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Últimos ajustes

Os próximos quatro dias prometem ser agitados em Barcelona. É ali que acontecem, até domingo, os últimos treinos coletivos da Fórmula 1. Depois de oito dias de testes – quatro em Jerez de la Frontera e outros quatro na Catalunha –, as equipe de F1 se preparam para os ajustes finais antes da abertura do mundial, no dia 18 de março na Austrália.

Dessa vez, a Lotus finalmente poderá testar seu E20. Na semana passada, o modelo preto e dourado apresentou um grave problema no chassi. A equipe foi obrigada a mexer na suspensão do E20 para equacionar o problema. Após essa modificação, o chassi do Lotus passou a pesar um quilo a mais.


Olhos bem abertos nos tempos de McLaren e Mercedes. O time de Woking é o único dos grandes que não tem o tal degrau no bico. Resta saber se a beleza aerodinâmica dará velocidade ao MP4-27 de Jenson Button e Lewis Hamilton. Para a escuderia alemã, vale observar o duto no bico do W03. A poucos dias do início da competição, a Mercedes mostrará se a peça faz diferença.

A Ferrari, que trabalhou nos últimos dias em ajustes no F2012, chega a Barcelona para começar a apagar a má impressão que deixou nessa pré-temporada. A escuderia de Maranello, hoje, ainda está um pouco atrás na briga pelas vitórias. A Red Bull continua o time a ser batido. Nada mais do que isso.

A Marussia é o único time que não estará em Barcelona. A escuderia ainda trabalha no modelo de 2012 e abriu mão dessa última sessão de treinos coletivos antes do início do mundial.

Confira o cronograma dos times e pilotos nos treinos coletivos em Barcelona:
1º de março
Red Bull (RB8) – Mark Webber
McLaren (MP4-27) – Jenson Button
Ferrari (F2012) – Felipe Massa
Mercedes (W03) – Nico Rosberg
Lotus (E20) – Romain Grosjean
Force India (VJM05) – Paul di Resta
Sauber (C31) – Sérgio Pérez
Toro Rosso (STR7) – Jean-Eric Vergne
Williams (FW34) – Pastor Maldonado
Caterham (CT01) – Heikki Kovalainen

2 de março
Red Bull (RB8) – Sebastian Vettel
McLaren (MP4-27) – Lewis Hamilton
Ferrari (F2012) – Fernando Alonso
Mercedes (W03) – Michael Schumacher
Lotus (E20) – Romain Grosjean
Force India (VJM05) – Nico Hülkenberg
Sauber (C31) – Kamui Kobayashi
Toro Rosso (STR7) – Jean-Eric Vergne
Williams (FW34) – Pastor Maldonado
Williams (FW34) – Bruno Senna
Caterham (CT01) – Heikki Kovalainen

3 de março
Red Bull (RB8) – Mark Webber
McLaren (MP4-27) – Jenson Button
Ferrari (F2012) – Felipe Massa
Mercedes (W03) – Nico Rosberg
Lotus (E20) – Kimi Raikkonen
Force India (VJM05) – Paul di Resta
Sauber (C31) – Sérgio Pérez
Toro Rosso (STR7) – Daniel Ricciardo
Williams (FW34) – Pastor Maldonado
Williams (FW34) – Bruno Senna
Caterham (CT01) – Vitaly Petrov
HRT (F112) – piloto não anunciado

4 de março
Red Bull (RB8) – Sebastian Vettel
McLaren (MP4-27) – Lewis Hamilton
Ferrari (F2012) – Fernando Alonso
Mercedes (W03) – Michael Schumacher
Lotus (E20) – Kimi Raikkonen
Force India (VJM05) – Nico Hülkenberg
Sauber (C31) – Kamui Kobayashi
Toro Rosso (STR7) – Daniel Ricciardo
Williams (FW34) – Bruno Senna
Caterham (CT01) – Vitaly Petrov
HRT (F112) – piloto não anunciado

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Temperatura máxima

Durante as 500 Milhas de Daytona da Nascar, que foi adiada de domingo para a noite de segunda-feira por conta da chuva (fato inédito na história de Daytona 500), o colombiano Juan Pablo Montoya perdeu o controle de seu carro por causa de uma falha na transmissão em seu carro no momento em que o Safety Car estava no oval. Após derrapar no circuito, o Chevrolet número 42 acertou um dos jet-dryer (caminhões-turbina) que estavam na pista por causa de uma bandeira amarela. Depois do toque, o que se viu foi uma enorme bola de fogo.

O colombiano da Ganassi nada sofreu, enquanto que o piloto do caminhão foi encaminhado para o hospital local. O acidente aconteceu a 40 voltas da quadriculada e provocou uma interrupção de quase duas horas.

As 500 Milhas de Daytona, corrida de abertura da temporada 2012 da Nascar, foram vencidas por Matt Kenseth.

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Só falta o anúncio oficial

Fim de semana com dois dias de testes para Rubens Barrichello na Fórmula Indy. O brasileiro voltou mais uma vez ao cockpit da KV Racing; dessa vez, Rubinho acelerou no circuito californiano de Sonoma. O carro da KV que foi guiado por Rubens, ao contrário dos primeiros três dias de testes que ele participou (no final de janeiro e início de fevereiro), foi pintado com as cores verde e amarela.

(Twitter)

Apesar de não ter impressionando tanto como na primeira sessão de testes, em Sebring, Barrichello tem tudo para acertar contrato com o time de Jimmy Vasser e Kevin Kalkhoven e disputar a temporada 2012 da categoria predominantemente norte-americana. No primeiro dia de testes desse fim de semana, Barrichello ficou na sexta (e última) posição – o mais rápido foi Ryan Briscoe, da Penske.

A melhor volta de Rubens foi 1min18s91, tempo 1s42 mais lento do que o australiano. No segundo dia, Rubinho acelerou apenas de manhã, já que a tarde o carro ficou com Tony Kanaan.

A temporada da Fórmula Indy começa no dia 25 de março nas ruas de Saint Petersburg. Não há muito tempo para Rubinho avaliar sua ida para a Indy. Já escrevi aqui que o anúncio de Barrichello é questão de dias. E mais: não passa do próximo fim de semana. Barrichello está com um pé na F-Indy. Tanto que ele já confirmou que irá participar dos testes em Barber (Alabama).

Confira dois vídeos de Rubens no circuito de Sonoma.




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Razia garante vaga na GP2

A indefinição chegou ao fim. O piloto brasileiro Luiz Razia disputará mais uma temporada da GP2, categoria de acesso à Fórmula 1, em 2012. O baiano de 22 anos, que disputará sua quarta temporada na categoria, está de volta ao cockpit da Arden.

Apesar de ter feito um campeonato apenas razoável no último ano, o time que Razia estará nessa temporada é vencedor. A equipe Arden pertence ao inglês Christian Horner (uma das peças fundamentais da escuderia de Fórmula 1 Red Bull). De quebra, Razia passa a integrar o programa de talentos dos touros vermelhos.

(Alastair Staley - GP2)

O brasileiro, que será companheiro de equipe do suíço Simon Trummer, é a aposta da escuderia para retomar o caminho das vitórias – a última aconteceu em 2010 com Charles Pic, hoje na F1.

Os dois pódios de Razia em 2011 chamaram a atenção da escuderia, que ainda quer fazer um campeão na categoria – Heikki Kovalainen, que hoje é piloto da Caterham na F1, foi vice-campeão em 2005 perdendo o título para Nico Rosberg. As equipes de Fórmula 1 sempre estão de olho nos pilotos que fazem boa temporada na GP2. Dos seis campeões da história da categoria, todos já tiveram passagem pela categoria máxima do automobilismo mundial.

O piloto baiano, que já venceu na GP2 (Monza em 2009), entra numa fase de reafirmação. Tradicionalmente, a GP2 é uma categoria em que os competidores não têm longa carreira, já que muitos recebem convites para ingressar na F1. Porém, isso não é uma regra. Afinal, Pastor Maldonado, campeão da GP2 em 2010, demorou para atingir a glória maior na categoria.

Piloto de testes da equipe de F1 Caterham, o holandês Giedo Van der Garde é mais um competidor que garantiu um cockpit na GP2.

Abaixo, a lista de equipes e pilotos, com seus números, para a temporada 2012 da GP2:

Barwa Addax
1. Johnny Cecotto Junior (Venezuela)
2. Josef Kral (República Tcheca)

Dams
3. Davide Valsecchi (Itália)
4. Felipe Nasr (Brasil)

Racing Engineering
5. Fabio Leimer (Suíça)
6. a confirmar

iSport
7. Marcus Ericsson (Suécia)
8. Jolyon Palmer (Inglaterra)

Lotus
9. Esteban Gutierrez (México)
10. James Calado (Grã-Bretanha)

Caterham
11. Giedo Van der Garde (Holanda)
12. a confirmar

Coloni
14. Stefano Coletti (Mônaco)
15. Fabio Onidi (Itália)

Trident
16. Stéphane Richelmi (Mônaco)
17. Julian Leal (Colômbia)

Venezuela Lazarus
18. Fabio Crestani (Itália)
19. a confirmar

Rapax
20. a confirmar
21. a confirmar

Arden
22. Simon Trummer (Suíça)
23. Luiz Razia (Brasil)

Ocean Technology
24. a confirmar
25. Nigel Melker (Holanda)

Carlin-Marussia
26. Max Chilton (Grã-Bretanha)
27. Rio Haryanto (Indonésia)

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Não é real

O resultado do quarto e último dia de treinos coletivos da Fórmula 1 em Barcelona foi o que menos importou. Afinal, a melhor volta feita por Kamui Kobayashi (1min22s312) não coloca o japonês da Sauber na condição de favorito; sequer de um Grande Prêmio. Com pneus macios, a marca de Kobayashi foi a melhor da semana no circuito de Montmeló. Apesar do inédito resultado para o piloto japonês, é preciso olhar com atenção os tempos não só dele, mas de todos os pilotos.

(Formula 1 Website)

O time de Peter Sauber passou o último dia focando, sobretudo, a confiabilidade do C31 com longos trechos cronometrados. O japonês foi o piloto que mais voltas completou na pista catalã (145). Apesar do melhor tempo em Barcelona, a Sauber, nesse início de campeonato, terá de trabalhar para figurar na zona de pontuação. Hoje, apesar de jovem, a rápida dupla de pilotos inspira mais confiança do que o carro.

Atrás de Kobayashi, o FW34 guiado por Pastor Maldonado. O venezuelano, mais uma vez, calçou os supermacios e ficou a 0s249 do nipônico. Esses bons tempos da Williams firam o foco da verdadeira condição do carro. Apesar do motor Renault, o time inglês ainda precisa percorrer muitos quilômetros para voltar a frequentar a zona de pontuação das corridas. Não acredito que a Williams terá problema com a Caterham, mas terá de trabalhar para incomodar Force India, Lotus, Toro Rosso e Sauber. Assim como a equipe do japonês rápido, a Williams dedicou o dia para analisar o rendimento do FW34 em longos trechos, numa simulação de GP.

O escocês Paul di Resta completou 101 voltas em Barcelona e testou exaustivamente componentes aerodinâmicos no Force India. No final da sessão, o jovem piloto colocou supermacios e subiu na lista dos tempos mais rápidos.

Sem preocupação em ser mais rápida, a McLaren treinou largadas no pit lane de Barcelona. Com Jenson Button no cockpit, o time de Woking testou troca pneus e analisou o desempenho do MP4-27 com diferentes tipos de borracha. Sem aparecer no topo, os treinos coletivos da McLaren foram produtivos para o recolhimento de dados.

(Formula 1 Website)

De olho na escuderia de Button e Hamilton, a Red Bull dedicou esse último dia a acertos no RB8. O mesmo foi feito pela Ferrari. Felipe Massa, que completou 103 voltas cronometradas, trabalhou detalhes aerodinâmicos no F2012. O brasileiro testou diferentes acertos no carro.

(Formula 1 Website)

A Marussia, que levou o modelo de 2011 para esses testes, não foi para a pista espanhola por conta de problemas no MVR02.

Abaixo, os tempos desse último dia:
1. Kamui Kobayashi, C31 Sauber (145 voltas): 1min22s312
2. Pastor Maldonado, FW34 Williams (134 voltas): 1min22s561
3. Paul di Resta, VJM05 Force India (101 voltas): 1min23s119
4. Jenson Button, MP4-27 McLaren (115 voltas): 1min23s200
5. Felipe Massa, F2012 Ferrari (103 voltas): 1min23s563
6. Mark Webber, RB8 Red Bull (85 voltas): 1min23s774
7. Jean-Eric Vergne, STR7 Toro Rosso (92 voltas): 1min23s792
8. Nico Rosberg, W03 Mercedes (139 voltas): 1min23s843
9. Heikki Kovalainen, CT01 Caterham (70 voltas): 1min26s968
10. Timo Glock, MVR02 Marussia (0 volta)

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Volta para inglês ver

O terceiro dia de treinos coletivos da Fórmula 1 em Barcelona foi mascarado. Mais rápido da pista catalã, Pastor Maldonado recorreu aos pneus supermacios para conseguir o topo da lista. Além de ter utilizado esse tipo de composto a equipe desconversou sobre as reais condições do FW34 na volta em que o venezuelano registrou o tempo da volta. Dessa forma, não há como fazer qualquer comparativo ou referência. O acerto no FW34 e a quantidade de combustível são, oficialmente, desconhecidos; porém, é certo de que a volta em 1min22s391 foi feita em condições especialmente preparadas para mascarar a classificação desse dia.

Atrás da falsa volta rápida, já que o tempo conquistado na pista não se traduz ao real desempenho do FW34, de Maldonado, o heptacampeão Schumacher mostrou a força do W03. O alemão ficou a 0s993 do venezuelano.


Seguindo a trilha de Pérez, o japonês Kamui Kobayashi também preparou o C31 para ficar bem na lista do dia. A terceira colocação do nipônico, com pneus macios, não chega a ser uma máscara, como o tempo da Williams, mas é um risco apostar que a Sauber brigará por pódios nesse início de temporada.

Nesse terceiro dia de treinos coletivos, Felipe Massa acelerou o bólido vermelho pela primeira vez em Barcelona. O brasileiro passou a maior parte do dia avaliando a aerodinâmica do F2012 e simulando Grande Prêmio. O time de Maranello tem muito trabalho pela frente. O F2012 é um modelo problemático que requer muito trabalho para se tornar – se é que isso será possível nessa temporada – um carro vencedor. Não escrevo isso pela sexta posição da Ferrari, mas por tudo que a escuderia apresentou até o momento.


Coincidentemente, Mark Webber fez tempo igual ao do brasileiro da Ferrari. A diferença na lista dos melhores tempos e que o australiano da Red Bull cravou sua volta depois de Massa ter feito 1min24s771.

Os pilotos mais rápidos do terceiro dia de treinos coletivos em Barcelona foram:
1. Pastor Maldonado, FW34 Williams (106 voltas): 1min22s391
2. Michael Schumacher, W03 Mercedes (127 voltas): 1min23s384
3. Kamui Kobayashi, C31 Sauber (99 voltas): 1min23s582
4. Jenson Button, MP4-27 McLaren (114 voltas): 1min23s918
5. Jean-Eric Vergne, STR7 Toro Rosso (78 voltas): 1min24s433
6. Felipe Massa, F2012 Ferrari (97 voltas): 1min24s771
7. Mark Webber, RB8 Red Bull (84 voltas): 1min24s771
8. Paul di Resta, VJM05 Force India (83 voltas): 1min26s646
9. Timo Glock, MVR02 Marussia (108 voltas): 1min26s173
10. Vitaly Petrov, CT01 Caterham (70 voltas): 1min26s448

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Force India no topo, mas Red Bull é força

A Force India ratificou a boa fase nos treinos coletivos da formula 1 em Barcelona. Nesse segundo dia de testes, o alemão Nico Hulkenberg ficou com o melhor tempo do circuito de Montmeló. É verdade que o tempo registrado por Hulkenberg, de 1min22s608, foi feito com pneus supermacios.

(Formula 1 Website)

Com o mesmo tipo de composto, Sergio Perez voou baixo em Barcelona e ficou a 0s040 do alemão da Force India. O mexicano da Sauber foi um dos pilotos que menos andou na pista espanhola. Ainda assim, passou a maior parte do tempo simulando um GP.

Apesar dos dois pilotos terem ficado no topo, entendo que Vettel foi o grande nome desse segundo dia de treinos coletivos. O bicampeão ficou em terceiro com pneus macios; porém seu segundo melhor tempo foi feito com pneus duros. Isso, sjm, foi a grande volta do dia.

(Formula 1 Website)

Chamou-me atenção o tempo de Fernando Alonso. Apesar de o bicampeão ter ficado com o quarto tempo, a Ferrari não teve um bom dia. O espanhol só conseguiu a marca por ter abdicado de alguns minutos de testes e buscado um bom tempo para figurar nessa classificação. A Ferrari já mostrou que o F2012 precisará de muito trabalho para se tornar um carro vencedor.

A McLaren fez diversos testes, incluindo longos percursos e experimentos aerodinâmicos. Por isso, a sexta posição de Hamilton não é parâmetro para o mundial desse ano. O mesmo foi feito pela Mercedes. Nico Rosberg completou 82 voltas e não se preocupou em fazer tempos baixos.

Abaixo, os melhores tempos de cada piloto:
1. Nico Hülkenberg, VJM05 Force India (112 voltas): 1min22s608
2. Sérgio Pérez, C31 Sauber (85 voltas): 1min22s648
3. Sebastian Vettel, RB8 Red Bull (104 voltas): 1min22s891
4. Fernando Alonso, F2012 Ferrari (87 voltas): 1min23s180
5. Daniel Ricciardo, STR7 Toro Rosso (50 voltas): 1min23s639
6. Lewis Hamilton, MP4-27 McLaren (120 voltas): 1min23s806
7. Nico Rosberg, W03 Mercedes (82 voltas): 1min24s555
8. Valtteri Bottas, FW34 Williams (117 voltas): 1min25s738
9. Vitaly Petrov, CT01 Caterham (69 voltas): 1min26s605
10. Charles Pic, MVR02 Marussia (108 voltas): 1min27s343

(Formula 1 Website)

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Sem largar o osso

Escrevi essa semana que os treinos coletivos da Fórmula 1 em Barcelona poderiam dar um panorama de como será o início da temporada 2012 da categoria. Pelo que se viu nesse primeiro dia no circuito de Montmeló, a Red Bull ainda é a equipe a ser batida. Depois de ter sido o mais rápido da manhã, Sebastian Vettel baixou seu tempo em 0s078 e terminou o dia no topo após cravar 1min23s265. O bicampeão segue firme na luta por seu tricampeonato consecutivo; está difícil de ele largar o osso...

(Formula 1 Website)

Além de ter feito os melhores tempos de manhã e tarde em Barcelona, Vettel ainda testou os pneus Pirelli no RB8. O alemão, assim como todos os outros pilotos que aceleraram nesse primeiro dia, analisou o rendimento dos compostos de borracha, já que o dia começou com 2ºC; no final da sessão, a pista estava com 30ºC. Essa variação de temperatura foi boa oportunidade de as equipes testarem os pneus Pirelli.

Com a segunda posição, a Force India surpreendeu. Compatriota do bicampeão, Nico Hülkenberg completou 97 voltas e ficou a 0s175 de Vettel. Com as atualizações no MP4-27, colhidas a partir de dados obtidos em Jerez, a McLaren foi o time que mais voltas fez com o modelo de 2012 – apenas a Marussia, com o carro de 2011, completou mais voltas. Lewis Hamilton fez 1min23s590 e ficou com a terceira marca.

(Formula 1 Website)

(Formula 1 Website)

As lentes e olhos estavam voltados para o W03, que foi lançado poucas horas antes do início dos trabalhados em Barcelona. Com o heptacampeão mundial ao volante, a Mercedes não impressionou. Schumi fez apenas o sexto melhor tempo, ficando atrás da Toro Rosso de Daniel Ricciardo e da Ferrari de Fernando Alonso. Não é prudente tirar qualquer conclusão a partir das voltas feitas pelo W03. É pouco inteligente rotular o dia da flecha de prata como decepcionante.

Decepcionante mesmo foi o dia da Ferrari. O bicampeão e herói local, Fernando Alonso, ratificou minhas suspeitas. O F2012 precisa de muito trabalho para ser um carro vencedor. Nem mesmo o talento do espanhol garante que a Ferrari vai reencontrar as vitórias nesse mundial.

(Formula 1 Website)

A Lotus, que chamou atenção nos treinos coletivos em Jerez de la Frontera com Kimi Raikkonen, foi para a pista com Romain Grosjean. Após somente sete voltas, o francês teve um problema no chassi do E20, recolhendo o bólido para os boxes. A equipe testava componentes aerodinâmicos até interromper seu teste. Após o término da sessão, o time de Enstone anunciou que não participará dos testes dessa semana. A equipe não detalhou o que ocorreu, mas uma coisa é certa: nenhuma escuderia abandona uma sessão de treinos coletivos, a não ser que algo sério tenha sido detectado.

Williams e Sauber dedicaram o dia à quilometragem. As duas equipes rodaram para analisar a confiabilidade de seus modelos. Por isso, esses times ficaram na metade inferior da tabela com os tempos. Sérgio Pérez em sétimo e Bruno Senna em oitavo. Esse foi o único teste de Senna em Barcelona, já que Valtteri Bottas, terceiro piloto da escuderia, irá para a pista no segundo dia de treinos coletivos e o venezuelano Maldonado ficará no cockpit nos dois últimos dias em Montmeló.

(Formula 1 Website)

Os mais rápidos do primeiro dia de treinos coletivos no circuito de Montmeló foram:
1. Sebastian Vettel, RB8 Red Bull (79 voltas): 1min23s265
2. Nico Hülkenberg, VJM05 Force India (97 voltas): 1min23s440
3. Lewis Hamilton, MP4-27 McLaren (114 voltas): 1min23s590
4. Daniel Ricciardo, STR7 Toro Rosso (76 voltas): 1min23s618
5. Fernando Alonso, F2012 Ferrari (75 voltas): 1min24s100
6. Michael Schumacher, W03 Mercedes (51 voltas): 1min24s150
7. Sérgio Pérez, C31 Sauber (66 voltas): 1min24s219
8. Bruno Senna, FW34 Williams (97 voltas): 1min25s711
9. Heikki Kovalainen, CT01 Caterham (31 voltas): 1min26s035
10. Romain Grosjean, E20 Lotus (7 voltas): 1min26s809
11. Charles Pic, MVR02 Marussia (121 voltas): 1min28s026

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Alemão com degrau

Linhas arrojadas na dianteira combinadas com um perfil arredondado no cofre do motor, sem abrir mão do horroroso degrau no bico. É assim que o W03 da Mercedes foi apresentado em Barcelona. O modelo, que será guiado pelo menino de 43 anos Michael Schumacher e pelo também alemão Nico Rosberg, seguiu a tendência da moda atual da Fórmula 1, deixando a McLaren como o “patinho bonito” da categoria.

(Formula 1 Website)

Seguindo a imposição do regulamento, que determina altura de 55 centímetros do bico, o W03 tem o bico bastante agressivo. Os olhos mais atentos percebem um pequeno duto na peço da flecha de prata, conforme escrevi aqui no dia 15 desse mês. Lembro que o RB8 também apresenta um duto; diferentemente da Mercedes, que tem o duto na ponta do bico, o carro da Red Bull tem o duto no degrau do bico. Outra mudança em relação ao modelo de 2011 está no desenho do escapamento. De acordo com as novas regras da F1, os carros devem impedir qualquer benefício aerodinâmico de gases no difusor traseiro aquecido.

Depois de tanto mistério que rondou o modelo da escuderia de Brackley, aposto todos os meus 15 dinheiros que estão em minha carteira que o duto no bico será o diferencial que a Mercedes precisa para encostar de vez nas três grandes equipes da F1.

Além disso, Ross Brawn conta com um time de estrelas para dar vitórias à escuderia da estrela de três pontas. Em 2012, o chefe inglês tem ao seu lado Aldo Costa (ex-Ferrari), Bob Bell e Geoff Willis (ex-Williams e ex-Red Bull).

O investimento da Mercedes foi pesado para esse mundial. Se por um lado é bom – mostra a disposição em vencer –, por outro coloca uma pulga atrás de minha orelha. Invariavelmente, o envolvimento de montadoras com a Fórmula 1 nos últimos anos termina em lágrimas. À exceção da Ferrari, mito da categoria e que, ao lado da McLaren e Williams são os times que surgiram nas pistas, as montadoras investem na F1 e exigem resultados praticamente imediatos.

A Mercedes não conseguiu sequer um pódio desde que retornou à Fórmula 1, com muita pompa em 2010 – o time alemão competiu nas duas primeiras décadas da categoria e até venceu Grandes Prêmios. Espero que a cúpula da montadora tenha paciência para que os resultados comecem a aparecer. O investimento é feito, assim como o bom trabalho; ou alguém aí acredita que Ross Brawn e o heptacampeão Schumacher esqueceram o caminho das vitórias?

(Formula 1 Website)

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Carnaval, que nada!

Em pleno carnaval brasileiro, a Fórmula 1 se prepara para mais uma sessão de treinos coletivos. Nada de samba, nada de folia. Equipes e pilotos estarão em Barcelona para testar seus novos modelos que estarão nas pistas da F1 em 2012.

Quem acompanha a categoria há mais tempo sabe que a F1 não está nem aí para a nossa festa maior. Em 1992, o mundial começou em pleno domingo de carnaval. Naquele Grande Prêmio da África do Sul, Nigel Mansell desfilou em Kyalami e a Williams recebeu nota dez em todos os quesitos depois de fazer a dobradinha com Riccardo Patrese. Foi apenas o aperitivo do que estava por acontecer: o FW14B, um dos carros tecnologicamente mais impressionantes da história da F1, ganhou dez dos 16 GPs de 1992, além de ter feito 15 pole-positions e 11 melhores voltas. A Williams só não foi 100% naquela temporada porque seus pilotos não eram os melhores do grid.


Deixando o passado e escrevendo sobre o presente, a grande expectativa dessa segunda etapa de treinos coletivos será a apresentação do W03 da Mercedes. Com a apresentação dos carros de Ross Brawn, as escuderias irão acelerar na pista espanhola para o primeiro dos quatro dias de testes coletivos. Quer dizer, quase todas, já que a Marussia estará com o modelo de 2011 e a Hispania nem irá para a Catalunha – o time preferiu ficar na sede trabalhando para que o novo carro esteja na Austrália na abertura do mundial, em 18 de março.

Esses testes em Barcelona darão um primeiro panorama da temporada 2012 de F1. Ali teremos uma idéia de como realmente os carros de ponta se comportarão. Os dados colhidos em Jerez serão colocados em prática e os modelos terão algumas atualizações. É claro que cada um dos carros ainda receberá ajustes para a abertura do campeonato a partir de seus desempenhos dessa semana; mas, Barcelona poderá ver quem estará na frente nesse início de temporada.

Abaixo, o cronograma das equipes e pilotos que participarão dos treinos coletivos em Barcelona:

Dia 21 de fevereiro
Red Bull (RB8) – Sebastian Vettel
McLaren (MP4-27) – Lewis Hamilton
Ferrari (F2012) – Fernando Alonso
Mercedes (W02) – Michael Schumacher
Lotus (E20) – Romain Grosjean
Force India (VJM05) – Nico Hülkenberg
Sauber (C31) – Sérgio Pérez
Toro Rosso (STR7) – Daniel Ricciardo
Williams (FW34) – Bruno Senna
Caterham (CT01) – Heikki Kovalainen
Marussia (MVR02) – Charles Pic

Dia 22 de fevereiro
Red Bull (RB8) – Sebastian Vettel
McLaren (MP4-27) – Lewis Hamilton
Ferrari (F2012) – Fernando Alonso
Mercedes (W02) – Nico Rosberg
Lotus (E20) – Romain Grosjean
Force India (VJM05) – Nico Hülkenberg
Sauber (C31) – Sérgio Pérez
Toro Rosso (STR7) – Daniel Ricciardo
Williams (FW34) – Valtteri Bottas
Caterham (CT01) – Vitaly Petrov
Marussia (MVR02) – Timo Glock

Dia 23 de fevereiro
Red Bull (RB8) – Mark Webber
McLaren (MP4-27) – Jenson Button
Ferrari (F2012) – Felipe Massa
Mercedes (W02) – Micheal Schumacher
Lotus (E20) – Kimi Raikkonen
Force India (VJM05) – Paul di Resta
Sauber (C31) – Kamui Kobayashi
Toro Rosso (STR7) – Jean-Eric Vergne
Williams (FW34) – Pastor Maldonado
Caterham (CT01) – Vitaly Petrov
Marussia (MVR02) – Charles Pic

Dia 24 de fevereiro
Red Bull (RB8) – Mark Webber
McLaren (MP4-27) – Jenson Button
Ferrari (F2012) – Felipe Massa
Mercedes (W02) – Nico Rosberg
Lotus (E20) – Kimi Raikkonen
Force India (VJM05) – Paul di Resta
Sauber (C31) – Kamui Kobayashi
Toro Rosso (STR7) – Jean-Eric Vergne
Williams (FW34) – Pastor Maldonado
Caterham (CT01) – Heikki Kovalainen
Marussia (MVR02) – Charles Pic

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Paixão cega

A Itália é um país interessante no planeta chamado Fórmula 1. A paixão dos italianos pela F1 ultrapassa qualquer limite imposto pela razão. Apesar do todo fanatismo pela Ferrari, a Itália sempre teve representantes nos cockpits das equipes da Fórmula 1. É bem verdade que a maioria se acostumou a andar no pelotão intermediário. Conto nos dedos das mãos os competidores italianos que disputaram e mereceram conquistar títulos na categoria. Fato é que, após 43 anos, o mundial de 2012 será o primeiro (desde 1969) sem pilotos italianos no grid.

O último competidor italiano campeão na F1 foi Alberto Ascari (1952 e 1953). Sei que, depois dele, teve Mario Andretti em 1978; mas, apesar de ter nascido na Itália, numa área que hoje pertence à Croácia, o velho Andretti sempre carregou a bandeira dos Estados Unidos no coração.


Nos anos de 1980, a Itália quase viu Michele Alboreto ser campeão pela Ferrari. O sonho foi destruído por Alain Prost e sua McLaren em 1985. Na década seguinte, Riccardo Patrese foi vice-campeão em 1992, mas não disputou diretamente o título porque seu companheiro de Williams, Nigel Mansell, reinou absoluto naquela temporada. Depois disso, nenhum italiano disputou qualquer título da Fórmula 1.

Ao escrever sobre Patrese aí em cima, lembrei-me do interessante Grande Prêmio de Mônaco em 1982, que teve um dos melhores finais de corridas da história da F1. A duas voltas da quadriculada, o líder Alain Prost ignorou a pista úmida pela chuva fina e bateu com sua Renault, dando a liderança para Riccardo Patrese, então companheiro de Piquet na Brabham. O italiano, que ainda buscava sua primeira vitória na F1, rodou adiante, na curva Loews. A ponta da corrida caiu no colo de Didier Pironi. Ali, a França voltou a acreditar numa vitória, mas o francês da Ferrari parou dentro do túnel. Andreas de Césaris nem sentiu o gostinho da liderança porque parou quase ao mesmo tempo que Pironi. A primeira posição voltou para Patrese, que, enfim, venceu seu primeiro GP. Relembre as voltas finais desse espetacular Grande Prêmio de Mônaco.



A aposentadoria de Jarno Trulli não causou lamentações na Itália. Podem ter certeza: o veterano não deixará saudade; assim como seus últimos compatriotas que passaram pela Fórmula 1. A última pole-position conquistada por um piloto italiano foi no GP da Bélgica de 2009 com Giancarlo Fisichella. O ‘Fisico’ também foi o último italiano a vencer um Grande Prêmio – na Malásia, em 2006.

A grande tradição da Ferrari semeada ao longo das décadas não reflete em uma boa escola de pilotos italianos. Não vejo um futuro de sucesso a curto prazo para a Itália na Fórmula 1. Talvez o melhor nome seja Davide Valsechhi, que hoje está na GP2 e será companheiro do brasileiro Felipe Nasr na equipe Dams em 2012.

Está mais do que provado que a paixão dos tifosi é pela Ferrari, e não por pilotos italianos. Jarno Trulli se retirou e mereceu apenas algumas linhas na imprensa de lá do outro lado do Atlântico. Agora, já imaginaram o alvoroço que iria acontecer se a Ferrari anunciasse sua saída das pistas?

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Tem ou não tem degrau?

A Mercedes divulgou imagens do shakedown que o time prateado fez em Silverstone. Para não configurar teste particular, que é proibido pela FIA, a equipe respeitou o limite de 100 quilômetros rodados pelo carro, que foi guiado pelo heptacampeão Michael Schumacher e Nico Rosberg.

Não dá para ter certeza se o W03 terá ou não o tal degrau no bico. Mas, pelas imagens, que servirão para divulgação da equipe, acredito que a nova Mercedes segue a linha da McLaren, sem o horroroso desenho aerodinâmico. A escuderia alemã apresentará oficialmente o W03 no primeiro dia de treinos coletivos em Barcelona, no dia 21 desse mês.

Vale a pena ver as imagens abaixo. Os ângulos das câmeras na tocada de Rosberg são fantásticos.


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Petrov aposenta Trulli

Tardou e não falhou. Quem acompanha o COCKPIT sabe que sou pró-aposentadoria de Jarno Trulli. Sempre achei – e estou convicto – de que o italiano já deu o que tinha de dar. A Caterham (ex-Lotus do proprietário Tony Fernandes) anunciou que o ciclo do piloto Trulli na Fórmula 1 chegou ao fim. O time malaio contará com Vitaly Petrov em 2012. O russo, que estava na Lotus Renault (atualmente somente Lotus), conseguiu se manter na categoria no último suspiro e será companheiro do finlandês Heikki Kovalainen.

(Caterham F1 Website)

Desde que foi dispensado por sua equipe no final de 2011, Petrov cavava uma vaga no grid de 2012. O russo está longe de ser um fenômeno das pistas, mas também não é ruim. Vitaly sempre contou com o forte apoio de empresas de seu país para competir na F1. Além de isso ser um fator de peso para a escolha de um time de menor expressão, a negociação de Petrov com a Caterham certamente teve o dedo de Bernie Ecclestone. Para o todo-poderoso da F1, é importante a categoria ter um piloto russo porque o calendário de 2014 da categoria contará com o inédito Grande Prêmio da Rússia. E nada melhor do que um piloto russo para promover o GP da Rússia.

A animação de Tony Fernandes com seu novo contratado fica na contramão das recentes declarações de Gerard Lopez, homem forte da Lotus. Lopez criticou duramente a postura de Petrov, afirmando que o russo tinha certeza de que se manteria na Fórmula 1 por causa de seus patrocinadores, e não por seu talento ao volante. De uma forma distorcida, a F1 provou que Lopez está errado.

Mesmo sendo contra a permanência de Trulli no mundial desse ano – o italiano, além de muito rodado, não tem resultados sequer razoáveis que motivassem sua permanência na F1 –, entendo que o momento é delicado para os torcedores e imprensa italianos. A saída de Jarno Trulli da Fórmula 1 significa que a Itália, de grande tradição na categoria, fica sem pilotos italianos no mundial. Isso não acontece na F1 desde 1969. Aos 37 anos, Trulli se despede da categoria após 243 GPs, com uma vitória (Mônaco, em 2004) e quatro poles. Jarno estreou na F1 no longínquo 1997, pela extinta Minardi.

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A um passo da Fórmula 1

Uma das grandes revelações do automobilismo brasileiro em competições de monoposto dá mais um importante passo. Felipe Nasr acertou com a Dams, equipe atual campeã da GP2 com o francês Romain Grosjean. O brasiliense, que é o atual campeão da Fórmula 3 Inglesa, estará na vitrine da Fórmula 1 nessa temporada.

(Twitter)

Ter talento e competir pelo time campeão da GP2 não significa que Nasr terá vida fácil na categoria de acesso à F1. O brasiliense de 19 anos terá um osso duro de roer dentro da escuderia; ele será companheiro de equipe do experiente (na GP2) italiano Davide Valsecchi.

Por enquanto, Nasr é o único brasileiro no grid da GP2. Em 2011, Luiz Razia disputou a categoria, mas ainda não garantiu lugar no grid de 2012.

O título da F3 Inglesa, conquistado após sete vitórias em 2011, tem peso: os campeões dessa categoria em 2009 e 2010, Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, respectivamente, disputarão o mundial de Fórmula 1 em 2012. Isso sem contar que os brasileiros Emerson Fittipaldi (1969), Nélson Piquet (1978), Chico Serra (1979), Ayrton Senna (1983), Maurício Gugelmin (1985), Rubens Barrichello (1991), Gil de Ferran (1992), Mário Haberfeld (1998), Antonio Pizzonia (2000) e Nelsinho Piquet (2004) faturaram títulos da categoria e competiram na Fórmula 1.

Felipe Nasr é filho de Samir e sobrinho de Amir, importantes nomes do automobilismo nacional. Além do título da F3 Inglesa em 2011, Nasr foi campeão da Fórmula BMW em 2009. Lembro que Nasr começou 2012 com o pé direito: ele terminou as 24 Horas de Daytona na terceira colocação ao lado de Jorge Gonçalvez, Gustavo Yacamán e Michael McDowell.

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Fittipaldi substitui Piquet

Faltam poucas semanas para o início da temporada 2012 da Fórmula Truck e a situação do atual vice-campeão da categoria é a mesma: o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e a CBA mantêm a suspensão imposta a Geraldo Piquet por causa do acidente com Felipe Giaffone na etapa de Curitiba do ano passado.

Sem seu piloto, a Mercedes tratou de substituir o filho do tricampeão de Fórmula 1 Nélson Piquet pelo sobrinho do bicampeão mundial Emerson Fittipaldi. Aos 41 anos, Christian Fittipaldi guiará o caminhão de Geraldo nas duas primeiras etapas do ano.

(Orlei Silva)

Com experiência em monoposto e turismo – Christian já passou pela F1, F-Indy, Nascar, além de vencer as 24 Horas de Daytona em 2004 –, o piloto, que compete atualmente no Trofeo Linea, fará sua estreia na categoria. Fittipaldi guiará o caminhão número 3 da Mercedes nas corridas no Velopark, em 4 de março, e em Jacarepaguá, no dia 1º de abril.

Contar com ex-pilotos de F1 não é novidade na F-Truck. Os brasileiros Cristiano da Matta e Chico Serra e o argentino Gastón Mazzacane também guiaram caminhões da Fórmula Truck.

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Duto no bico da Mercedes

A Mercedes é a única grande escuderia – refiro-me, aqui, a time de orçamento mais gordo – que ainda não apresentou o modelo que irá competir no mundial de 2012 da Fórmula 1. Há grande expectativa em relação ao W03, que será guiado nessa temporada por Michael Schumacher e Nico Rosberg.

A apresentação da nova flecha de prata será no primeiro dia de pré-temporada em Barcelona. No entanto, vazou uma imagem do bico do W03. A peça, que é responsável pela feiúra dos modelos 2012 de praticamente todas as equipes de F1, pode não vir com o horroroso degrau, mas certamente terá novidade. O duto, que está presente no interior do degrau do RB8, da Red Bull, pode fazer parte do W03.


Durante os treinos coletivos em Jerez de la Frontera, Adrian Newey teria dito que o duto no carro dos touros vermelhos não tem qualquer função aerodinâmica. A entrada, que mais parece uma caixinha de correios, seria apenas para refrescar os pilotos durante os Grandes Prêmios. Com essa firmação, Newey mostrou que é muito melhor projetista do que contador de histórias.

Já escrevi isso aqui algumas vezes e repito: não vi uma lógica de o time prateado não ter levado o novo modelo para os treinos coletivos em Jerez. Se o cronograma não está atrasado, como afirmam todos no time, por que o W03 não foi para o circuito às margens do Mediterrâneo? Desconfio de que Ross Brawn prepara alguma novidade e que pretende pegar todo mundo de calça curta, como ele fez em 2009 – na ocasião, Ross foi para as pistas com um carro com um difusor traseiro duplo, que ganhou seis das sete primeiras corridas daquele mundial.

Abaixo, uma amostra que o time divulgou. A foto foi publicada no Twitter da Mercedes. Sobre o degrau; bem, a equipe resolveu fazer mistério sobre os detalhes do bico.

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Classificação complexa

Mal a Indy Car anunciou o novo formato para classificação no oval de Iowa as críticas começaram a aparecer. A etapa, que está marcada para o dia 22 de junho, terá seu grid definido após três mini-corridas, com 30 voltas.

A participação de cada piloto em uma dessas três corridas será definida a partir de seus tempos nos treinos livres. Isso quer dizer que o primeiro grupo definirá os dez primeiros no grid. Já o segundo será formado por pilotos das colocações ímpares; esses disputarão as posições ímpares do grid, como 11º, 13º, 15º até a última ímpar. O terceiro grupo segue esse mesmo formato, com a diferença que englobará os competidores das posições pares.


A confusa classificação não é novidade na Fórmula Indy. A categoria utiliza o fast six, comum em circuitos mistos e de rua, em que os seis mais rápidos do decisivo treino disputam a pole-position. Antes que alguém atire a primeira pedra, escrevo aqui que também sou contra o atual formato de classificação da Fórmula 1. Sou a favor de uma fórmula mais simples, como já assistimos no passado até mesmo na F1.

Lembro que a nova regra não engloba as famosas 500 Milhas de Indianápolis, que segue o tradicional Pole Day, e as corridas no Texas, Milwalkee e Fontana, que terão o formato tradicional de classificação, que é a soma das duas melhores voltas de cada piloto.

A Indy Car também anunciou o fim da regra de relargadas em fila dupla em circuitos mistos e de rua. Essa, sim, foi uma decisão sensata. No ano passado, quando a regra entrou em vigor, alguns acidentes aconteceram na categoria.

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Rubinho mais perto da Indy

O piloto Rubens Barrichello e a Fórmula Indy estão cada vez mais próximos. O brasileiro fará nova bateria de testes para a equipe KV Racing nos próximos dias 23 e 24 de fevereiro. Dessa vez, Rubinho irá acelerar no circuito misto de Sonoma.

O time de Jimmy Vasser acabou de anunciar que escalou o brasileiro ao lado do venezuelano Ernesto Viso. Em Sebring, Florida, Barrichello dividiu as atenções da escuderia com seu grande amigo e piloto da equipe, Tony Kanaan, que testará o novo DW12 no oval do Texas alguns dias antes – mais precisamente, no dia 21.

Esse teste de Rubinho será apenas para ratificar que a categoria está de portas abertas para o brasileiro. Barrichello tem a faca e o queijo nas mãos para competir na categoria. O inegável talento de Rubinho seduziu a equipe KV.

(Benito Santos - MPTeam)

O único empecilho para a ida de Barrichello para a Indy é a revisão no orçamento da KV. O time, que competiu com três pilotos em 2011, já estava seguro que iria para as pistas de 2012 com dois competidores (Kanaan e Viso). Agora, com a euforia propagada graças ao rendimento de Rubinho nos testes na Florida, o time já está coçando a cabeça para saber como fazer para colocar três bólidos na pista.

Corre a boca pequena que a equipe precisaria de algo em torno de US$ 3 milhões para dar carro e, principalmente, condição para desenvolvimento durante a temporada. Isso quer dizer que Barrichello precisa apresentar um cheque de patrocinadores para o sonho da Indy não acabar.

Além disso, escuderia e piloto querem ter certeza de que existe potencial para o carro ser competitivo em 2012. Material humano não seria para o chefe Vasser, já que ano passado, como escrevi aí em cima, a equipe competia com três carros. Já escrevi isso aqui anteriormente. Quem me segue no Twitter (@cockpitJB) também sabe que minha opinião aponta para o casamento entre Barrichello e KV.

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Abrindo as portas de uma oficina da Stock Car

Dia desses escrevi no microblog Twitter que visitei uma oficina de uma equipe que compete na Stock Car. Querendo se aproximar das merecidamente badaladas escuderias de Andreas Mattheis e Rosinei Campos (Meinha), que juntas conquistaram os oito últimos títulos da categoria, a Officer ProGP é um time em ascensão. Localizada na região serrana do Rio de Janeiro, a escuderia abriu suas portas para o COCKPIT.


A Officer ProGP, que é comandada pelo piloto carioca Duda Pamplona, terminou o campeonato do ano passado na quinta posição, a apenas três pontos do time patrocinado pela cerveja Itaipava – vale lembrar que Mattheis e Meinha gerenciam quatro equipes na Stock Car: Red Bull (do atual campeão Cacá Bueno) e A.Mattheis são responsabilidade do carioca, enquanto que o gaúcho toma conta da Eurofarma RC e RCM.

O crescimento da Officer ProGP já é uma realidade. Entrando em sua oitava temporada, o time busca uma sequência de vitórias nos próximos anos para se consolidar na Stock Car e começar a dar dor de cabeça para Rosinei e Andreas – o último triunfo da equipe foi em 2010, no autódromo de Jacarepaguá (Rio de Janeiro). Para isso, Duda Pamplona conta com o trabalho de quase duas dezenas de funcionários e um reforço que acabou de chegar no time: o preparador Betinho volta a trabalhar com Duda, reeditando uma parceria que colecionou vitórias e fez sucesso na Fórmula Ford e que foi campeã na F-Chevrolet nos anos de 1990.


E é justamente apostando no material humano que Duda confia no sucesso da equipe em 2012. Com carros iguais, é claro que contar com um piloto talentoso e rápido encurta o caminho para o sucesso; mas a diferença não se restringe apenas a isso: o regulamento permite mexer na asa traseira (alterando o ângulo da peça), nos amortecedores, nas molas e na cambagem e pressão dos pneus. Basicamente, o acerto dos carros varia conforme a tocada do piloto e, principalmente, a pista e as condições daquele momento no circuito.

Com tão pouca coisa para mexer no carro e com tão pouco tempo para testar – bons tempos aqueles em que os pilotos passavam dias inteiros nos autódromos testando componentes e acertos, sem preocupação com quilometragem –, é fundamental a agilidade e perspicácia dos engenheiros e preparadores das equipes. Hoje, a realidade impõe a rapidez desses profissionais; afinal, são apenas três treinos livres no fim de semana de corrida antes da classificação para o grid. Por isso, é preciso haver uma perfeita harmonia entre chefe e piloto. Além disso, a sensibilidade do piloto para perceber o que o carro precisa para ser mais rápido é fundamental para “comer” milésimos na pista.

O começo

Piloto e chefe da escuderia, Duda lembrou o início do seu time que compete na Stock Car. O piloto carioca do bólido número 23 disse que a equipe começou tímida dentro da oficina da JF Racing, do Jorge Freitas, e com apenas um carro.

Naquela época, ele recorria às concorrentes para comprar peças e montar o carro que guiava nas pistas brasileiras. Pelo tamanho da escuderia, os resultados foram conquistados. Não demorou muito para Pamplona se mudar para seu próprio espaço, em Itaipava (Rio de Janeiro).


Logo na entrada, Duda contou que, além dos carros da Officer ProGP, também prepara os carros da volta rápida, que são pintados com os patrocinadores dos times concorrentes. A estufa – local onde os carros são pintados – estava em pleno vapor. Ao que tudo indica, a identidade visual dos carros não sofrerá grande alteração para 2012.

Novo Chevrolet

Nesse bate papo, o piloto me confidenciou que a Chevrolet já decidiu retirar da Stock Car as bolhas de Vectra. O modelo para bolha desse ano ainda não foi decidido; ou, pelo menos, não foi informado aos chefes de equipes da categoria. Provavelmente, o modelo utilizado deverá fazer parte de uma jogada de marketing da montadora da gravatinha dourada, que deve colocar no mercado algum novo carro e usar a categoria como vitrine.

Mas isso não irá interferir nos trabalhos que as escuderias fazem. Afinal, essa mudança provocará a troca da carenagem dianteira e traseira dos carros – a bolha que reveste o cockpit é a mesma.

Segurança

Enquanto não há essa definição, as gaiolas dos carros vindas da JF já são trabalhadas pela equipe. Aliás, essas gaiolas têm um reforço tubular nas laterais, para maior absorção dos impactos nas chamadas batidas em T. Além disso, haverá um revestimento, principalmente, na dianteira e traseira da gaiola com material antifogo. Ainda sobre segurança, Duda me contou que está prevista para a terceira etapa a estreia de um novo banco para os pilotos. Para proteger tronco e cabeça, o piloto ficará encaixado no novo banco, que será uma espécie de cockpit dentro do cockpit.


A pouco menos de um mês do início da pré-temporada da Stock Car, marcada para os dias 7 e 8 de março, em Curitiba, as oficinas estão em ritmo frenético para que tudo fique pronto na data. E na Officer ProGP não é diferente; a equipe prepara os carros de Duda Pamplona e do recém contratado Vitor Meira (ex-Fórmula Indy), conforme o próprio Duda me contou no último dia 9.

Abro um parêntese para lembrar que a Officer ProGP também compete no campeonato brasileiro de Marcas. Duda, que nessa categoria deixa o capacete de lado para trabalhar somente como chefe de equipe, também não definiu a dupla para 2012. Aliás, Pamplona nem sabe se continuará com o Ford Focus. Duda me contou que essa decisão é feita em conjunto com a Vicar, que organiza a categoria. Além disso, a opção por determinados pilotos passa pelo modelo da montadora que irá vestir as cores da Officer ProGP. Fecho parêntese.

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E foi pra galera!

Nesse quarto e último dia de treinos coletivos em Jerez de la Frontera, Fernando Alonso fez a alegria da galera. O bicampeão cravou 1min18s877 e foi o mais rápido do dia, provocando delírios nas arquibancadas do autódromo espanhol. O tempo de Alonso mascara os problemas que a Ferrari enfrenta nesse início de ano. O F2012 é carente e precisa de atenção para seu desenvolvimento. A turma de Maranello precisará trabalhar duro para que o modelo italiano tenha condição de brigar por vitórias. Do jeito que está, será difícil; mesmo com o talento do espanhol.


Nesse último dia de testes no sul da Espanha, apenas os modelos dessa temporada foram para a pista. A Mercedes, conforme havia anunciado antes, só iria participar dos três primeiros dias e com o modelo de 2011. A Hispania também foi para Jerez com seu modelo do ano passado. Por fim, a Marussia nem viajou para a beira do Mediterrâneo.

Curiosamente, Alonso foi o piloto que menos deu voltas na pista nesse último dia. Os mecânicos da Ferrari ficaram às voltas com problemas elétricos no F2012. E esse foi apenas um dos problemas que a Ferrari teve em Jerez. Ainda há muitas soluções para serem encontradas para a substancial melhora do F2012.

Teve gente da Ferrari que admitiu que o rendimento do carro vermelho nos treinos coletivos foi abaixo da expectativa. O diretor-técnico Pat Fry sabe que há muito para melhorar se quiser colocar a Ferrari no traçado das vitórias nesse mundial.


Bruno Senna aproveitou o dia para fazer quilometragem com seu FW34. O brasileiro da Williams, coincidentemente, fez 125 voltas – ontem ele havia completado o mesmo número de voltas –, deixando claro que tem testado muitas situações de corrida e componentes do FW34.

É evidente que os resultados – e não me refiro aqui simplesmente aos tempos de pista – colhidos pelas escuderias são importantes. Também é importante lembrar que a lista dos mais rápidos não significa que os tais carros serão os dominantes em 2012. Com os números debaixo dos braços, os times passarão mais alguns dias debruçados sobre os computadores e apenas em Barcelona é que os modelos poderão ser melhores avaliados. A bateria de treinos coletivos na pista catalã está marcada para começar em 21 de fevereiro (em plena terça-feira de carnaval, com os agradecimentos desse blogueiro), terminando no dia 24.

Abaixo, a lista de pilotos e seus melhores tempos no último dia de testes em Jerez de la Frontera:
1. Fernando Alonso (Ferrari F2012), 39 voltas
2. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso SRT07), 80 voltas
3. Sebastian Vettel (Red Bull RB8), 50 voltas
4. Lewis Hamilton (McLaren MP4-27), 86 voltas
5. Romain Grosjean (Lotus E20), 95 voltas
6. Kamui Kobayashi (Sauber C31), 76 voltas
7. Nico Hulkenberg (Force India VJM05), 90 voltas
8. Bruno Senna (Williams FW34), 125 voltas
9. Jarno Trulli (Caterham CT01), 117 voltas

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Piloto da Indy disputará Stock Car

Acabei de conversar com Duda Pamplona, que compete na Stock Car com sua escuderia: a Officer ProGP. O piloto e chefe de equipe me contou que acabou de fechar contrato com Vitor Meira, que será seu companheiro de equipe em 2012. Os rumores sobre a ida do piloto da Fórmula Indy começaram na semana passada, mas o acerto só foi feito nessa quinta-feira.

Vitor Meira irá estrear na Stock Car pela equipe Officer ProGP nessa temporada. A contratação de Meira é feita num grande momento da equipe, que está em ascensão – vitória em 2010 e quinta colocação entre as escuderias no ano passado (ficou a três pontos do quarto lugar).

Duas vezes vice-campeão das 500 Milhas de Indianápolis, Vitor Meira colecionou oito segundos lugares e uma pole-position em sua carreira na Fórmula Indy. Com passagens pelas equipes Menard, Rahal Letterman, Panther e Foyt, Meira foi o único brasileiro que subiu no pódio na história da São Paulo Indy 300.


Agora, aos 34 anos, Vitor tem um novo desafio na carreira. Talentoso, tem ótima chance de se firmar na Stock Car. É claro que será necessário um período de adaptação, já que o brasiliense foi “criado” em monopostos.

Duda Pamplona está animado com a chegada do amigo Vitor. Confiante no talento de Meira, o carioca não tem dúvida de que o brasiliense dará grande contribuição para o time. Bom para a Officer ProGP, bom para os fãs brasileiros, que volta a ver Vitor Meira disputando retas e curvas nos autódromos do Brasil.

Vitor Meira, que estava na Fórmula Indy desde 2002, chega para ocupar a vaga de Felipe Maluhy. O piloto paulista e a Officer ProGP não chegaram a um acordo. Maluhy, que conquistou sua única vitória na categoria (Jacarepaguá, em 2010) pela equipe de Duda, deixa a Stock Car; pelo menos, por enquanto.

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Mercedes mantém ponta; dessa vez com Rosberg

Terceiro e penúltimo dia de treinos coletivos da Fórmula 1 em Jerez de la Frontera. Pela primeira vez em 2012 na pista espanhola, Sebastian Vettel, Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Com tantas feras no circuito de Andaluz, quem roubou a cena foi Nico Rosberg. Com a Mercedes velha, mas com muitos elementos que serão utilizados em 2012, o alemão completou a volta em 1min17s613. Em época de carros bicudos, com degrau e tudo mais, o velho W02 tem dado conta do recado; primeiro com Schumi, agora com Nico.


O tempo de Rosberg é o melhor da semana, sendo mais rápido do que seu companheiro de equipe – Schumacher liderou a sessão do segundo dia – e do que Kimi Raikkonen, que ficou na ponta no primeiro dia da pré-temporada. É a Mercedes se jogando pra galera em Jerez!

Alguns aspectos influíram para que Nico terminasse o dia no topo. A pista, aos poucos, vai emborrachando e fica mais amiga da aderência. Tem também o fato de que Rosberg não está com o modelo novo da flecha de prata e, dessa forma, foca principalmente o rendimento do carro com os novos pneus que a Pirelli desenvolveu para essa temporada. Não poderia ser melhor o término da participação da Mercedes em Jerez, já que o time empacotou toda parafernália e voltou para sua sede, em Brackley.

Esse terceiro dia de treinos coletivos foi o mais cansativo. Os times se dedicaram a testar situações diversas de seus novos modelos. Rendimento dos bólidos com os pneus Pirelli, simulação de pit stops e desempenho dos carros com níveis diferentes de combustível também foram analisados.


O francês Jules Bianchi ganhou destaque nesse dia de treinos coletivos. O terceiro piloto da Force India bateu com seu VLM05 na sessão da manhã e provocou a primeira bandeira vermelha no circuito.

Após dois dias com Felipe Massa no cockpit, a Ferrari entrou na pista com Fernando Alonso. As voltas do bicampeão mostraram que o F2012 precisará ser desenvolvido se o time quiser beliscar vitórias nesse mundial. A Ferrai terá muito trabalho pela frente.


No terceiro dia de treinos coletivos, Bruno Senna teve seu primeiro contato com o novo carro. O brasileiro, que participa pela primeira vez em sua carreira na F1 de uma pré-temporada, fez 125 voltas com o FW34. O sobrinho do tricampeão percorreu mais de 500 quilômetros em Jerez – algo em torno de dois Grandes Prêmios.

Ainda não dá para saber se a Williams terá um carro melhor do que o modelo do ano passado; mas uma coisa é certa: com o motor Renault, o carro poderá se distanciar do fundo do pelotão.

Os mais rápidos do terceiro dia de treinos coletivos em Jerez de la Frontera foram:
1. Nico Rosberg (Mercedes W02), 118 voltas
2. Romain Grosjean (Lotus E20), 117 voltas
3. Sebastian Vettel (Red Bull RB8), 96 voltas
4. Lewis Hamilton (McLaren MP4-27), 80 voltas
5. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso SRT07), 79 voltas
6. Sérgio Pérez (Sauber C31), 48 voltas
7. Fernando Alonso (Ferrari F2012), 67 voltas
8. Bruno Senna (Williams FW34), 125 voltas
9. Giedo Van der Garde (Caterham CT01), 74 voltas
10. Jules Bianchi (Force Índia VJM05), 2 voltas

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O heptacampeão voltou!

Pré-temporada de Fórmula 1 serve para pilotos e equipes buscarem acertos e conhecerem s reações e rendimento dos novos modelos que serão utilizados no ano; serve, também, para atrair holofotes. E se o campeão Kimi Raikkonen deu as cartas no primeiro dia no circuito de Andaluz, o segundo dia foi do heptacampeão Michael Schumacher. Com o modelo do ano passado da Mercedes, Schumacher liderou o segundo dia de treinos coletivos da F1 em Jerez de la Frontera. O alemão fez 1min18s561 e baixou o tempo registrado pelo campeão Kimi Raikkonen no primeiro dia de testes no circuito espanhol.

(Formula 1 Website)

Com o W02 de 2011, o time prateado foca, principalmente, o trabalho com os pneus. A cúpula da Mercedes afirma que o cronograma do W03 não está atrasado e, apenas por opção, não levou o novo bólido para Jerez. Os alemães mostrarão o carro de 2012 na pré-temporada que será realizada em Barcelona. Será que a equipe germânica prepara alguma surpresa?

Em Jerez, enquanto a Mercedes trabalha no conhecimento dos pneus, as demais escuderias fazem testes em seus modelos que estarão nas pistas dessa temporada. Hoje foi um dia que muita gente testou muita coisa. Tiveram equipes testando reação dos carros em longo percurso, outras em trechos curtos; teve time andando com tanque cheio, outros com níveis diferentes de combustível. A aerodinâmica também mereceu grande atenção das escuderias.

(Formula 1 Website)

Quem mais andou nesse segundo dia em Jerez foi Heikki Kovalainen (139 voltas), seguido de Schumacher, que completou 132 giros. Mais rápido do primeiro dia, Raikkonen andou bastante – foram 117 voltas –, mas não passou do quinto melhor tempo, fazendo 1min20s239. Curiosamente, o tempo do finlandês foi superior ao registrado por ele mesmo no primeiro dia de treinos coletivos.

A Red Bull mostrou sua força e terminou o dia com o segundo melhor tempo – Mark Webber ficou a 0s623 de Schumi. Rondou pelo paddock de Jerez que Adrian Newey teria sido indagado sobre a função aerodinâmica do duto no RB8. O mago dos carros da Red Bull teria dito que não tem qualquer função aerodinâmica; o buraquinho no degrau serviria apenas para refrescar os pilotos. Ah, tá... Conta outra!

Mais uma vez, Ferrari e McLaren não se preocuparam em liderar. Os dois times passaram o dia realizando testes. O brasileiro da equipe de Maranello testou a aerodinâmica do F2012 e completou várias voltas num ritmo constante de velocidade, sem buscar melhores tempos. Também por isso, Felipe Massa, que encerrou sua participação em Jerez, terminou em sétimo lugar na tabela, uma posição à frente de Jenson Button.

(Formula 1 Website)

A Williams foi para a pista mais uma vez com Pastor Maldonado. O venezuelano conseguiu andar mais com o FW34, mas ficou longe do melhor tempo. O companheiro de Bruno Senna ficou a 2s636 de Schumacher.

Abaixo, os mais rápidos desse segundo primeiro dia em Jerez de la Frontera:
1. Michael Schumacher (Mercedes W02), 132 voltas
2. Mark Webber (Red Bull RB8), 97 voltas
3. Daniel Ricciardo (Toro Rosso SRT07), 100 voltas
4. Jules Bianchi (Force Índia VJM05), 46 voltas
5. Kimi Raikkonen (Lotus E20), 117 voltas
6. Paul di Resta (Force Índia VJM05), 69 voltas
7. Felipe Massa (Ferrari F2012), 95 voltas
8. Jenson Button (McLaren MP4-27), 85 voltas
9. Sérgio Pérez (Sauber C31), 106 voltas
10. Pastor Maldonado (Williams FW34), 97 voltas
11. Heikki Kovalainen (Caterham CT01), 139 voltas
12. Pedro de la Rosa (HRT F111), 64 voltas

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O campeão voltou!

Como escrevi aqui ontem, a primeira etapa do mundial de Fórmula 1 será disputada no dia 18 de março, mas o primeiro dia de treino coletivo da categoria terminou há pouco. Por isso, a temporada 2012 da F1 já começou!

E logo no primeiro dia, a primeira surpresa: longe da F1 desde o final do mundial de 2009, Kimi Raikkonen acelerou sua Lotus E20 e foi o mais rápido em Jerez de la Frontera. O campeão de 2007 fez 74 voltas e garantiu o melhor tempo do dia (1min19s670) ainda na parte da manhã. Os treinos coletivos não servem para termos exata noção de como o carro se comportará no campeonato, já que nesse período são testados inúmeros componentes. Mas esse primeiro dia serviu de lição para os descrentes que Kimi poderia voltar a ser rápido. O resultado passa a ser ainda mais importante porque a Lotus não usou o sistema de frenagem, que recentemente foi proibido pela FIA.

(Formula 1 Website)

A grande expectativa girou em torno do RB8. Com Mark Webber no cockpit, a Red Bull completou 54 voltas e só conseguiu o quarto melhor tempo do dia, sendo superada inclusive por Nico Rosberg, que fez dois giros a mais. O alemão, que foi para a pista com o modelo de 2011 da Mercedes, focou apenas nos testes com pneus. De certa forma, foi uma surpresa ver que Rosberg mais rápido do que Webber. Detalhe: apesar de ter ficado com a quarta colocação, Webber atingiu a maior velocidade final na pista de Jerez. Parece que o duto no degrau do RB8 nascido pelas mãos de Adrian Newey tem efeito positivo.

(Formula 1 Website)

As surpresas não pararam por aí: o escocês Paul di Resta não brincou com seu VLM05 e voou baixo, ficando a 0s102 de Kimi e terminando o dia na segunda posição. A tarefa não foi fácil para o piloto da Force India, já que ele guiou por 101 voltas no circuito espanhol. Di Resta só foi superado (em número de voltas) por Kamui Kobayashi. O japonês da Sauber fez 106 voltas com seu C31 e ficou em sétimo na classificação final do dia.

Na frente do nipônico, ficaram a STR07 da Toro Rosso de Daniel Ricciardo e a velha Mercedes de Michael Schumacher, que ficou em sexto.

Ferrari e McLaren passaram o dia sem preocupação com o cronômetro. Felipe Massa fez 69 voltas e ficou uma posição atrás de Jenson Button. O campeão de 2009 completou 61 voltas com seu MP4-27 e ficou em oitavo lugar na tabela do dia, a 1s860 de Raikkonen. Abro parêntese para comentar o escapamento da nova McLaren: são dois cortes verticais na carenagem do MP4-27, bem diferente do utilizado nas demais equipes. É... Parece que a McLaren resolveu mesmo ser diferente em 2012. Sem degrau, com um carro aerodinamicamente lindo... Falta só começar a ganhar corridas.

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(Formula 1 Website)

Poucas horas depois de ter sido lançada, a nova Williams foi para a pista com Pastor Maldonado. O venezuelano foi o piloto que menos andou nesse dia. O companheiro de Bruno Senna na Williams acelerou o FW34 por 25 voltas e não fez tempo relevante para comentários.

(Formula 1 Website)

Veja como ficou a tabela final desse primeiro dia em Jerez:
1. Kimi Raikkonen (Lotus E20), 74 voltas
2. Paul di Resta (Force Índia VJM05), 101 voltas
3. Nico Rosberg (Mercedes W02), 56 voltas
4. Mark Webber (Red Bull RB8), 54 voltas
5. Daniel Ricciardo (Toro Rosso SRT07), 57 voltas
6. Michael Schumacher (Mercedes W02), 41 voltas
7. Kamui Kobayashi (Sauber C31), 106 voltas
8. Jenson Button (McLaren MP4-27), 61 voltas
9. Felipe Massa (Ferrari F2012), 69 voltas
10. Heikki Kovalainen (Caterham CT01), 28 voltas
11. Pastor Maldonado (Williams FW34), 25 voltas
12. Pedro de la Rosa (HRT F111), 44 voltas

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Um degrau para voltar a ser grande

A Williams finalmente apresentou o FW34, modelo que a equipe competirá na temporada 2012 da Fórmula 1. Já no pit lane do circuito de Jerez de la Frontera, na Espanha, o time de Grove mostrou o bólido, que segue a tendência dos carros desse mundial. O FW34 é mais um que tem o estranho degrau no bico.


O carro que será guiado por Bruno Senna e Pastor Maldonado tem linhas arrojadas, descartando pontos suaves em seu layout. A identidade visual da Williams de 2012 é diferente em relação ao modelo do ano passado. O carro é pintado com um tom de azul bem escuro, utilizando detalhes na cor branca. No cofre do motor, há duas faixas brancas (uma fina e outra grossa) que realçam o modelo. Por falar em propulsor, a Williams é a única escuderia do grid desse mundial que trocou de fornecedor: em 2012, os carros de Frank serão empurrados pelos motores Renault.

Além da troca de pilotos (Rubens Barrichello por Bruno Senna), a grande novidade na escuderia é a ausência de Patrick Head. O cofundador do time deixou de ser diretor nas pistas de competição para se dedicar ao controle do segmento da empresa de energia híbrida.


Mesmo sendo jovem, a dupla da Williams terá bastante trabalho pela frente. Maldonado e Senna terão a missão de reerguer a equipe, que é uma das mais tradicionais da F1. Não tenho tanta convicção no sucesso dessa dupla. Nesse ponto, a questão não é a jovialidade. Há outras duplas jovens nessa temporada. Os pilotos da Toro Rosso e da Sauber não têm tanta quilometragem na F1, mas são talentosos e em pouco tempo estarão na zona de pontuação. Não arrisco a escrever o mesmo sobre os sul-americanos da Williams.

O terceiro piloto da equipe, Valtteri Bottas, também participou do lançamento do FW34.

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Saudade do ronco

Demorou. Para mim, demorou muito! Desde o último Grande Prêmio de Fórmula 1, em Interlagos, foram 71 dias sem um roncado. Mas, nessa terça-feira começa o mundial da categoria. Não me refiro ao GP de abertura do campeonato, programado para 18 de março; no dia 7 de fevereiro, começam os primeiros treinos coletivos da pré-temporada de F1, que acontecerão em Jerez de la Frontera.

Mesmo sem todos os times terem lançado seus carros, a maioria das equipes estarão na pista espanhola. A exceção é a Marussia, que não realmente não fará falta. Detalhe: Mercedes e Hispania estarão em Jerez com seus modelos de 2011. Abro um parêntese para escrever sobre o carro alemão. Ross Brawn já disse que a Mercedes está em dia com o cronograma estipulado e, por opção, apresentará o W03 apenas na segunda sessão da pré-temporada, em Barcelona. Por isso, em Jerez, a Mercedes utilizará o modelo do ano passado. Lembram a última vez que Ross escondeu o jogo? Foi em 2009, quando ele deu o pulo do gato com o difusor traseiro duplo e surpreendeu todas as equipes na última sessão da pré-temporada daquele ano. Será que Ross aprontará alguma para 2012? Fecho parêntese.

Assim como a Mercedes, o time espanhol também estará em Jerez com o modelo de 2011. Evidente que não há qualquer expectativa sobre a possibilidade de a Hispania surpreender. Tanto que Jacky Eeckelaert, engenheiro responsável pelo carro de 2012 foi demitido no final da semana passada. No lugar dele, a escuderia conta com Jean-Claude Martens. O novo modelo da HRT será apresentado somente no último dia de treinos coletivos, em Barcelona.

Curiosamente, os brasileiros que disputarão o mundial desse ano não irão se encontrar na pista em Jerez. Felipe Massa testará sua Ferrari nos dois primeiros dias, enquanto que Bruno Senna irá acelerar sua Williams nos dois últimos.

Confira, abaixo, o cronograma de escuderias e pilotos para a pista de Jerez nessa semana:

Dia 7 de fevereiro
Red Bull (RB8) – Mark Webber
McLaren (MP4-27) - Jenson Button
Ferrari (F2012) – Felipe Massa
Mercedes (W02) – Nico Rosberg e Michael Schumacher
Lotus (E20) – Kimi Raikkonen
Force India (VJM05) – Paul di Resta
Sauber (C31) – Kamui Kobayashi
Toro Rosso (STR7) – Daniel Ricciardo
Williams (FW34) – Pastor Maldonado
Caterham (CT01) – Heikki Kovalainen
HRT (F111) – Pedro de la Rosa

Dia 8 de fevereiro
Red Bull (RB8) – Mark Webber
McLaren (MP4-27) – Jenson Button
Ferrari (F2012) – Felipe Massa
Mercedes (W02) – Michael Schumacher
Lotus (E20) – Kimi Raikkonen
Force India (VJM05) – Paul di Resta
Sauber (C31) – Sergio Pérez
Toro Rosso (STR7) – Daniel Ricciardo
Williams (FW34) – Pastor Maldonado
Caterham (CT01) – Heikki Kovalainen
HRT (F111) – Pedro de la Rosa

Dia 9 de fevereiro
Red Bull (RB8) – Sebastian Vettel
McLaren (MP4-27) – Lewis Hamilton
Ferrari (F2012) – Fernando Alonso
Mercedes (W02) – Nico Rosberg
Lotus (E20) – Romain Grosjean
Force India (VJM05) – Nico Hülkenberg
Sauber (C31) – Sergio Pérez
Toro Rosso (STR7) – Jean-Eric Vergne
Williams (FW34) – Bruno Senna
Caterham (CT01) – Giedo Van der Garde
HRT (F111) – não testará

Dia 10 de fevereiro
Red Bull (RB8) – Sebastian Vettel
McLaren (MP4-27) – Lewis Hamilton
Ferrari (F2012) – Fernando Alonso
Mercedes (W02) – não testará
Lotus (E20) – Romain Grosjean
Force India (VJM05) – Nico Hülkenberg
Sauber (C31) – Kamui Kobayashi
Toro Rosso (STR7) – Jean-Eric Vergne
Williams (FW34) – Bruno Senna
Caterham (CT01) – Jarno Trulli
HRT F111 – não correrá

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Não fosse o bico...

Depois dos lançamentos do C31 da Sauber e do RB8 da Red Bull, o dia termina com a apresentação de mais um modelo que estará nas pistas nessa temporada da Fórmula 1. Assim como o touro vermelho mais rico, o STR7 não inovou radicalmente e mostrou um carro parecido com o que disputou o mundial do ano passado. A grande diferença é o horroroso degrau no bico do bólido. Não fosse o tal degrau, o carro seria uma cópia do modelo anterior da escuderia.


De fato, o degrau contribui para que os modelos 2012 ficassem feios – a McLaren foi a única, até agora, que escapou do feitiço da feiúra. Mas isso não surgiu de repente na cabeça dos projetistas. Esse recurso aerodinâmico é consequência da regra que impõe uma altura máxima de 55 centímetros no bico. Com o degrau, a altura do chassi se mantém praticamente inalterada. Segundo os projetistas, essa foi a opção encontrada para manter o downforce dos carros.

Sem a genialidade do duto no interior do degrau apresentado no RB8 – afinal, o gênio Newey trabalha para a Red Bull, e não para a Toro Rosso! –, o STR7 tem uma frente agressiva, combinando com linhas arredondadas nas laterais do modelo de 2012 do time de Faenza.

Até mesmo a identidade visual não sofreu grande alteração – o grande touro vermelho continua a estampar o cofre do motor. A mudança ficou por conta da petrolífera espanhola Cepsa, que pertence ao grupo árabe IPIC. Outra mudança na equipe já é conhecida: o time trocou sua dupla, dando oportunidade para os jovens Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne.

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Um degrau para o tri

É com esse carro que Sebastian Vettel buscará seu tricampeonato mundial de Fórmula 1 de forma consecutiva. O suspense em torno do RB8 terminou. Adrian Newey seguiu a tendência dos modelos dessa temporada e “chapuletou” o tal degrau no bico do modelo da Red Bull. Mas, como o cara é o Adrian Newey, é claro que haveria um diferencial inovador: além de ser sensivelmente mais inclinado, o degrau do RB8 tem um misterioso duto, que me fez lembrar as antigas caixas de Correios que ainda existem em algumas casas.


No mais, o modelo de 2012 é uma evolução do carro que deu 11 vitórias, 15 pole-positions e o bicampeonato a Vettel no ano passado. A velha máxima diz que não se mexe em time que está ganhando. Por isso, o RB8 é bem parecido com o modelo anterior; a exceção é o bico com o degrau.


Agora, após a apresentação do novo carro da Red Bull, resta saber qual será o apelido que o genial Vettel dará a seu bólido. Para quem não sabe, o alemão batiza seus carros com nomes de mulheres conforme modelos e suas atualizações. Em 2008, Julie proporcionou sua primeira vitória na F1. No ano seguinte, Kate e Kate’s dirty sister (irmã safada de Kate) ajudaram Vettel a ser vice-campeão. No ano de seu primeiro título mundial, Sebastian teve Luscious Liz (deliciosa Liz) e Randy Mandy (Mandy excitada). A brincadeira não parou em 2011: Vettel foi bicampeão com Kinky Kylie (Kylie marota). E para o RB8? Qual será a moçoila da vez?

Veja o vídeo que a Red Bull divulgou sobre a apresentação do RB8.

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Sauber segue linha dos degraus

Mais um degrau foi apresentado; quero dizer, mais um modelo de Fórmula 1. Sem qualquer pompa, a Sauber apresentou seu modelo que disputará o mundial de 2012 da categoria. O C31 foi mostrado nos boxes de Jerez de la Frontera, local da primeira fase da pré-temporada da F1.


A novidade – que não é mais tão novidade assim – é o degrau na frente do cockpit. O bico do C31 tem a estranha saliência que todos os modelos de 2012, a exceção do MP4-27 da McLaren, que foram apresentados até agora.

Com linhas mais agressivas, seguindo a tendência de Ferrari, Force India e Caterham, o carro do time de Hinwil tem uma traseira mais robusta. É claro que os detalhes não foram mostrados, mas percebe-se que as linhas do cofre do motor e da parte debaixo da asa traseira não são suaves.


O modelo que será guiado pelo mexicano Sérgio Pérez e pelo japonês Kamui Kobayashi apresenta a suspensão traseira pull-road. Isso significa que o C31 permite uma gama de opções e de pacotes de molas e amortecedores que poderão ser utilizados durante a temporada.

Além do bico e da suspensão, o C31 veio com uma pequena modificação na identidade visual. O carro de 2012 é mais carregado na cor de cinza (em tom mais forte), principalmente na parte dianteira do modelo.


Apesar de jovem, a dupla de Peter Sauber é forte. Escrevi isso aqui no início do ano passado: não vai demorar para que seus dois pilotos, que participaram do lançamento do C31 ao lado do terceiro competidor, Esteban Gutierrez, estejam, em poucos anos, em equipes de ponta. Os dois pilotos têm grande potencial.

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Lotus E20: o menos feio dos patinhos

A Lotus não surpreendeu e seguiu a horrorosa tendência de 2012. A exceção da McLaren, os modelos lançados apresentam um degrau na frente do cockpit; e com o E20, da Lotus, não foi diferente. A estranha saliência na frente do bólido segue as determinações do novo regulamento da F1, que exige altura máxima de 55 centímetros a partir dessa temporada.


É importante lembrar que toda a confusão que imperou em 2011 com o nome Lotus já foi resolvida. O time de Tony Fernandes foi rebatizado de Caterham e a Lotus Renault GP passa a se chamar apenas Lotus.

Apesar de detalhe feio, o bico do E20 é mais delicado do que a frente de Ferrari e Force India, por exemplo. E não é só isso: o novo carro de Kimi Raikkonen e Romain Grosjean tem linhas mais arredondadas e elegantes do que os rivais de pista. Visualmente, o MP4-27 da McLaren é o mais bonito até agora. Mas, dentre os patinhos feios, o mais bonitinho é o E20 da Lotus.


O lançamento do E20 foi feito direto da sede da equipe em Enstone, na Inglaterra. A sigla que batiza o bólido tem letra da cidade. O número corresponde à quantidade de modelos que foram ali fabricados.

Os mais desatentos só notarão a saliência no bico do carro, já que o layout é praticamente o mesmo; eu escrevi praticamente, já que é possível ver alguns patrocinadores que familiares a nós, brasileiros (as marcas de xampu e desodorante são bem conhecidas).


Abaixo, o vídeo que marcou o lançamento do E20. São 21 minutos, mas vale a pena conferir. Bacana, também, é a guitarra no começo do vídeo.

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Degrau italiano para subir e alcançar o topo

Durante o lançamento do novo McLaren para a temporada 2012 da Fórmula 1, Jenson Button disse que o modelo MP4-27 é um carro bonito, diferente do que todos verão por aí. Parece que o campeão mundial de 2009 está com a razão.


Por causa da nevasca que castiga a Itália nessa semana, a Ferrari cancelou a apresentação de seu novo carro de F1 em Maranello (Norte do país) e decidiu divulgá-lo pela internet. Pois bem, o modelo F2012 é mais um que tem o degrau na frente do cockpit. Se o efeito aerodinâmico vai funcionar como se espera é uma coisa; agora, vamos combinar: os carros ficam muito feios com aquela “quebra” perto do bico.

Apesar da redução de sete centímetros imposta pelo regulamento da categoria – em 2012, os carros devem ter altura máxima do bico de 55 centímetros –, a frente do F2012 tem um bico bem alto, em relação à frente da McLaren, por exemplo.


O carro que será guiado nessa temporada por Fernando Alonso e Felipe Massa segue a tendência atual, com laterais estreitas e alongadas. O cofre do motor é arredondado e apresenta uma entrada de ar junto ao santantônio. Como era esperado, a traseira é lisa e sem qualquer detalhe. Nessa parte, nada a comentar. Prefiro escrever algumas palavras, se necessário, a partir do momento que o carro estiver na pista, em Jerez.

Para Felipe Massa não há alternativas: agora que o F2012 foi lançado, é se preparar para a pré-temporada da F1 em Jerez de la Frontera, que começa no dia 7, e sentar a bota! A temporada é decisiva para o brasileiro, se quiser continuar na Ferrari. Tem muita bola de cristal por aí que diz que Massa terá um ano dificílimo. Como escrevi aqui nessa semana, a batata dele começou a assar. Resta saber se ele conseguirá resgatar seu velho talento para tirar o vegetal da família das solanáceas da brasa.

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Rapidinhas sobre Fórmula 1 e F-Indy

A última vaga na categoria máxima do automobilismo mundial foi finalmente preenchida. O indiano Narain Karthikeyan será o companheiro de Pedro de la Rosa na HRT. O time espanhol acertou a volta do indiano – Narain competiu (se é que podemos escrever isso sobre algum piloto que se sacrifica na Hispania) pela escuderia até o Grande Prêmio da Europa, em Valência, do ano passado, fazendo uma rápida aparição na corrida de seu país, na Ásia.

(Formula 1 Website)

A dupla da HRT é a mais velha da F1. Juntos, os pilotos somam 75 anos – o quarentão Pedro e Narain, com 35. Bem diferente da dupla da Toro Rosso, que estará nas pistas de 2012 com Daniel Ricciardo, que tem 22 anos, e Jean-Éric Vergne, que terá os mesmos 22 de seu companheiro somente em 24 de abril. Juntos, o australiano e o francês têm 46 anos.

Já na Fórmula Indy, muito se falou (e continuamos a comentar) a possível – e, para mim, certa – ida de Rubens Barrichello para a categoria. É um tal de Rubinho pra cá, KV Racing pra lá... E esqueceram o pobre Takuma Sato, que era companheiro de Tony Kanaan e Ernesto Viso no time em 2011.

Já comentei aqui no COCKPIT que o japonês já estava fora dos planos da KV; o nipônico é piloto Honda e o time liderado por Jimmy Vasser competirá nessa temporada com o motor Chevrolet. Como a Rahal Letterman firmou parceria com os propulsores do outro lado do mundo, Sato correu para a equipe. Takuma estará no grid da Indy no cockpit do time de Bobby Rahal e David Letterman.

Sato deu um passo para trás na carreira. Não acredito que poderá voltar a ter o desempenho que apresentou no ano passado, quando teve lampejos e proporcionou bons momentos nas pistas, como a pole-position conquistada em Iowa.

(Indy Car Website)

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Mais um degrau na F1

O dia começou agitado na Fórmula 1. Logo cedo, a Force India apresentou o modelo VJM05, que disputará o mundial de 2012. Seguindo a tendência iniciada pela Caterham, o carro que será guiado por Nico Hulkenberg e Paul di resta tem o estranho degrau na frente do cockpit.


Além da feiúra, o bico do VJM05 é aparentemente bem alto, apesar do regulamento da Fórmula 1 estipular que a frente dos carros deverão ser mais baixas nessa temporada. Criação de Andrew Green, o modelo da Force India continua com todo aparato da McLaren – câmbio do time inglês e motor Mercedes.

A escuderia de Vijay Mallya está bem otimista. Depois de terminar o mundial de 2011 na sexta colocação, o time indiano quer subir mais uma posição. Para isso, terá de desbancar Lotus ou Mercedes, que não será nada fácil, já que essas duas equipes devem vir fortes nessa temporada.

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Façam suas apostas!

Primeiro foi um convite despretensioso. Sim, porque esnobado pela Fórmula 1, Rubens Barrichello não tinha uma meta para cumprir em 2012. Sua única certeza é de continuar a acelerar.

Nos dois dias de testes que fez para a KV Racing, Rubinho virou tão rápido quanto as feras da Fórmula Indy, durante a pré-temporada da categoria em Sebring, Florida. Os tempos de Barrichello foram bem próximos aos de Tony Kanaan (KV Racing) e de Will Power (Penske), atual vice-campeão.

O ótimo rendimento do recordistas de participações em Grandes Prêmios da F1 resultou em um novo convite: Rubinho participou de mais uma bateria de testes na Florida. Dessa vez, Barrichello fez o melhor tempo do dia (52s234).

(Benito Santos - MPTeam)

Mesmo após ter feito tudo que fez nos três dias de testes, Rubinho desconversa sobre competir na F-Indy. O discurso já não é mais aquele de anos atrás (que não iria acelerar em ovais), mesmo porque o calendário desse ano prevê apenas quatro provas nos circuitos com todas as curvas para a esquerda. O posicionamento mudou, inclusive, com o da semana passada, quando tentava transparecer que iria apenas conhecer um carro da categoria, deixando seu entusiasmo guardado a sete chaves. Porém, foi só senatr no cockpit e acelerar que seu sorriso traiu toda imagem que ele queria passar.

Rubens Barrichello está próximo da Fórmula Indy. Minha intuição diz que ele acerta com o time até o carnaval. A empolgação de Rubinho é tanta que ele já não vê problemas em competir nos ovais. As portas da Indy foram arrombadas ( no melhor sentido, é claro!) por Barrichello! O brasileiro atraiu a atenção de muita gente nos quatro cantos do mundo ao fazer esses testes.

Não tem muito tempo que escrevi aqui no COCKPIT que Rubens só não irá competir na Indy em 2012 se ele não quiser. Tony Kanaan, possível companheiro de KV Racing, está animadíssimo com a presença do amigo (como se fosse irmão) Barrichello – a recíproca, certamente, é verdadeira! Competir ao lado de Tony terá um peso decisivo para Rubinho fazer a temporada na Indy.

(Benito Santos - MPTeam)

Há, também, as palavras do dono da equipe. O chefe Jimmy Vasser não poupou elogios ao brasileiro, afirmando que Rubens poderá dar enorme contribuição à equipe. Elogio de chefe massageia o ego de qualquer um...

Aliado a isso, tem o din-din que Rubinho levantou na época em que tentava seguir na F1 e o mais importante de tudo: Rubens Barrichello ainda tem fome de velocidade. O quase quarentão é rápido e sabe guiar muito bem.

Adaptação rápida e deixar os concorrentes comendo poeira. Alguém duvida do talento de Rubinho? Ou tem alguém aí que acha que ele não vai competir na Indy em 2012? Com Barrichello, a KV será catapultada ao status de equipe grande e brigará com Penske e Ganassi pelas vitórias. Façam suas apostas!

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“Um carro bonito, diferente do que vocês verão por aí”

A frase foi dita pelo campeão de 2009, Jenson Button, durante a apresentação do MP4-27 da McLaren, que disputará essa temporada de Fórmula 1. Além das linhas arredondadas, o novo McLaren segue às linhas do modelo antecessor. Ao contrário do que muitos acreditavam ser uma tendência em 2012, o MP4-27 não tem o estranho (e feio) degrau na frente do cockpit, como acontece no CT01 da Caterham.


Chama atenção no novo McLaren as laterais estreitas e alongadas, com o cofre do motor Mercedes também arredondado. Talvez pensando especificamente na temporada passada de Lewis Hamilton, o MP4-27 tem retrovisores maiores do que o modelo de 2011. O campeão de 2008, inclusive, até fez piada sobre esse detalhe, mencionando o brasileiro da Ferrari. “Massa vai gostar de um ‘detalhe’ do carro novo: espelhos retrovisores melhores”, declarou Hamilton durante a apresentação do McLaren dessa temporada, arrancando risos das pessoas que presenciaram o lançamento do carro em Woking. Hamilton, aliás, parecia estar bastante relaxado durante a apresentação do novo McLaren. Depois de tudo que aconteceu no ano passado, Lewis mostrou-se confiante para essa temporada.


Outro detalhe que vale destaque é o nariz mais baixo do MP4-27. Seguindo o regulamento desse ano, que determina altura máxima de 55 centímetros – em 2011, essa medida era de 62 cm –, o bico da McLaren é uma das mais bonitas dos últimos anos. Empolgado com o novo ‘brinquedo’, Jenson Button não mediu palavras. “Um carro bonito, diferente do que vocês verão por aí”, assegura o campeão de 2009.


Sem dúvida o MP4-27 é visualmente bonito, mantendo a combinação de cores dos últimos anos. Porém, carro bonito é aquele que vence. Como minha avó dizia, beleza não põe mesa.

Percebi que a parte traseira do MP4-27 está mais, digamos, limpa. Por força do novo regulamento, o carro de Woking vem mais liso para compensar a perda de downforce, já que o difusor soprado foi proibido. Ou, então, e com maior probabilidade, o time escondeu o jogo.

Diferentemente da apresentação do carro do ano passado, o modelo de 2012 da McLaren foi apresentado com mais formalidade. Além da dupla titular do time, o terceiro piloto Oliver Turvey e o eterno reserva Gary Paffett também participaram do lançamento, assim como os demais membros da McLaren.

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