputada em 2012. Os carros de turismo do Racing Festival estarão no grid de Londrina no dia 3 de junho.

O fim da Fórmula Futuro, na verdade, não me surpreendeu. Com grid de seis, dez pilotos em 2011, o destino parecia estar selado! O objetivo de colocar 20 carros no grid nunca foi alcançado.


A situação de pilotos que saem do Kart e desejam seguir carreira em monopostos está cada vez mais difícil no Brasil. A Fórmula Futuro se junta à falecida F-Ford, que acabou em meados dos anos de 1990. E não vai demorar muito para terem mais uma companhia: a moribunda F3 Sul-americana está com os dias contados. Se a categoria, que é continental apenas no nome, também desligar seus motores, será o fim das opções de categorias brasileiras das jovens promessas no nosso automobilismo. Agora, o piloto que fez escola no Kart terá de sair do Brasil para competir em monoposto.

Isso reflete diretamente no futuro de pilotos brasileiros na Fórmula 1. Com a ausência de estímulos para categorias-escola, a chance de termos competidores – não escrevo campeões, digo, apenas, participantes – na categoria máxima do automobilismo mundial será cada vez menor.

Como vovó já dizia: se você planta batata, não espere colher alface. Pois bem, num futuro próximo, não ficarei surpreso se não tivermos mais brasucas na Fórmula 1. Automobilismo é um esporte como qualquer outro. Para vislumbrarmos possíveis campeões, o investimento nas novas gerações e no esporte é quase uma obrigação. Sem categorias de base, autódromo com os dias contados... Difícil, não é mesmo?

Dia desses imaginei se exterminassem os estádios de futebol aqui no Brasil. E mais: aos poucos, os times de futebol fechariam suas portas. Alguém aí acredita que conseguiríamos conquistar uma Copa do Mundo?

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Líder da Stock Car confirma disputa no brasileiro de Marcas

O piloto Ricardo Maurício acaba de me confirmar que disputará o campeonato brasileiro de Marcas. O atual líder da Stock Car competirá pela Full Time. O acerto é para as três primeiras corridas. Depois, o time terá de buscar um novo acerto com o campeão de 2008 da Stock Car. Ao seu lado estará o paranaense Alceu Feldmann. Ambos estarão de Honda Civic.

(Fernanda Freixosa)

Ricardinho é mais um grande nome na competição, que voltou a ser disputada no ano passado. Ontem, Felipe Maluhy acertou com a Officer ProGP. Quem está a um pelinho de confirmar é o atual campeão da categoria, Thiago Camilo.

Até o momento, os nomes para o campeonato brasileiro de Marcas são:
Chevrolet Cruze da Carlos Alves Competições
Galid Osman #28
A confirmar

Honda Civic da Full Time
Ricardo Maurício #90
Alceu Feldmann #7

Toyota Corolla XRS da Bassani Racing
Denis Navarro #5
Diego Nunes #70

Honda Civic da JLM Racing
Juliano Moro #6
André Bragantini #13

Chevrolet Cruze da J.Star
Ricardo Sargo #81
Marcelo Tomasoni #8

Mitsubishi Lancer GT da Officer ProGP
Felipe Maluhy #33
Fabio Fogaça #72

Mitsubishi Lancer GT da Serra Motorsport
Carlos Eduardo Padovan #12
Marcos Gomes #80

Toyota Corolla XRS da RZ Motorsport
Thiago Marques #1
Ricardo Zonta #10

Toyota Corolla XRS da Bassan Motorsport
Fernando Galera #17
A confirmar

Ford Focus da Amir Nasr
Vitor Meira #6
A confirmar

Só para lembrar, o Marcas começa no próximo fim de semana em Interlagos. A etapa carioca será em junho. Confira o calendário da categoria:
22 de abril: São Paulo
10 de junho: Brasília
24 de junho: Rio de Janeiro
22 de julho: Curitiba
23 de setembro: Velopark
28 de outubro: Tarumã
18 de novembro: Londrina
2 de dezembro: Curitiba

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Voar, voar, subir, subir

É claro que o título desse post é uma referência à letra do maior sucesso do cantor Biafra, mas com uma pitada de ironia. No fim de semana de velocidade, que teve Fórmula 1 e F-Indy, as emoções estavam no ar. Literalmente.

No Grande Prêmio da China de F1, o australiano Mark Webber escapou da pista e foi visitar a grama. Na volta, acertou a zebra e mostrou que tem aptidões para integrar a Força Aérea Australiana. Confira o vídeo de Webber decolando em Xangai:




Já na Fórmula Indy, Marco Andretti sugeriu aos projetistas do novo modelo da categoria (DW12) jogar suas anotações no lixo. Os novos carros foram projetados com foco maior na segurança. Uma das novidades nesses bólidos é a proteção lateral que evita o toque de rodas para impedir que carros decolem. Pois é, evitar não significa impedir. E o norte-americano tratou de mostrar isso no GP de Long Beach. O Andretti #26 destruído é mostrado aos 55s, mas só dá para ver o acidente quando a TV mostra o replay, aos 2min50s.

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Maluhy no brasileiro de Marcas

Conversei há pouco com Duda Pamplona, piloto do Officer ProGP #23 da Stock Car e chefe da equipe no brasileiro de Marcas. Ele confirmou que Felipe Maluhy estará em um de seus Lancer para a competição das montadoras. O piloto paulista, que ano passado disputou o brasileiro de Stock Car, fechou para toda temporada e será companheiro de equipe de Fábio Fogaça. Como se sabe, a Officer ProGP trocou a Ford pela Mitsubishi para essa temporada.

(Duda Bairros)

A temporada 2012 da competição promete ser ainda melhor do que a do ano passado. Em 2011, o campeonato reuniu seis Chevrolet Astra, seis Honda Civic, quatro Ford Focus e quatro Toyota Corolla (estes quatro últimos sem apoio da montadora). Nesse ano, serão vinte carros distribuídos por cinco fábricas – Ford, Honda, Ford, Toyota e Mitsubishi.

Há muitas vagas em aberto para essa temporada. Porém, muita novidade acontecerá nessa semana; mesmo porque a rodada dupla de abertura do campeonato brasileiro de Marcas será no próximo domingo, em Interlagos.

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A “Força” está no automobilismo

No fim de semana em que a Stock Car esteve em Curitiba para sua segunda corrida dessa temporada, as ações promocionais do game Kinect Star Wars do Xbox 360 chamaram atenção.

Em meio aos bólidos, pilotos, mecânicos e grid girls, duas figuras despertaram interesse no pit lane do circuito de Pinhais: um Darth Vader, ainda com trajes de Anakin Skywalker, e um mestre Yoda, um tanto crescidinho, deram as caras no boxe da equipe Officer ProGP para promover o jogo, que foi lançado mundialmente no início desse mês. O game, exclusivo para o Xbox 360, usa o sensor Kinect, que capta os movimentos dos braços dos jogadores para controlar sabres de luz e a “Força” contra inimigos.

A invasão de heróis e vilões da saga Guerra nas Estrelas no automobilismo não é novidade. Em 2005, a equipe de Fórmula 1 Red Bull e seus pilotos na ocasião, David Coulthard e Vitantonio Liuzzi, participaram da promoção de lançamento do último filme da saga (Star Wars Episódio III: a Vingança dos Sith).

Durante aquele fim de semana do Grande Prêmio de Mônaco, o nome do filme foi pintado nas laterais dos touros vermelhos – que não eram tão furiosos como são hoje em dia. O mentor dos seis filmes Guerra nas Estrelas, George Lucas, participou das ações promocionais no Principado, acompanhado de heróis e vilões da saga. O lançamento mundial desse filme aconteceu na quinta-feira que antecedeu o GP de Mônaco.

Confira fotos da invasão de Sith e Jedi durante a etapa de Curitiba da Stock Car:

(Rafael Gagliano)

(Rafael Gagliano)

Relembre fotos e vídeo da ação promocional de lançamento do filme Star Wars Episódio III: a Vingança dos Sith, durante o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1 de 2005.

(Formula 1 Website)

(Formula 1 Website)



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Power dá show e assume liderança na Indy

Nem mesmo a punição imposta aos pilotos que competem com motor Chevrolet, pela troca dos propulsores feita pela montadora, foi capaz de segurar Will Power. O australiano venceu o Grande Prêmio de Long Beach de Fórmula Indy e assumiu a liderança do campeonato. Power coleciona 127 pontos contra 103 de Helio Castroneves. Ao contrário da Fórmula 1, que com a vitória de Nico Rosberg no GP da China teve três equipes vencedoras em três Grandes Prêmios, na Indy só deu Penske nas três corridas de 2012.

Com uma estratégia perfeita, Power chegou assumiu a ponta nas ruas californianas, mas recebeu grande pressão de Simon Pagenaud nas voltas finais. O piloto da Penske venceu com 0s8 se vantagem sobre o francês.

(Indy Car Website)

O favoritismo da Ganassi durou pouco em Long Beach. O pole Dario Franchitti tocou em Josef Newgarden na primeira curva e o novato foi parar no muro. Na relargada, cinco voltas depois, Justin Wilson repetiu a manobra com mais sucesso e assumiu a liderança da prova.

Um acidente assustou a Indy. Marco Andretti tentou ultrapassar Graham Rahal e os dois se tocaram. O Andretti número 26 decolou e deixou todos apreensivos no circuito. A boa notícia veio quando marco bateu o cinto e saiu do cockpit.

Na confusão envolvendo Takuma Sato e Ryan Hunter-Reay – o norte-americano irresponsavelmente jogou o japonês contra o muro –, sobrou uma punição para o piloto da Andretti. Assim, ele perdeu o pódio após ter recebido acréscimo de 30s a seu tempo final. James Hinchcliffe herdou um lugar no pódio e mais alguns pontos para o campeonato.

A punição de Hunter-Reay também beneficiou Tony Kanaan. O piloto da KV, que foi o quarto colocado, foi o único brasileiro a pontuar em Long Beach. Na última curva do GP, Rubens Barrichello e Helio Castroneves lutavam pela sétima colocação. Os dois brasileiros se enroscaram e abandonaram. Rubinho ainda se arrastou para terminar em nono lugar; já Helinho foi punido - um exagero da direção de prova porque o brasileiro da Penske ficou com sua corrida prejudicada naquele momento da prova - em 30s e ficou com a 13ª posição.

Abaixo, a classificação final do Grande Prêmio de Long Beach de Fórmula Indy:
1. Will Power (Penske-Chevrolet)
2. Simon Pagenaud (Sam Schmidt-Honda)
3. James Hinchcliffe (Andretti-Chevrolet)
4. Tony Kanaan (KV-Chevrolet)
5. JR Hildebrand (Panther-Chevrolet)
6. Ryan Hunter-Reay (Andretti-Chevrolet)
7. Ryan Briscoe (Penske-Chevrolet)
8. Takuma Sato (Rahal Letterman-Honda)
9. Rubens Barrichello (KV-Chevrolet)
10. Justin Wilson (Dale Coyne-Honda)
11. James Jakes (Dale Coyne-Honda)
12. EJ Viso (KV-Chevrolet)
13. Helio Castroneves (Penske-Chevrolet)
14. Ed Carpenter (Carpenter-Chevrolet)
15. Dario Franchitti (Ganassi-Honda)
16. Oriol Servià (Dreyer & Reinbold-Lotus)
17. Sebastian Bourdais (Dragon-Lotus)
18. Charlie Kimball (Ganassi-Honda)
19. Katherine Legge (Dragon-Lotus)

Não completaram:
20. Simona de Silvestro (HVM-Lotus)
21. Alex Tagliani (Lotus-Barracuda-Lotus)
22. Mike Conway (AJ Foyt-Honda)
23. Scott Dixon (Ganassi-Honda)
24. Graham Rahal (Ganassi-Honda)
25. Marco Andretti (Andretti-Chevrolet)
26. Josef Newgarden (Fisher Hartman-Honda)

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Valdeno vence de ponta a ponta

Depois da vitória de Nico Rosberg no Grande Prêmio da China de Fórmula 1, o domingo ainda guardou emoções para a vitória de Valdeno Brito na segunda etapa do campeonato brasileiro de Stock Car, disputada em Curitiba. O piloto paraibano chegou ao seu quarto triunfo na categoria. A vitória de Valdeno até poderia ser rotulada como surpreendente, mas, depois que a bandeira verde foi agitada, foi incontestável.

(Duda Bairros)

Valdeno, que havia vencido no circuito de Pinhais em 2009, se beneficiou pela má largada do pole Allam Khodair. Já na segunda perna do “S”, o piloto paraibano já ocupava a ponta da corrida.

A largada ruim de Khodair rendeu um drive-through para o piloto do SerGlass-Blau Vogel #18, que espremeu Ricardo Maurício contra o muro logo. Por muito pouco não houve um acidente de grande proporção na pista paranaense. Ricardinho não ficou somente com a lateral danificada, mas, principalmente, o defletor ficou pendurado durante toda corrida. A peça, que tem efeito direto na aerodinâmica dos carros, impediu que Ricardinho se aproximasse de Atila Abreu na disputa pela terceira colocação.

Apesar do resultado, que certamente não agradou ao piloto campeão de 2008, já que seu Eurofarma RC #90 estava bem acertado para a corrida, Ricardo Maurício chegou à liderança da competição com 35 pontos. Os vice-líderes sãoValdeno Brito e Atila Abreu, que têm 34. Daniel Serra está em quarto com 30.

(Fernanda Freixosa)

A tabela do campeonato ficou bastante embolada e emocionante também por conta do abandono do vencedor da etapa de abertura do campeonato, Cacá Bueno. O motor do carro do tetracampeão abriu bico e ele ficou pelo caminho ainda na quinta volta. Além disso, Thiago Camilo, que terminou a corrida no mês passado na segunda colocação, foi tocado por Luciano Burti na volta 14 e voltou a pé para os boxes. Estranhamente, o piloto do Itaipava Boettger #14 não foi punido. Seguindo na corrida, Burti terminou numa boa sétima colocação.

Se a corrida de Valdeno foi perfeita, Max Wilson foi sensacional. O campeão de 2010 ganhou posições, também beneficiado pelo não uso do push to pass na classificação, e, nas voltas finais, encostou no líder. A disputa de ambos foi fantástica e Valdeno não deu brecha para um ataque certeiro de Max. Nota dez para os dois!

(Duda Bairros)

Destaco a boa corrida de Marcos Gomes. O piloto do Medley Full Time #80 partiu da 11ª posição do grid para receber a quadriculada em quinto lugar, conseguindo segurar Daniel Serra. O piloto da Red Bull não conseguiu tirar tudo que podia do carro #29. Sofreu para se desvencilhar da confusão da largada e não conseguiu superar o adversário #80, ficando com a sexta posição.

Boa corrida também para Vitor Meira. O ex-Indy, que ainda deve sentir alguma dificuldade por conta da mudança de monopostos para turismo, terminou a prova na 8ª posição.

(Rafael Gagliano)

A prova, que seria especial para Alceu Feldman, que completou 150 corridas na Stock Car, não foi das melhores. O piloto do Shell A.Mattheis #7 foi punido por ter queimado a largada e não conseguiu fugir das últimas colocações.

Abaixo, a ordem de chegada da corrida da Stock Car em Curitiba:
1. Valdeno Brito (Shell A.Mattheis #77)
2. Max Wilson (Eurofarma RC #65)
3. Átila Abreu (Mobil Super/Pioneer AMG #51)
4. Ricardo Maurício (Eurofarma RC #90)
5. Marcos Gomes (Medley Full Time #80)
6. Daniel Serra (Red Bull #29)
7. Luciano Burti (Itaipava Boettger #14)
8. Vitor Meira (Officer ProGP #6)
9. Julio Campos (Metalatex Carlos Alves #4)
10. Nonô Figueiredo (Mobil Super/Pioneer AMG #11)
11. Antonio Pizzonia (Compra Fácil JF #1)
12. David Muffato (Itaipava Boettger #35)
13. Lico Kaesemodel (RCM Credipar #63)
14. Ricardo Sperafico ((Prati-Donaduzzi-Mico’s #20)
15. Diego Nunes (Bardahl Hot Car #16)
16. Tuka Rocha (BMC Full Time #25)
17. Giuliano Losacco (Bassani #9)
18. Allam Khodair (SerGlass-Blau Vogel #18)
19. Galid Osman (BMC Full Time #28)
20. Rodrigo Sperafico (Prati-Donaduzzi-Mico’s #19)
21. Pedro Boesel (Compra Fácil JF #88)
22. Eduardo Leite (Bardahl Hot Car #37)
23. Alceu Feldman (Shell A.Mattheis #7)
24. Denis Navarro (Neoquímica Vogel #5)
25. Xandinho Negrão (Medley Full Time #99)

Não completaram:
26. Popó Bueno (Linea Sucralose RZ #74)
27. Thiago Camilo (RCM Ipiranga #21)
28. Ricardo Zonta (Linea Sucralose RZ #10)
29. Rodrigo Navarro (Metalatex Carlos Alves #22)
30. Cacá Bueno (Red Bull #0)
31. Felipe Maluhy (Bassani #33)

Excluído:
32. Duda Pamplona (Officer ProGP #23)

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Estratégia dá vitória a Rosberg e Mercedes quebra jejum

Uma vitória incontestável de Nico Rosberg no Grande Prêmio da China de Fórmula 1. Com uma parada a menos nos boxes para troca de pneus do que a McLaren, a Mercedes finalmente mostrou força numa corrida dessa temporada e dá sinal de que pode ser a grande adversária de McLaren e Red Bull nesse mundial.

(Formula 1 Website)

O triunfo do alemão foi seu primeiro na categoria após 111 GPs disputados. A vitória da escuderia foi a primeira desde 11 de setembro de 1955, no GP da Itália; na ocasião, vitória de Fangio. Na história da F1, ele foi o 103º piloto a ganhar uma corrida. Nico Rosberg saltou do zero ponto antes das luzes vermelhas se apagarem para 25, creditados ao vencedor.

É claro que a vitória de Rosberg no GP da China foi facilitada pelo erro no último pit stop de Jenson Button – a roda traseira esquerda do MP4-27 ficou agarrada e ele levou seis segundos a mais do que iria demorar –; mas, de forma alguma, pode-se creditá-la a isso. Nico fez excelente corrida e recebeu a quadriculada com 20s de vantagem sobre Button, que chegou na segunda colocação, logo à frente de Lewis Hamilton. A Mercedes também celebrou o pódio, já que todos os três pilotos competem com esses motores alemães.

(Formula 1 Website)

E só não ocupou as quatro primeiras posições porque um bisonho erro de um mecânico da Mercedes, que não apertou a porca da roda dianteira direita do W03, abreviou a corrida de Michael Schumacher. O heptacampeão assistiu dos boxes o triunfo do companheiro e compatriota.

A Mercedes entra na disputa pelas vitórias em 2012. O triunfo dos alemães não foi sorte ou acaso. O time prateado não fará papel de coadjuvante apenas disputando uma ou outra vitória nesse mundial. A Mercedes entra na briga com McLaren e Red Bull, que ainda não descarto desse campeonato.

(Formula 1 Website)

Campeão em 2008, Hamilton agora lidera o mundial com 45 pontos, dois a mais do que seu companheiro de McLaren, Jenson Button. Interessante é que houve oito vencedores nos nove GPS da China disputados até hoje – apenas Hamilton venceu duas vezes (2008 e 2011).

Nome avassalador no último ano, Sebastian Vettel fez grande corrida. Após ter decepcionado ao ficar de fora do Q3, o bicampeão chegou a estar em posição que lhe levaria ao pódio a quatro voltas para o fim, mas foi traído por desgastados pneus. Vettel perdeu posição, inclusive, para seu companheiro de Red Bull, Mark Webber. Aliás, o australiano protagonizou boa disputa com Kimi Raikkonen na primeira metade da prova.

Com exceção dessa disputa entre a Red Bull e a Lotus, o Grande Prêmio foi morno até faltarem 15 voltas para o fim. A partir dali, as disputas surgiram e houve intensa troca de posições.

(Formula 1 Website)

Boa corrida para Bruno Senna. O brasileiro da Williams, pela segunda vez consecutiva, pontua e chega à frente de seu companheiro de equipe, Pastor Maldonado. Apesar da largada atabalhoada – Bruno tocou na traseira da Ferrari de Felipe Massa –, Bruno fez uma corrida consciente e trabalhando com as limitações do carro. Depois da sexta colocação na Malásia, Senna colecionou mais pontos com o sétimo lugar em Xangai. Mostrando maturidade e desenvolvendo o FW-34, Bruno está em nono lugar no mundial, com 14 pontos.

Em realidade bem diferente, Felipe Massa continua sem pontuar em 2012. Numa estratégia equivocada, a Ferrari do brasileiro não rendeu o planejado. A aposta de fazer uma parada a menos do que Fernando Alonso (duas contra três) deu errado. Massa só conseguiu a 13ª posição na classificação final do GP.

(Formula 1 Website)

A situação não anda nada boa para Felipe. De quebra, os maus resultados refletem na colocação da Ferrari no mundial de construtores. Apesar de estar na terceira posição, o time de Maranello é o único dos nove primeiros colocados a ter somente um piloto a pontuar em, pelo menos, uma das três corridas desse ano. O clima vai ficar ainda mais pesado na Itália...

Curiosidade final: Nico Rosberg é o terceiro filho de piloto vencedor a triunfar na F1. Antes dele, Damon Hill (filho do bicampeão Graham) venceu no GP da Hungria de 1993 e Jacques Villeneuve (filho de Gilles) ganhou pela primeira vez no GP da Europa (Nurburgring) de 1996.


Confira o resultado final do Grande Prêmio da China de Fórmula 1:
1. Nico Rosberg (Mercedes)
2. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
3. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
4. Mark Webber (Red Bull- Renault)
5. Sebastian Vettel (Red Bull- Renault)
6. Romain Grosjean (Lotus-Renault)
7. Bruno Senna (Williams-Renault)
8. Pastor Maldonado (Williams-Renault)
9. Fernando Alonso (Ferrari)
10. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
11. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
12. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
13. Felipe Massa (Ferrari)
14. Kimi Raikkonen (Lotus-Renault)
15. Nico Hulkenberg (Force India-Mercedes)
16. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso-Ferrari)
17. Daniel Ricciardo (Toro Rosso-Ferrari)
18. Vitaly Petrov (Caterham-Renault)
19. Timo Glock (Marussia-Cosworth)
20. Charles Pic (Marussia- Cosworth)
21. Pedro de la Rosa (Hispania- Cosworth)
22. Narain Karthikeyan (Hispania- Cosworth)

Abandonaram:
23. Heikki Kovalainen (Caterham- Renault)
24. Michael Schumacher (Mercedes)

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Khodair é pole em Curitiba

O japonês voador mostrou que não carrega o apelido à toa. Allam Khodair foi o mais rápido no circuito de Pinhais e larga na frente na segunda etapa do campeonato brasileiro de Stock Car. Essa é a segunda pole consecutiva de Khodair em 2012 – a sexta em sua carreira na categoria. Nessa temporada, o japonês voador está imbatível em classificações!

(Duda Bairros)

O piloto do carro #18 busca sua segunda vitória em Curitiba – Allam venceu na capital paranaense em 2010. Ao seu lado, fechando a primeira fila, Valdeno Brito, vencedor em 2009. Abrindo a segunda fila, o maior vencedor em Curitiba da era moderna da Stock Car: Ricardo Maurício busca seu quarto triunfo em Pinhais – ganhou duas vezes em 2008 e uma em 2009. Atila Abreu estará ao lado do Eurofarma RC #90 de Ricardinho.

Na busca de sua terceira vitória em Curitiba, Thiago Camilo (vencedor em 2006 e 2011) ainda esbarrou em dificuldades e larga apenas na sexta posição do grid. Já o tetracampeão Cacá Bueno, que triunfou na capital paranaense em 2005 e 2007, também busca igualar o recorde de Ricardo Maurício. A favor do piloto do Red Bull #0, nenhum acionamento do push to pass nessa classificação. Acredito que Cacá, mesmo partindo da 13ª posição, está entre os favoritos para ocupar o lugar mais alto do pódio.

Numa posição de largada melhor do que a conquistada por seu companheiro de Red Bull, Daniel Serra, que usou o sistema que dá mais potência ao motor, vai largar na sexta posição.

(Bruno Terena)

Ricardinho não usou o push to pass na classificação, tendo a possibilidade de usar o sistema durante a corrida. Companheiro de Eurofarma RC, Max Wilson também terá os 12 apertos de botão para a corrida. O campeão de 2010 larga em oitavo.

Para essa corrida em Curitiba, o botão push to pass, que potencializa o motor em cerca de 100cc, poderá ser utilizado até 12 vezes na corrida. Porém, quem optou pela utilização do sistema na classificação, estará engessado para usar apenas seis vezes na prova. E não foi pouca gente, não! Thiago Camilo, Daniel Serra, Allam Khodair, Atila Abreu, Duda Pamplona, Marcos Gomes, Xandinho Negrão, Nonô Figueiredo, Lico Kaesemodel, Vitor Meira, Pedro Boesel, Rodrigo e Denis Navarro, Ricardo Zonta, Popó Bueno, Diego Nunes, Tuka Rocha, Galid Osman, Julio Campos, Eduardo Leite e os irmãos Ricardo e Rodrigo Sperafico.

(Fernanda Ferixosa / Rafael Gagliano)

O sistema de utilização do push to pass atrapalhou a vida de muita gente nessa classificação em Curitiba. Muitos carros lentos na pista, que saiam para voltas rápidas acabavam atrapalhando pilotos que estavam embalados. Vamos ver como o sistema se comporta nas próximas classificações.

Uma informação bacana: a corrida no circuito de Pinhais será especial para Alceu Feldman. O veterano de 38 anos fará sua 150ª corrida na categoria. Apesar de só contar com uma (polêmica) vitória, conquistada no ano passado, o piloto da Shell A.Mattheis #7 tem muita história para contar.

Vale a pena comentar a classificação de Duda Pamplona. O carioca do Officer ProGP #23 tem mostrado bom desempenho nos treinos, tanto em Interlagos, quanto em Curitiba (*). Na corrida de São Paulo, o rendimento não foi o mesmo da classificação e ele perdeu posições. Para piorar a situação, a suspensão dianteira quebrou quando ele passou pela nova chicane da Curva do Café na última volta.

Último detalhe. A equipe Bassani, que atravessa uma séria crise, estará novamente na pista com seus carros, guiados por Felipe Maluhy e pelo bicampeão Giuliano Losacco. Torço para que as cores (leia-se patrocínios) pintem os carros de Eduardo Bassani o mais rápido possível. Os bólidos branquinhos até podem ser bonitinhos, mas financeiramente não são atrativos.

Confira o grid para a segunda etapa da temporada 2012 da Stock Car, em Curitiba:
1. Allam Khodair - 1min20s393
2. Valdeno Brito - 1min20s449
3. Ricardo Mauricio - 1min20s524
4. Atila Abreu - 1min20s577
5. Denis Navarro - 1min20s673
6. Daniel Serra - 1min20s693
7. Thiago Camilo - 1min20s723
8. Max Wilson - 1min20s737
9. Duda Pamplona - 1min20s825
10. Ricardo Sperafico - 1min21s247
11. Marcos Gomes - 1min20s775
12. Vitor Meira - 1min20s790
13. Cacá Bueno - 1min20s798
14. Ricardo Zonta - 1min20s808
15. Rodrigo Sperafico - 1min20s816
16. Nono Figueiredo - 1min20s886
17. Julio Campos - 1min20s998
18. Diego Nunes - 1min21s002
19. Luciano Burti - 1min21s044
20. Galid Osman - 1min21s068
21. Lico Kaesemodel - 1min21s075
22. Tuka Rocha - 1min21s126
23. Antonio Pizzonia - 1min21s131
24. Xandinho Negrão - 1min21s270
25. David Muffato - 1min21s396
26. Alceu Feldmann - 1min21s480
27. Popó Bueno - 1min21s538
28. Pedro Boesel - 1min21s569
29. Felipe Maluhy - 1min21s574
30. Giuliano Losacco - 1min21s620
31. Eduardo Leite - 1min21s630
32. Rodrigo Navarro - 1min22s410

* Atualizado às 18h57min: O piloto Duda Pamplona foi excluído da etapa. De acordo com o comunicado assinado pelos comissários desportivos da CBA, o carro #23 apresentava uma irregularidade técnica. De acordo com a CBA, o artigo 22.7 do Regulamento Desportivo da categoria foi infringido.

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Classificação histórica para Mercedes

O jejum de 57 anos foi encerrado. O bom rendimento da Mercedes nos treinos nessa temporada foi brindado com a pole-position para o Grande Prêmio da China de Fórmula 1. Com uma primeira fila inteiramente prateada, com Nico Rosberg na posição de honra, a Mercedes desbancou a favorita McLaren, que tinha feita todas as poles até o momento. Na verdade, o inglês Lewis Hamilton fez o segundo melhor tempo; porém, como a McLaren trocou o câmbio do MP4-27 do campeão de 2008, Lewis perde cinco posições.


A pole da Mercedes na F1 foi com Juan Manuel Fangio, que largou na frente do distante GP da Itália de 1955. Resta saber, agora, se a Mercedes conseguirá repetir o bom rendimento dos treinos na corrida. Nas duas primeiras provas, o desempenho dos carros do time de Brackley cai durante os GPs.

Numa prova de que poderá chegar ainda mais longe, a Sauber estará numa excelente terceira posição de largada. O japonês Kamui Kobayashi poderá surpreender assim que as luzes vermelhas se apagarem. Com um estilo arrojado, o nipônico não deixará de lado a chance de conquistar mais um ótimo resultado para o time de Peter. Companheiro de Sauber do japonês, Sérgio Pérez, que chegou em segundo lugar na última corrida (Malásia) largará em oitavo.


Boa posição de largada também para Kimi Raikkonen. O campeão de 2007 fecha a segunda fila em Xangai.

O grid do GP da China ficou com um formato bastante interessante. Com os rápidos (em treinos) Mercedes na frente e com Sauber e Lotus logo atrás. As McLaren vêm de trás, assim como as Red Bull. Curioso foi ver que Sebastian Vettel não passou para o Q3.

Por falar em Q3, a Ferrari mais uma vez não conseguiu colocar seus pilotos na superpole. O calvário de Felipe Massa continua e o brasileiro largará apenas na 12ª posição do grid. Vencedor do último GP, Fernando Alonso foi um pouquinho melhor: largará em 9º.

Gostei da classificação das Williams. Apesar de ter ficado atrás de seu companheiro de equipe, Bruno Senna mostra nesse início de temporada que o time deu um salto de qualidade enorme em relação ao ano passado. Além do FW34 aparentar ser bem melhor, os carros azuis são empurrados pelos motores Renault. Isso faz diferença.

Confira o grid para o Grande Prêmio da China de Fórmula 1:
1. Nico Rosberg (Mercedes): 1min35s121
2. Michael Schumacher (Mercedes): 1min35s691
3. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari): 1min35s784
4. Kimi Raikkonen (Lotus-Renault): 1min35s898
5. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min36s191
6. Mark Webber (Red Bull- Renault): 1min36s290
7. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min35s626 *
8. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari): 1min36s524
9. Fernando Alonso (Ferrari): 1min36s622
10. Romain Grosjean (Lotus-Renault): sem tempo
11. Sebastian Vettel (Red Bull- Renault)
12. Felipe Massa (Ferrari)
13. Pastor Maldonado (Williams-Renault)
14. Bruno Senna (Williams-Renault)
15. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
16. Nico Hulkenberg (Force India-Mercedes)
17. Daniel Ricciardo (Toro Rosso-Ferrari)
18. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso-Ferrari)
19. Heikki Kovalainen (Caterham- Renault)
20. Vitaly Petrov (Caterham-Renault)
21. Timo Glock (Marussia-Cosworth)
22. Charles Pic (Marussia- Cosworth)
23. Pedro de la Rosa (Hispania- Cosworth)
24. Narain Karthikeyan (Hispania- Cosworth)

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Decisão política ofusca melhor tempo de Schumacher em Xangai

Mas a grande notícia veio de fora do autódromo. Em meio a toda turbulência política que vive o Bahrein, a FIA confirmou a realização do grande Prêmio no Sakhir. A pressão pelo cancelamento do GP não adiantou e a federação, com total apoio do todo-poderoso Bernie Ecclestone, bateu o martelo e confirmou que pilotos e equipes estarão no país para a disputa da corrida.

É curioso porque a situação atual é pior do que a encontrada no país na época em que o GP seria disputado em 2011. Na ocasião, a corrida foi adiada e, pouco tempo depois, foi finalmente cancelada. Mais uma vez o dinheiro falou mais alto e o esporte ficou em segundo plano. Aliás, a tônica da corrida no Bahrein será a política e o clima de insegurança que assola o país do Oriente Médio. A corrida? Ah, sim, por pressão dos cartolas, haverão alguns carrinhos na pista...


Como ainda falta uma semana para todos chegarem ao temerário país, as atenções esportivas se voltaram para os treinos livres para o Grande Prêmio da China de Fórmula 1, Nessa sexta-feira, a segunda sessão foi marcada pela superioridade do carro da Mercedes. O W03 de Michael Schumacher ficou no topo com 1min35s973 e desbancou os favoritos Jenson Button e Lewis Hamilton, apesar de o inglês estar fora da disputa pela pole-position em Xangai.

O segundo livre não teve grandes surpresas e foi dominado por Mercedes, McLaren e Red Bull. Esses seis carros ocuparam as seis primeiras posições, com Hamilton – que foi o mais rápido na primeira sessão – a 0s172 do heptacampeão. O bicampeão Sebastian Vettel ficou na cola deles, em terceiro.

Destaque para a Sauber e Force India, que deixaram Ferrari e Lotus para trás. Os carros vermelhos só não ficaram fora do Top10 porque Fernando Alonso, líder do mundial, se meteu entre os C-31 e deixou Sérgio Pérez em 11º. Felipe Massa continuou sem se entender com o F2012 e ficou com o 17º melhor tempo da segunda sessão – na primeira, ele foi o 12º, duas posições atrás de seu companheiro de equipe.

A Lotus também decepcionou. Kimi Raikkonen e Romain Grosjean ficaram em posições intermediárias e terão de trabalhar muito para figurar na super-pole da classificação.

(Formula 1 Website)

O que mais chamou atenção foi a saída de pista do alemão Timo Glock na curva 1. O Marussia MR01 ficou com o bico destruído. A bandeira vermelha não foi agitada, mas o acidente colocou um ponto final na participação de Glock nessa sexta-feira. O incidente não fez tanta diferença assim.

A ordem dos pilotos mais rápidos na segunda sessão em Xangai foi:
1. Michael Schumacher (Mercedes)
2. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
3. Sebastian Vettel (Red Bull- Renault)
4. Mark Webber (Red Bull- Renault)
5. Nico Rosberg (Mercedes)
6. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
7. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
8. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
9. Nico Hulkenberg (Force India-Mercedes)
10. Fernando Alonso (Ferrari)
11. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
12. Daniel Ricciardo (Toro Rosso-Ferrari)
13. Kimi Raikkonen (Lotus-Renault)
14. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso-Ferrari)
15. Romain Grosjean (Lotus-Renault)
16. Pastor Maldonado (Williams-Renault)
17. Felipe Massa (Ferrari)
18. Bruno Senna (Williams-Renault)
19. Heikki Kovalainen (Caterham- Renault)
20. Vitaly Petrov (Caterham-Renault)
21. Timo Glock (Marussia-Cosworth)
22. Pedro de la Rosa (Hispania- Cosworth)
23. Charles Pic (Marussia- Cosworth)
24. Narain Karthikeyan (Hispania- Cosworth)

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Chevrolet faz recall na Indy

O grid para o Grande Prêmio de Long Beach de Fórmula Indy será interessante. A grande disputa entre Chevrolet e Honda, com o Lotus correndo por fora, ficou para a corrida. Na classificação para a prova no circuito de rua, todos os pilotos que competem com os motores sob a chancela da gravatinha dourada perderão dez posições de largada. Engenheiros da Chevrolet detectaram um problema no propulsor de James Hinchcliffe durante testes em Sonoma e decidiram trocar todos os motores de todos os carros. Uma espécie de recall da Chevrolet.

Com isso, os brasileiros terão de fazer uma corrida de recuperação, já que Helio Castroneves (Penske), Tony Kanaan (KV) e Rubens Barrichello (KV) disputam a temporada com motores Chevrolet.

No meio dessa confusão toda, surge a Ganassi como favorita à pole-position e, quem sabe, à vitória. Melhor ainda para Scott Dixon, que é o vice-líder do campeonato e está a dois pontos de Helinho. O neozelandês poderá sair da Califórnia como líder da competição.

Além dos onze pilotos que serão penalizados (E.J. Viso, Ed Carpenter, Helio Castroneves, J.R. Hildebrand, James Hinchcliffe, Marco Andretti, Rubens Barrichello, Ryan Briscoe, Ryan Hunter-Reay, Tony Kanaan e Will Power), o tetracampeão Sebastien Bourdais também perderá dez posições de largada. O francês, que compete pela Dragon, também trocou o motor Lotus de seu carro.

Com tanta gente tendo de perder dez posições, a classificação para a etapa de Long Beach será interessante. Melhor ainda será início da corrida; com tanta gente boa e com carros rápidos, a briga no pelotão intermediário será intensa. Não ficarei surpreso se os dois Ganassi de Dario Franchitti e Scott Dixon dispararem na ponta. É a grande chance de a Honda vencer pela primeira vez na temporada, já que todas as duas vitórias de 2012 ficaram com a Chevrolet – Helio Castroneves em São Petersburgo e Will Power no Alabama.

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Fora da disputa pela pole-position em Xangai

Pole-position nos dois primeiros Grandes Prêmios dessa temporada de Fórmula 1, Lewis Hamilton está fora da disputa pelo lugar de honra do grid. A McLaren identificou um problema no câmbio do MP4-27 número 4 e decidiu trocar a peça. Por isso, o campeão de 2008 perderá cinco posições no grid do GP da China.

(Formula 1 Website)

O vice-líder do mundial – Hamilton está a cinco pontos de Fernando Alonso –, o piloto inglês terá de fazer uma corrida agressiva. Com Lewis fora da disputa da classificação, a grande chance é de Jenson Button. O campeão de 2009 entra na pista de Xangai como favorito não só à pole, mas também à vitória.

Isso se a pista ficar seca. Mas a previsão do tempo indica que a chuva vai aparecer nos dias da classificação e da corrida. Para o horário do GP, os meteorologistas chineses indicam que há 20% de possibilidade de chuva, com temperaturas que variam entre 12ºC e 18ºC. Se a água molhar o asfalto de Xangai, as zebras poderão aparecer, como surgiram galopantes na Malásia, há três semanas.

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Para inglês ver

Recebi a informação que a piloto Susie Wolff foi contratada pela Williams e integrará o programa de desenvolvimento de pilotos do time de Frank. Infelizmente a notícia não é boa.

É claro que sou favorável a oportunidades iguais a todos, sem discriminação em todos os segmentos da sociedade e práticas esportivas; inclusive no automobilismo. O detalhe dessa informação é que a piloto escocesa apenas fará figura para a escuderia de Grove.


Susie acumula experiências no Kart, Fórmula Renault, F3 e DTM. Porém, o motivo verdadeiro de sua contratação não é seus dotes automobilísticos. A piloto é casada com o investidor austríaco Toto Wolff. O maridão da moçoila tem participação acionária na Williams desde 2009.

Outra jogada de marketing envolvendo mulher e F1 aconteceu em março. Na ocasião, a Marussia anunciou que Maria de Villota como terceiro piloto do time. Alguém acha que a espanhola terá alguma chance – mesmo que nos primeiros treinos livres para os Grandes Prêmios – na categoria?

A Fórmula 1 é um ambiente retrógrado e preconceituoso. As mulheres não têm a mesma chance de entrar na categoria que é dada aos homens. E não é por falta de competidoras. Basta olhar para os kartódromos para ver que há pilotos mulheres talentosas.


Desde a primeira temporada de F1, em 1950, apenas cinco mulheres disputaram GPs. Delas, apenas a italiana Lella Lombardi teve, de certa forma, destaque. A piloto terminou o GP da Espanha de 1975 na sexta colocação. Na ocasião, a italiana recebeu meio ponto, ao invés de um porque a prova não chegou até o final. Lombardi competiu em corridas entre 1974 e 1976.

Maria Teresa de Filippis foi a primeira mulher a acelerar um F1 – ela participou de três corridas entre 1958 e 1959. Conta a história que um dirigente da categoria, na época, teria dito que “o único capacete que ela deveria usar seria o do cabeleireiro”.

Em 1976, a britânica Divina Galica participou da classificação para o GP da Inglaterra, mas não conseguiu lugar no grid. Quatro anos depois, a sul-africana Desiré Wilson disputou o treino de formação do grid para o Grande Prêmio da Inglaterra, mas ficou pelo caminho.

A última mulher na F1 foi Giovanna Amati, que defendeu a Brabham em 1992. Como os bons resultados não apareceram, a italiana foi substituída pelo inglês Damon Hill.

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Supremacia em jogo

A temporada 2012 da Fórmula Indy mal começou e a disputa já está acirrada. Depois de duas etapas, a liderança é de Helio Castroneves. O brasileiro da Penske tem apenas dois pontos de vantagem sobre Scott Dixon, da Ganassi, que acumula 84 pontos.

Para a terceira etapa, que será disputada domingo nas ruas de Long Beach, o grande rival de Helinho está em sua própria equipe. O australiano Will Power, vencedor da última corrida, pode tomar a ponta da competição em caso de novo triunfo ou alguma posição desfavorável do brasileiro na classificação final desse GP.

Apesar de ser conhecido como rei dos mistos, Will Power nunca venceu em Long Beach, mesmo tendo conquistado a pole-position nas últimas três edições da corrida californiana. A vitória em 2011 foi de Mike Conway, com um Andretti.

A temporada da categoria viu, até agora, um domínio da Penske. Com duas vitórias em dois Grandes Prêmios, os carros de Roger se preparam para mais uma batalha com os bólidos de Chip Ganassi, que tentarão colocar um ponto final na supremacia da Penske nesse início de campeonato. Mas a briga não ficará exclusiva a essas duas escuderias. Pelo desenho do circuito, os carros da KV e da Andretti podem surpreender. Esses dois times andarão mais próximos de Penske e Ganassi em Long Beach.

Apesar de ser um circuito de rua, Long Beach, com traçado de 3.150 metros com 12 curvas, oferece boas condições de ultrapassagem. Como aperitivo, uma volta virtual.

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Segundo capítulo adiado

Depois de três semanas, a Fórmula 1 volta a se reunir em Xangai para a disputa do Grande Prêmio da China. Ainda sob o signo da incerteza em relação à corrida no Bahrein, pilotos e equipes desembarcam em território asiático para a terceira etapa do mundial, que tem a inesperada liderança de Fernando Alonso.

(Formula 1 Website)

Apesar da atuação fenomenal do bicampeão na Malásia, não acredito em nova vitória do espanhol da Ferrari. Aposto todos os quinze dinheiros que estão em minha carteira como haverá um novo líder do mundial depois do GP em Xangai.

Na China, as lentes estarão focadas mais uma vez em Sérgio Pérez. O C-31 da Sauber tem mostrado equilíbrio e consistência durante as corridas. Porém, não acredito que o duelo entre Alonso e Pérez será reeditado na pista asiática. Dificilmente esse segundo capítulo acontecerá em Xangai.

Se não chover, o Grande Prêmio terá bastantes ultrapassagens por conta do DRS. O sistema será bastante utilizado, apesar de a FIA ter diminuído a zona de ativação do dispositivo. Além disso, a federação, como em 2011, não permitirá o DRS nas duas retas do circuito, que são praticamente do mesmo tamanho; apenas na maior reta.

Nos dois últimos anos, a vitória do GP da China ficou com a McLaren – Lewis Hamilton venceu no ano passado e Jenson Button triunfou em 2010. O Grande Prêmio da China também traz boas recordações para o bicampeão Sebastian Vettel. Em 2009, o alemão da Red Bull conquistou sua primeira vitória pelo time austríaco. Para essa corrida, o MP4-27 da McLaren é o carro a ser batido.

Além dessas duas equipes, a Mercedes estará forte em Xangai. Não só na classificação, como tem sido, mas também na prova.

Depois de um início de mundial desastroso com apresentações pífias, Felipe Massa busca reabilitação no campeonato. Mas não será fácil. A pista chinesa, com 5.451 metros e 16 curvas, tem uma das maiores retas do calendário da F1. Isso significa que a pressão aerodinâmica será cuidadosamente trabalhada pelas escuderias. E é justamente nesse ponto que o F2012 não rende bem. A alta velocidade no final de retas não é ponto forte do modelo italiano.

O pódio ainda está distante para o brasileiro da Ferrari, mas Felipe poderá marcar seus primeiros pontos em 2012.

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Acordo é para ser cumprido

Tenho escutado bastantes comentários a respeito do autódromo de Jacarepaguá: se deve ou não ser destruído, se realmente Deodoro receberá uma nova pista, se a cidade ficará sem autódromo e coisas assim.

Contratos e acordos devem ser cumpridos. Se existe a permissão para acabar com o autódromo de Jacarepaguá, há de se cumprir; se houve o acordo para construir uma nova pista e colocá-la para receber corridas antes da destruição do circuito atual, também deve ser cumprido.


É sabido que a principal intenção é destruir o autódromo, e não construir uma outra pista. O novo circuito só será construído – se realmente for! –, dentre outras razões, por conta da obrigação do acordo que citei. Ora, nesse caso, é natural que a preocupação em destruir é maior do que construir.

Não cobri a reunião entre CBA e prefeitura do Rio de Janeiro na semana passada, mas fiquei estupefato com declarações de Eduardo Paes publicada em alguns veículos de comunicação. O prefeito do Rio de Janeiro teria dito que “temos prazos. E explicamos que não será possível esperar as obras do autódromo de Deodoro ficarem prontas para desativarmos o autódromo atual”.

As autoridades que decidem o presente e o futuro desse esporte no Brasil e no Rio de Janeiro devem lutar para que o acordo, feito na época em que a cidade venceu a concorrência para sediar os Jogos Olímpicos, seja cumprido. Seria inocência – prefiro rotular assim – permitir que o autódromo de Jacarepaguá seja destruído antes da construção de outro no Rio de Janeiro.

Se derrubarem um muro em Jacarepaguá antes do roncado de motor em Deodoro, há chance de a cidade ficar sem autódromo.

Será que os atuais presidentes da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Cleyton Pinteiro, e da Federação de Automobilismo do Estado do Rio de Janeiro (Faerj), Djalma Neves, permitirão a destruição da pista de Jacarepaguá antes da construção do circuito em Deodoro? Será que eles não defenderão a manutenção de uma praça automobilística no Rio de Janeiro?

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Situações opostas

Enquanto há indefinição sobre a questão da construção de um novo autódromo no Rio de Janeiro, há autoridades de cidades que veem no automobilismo uma fonte para alavancar o esporte e estimular o turismo local.

Se a discussão no Rio de Janeiro é para saber se haverá ou não um circuito para a prática do automobilismo, o Paraná se prepara para receber mais uma pista. Localizada na Zona Oeste do estado, Toledo terá um autódromo. A cidade, que fica a 540 quilômetros da capital, será a quarta paranaense a ter um autódromo – Curitiba, Londrina e Cascavel já possuem pistas e histórias no automobilismo nacional.

Concomitantemente, Minas Gerais trabalha no autódromo de Santa Luzia. O futuro traçado mineiro terá algo em torno de 2.700 metros.

Uns com tantos, outros com tão pouco.

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Vai acontecer?

Depois dos ataques que ocorreram nessa segunda-feira no Bahrein, que feriram sete policiais, nenhuma informação sobre cancelamento ou adiamento do Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 foi divulgada. Até esse momento, a corrida barenita está confirmada.

Bernie Ecclestone diz que está tudo bem para a realização do GP. Será mesmo? As escuderias já têm plano para um possível – e seria sensato – cancelamento da prova. O amigo Carlos Henrique Neves mandou a imagem abaixo.

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Bia acerta com Andretti

A piloto Bia Figueiredo participará de duas etapas do calendário 2012 da Fórmula Indy. A brasileira acertou com a Andretti para disputar a São Paulo Indy 300 e as 500 Milhas de Indianápolis.

O anúncio apenas ratifica as suspeitas que surgiram durante a pré-temporada da Indy. Na ocasião, Bia participou de um dia de testes pela equipe de Michael Andretti, que compete nessa temporada com os motores Chevrolet.

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Enquanto isso...

Estão cada vez maiores os rumores de que a Argentina fará acordo para voltar a sediar um Grande Prêmio de Fórmula 1. O governo argentino confia que o contrato será assinado em maio, prevendo corrida a partir de 2013. O país negocia um contrato de três anos.


Sem a categoria desde a vitória da Ferrari de Michael Schumacher em 1998, os nossos hermanos veem no esporte a motor uma ótima fonte para chacoalhar positivamente o turismo local. Os argentinos já sediam etapas do Rali Dakar e estão em dia com os compromissos para a etapa da MotoGP do ano que vem.

Com projeto assinado pelo alemão Hermann Tilke, o Grande Prêmio da Argentina será organizado nas ruas de Mar Del Plata; para quem não conhece, um dos lugares mais belos do país.

O esporte a motor é bastante difundido a apreciado pelo povo argentino, em corridas de duas e quatro rodas. No último fim de semana, o piloto brasileiro Cacá Bueno (tetracampeão da Stock Car e bicampeão da Copa Linea) participou da segunda etapa do TC2000 – uma espécie de Stock Car do outro lado da Ponte da Amizade. Contam por aí que a corrida nas ruas de Buenos Aires atraiu 800 mil pessoas. Sinceramente acho o número bem otimista, mas, de qualquer forma, é algo respeitável!

A entrada de Mar Del Plata, Nova Jersey e Rússia coloca um ponto de interrogação no rechonchudo calendário da Fórmula 1. Ora, o limite de 20 GPs por temporada já foi estipulado por Bernie Ecclestone. Sei que Bahrein está com os dias contados e que a situação da Coréia do Sul não é confortável, mas como ficarão os mundiais dos próximos anos?

Talvez um detalhe esteja passando despercebido por olhos desatentos. A ideia de revezar Paul Ricard com Spa-Francorchamps pode ser a chave para o todo-poderoso fechar contratos com mais de 20 países. O revezamento na Alemanha já existe –Hockenheim nos anos com final par e Nurburgring nos outros. O mesmo pode acontecer com o Grande Prêmio da Espanha, que pode ser dividido entre Barcelona e Valência, que hoje sedia o GP da Europa.

Escrevo aqui que Bernie pode intercalar, no futuro, Mar Del Plata Nova Jersey e Rússia com circuitos que já integram o calendário. Caso isso aconteça, Ecclestone ganhará “mais dinheiros” e distribuirá seu espetáculo (leia-se Fórmula 1) por mais países.

Oficialmente, não há nada de concreto nisso. Não digam que, no futuro, caso isso aconteça, eu fui o primeiro a comentar isso ou coisa assim. Isso é apenas minha suspeita.

Do lado de cá, aqui na Cidade Maravilhosa, continua a agonia do autódromo de Jacarepaguá. Enquanto os governantes argentinos enxergam lucratividade na engrada do país no calendário das principais competições a motor do mundo, o Rio de Janeiro acredita que é necessária a destruição de uma praça automobilística para o sucesso das Olimpíadas.

Sinceramente, não me lembro de Pequim, Atenas, Sydney, Atlanta, Barcelona ou qualquer outra cidade ter exterminado um autódromo para dar continuidade ao projeto de sediar os Jogos Olímpicos. Por que no Rio de Janeiro deve ser assim?

Fui um dos que esperneou pela manutenção do lendário circuito carioca, mesmo que mutilado. Mas o destino da pista de Jacarepaguá está traçado.

Sobre esse futuro, conversei com o Presidente da Federação de Automobilismo do Rio de Janeiro, Djalma Neves. Ele participou da reunião com o ministro (das cidades) Márcio Fortes, o prefeito Eduardo Paes, e o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, que aconteceu no Maria Lenk, Parque Aquático construído sobre o antigo setor Norte da pista carioca.


Djalma me contou que ficou decidido que os envolvidos voltarão a se reunir ainda esse mês. Um cronograma com as etapas para o futuro autódromo poderá ser apresentado nesse novo encontro que será, provavelmente, na CBA. O tempo está passando, as Olimpíadas do Rio estão chegando e nada de concreto existe em relação ao projeto de Deodoro. Pelo menos, até agora.

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Ponto de interrogação

Faltam menos de 20 dias para o Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 e a realização dessa corrida ainda não está garantida. A situação política do país está seriamente abalada desde o ano passado – tanto que, em 2011, a corrida foi, primeiramente adiada para, depois, finalmente cancelada. A violência impera nas ruas da capital e das principais cidades do Bahrein.

Hoje, não há segurança para pilotos, equipes, jornalistas, profissionais de marketing e todos que fazem a Fórmula 1. A situação atual no país é ainda pior do que a encontrada na época do Grande Prêmio no ano passado. Há, inclusive, violentos protestos do povo contra a realização da corrida de F1, que clamam por uma reforma democrática.

Equipes já se pronunciaram. Estão prontas para correr e para não competir, caso o GP seja cancelado. Os times são regidos sob contratos milionários e terão de se sujeitar caso a F1 realmente aterrisse no Bahrein.

Bernie Ecclestone orça a barra para a realização da corrida barenita. Afinal, alguns milhões de dólares estão em jogo. Espero que o todo-poderoso da Fórmula 1 use o bom senso e não arrisque a segurança de todos que fazem a F1.

Não acredito num adiamento dessa corrida. Assim como no ano passado, o calendário da Fórmula 1 é inchado e não há data disponível para a disputa do GP. Antes disso, temos o Grande Prêmio da China. Esse, sim, está confirmado e a previsão é de mais uma boa disputa entre McLaren e Red Bull, com Mercedes e Lotus correndo por fora. Mas, se chover, Fernando Alonso e sua Ferrari poderão aprontar mais uma.

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“É inaceitável acabar com esse autódromo!”

Entre uma e outra atividade de pista no fim de semana, no autódromo Nélson Piquet, em Jacarepaguá, encontrei Christian Fittipaldi para um bate-papo. Com passagens pela Fórmula 1, F-Indy, Nascar, 24 Horas de Daytona, Stock Car e Copa Linea, tendo sido campeão da F3 Sul-americana e da extinta F-3000, o piloto de 41 anos me contou sobre o atual momento de sua carreira e a situação das categorias de base no Brasil e dos autódromos brasileiros.

Em pequenos gestos, Christian mostrou que é um grande campeão. Atencioso, Christian teve a preocupação de conseguir um confortável e silencioso lugar no pit lane – sim, isso existe no circuito de Jacarepaguá! – para bater um papo com o jornalista que escreve esse post. Bem, vou parar de escrever sobre ele para irmos direto à entrevista.

(José Mario Dias)

COCKPIT: Por que competir na Fórmula Truck, mesmo que por apenas duas corridas?
CHRISTIAN FITTIPALDI: Sempre tive curiosidade. O evento até hoje me impressiona porque atrai montadoras e grande público para os autódromos.

COCKPIT: E como surgiu o convite para substituir o Geraldo Piquet?
CHRISTIAN FITTIPALDI: O caminhão dele é competitivo e a equipe é uma das melhores do grid. No início do ano, me ligaram e fizeram esse convite. Eu falei que gostaria de testar para conhecer a categoria e tive essa oportunidade no Rio de Janeiro. Foram só dez voltas porque tivemos problemas com o motor por causa do grande calor que fazia em fevereiro. Depois disso, não tinha muito que pensar. Ou vou ou não vou (risos). Pensei, pensei... De qualquer jeito, eu preciso me molhar para experimentar. Sei que, nesse momento, não sou o piloto mais bem preparado para guiar um caminhão, mas encarei o desafio e decidi fazer o meu melhor. Hoje, tenho consciência de que entendo muito mais de caminhão do que há dois meses.

[Na primeira etapa, no Velopark, Christian ocupou a vice-liderança da corrida, mas abandonou na última volta; no Rio de Janeiro, ele largou na pole-position, mas se envolveu em um acidente na primeira curva.]

COCKPIT: Então existe a possibilidade de vermos você novamente nessa categoria?
CHRISTIAN FITTIPALDI: Para esse ano, creio que é difícil, já que assumi outros compromissos, inclusive na Copa Linea, do Racing Festival. Mas estou aberto a conversas para o ano que vem. Se eu tiver a oportunidade de fazer a temporada toda, não tenha dúvida de que farei meu melhor.

COCKPIT: Você poderá negociar somente com a ABF Mercedes-Benz ou com qualquer uma das equipes que disputam a categoria?
CHRISTIAN FITTIPALDI: Ao longo de minha carreira aprendi que não vale a pena arriscar em experiências ruins. Na Stock Car, por exemplo, eu me associei a um time que não era competitivo. Para você ter uma ideia, Marcio, no mesmo ano disputei a Copa Linea e cheguei à última etapa com chance de ser campeão. Daí dá para ver toda diferença! Aqui com os caminhões é a mesma coisa. Cheguei a um ponto em minha carreira que, sinceramente, não me interesso se não for para estar em algo competitivo. É óbvio que eu posso chegar em uma categoria e ter uns dez pilotos mais rápidos do que eu. Nesse caso, o problema não será do equipamento; eu serei o problema! A oportunidade me foi dada e eu, por qualquer motivo, não terei aproveitado a chance. Mas quando a oportunidade não é dada...

COCKPIT: E como estão as oportunidades para a nova geração que sai do Kart?
CHRISTIAN FITTIPALDI: O piloto que corre de Kart aqui no Brasil não tem muitas opções. As categorias são caras e, em algumas situações, vale mais a pena gastar um pouco mais e ir direto competir lá fora. Não tem mais aquela “escadinha” para correr na Europa. Na minha época, competi de Fórmula Ford aqui e de F3 Sul-americana, que eram categorias sólidas. Fui para a Europa direto para F3. Se eu não tivesse competido aqui nessas categorias que citei, certamente meus resultados teriam sido outros ou eu teria de fazer essa mesma categoria lá na Europa. Mas não foi isso que aconteceu. Fui correr de Fórmula 3 lá porque estava confiante e tinha aprendido bastante coisa por aqui.

COCKPIT: Esse cenário é meio desanimador para um país que tem oito títulos mundiais de Fórmula 1...
CHRISTIAN FITTIPALDI: Se a Fórmula 1 fosse uma categoria de carros de turismo, quem sabe a gente não teria um campeão saído da Stock Car. Mas é carro de fórmula; monoposto. E, hoje em dia, estamos desfalcados nesse aspecto.

COCKPIT: Por falar em desfalque, esse autódromo [de Jacarepaguá] parece estar com os dias contados. Como você analisa essa situação?
CHRISTIAN FITTIPALDI: É com muita tristeza que eu vejo a situação do autódromo do Rio de Janeiro. Há dois meses, estive aqui e a pista era um mato só. O traçado original era um dos melhores do mundo. É inaceitável acabar com esse autódromo! È um pecado o que fizeram e fazem aqui. Sei que a gente já perdeu metade da pista... Então que pare por aí e comecem a cuidar do autódromo daqui do Rio de Janeiro.

COCKPIT: E em relação aos outros autódromos brasileiros? Qual a sua opinião?
CHRISTIAN FITTIPALDI: Temos, aqui, uns dez, doze circuitos; nos Estados Unidos, por exemplo, existem uns 50! Pela quantidade de pistas no Brasil, a média de bons circuitos é muito melhor do que lá. Você não tem ideia dos buracos que já corri na época que estava na Indy. Mas os americanos faziam uma grande promoção e a corrida era um sucesso. Proporcionalmente, as pistas brasileiras são melhores do que as norte-americanas.

(José Mario Dias)

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Nada mudou

O título desse post poderia até fazer referência ao sucesso de Leo Jaime nos anos de 1980 não fosse a seriedade do tema, que envolve segurança e vida.

Há um ano, no dia 3 de abril, o piloto Gustavo Sondermann sofria um acidente fatal em Interlagos durante a etapa de abertura da Copa Montana, que integra o fim de semana da Stock Car. Muito foi dito na época: problema com os jogos de pneus invertidos, muita chuva, fatalidade... E a conta ficou com a Curva do Café.


Hoje, um ano após o acidente, os planos de recuo da arquibancada e aumento da área de escape ainda não foram efetivamente colocados em prática. Na verdade, Interlagos ganhou uma chicane na Curva do Café, que passou a ser utilizada em competições de carros de turismo e outras categorias que não atingem velocidades tão altas como na Fórmula 1.

O que era um paliativo, parece ter se transformado em definitivo. O novo desenho do trecho não agradou. E pior: teve como consequência situações que antes não ocorriam.

Quem não se lembra do acidente de José Vitte nessa nova chicane durante a etapa do Trofeo Línea em agosto do ano passado? Na ocasião, o piloto perdeu controle de seu carro na segunda perna do trecho. A batida de frente no muro, que fica encostado à pista sem uma área de escape sequer, feriu o piloto, que teve uma clavícula quebrada e foi obrigado a abandonar a competição em 2011.



Pouca gente sabe, mas essa nova chicane fez outra vítima. Ainda bem que não envolveu ferimento, causando somente estrago material. Na última volta da etapa de abertura da temporada 2012 da Stock Car, o piloto Duda Pamplona passou por cima da segunda perna da chicane e teve uma suspensão de seu Officer ProGP #23 quebrada.

Quem tem boa memória lembra que houve muita discussão no dia em que o setor foi construído. Os responsáveis pela chicane construíram o trecho ao contrário; o erro só foi percebido no primeiro treino livre de uma categoria. Na maior correria, a chicane foi refeita e está lá até hoje; não sei até quando.

O COCKPIT é um lugar democrático. Por isso, abro espaço para as autoridades, ou quem quer que seja, se pronunciarem para dar explicações sobre a situação na Curva do Café e se ainda existe um projeto para construção de área de escape naquele trecho.

Com um futuro promissor, Gustavo Sondermann morreu aos 29 anos. A quarta volta daquela corrida jamais será esquecida.


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A velha história está de volta

Pacto de Concórdia. Toda vez que o assunto vem à tona, traz muita discussão e muito blábláblá. Nesse ano, a discussão começou bem cedo. Com vigência até o final desse ano, o acordo comercial entre times e Fórmula 1 já causa desavenças entre as equipes.

Alguns jornalistas europeus garantem que Bernie Ecclestone já acertou todos os detalhes para Ferrari, McLaren e Red Bull estarem de seu lado. A sedução do todo-poderoso da F1 foi simples: ofereceu mais dinheiro ao time de Maranello e aos touros vermelhos; Woking teria ficado com pouquinho menos.

A primeira desavença veio com a Mercedes. De acordo com reportagem publicada no site Bloomberg, a escuderia alemã não aceitaria receber menos e já sinalizou que não irá assinar o novo acordo. Esse pensamento pode ser compartilhado por outros times, como Lotus, Williams, Sauber, Force India... Só não incluo a Toro Rosso. Por questões óbvias, os touros italianos devem seguir as coordenadas do irmão austríaco mais forte.

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Só deu Penske: vitória de Power e liderança de Castroneves

A equipe Penske deixou o Alabama, palco da segunda etapa do campeonato de Fórmula Indy, com a certeza do dever cumprido. A vitória de Will Power no circuito misto do Alabama foi impressionante. Na travada pista no Barber Motorsport, o australiano surpreendeu depois de ter largado na nona posição do grid e ter sido o primeiro a receber a quadriculada.


O pódio no Alabama foi formado por Scott Dixon, da Ganassi, e por Helio Castroneves. O brasileiro da Penske, que largou pela 40ª vez na pole-position em sua carreira na F-Indy, terminou a prova em terceiro. Essa colocação não foi um resultado ruim, mesmo tendo largado na frente. No Alabama, os pneus do Penske #3 tiveram um desgaste acima do esperado. Por isso, o resultado foi, de certa forma, bom; principalmente porque manteve o brasileiro na ponta do campeonato.

Quem teve oportunidade de acompanhar a corrida viu a pressão que o brasileiro da Penske sofreu. Helinho suportou os ataques de Graham Rahal nas últims voltas e garantiu o pódio em Barber.

Em sua segunda corrida na categoria, Rubens Barrichello mostrou estar mais adaptado à Indy. Depois de largar em 14º lugar, o brasileiro da KV fez ultrapassagens e terminou a prova em oitavo. Compatriota e companheiro de equipe na KV de Rubinho não teve sorte: Tony Kanaan saiu da sexta posição e logo na primeira metade não conseguia impor um bom ritmo. Com problemas em seu carro, Kanaan terminou em 21º lugar.


Abaixo, a classificação final do Grande Prêmio do Alabama de Fórmula Indy:
1. Will Power (Penske-Chevrolet)
2. Scott Dixon (Ganassi-Honda)
3. Helio Castroneves (Penske-Chevrolet)
4. Graham Rahal (Ganassi-Honda)
5. Simon Pagenaud (Sam Schmidt-Honda)
6. James Hinchcliffe (Andretti-Chevrolet)
7. Mike Conway (AJ Foyt-Honda)
8. Rubens Barrichello (KV-Chevrolet)
9. Sebastian Bourdais (Dragon-Lotus)
10. Dario Franchitti (Ganassi-Honda)
11. Marco Andretti (Andretti-Chevrolet)
12. Ryan Hunter-Reay (Andretti-Chevrolet)
13. Oriol Servià (Dreyer & Reinbold-Lotus)
14. Ryan Briscoe (Penske-Chevrolet)
15. JR Hildebrand (Panther-Chevrolet)
16. James Jakes (Dale Coyne-Honda)
17. Josef Newgarden (Fisher Hartman-Honda)
18. EJ Viso (KV-Chevrolet)
19. Justin Wilson (Dale Coyne-Honda)
20. Simona de Silvestro (HVM-Lotus)
21. Tony Kanaan (KV-Chevrolet)
22. Ed Carpenter (Carpenter-Chevrolet)

Não completaram:
23. Katherine Legge (Dragon-Lotus)
24. Takuma Sato (Rahal Letterman-Honda)
25. Charlie Kimball (Ganassi-Honda)
26. Alex Tagliani (Lotus-Barracuda-Lotus)

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