Hoje foi um dia especial para Rubens Barrichello. Após 19 temporadas na Fórmula 1, o recordista de Grandes Prêmios de F1 sentou pela primeira vez num cockpit da Fórmula Indy. Rubinho participou da sessão de testes da KV Racing, equipe que compete com o também brasileiro Tony Kanaan.
Antes de entrar no carro negro número 5 da equipe de Jimmy Vasser, Barrichello falou em inglês de sua expectativa e demonstrou grande companheirismo com Tony Kanaan, como podemos ver no vídeo abaixo:
O piloto de 39 anos guiou o Dallara DW12 com motor Chevrolet turbo de 2,2 L no circuito de Sebring, na Flórida. Animado com a oportunidade de guiar um carro da categoria predominantemente norte-americana, Rubinho não perdeu uma de suas características: seu bom humor. Barrichello disse que sua maior preocupação era não quebrar nada no carro de Jimmy. Não foram poucas as vezes que Rubinho foi flagrado impressionado com o ronco do propulsor da Indy.
Pouco importa os tempos registrados por Barrichello. Mais importante, nesse caso, é sua adaptação à categoria. Visualmente, para os mais leigos, os carros da F1 e da Indy são similares. Mas, na verdade, há muita diferença entre os dois bólidos.
Ao final da sessão, Rubens despistou sobre seu futuro na categoria. A Indy é um bom caminho para o brasileiro. O chefão Jimmy Vasser elogiou as voltas feitas por Rubinho e disse que ele poderá dar grande contribuição ao time. Posso estar errado, mas a grana levantada por Barrichello em sua tentativa de se manter na F1 – e desprezada por Frank Williams – pode fazer brilhar os olhos de Vasser. Isso sem contar que a chance de ser companheiro de equipe de Tony Kanaan deve agradar (e muito!) Rubinho. Apesar de ser quase quarentão – Rubens roda o dígito de sua idade em 23 de maio –, o brasileiro tem apetite de velocidade. E isso não é só da boca para fora; o empenho e o entusiasmo de Rubinho nos últimos anos de Fórmula 1 eram de dar inveja a qualquer garotão que compete na categoria máxima do automobilismo mundial.
O dia em Sebring ainda teve Tony Kanaan e os três pilotos da Penske (Helio Castroneves, Will Power e Ryan Briscoe) na pista, além de Ryan Hunter Reay, James Hinchcliffe, Oriol Servia e JR Hildebrand.
Confira como foi a primeira vez que Rubinho acelerou um monoposto da Fórmula Indy.
A temporada 2012 da Fórmula 1 nem começou e a Ferrari já deu mais um recado para Felipe Massa: em seu último ano de contrato com o time italiano, o brasileiro precisa mostrar que ainda é o piloto de ponta que disputou o título de 2008. Caso contrário, o pessoal de Maranello poderá substituí-lo. Circula pela imprensa européia que a Ferrari e Robert Kubica firmaram um termo de compromisso para 2013. Com esse recado dado, a batata do brasileiro Felipe Massa começa a assar. Ou alguém aí acha que a escuderia do saudoso comendador tem intenção de ter o polonês no lugar do bicampeão Fernando Alonso? Além disso, o espanhol tem contrato com a Ferrari até 2016.
O sério acidente que Robert sofreu no Ronde di Andora em fevereiro de 2011 deixou-o sem condição física de pilotar na categoria. Eu até acho que ele voltará a guiar carros de competição; mas não na Fórmula 1. Mesmo com os rumores de que ele testará o modelo de 2010 da Ferrari em junho desse ano – o carro vermelho terá, nesse tal teste, motor V6 de 1,6 L –, Kubica provavelmente não terá resistência física para encarar um Grande Prêmio inteiro; que dirá um campeonato com 19 ou 20 corridas de F1!
Mesmo estando, de acordo com informações vindas do outro lado do Atlântico, de que Kubica estaria em fase final de recuperação do acidente do rali e do tombo que levou em uma rua coberta de gelo próxima à sua casa, na Itália – na ocasião, ele fraturou a perna direita –, não acredito que Robert poderá voltar a competir num cockpit de F1.
Isso é parte da pressão que a Ferrari fará em cima de Felipe nessa temporada. Competir pelo time italiano já é uma pressão – isso é dito por dez entre dez pilotos que já vestiram o macacão vermelho –, mas esse mundial será chave para o futuro do brasileiro na equipe.
Caso Felipe Massa não volte a ter bons dias e seja mais uma vez superado por Fernando Alonso, o brasileiro poderá se despedir da Ferrari e será uma das importantes peças no mercado de pilotos para 2013. Quem também cumpre em 2012 seu último ano de contrato é Lewis Hamilton. Porém, não acredito que o inglês mudará de time. A tendência é que o campeão de 2008 renove com a McLaren. Não consigo ver Hamilton em outra escuderia; ainda mais na Ferrari, reeditando a “harmoniosa” dupla da McLaren de 2007.
Solto aqui meu pitaco: mesmo torcendo pelo sucesso de Felipe, acho que ele não fica em Maranello em 2013. Massa terá de buscar um cockpit competitivo para o ano que vem. E as opções são poucas, já que não haverá espaço para ele na Red Bull (que privilegia pilotos de sua escola), nem na Mercedes, que quer vencer com piloto alemão. McLaren? Lotus? Ainda é muito cedo para qualquer especulação. Em Maranello, acho que a melhor opção para substituí-lo na Ferrari seja o mexicano Sérgio Pérez, hoje na Sauber.
Chegou em minha caixa de e-mails uma mensagem eletrônica me informando que o Ministério Público (RJ) abriu inquérito civil contra prefeitura do Rio de Janeiro. A motivação foi o não cumprimento do acordo, que previa a recuperação do autódromo de Jacarepaguá. De acordo com o documento firmado, as obras deveriam ter começado na pista carioca há mais de três anos.
Não é de hoje que o abandono toma conta de um dos mais tradicionais circuitos brasileiros. O COCKPIT insiste que acordos devem ser cumpridos. O descaso poderá subtrair a praça de esporte a motor do estado e o Rio de Janeiro ficar com uma mão na frente e outra atrás.
Sou favorável à manutenção e recuperação do autódromo de Jacarepaguá. Porém, sei que há um compromisso que prevê a destruição da pista carioca. Há, também, um outro “porém”: a destruição do circuito só poderá ser iniciada após a entrega – e funcionamento – de um novo autódromo; nesse caso, a região escolhida é Deodoro. Por isso, acima de tudo, sou favorável a existência de uma (decente) pista no Rio de Janeiro. Jacarepaguá ou Deodoro? O importante é a cidade continuar a ter um circuito para esporte a motor.
Confio que o MP-RJ não vai descansar até que tudo seja cumprido conforme acordado. Abro parêntese aqui para a CBA. A confederação, que por vezes foi alvo de críticas por conta desse assunto, merece aplausos – pelo menos até esse momento. A CBA não fez corpo mole e encarou a prefeitura do Rio de Janeiro, exigindo que o estado continue a ter um autódromo. Fecho parêntese.
Os governantes da cidade não têm mais a faca e o queijo. Se quiserem dar prosseguimento à construção do parque olímpico, terão de se apressar para entregar um novo autódromo ao Rio de Janeiro. O tempo passa e as Olimpíadas estão se aproximando. Parece que a prefeitura não tem muitas alternativas: ou cumpre o acordo ou esquece Jacarepaguá e parte para novas ideias. Por essa a prefeitura não esperava...
Leia a íntegra da mensagem que recebi:
O Promotor de Justiça Rogério Pacheco Alves, do 10º Centro Regional do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro resolveu, com base na Constituição Federal, abrir Inquérito Civil contra a Prefeitura do Rio de Janeiro referente à situação do Autódromo de Jacarepaguá. Para tomar tal decisão o promotor considerou que o acordo firmado judicialmente, fixando ao Município a obrigação de recuperar o circuito de padrão internacional, com início das obras até junho de 2008, não aconteceu. A decisão foi elogiada pelo Diretor Jurídico da Confederação Brasileira de Automobilismo O(CBA), Dr. Felippe Zeraik:
"O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, desde o primeiro momento, vem sendo um grande aliado da Confederação Brasileira de Automobilismo na luta pela manutenção do Autódromo do Rio de Janeiro, preservando o patrimônio cultural e desportivo da cidade."
Zeraik salientou ainda que que acredita que o Prefeito do Rio, Eduardo Paes, ao responder o ofício do Ministério Público Estadual, confirmará que somente desativará o Autódromo de Jacarepaguá, após a inauguração do Autódromo de Deodoro, nos termos do acordo firmado pela CBA, Prefeitura do Rio de Janeiro, Ministério dos Esportes e Comitê Olímpico Brasileiro.
Outro ponto importante destacado pelo Promotor de Justiça Rogério Pacheco Alves - que pertence à 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva -, foi considerar que representa mais uma violação ao acordo firmado entre a CBA e orgãos públicos como o Ministério do Esporte e o Comitê Olímpico Brasileiro, o fato de o edital de construção do Parque Olímpico não prever a construção de um novo autódromo, "o que também representa violação ao acordado judicialmente", como consta da portaria baixada por Pacheco Alves.
Para o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, a notícia mostra que a preservação do automobilismo carioca e de um símbolo do esporte a motor brasileiro conseguiu um importante avanço:
"É uma árdua e longa briga, mas a cada batalha vencida, como esta, conseguimos avanços significativos na defesa dos interesses do nosso esporte."
A notícia começou a ter força no final da tarde desse dia 25. Porém, somente no início da noite é que houve a confirmação da assessoria de imprensa do piloto. O colega Anderson Marsili confirmou que Rubens Barrichello participará de dois dias de testes da equipe KV Racing, da Fórmula Indy.
Oficialmente, Rubinho apenas aceitou o convite do amigo Tony Kanaan, que defende o time na categoria predominantemente norte-americana – Barrichello e Kanaan são amigos há anos; tanto que, juntos, são responsáveis pelo IBK. Na ocasião em que a Williams anunciou que Bruno Senna seria titular da equipe em 2012 e consequentemente a saída de Rubens da F1, Kanaan escreveu para Rubinho pelo microblog Twitter ao lado da foto de seu KV: “Ta pronto pra vc mano. Vem?”.
O teste de Barrichello está programado para os dias 30 e 31 desse mês, no circuito de Sebring. Rubinho testará o novo modelo DW12 – letras em homenagem a Dan Wheldon, que morreu na última etapa do ano passado e números que fazem referência a essa temporada. Barrichello sentará no cockpit do novo KV, que nessa temporada está equipado com motor Chevrolet.
Há rumores de que Barrichello, caso seja seduzido a competir na Indy, participaria apenas das provas em circuitos mistos, sendo substituído pelo argentino Esteban Guerrieri nos ovais.
O time KV, que competiu no ano passado com três carros, confirmou a participação de Tony Kanaan e Ernesto Viso para essa temporada. O outro piloto da equipe em 2011, Takuma Sato, é piloto da Honda. Como a KV fechou parceria com a Chevrolet, o nipônico ficou de fora. A escuderia já explicitou intenção de ir para as pistas em 2012 com três carros. Com fome de velocidade, a Indy é alternativa para Rubinho continuar a muitos quilômetros por hora. A assessoria do piloto diz que serão apenas testes para "pagar" um convite antigo feito pelo amigo Tony. Será?
A previsão era para quinta-feira. Porém, comenta-se por aí, que a foto vazou na internet, já que o lançamento seria feito através da revista britânica F1 Magazine. Não entro no mérito se foi proposital ou não. Fato é que a Caterham (ex-Lotus) foi a primeira equipe de Fórmula 1 a apresentar o modelo que disputará o mundial de 2012.
O modelo CT01 é assinado pelo diretor-técnico da escuderia, Mike Gascoyne. O bólido da Caterham traz algumas inovações em relação ao utilizado pela escuderia no ano passado, quando atendia pelo nome Lotus. Nota-se que o bico do CT01 é mais baixo; não por opção aerodinâmica, mas por força do regulamento.
Porém, talvez por causa da aerodinâmica, há um estranho degrau entre o cockpit e o bico do carro verde e amarelo. Sinceramente não sei o motivo do “declive”. Perguntas para caixa de e-mails de Mr. Gascoyne. Não arrisco a escrever, também, sobre a funcionalidade do degrau na parte frontal do carro. Na verdade, só saberemos se o desenho terá sucesso a partir do momento em que o CT01 for para as pistas.
Ao que tudo indica, o carro 2012 do time de Tony Fernandes manteve as cores que marcaram época na Lotus de Colin Chapman. A dupla está oficialmente mantida, com o finlandês Heikki Kovalainen e o veteraníssimo e insosso Jarno Trulli. Não duvido se Fernandes der uma sacudida no time e promover a troca de Trulli por Vitaly Petrov até o início dessa temporada.
Abu Dhabi. Esse foi o local onde a Pirelli apresentou os pneus que estarão no mundial de Fórmula 1 em 2012. Nada muito diferente em relação ao ano passado. Os tipos de pneus apresentados pela Pirelli têm menor diferença entre os compostos, além de alteração nas cores de identificação das borrachas.
Os pneus duro, médio, macio e supermacio continuam com as mesmas cores (prata, branco, amarelo e vermelho, respectivamente). Já o intermediário tem inscrição lateral na cor verde. Há, ainda, o composto pintado de azul, que é destinado à pista molhada. De acordo com os italianos da Pirelli, a mudança é para que o público possa identificar os tipos de pneus com mais facilidade.
Mais importante que as cores, o desempenho entre um e outro estará mais próximo. A Pirelli acredita que algo em torno de oito décimos será a diferença de performance entre os tipos de pneus, conforme a condição do asfalto (tipo e temperatura).
A fabricante confia que, de modo geral, os pneus dessa temporada serão mais macios do que os do campeonato passado. Se realmente os duros de 2012 terão desempenho parecido com os médios de 2011, a gente só saberá com s carros nas pistas. É preciso saber, também, o quanto os pneus (independentemente se são duros, macios e etc.) se deterioram conforme o uso durante cada volta. Isso definirá a durabilidade e, consequentemente, o número de pit stops durante um Grande Prêmio.
Um dia especial na história da Fórmula 1. O campeão de 2007, Kimi Raikkonen, votou a guiar um F1 depois de mais de dois anos longe de um cockpit da categoria. O finlandês acelerou no circuito Ricardo Tormo, em Valência, para iniciar efetivamente sua fase de readaptação à F1.
Os testes de Kimi foram feito com o modelo R30 da Lotus, que disputou o mundial de 2010. Os pneus foram os Pirelli; porém, as borrachas não eram novas, já que o fabricante italiano ainda irá apresentar os compostos que serão utilizados nessa temporada – acredito que a Pirelli irá apresentar os novos pneus ainda essa semana.
Os tempos não foram divulgados. Mesmo se fossem, não teríamos um parâmetro para analisar como está o Homem de Gelo. Carro velho com pneus usados... Só valeu mesmo para sua readaptação, que ainda vai durar um bom tempo, já que o aprendizado sobre o carro e principalmente sobre pneus e asa móvel ainda vai levar mais algumas muitas voltas.
Confira a matéria da Sky Sports sobre esse primeiro dia de testes – permitidos pela FIA – para readaptação do campeão de 2007 à F1:
Já escrevi aqui que acredito que o retorno de Kimi à F1 será mais bem sucedido do que a volta de Michael Schumacher à categoria. Não quero dizer, com isso, que o finlandês é mais talentoso do que o heptacampeão. Confio no que escrevo apenas porque Raikkonen volta à Fórmula 1 com uma idade bem mais nova do que a que Schumi tinha em 2010. Além do talento em guiar carros a muitos quilômetros por hora, a F1 exige uma disposição física ímpar. E é justamente, ou melhor, principalmente esse ponto que impediu o sucesso de Schumacher em seu retorno há duas temporadas.
A aposta que faço nesse bem sucedido retorno de Raikkonen não significa que o finlandês voltará a vencer um Grande Prêmio. A possibilidade existe, é claro, mas é remota. Não acredito num enorme salto de qualidade da Lotus em 2012; ainda assim, acredito que Kimi estará no pódio nessa temporada.
Falta pouco mais de um mês para o início da pré-temporada da Stock Car. Ao contrário do ano passado, quando a categoria fez testes no autódromo de Piracicaba, que não integrou o calendário de 2011, dessa vez a pista escolhida foi Curitiba. Salvo algum adiamento, a Stock Car realizará sua pré-temporada 2012 nos dias 24 e 25 de fevereiro. (*)
A etapa de abertura do campeonato brasileiro da categoria está marcada para 25 de março, em Interlagos e ainda há quatro vagas no grid de 2012. Ao que tudo indica, vai ter gente boa que já acelerou na categoria e que vai ficar de fora nessa temporada. Há um intenso trabalho nos bastidores para ver quem fica com as vagas na Officer ProGP (uma), Gramacho/Zonta (uma) e Bassani Racing (duas). Quem ainda não garantiu lugar, é melhor correr!
Um dos pilotos que ainda não acertou sua participação no certame desse ano é Popó Bueno. Mesmo tendo terminado o campeonato de 2011 na terceira colocação, o irmão do tetracampeão Cacá ainda não definiu o futuro e continua suas conversas com a Gramacho/Zonta. Popó poderá pintar como companheiro de equipe de Ricardo Zonta em 2012.
Quem também corre para sentar num cockpit em 2012 é o bicampeão Giuliano Losacco. Com oito vitórias e nove poles no currículo da categoria, Losacco poderá dar uma guinada em sua carreira nessa temporada e ficar de fora da Stock Car.
Outro vencedor que poderá ficar a pé nessa temporada da Stock Car é Felipe Maluhy. Com quatro poles e uma vitória, conquistada em Jacarepaguá em 2010, o piloto paulista ainda busca um espaço no grid da categoria.
Depois de disputar as duas últimas corridas do ano passado, Bruno Junqueira tem o nome ventilado na categoria para fazer todo campeonato. O apoio da empresa que pintou seu carro em Brasília e no Velopark ainda não saiu. O gaúcho Cláudio Ricci, que fez um bom 2011 no GT Brasil, também quer continuar na Stock Car nessa temporada.
Para os fãs da categoria começarem a se familiarizar com a temporada 2012, a maior mudança dentre os ponteiros estará em Valdeno Brito. O piloto paraibano volta a competir para Andreas Mattheis, formando novamente a dupla vencedora da primeira Corrida do Milhão. Valdeno também estará com novas cores nesse ano. A Shell pintará o carro número 77, já que a Cosan (Esso) se juntou à petrolífera britânica no ano passado.
Em meio à dança dos cockpits, uma mudança nos carros. A Chevrolet, que já competiu na categoria com Opala, Omega e Astra, abandonará o Vectra. A fábrica da gravatinha dourada apostará num novo modelo para 2012. Suspeito que a bolha do Sonic será usada na Stock Car. A outra bolha continua sendo do Peugeot 408.
Confira as equipes e pilotos para a temporada 2012 da Stock Car: Red Bull
Cacá Bueno (tetracampeão, 26 vitórias e 25 poles)
Daniel Serra (2 vitórias e 2 poles)
Eurofarma RC
Ricardo Maurício (9 vitórias e 9 poles)
Max Wilson (3 vitórias e 1 pole)
RCM
Thiago Camilo (11 vitórias e 10 poles)
Lico Kaesemodel
Medley Full Time
Marcos Gomes (4 vitórias e 5 poles)
Xandinho Negrão
Itaipava Boettger
David Muffato (4 vitórias e 2 poles)
Luciano Burti (2 vitórias e 3 poles)
Mobil Super Pioneer Racing AMG
Átila Abreu (3 vitórias e 2 poles)
Nono Figueiredo (4 vitórias)
BMC Racing Full Time
Tuka Rocha
Galid Osman
Hot Car
Diego Nunes (1 vitória)
Eduardo Leite
Gramacho/Zonta
Ricardo Zonta (1 pole) Piloto a confirmar
Mico’s Racing
Rodrigo Sperafico (1 vitória e 4 poles)
Ricardo Sperafico (3 poles)
Carlos Alves Motorsport
Julio Campos
Rodrigo Navarro
JF
Antonio Pizzonia
Pedro Boesel
Bassani Racing Piloto a confirmar Piloto a confirmar
(*) Atualizado em 1º de fevereiro, às 13h40min: a categoria anunciou que mudou as datas da pré-temporada. Agora, os dias marcados são 7 e 8 de março. O local continua o mesmo: Curitiba.
Dia desses, revirando uma bagunça que reina em minhas gavetas, encontrei essa interessante propaganda. Há 25 anos, época em que a Lotus de Ayrton Senna trocava o preto e dourado de uma marca de cigarros pelo amarelo de uma concorrente que atuava no mesmo segmento de mercado, o piloto brasileiro era protagonista de anúncio de um brinquedo.
Já imaginaram a repercussão dessa propaganda nos dias de hoje? Um piloto de Fórmula 1 anunciando um brinquedo com marca de cigarros? Arrisco a escrever que, em dias atuais de atitudes politicamente corretas, seria um verdadeiro escândalo a venda de um brinquedo com patrocínio de cigarros.
Sejamos sinceros! Pura besteira! Não tenho dúvida de que os carrinhos motorizados não influenciaram nenhuma criança a começar a fumar. Levante a mão aí quem teve um brinquedo desse e começou a fumar por causa do dromedário do tabaco.
Pingou na minha caixa de correio eletrônico uma mensagem do internauta Carlos Antônio. Nesse e-mail, ele enviou uma foto de uma pintura, assinada por Oleg Konin. Confesso que não entendo de artes; tampouco conheço o autor da possível gravura. Pela assinatura, a obra foi entregue à Autosport.
Independentemente se a pintura existe ou não – pode ser obra do vasto mundo virtual que diariamente mergulhamos –, a imagem é bem interessante.
A gravura retrata um caminho alternativo que a vida teria tomado. Após a batida na curva Tamburello, naquele 1° de maio de 1994 em Ímola, Ayrton Senna bate o cinto e sai do cockpit da Williams. E se o tricampeão tivesse a chance de ter feito isso, como seria a história da Fórmula 1? Quais caminhos a categoria teria traçado a partir daquele acidente? E se...
E chegou ao fim a carreira de Rubens Barrichello na Fórmula 1. Com o anúncio que Bruno Senna guiará para a Williams, o desejo do piloto que mais vezes competiu na F1 de continuar sua carreira na categoria em 2012 não será realizado. No país que arrasou a Fórmula 1 durante 19 anos – o Brasil conquistou oito mundiais entre 1972 e 1991 (marca superada apenas pela Alemanha, que venceu nove campeonatos em 18 anos) –, Rubens Barrichello não conseguiu repetir o sucesso dos campeões Emerson, Nélson e Ayrton; nem, sequer, despedir-se como merecia.
Dezenove temporadas na Fórmula 1. Catorze pole-positions, onze vitórias e 17 voltas rápidas em 325 Grandes Prêmios disputados. Um piloto com esses números seria reconhecido com um grande na história da Fórmula 1. Mas no Brasil é diferente. Sem título mundial, tudo que um piloto tenha feito fica rebaixado a: “Se fosse o Emerson...”, “O Piquet teria conseguido!” ou “Que saudade do Ayrton!”...
Aquele menino que venceu sua primeira corrida de monoposto nas ruas molhadas de Florianópolis com um Fórmula Ford nos final dos anos de 1980 cresceu e fez sucesso. Nos anos seguintes, conquistou títulos na Fórmula Opel (1990) e na F3 Inglesa (1991). Antes de realizar seu grande sonho, de competir na Fórmula 1, Barrichello ainda passou pela F3000 em 1992.
A estreia na F1 aconteceu no Grande Prêmio da África do Sul de 1993 pela extinta equipe Jordan. Em sua terceira corrida, Rubinho teve um de seus melhores desempenhos na Fórmula 1. O Grande Prêmio da Europa daquele ano ficou famoso pela fantástica primeira volta de Ayrton Senna. No entanto, justiça seja feita, pouca gente lembra, mas Barrichello também fez uma inesquecível primeira volta no molhado circuito de Donington Park. O então estreante daquele ano largou do 12º lugar do grid e, ao abrir a segunda volta, estava na quarta colocação. Uma volta histórica! Além de conquistar oito posições (seis na pista e duas por abandonos de Karl Wendlinger e Michael Andretti), Rubinho tinha pouca experiência e guiava uma Jordan.
Em seu segundo ano na Fórmula 1, Rubens conseguiu seu primeiro pódio, chegando em terceiro na corrida disputada em Aida, Japão, e conquistou a primeira pole-position, no Grande Prêmio da Bélgica de 1994 (marcou a melhor volta do treino com pista seca e, logo depois, começou a chover, quando os favoritos entraram no circuito).
Mas nem tudo foram flores. Neste mesmo ano, no fatídico fim de semana da corrida em San Marino, ele bateu sua Jordan e se machucou durante a sessão de treinos de sexta-feira. Contusões à parte, os quatro anos difíceis e gloriosos de Jordan deram grande visibilidade ao brasileiro.
Esse período serviu, também, para mostrar que há uma enorme diferença entre pilotos bons e geniais. Quem não se lembra dos quatro xis (um de Michael Schumacher e três de Jean Alesi) que Rubinho levou na pista de Interlagos em 1996? Um ano antes, pressionado pela torcida e imprensa brasileiras, Barrichello resolveu vestir a capa e virar o super-herói que salvaria o povo órfão de Ayrton Senna. Em 1995, ele usou as cores do lendário capacete de Senna para disputar a prova em São Paulo. Nada adiantou. Afinal, capacete não ganha corrida.
Nas três temporadas seguintes, Barrichello era a aposta da então nova equipe Stewart, do tricampeão Jackie. Foi nesse período que Rubens repetiu seu melhor resultado antes de ir para a Ferrari: assim como em Montreal dois anos antes, o brasileiro terminou a prova de Mônaco de 1997 em segundo lugar.
No entanto, a glória maior do time do escocês tricampeão mundial não veio com Rubinho: a única vitória da escuderia na F1 foi de seu companheiro. O inglês Johnny Herbert venceu em Nurburgring, em 1999.
Em 2000, parecia que a sorte iria sorrir para Rubens. De macacão novo – e vermelho – o brasileiro iniciava nova etapa na carreira. Depois de sete anos em equipes medianas, finalmente tinha um carro em condição de vencer um Grande Prêmio.
A primeira vitória veio na Alemanha. A pista de Hockenheim estava com trechos secos e outros molhados naquela tarde. Pouco depois da primeira rodada de pit stops, um indivíduo invadiu o circuito alemão com cartazes para protestar (contra sei lá o quê), conforme podemos conferir no vídeo abaixo:
Após 124 tentativas, Barrichello finalmente alcançava sua primeira vitória na Fórmula 1. Talvez a mais emocionante de sua carreira na categoria. A imagem do pranto de Rubinho no pódio com a bandeira brasileira tornou-se eterna, assim como Mika Hakkinen e David Coulthard erguendo Rubinho no alto do pódio de Hockenheim.
A vitória na Alemanha foi magnífica! E só. Depois dessa em 2000, Barrichello errou o pé e só voltou a vencer em 2002.
Porém, seu terceiro ano de Ferrari foi manchado. Responsabilidade direta dele, Michael Schumacher e Jean Todt, então chefe da equipe de Maranello. As ridículas trocas de posições entre os dois ferraristas, principalmente na Áustria e nos Estados Unidos (uma vitória para cada) em 2002 abalaram a F1. Mais ridículo ainda foi a troca de gentilezas no pódio austríaco – na ocasião, o vencedor Schumacher colocou Rubens, que lhe cedeu a vitória na última curva, no degrau mais alto do pódio sob uníssona vaia no autódromo. A credibilidade do esporte ficou em xeque e a Ferrari carrega esse fardo até hoje. Naquele mundial, o circo da F1 mais parecia um picadeiro com um domador, um malabarista e milhões de palhaços como telespectadores.
Nos seis anos que competiu pela Ferrari, Barrichello viveu à sombra das vitórias e títulos de Schumacher. Nesse período, Rubens foi vice-campeão em 2002 e 2004.
Nos anos seguintes, ele dedicou seu talento e know how à Honda, mas não conseguiu sequer um resultado expressivo. Bom, teve aquele terceiro lugar em Silverstone... Mas, vitória que é bom, nada!
Perseverante, Rubinho sempre foi otimista em relação ao futuro. E quando todos pensam que o capacete branco com detalhes em vermelho e azul com a estrela no alto já estava pendurado, Barrichello renasceu das cinzas. A ressurreição para as vitórias aconteceu depois que a Honda foi vendida para Ross Brawn.
Antes daquela temporada de 2009, poucos acreditavam que a nova equipe Brawn faria algo de relevante naquele mundial. Porém, a surpresa veio logo na pré-temporada. A ratificação do super-carro veio a cada Grande Prêmio. Vitórias foram conquistadas, mas o título mundial escapou. Apesar dos anos na Ferrari, o campeonato de 2009 pela equipe Brawn foi o mundial que ele teve maior chance de ser campeão.
Os dois últimos grandes atos de Rubinho na F1 foram a conquista da 100ª vitória brasileira em Grandes Prêmios de F1 (Valência/2009) e a marca de 300 GPs, registrada em Spa-Francorchamps, em 2010.
Aos 39 anos, Rubens Barrichello sai da F1 sem despedida. Bem que ele mercia uma; e grande! Mas não teve. As más línguas já falam que ele saiu pela porta dos fundos. Ledo engano. Rubens Barrichello tatuou seu nome no rol dos grandes pilotos que não conquistaram títulos na Fórmula 1. E quem sabe um dia ele não volte a competir no Brasil? Já imaginaram ele na Stock Car no ano que vem? Acho que a categoria e o piloto fazem uma combinação que dará certo. Esta é a minha aposta.
Rubens Gonçalves Barrichello (39 anos)
Equipes: Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn, Williams
Grandes Prêmios: 325 disputados
Vitórias: 11 – Alemanha (Hockenheim) 2000, Europa (Nurburgring) 2002, Hungria 2002, Itália 2002, EUA (Indianápolis) 2002, Inglaterra 2003, Japão 2003, Itália 2004, China 2004, Europa (Valência) 2009 e Itália 2009
Pódios: 68
Pole-positions: 14
Voltas rápidas: 17
Primeira corrida: GP da África do Sul de 1993 Última corrida: GP do Brasil de 2011
Primeira pole:GP da Bélgica de 1994 Última pole: GP do Brasil de 2009
Primeiro pódio: GP do Pacífico (Aida) de 1994 Último pódio: GP da Itália de 2009
Primeira vitória: GP da Alemanha de 2000 Última vitória: GP da Itália de 2009
Depois que a Williams anunciou Bruno Senna como um dos pilotos titulares da escuderia no mundial de 2012, e a consequente aposentadoria de Rubens Barrichello da Fórmula 1, olhei pelo retrovisor e percebi algo interessante. Nenhum piloto vencedor brasileiro teve uma despedida digna na F1.
Antes de irmos aos fatos, vamos aos números: apenas seis pilotos brasileiros venceram Grandes Prêmios de F1 e, juntos, conquistaram 101 vitórias. Apesar de a categoria ter surgido em 1950, somente 20 anos depois é que um brasileiro subiu no degrau mais alto do pódio. Além daquela vitória de Emerson Fittipaldi no Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1970 e de outras 13, José Carlos Pace, Nélson Piquet, Ayrton Senna, Rubens Barrichello e Felipe Massa também ganharam corridas de Fórmula 1.
Agora vamos aos fatos: Emerson, que venceu 14 vezes na categoria, saiu de fininho em 1980 depois de cinco pífias temporadas na equipe Fittipaldi – o melhor resultado do time foi a segunda colocação no GP do Brasil de 1978, em Jacarepaguá.
Com apenas uma vitória na Fórmula 1, no GP do Brasil de 1975, José Carlos Pace teve a vida interrompida num acidente de avião dois anos depois, em 18 de março.
Nélson Piquet fez sua última corrida pela Benetton no GP da Austrália, nas ruas encharcadas de Adelaide, em 1991. Depois disso, o tricampeão mundial ainda ficou uns dois meses tentando com Ferrari e Ligier um contrato que atendesse suas exigências. No verão de 1992, Piquet anuncia pela imprensa que tinha pendurado o capacete. Era o adeus à F1 sem um tchau; sem uma homenagem por tudo que fez.
Pouco mais de dois anos depois, o choque. Em 1994, o tenebroso Grande Prêmio de San Marino, em Imola, abrevia a carreira e a vida do tricampeão Ayrton Senna.
Preterido pela Williams – a mesma que era guiada por Senna em sua última temporada e que ajudou Piquet a conquistar o tri –, Rubens Barrichello despede-se da Fórmula 1 sem qualquer festividade ou homenagem. O piloto que mais Grandes Prêmios disputou na história da F1 não teve oportunidade para distribuir e receber abraços, carinho e gratidão por 19 anos dedicados à categoria.
Rubinho merecia uma justa homenagem por tudo que ele fez nas pistas de Fórmula 1. Afinal, não foram muitos pilotos que conseguiram ultrapassar seus números; Barrichello venceu 11 vezes na Fórmula 1 (Hockenheim 2000, Nurburgring 2002, Hungaroring 2002, Monza 2002, Indianápolis 2002, Silverstone 2003, Suzuka 2003, Monza 2004, Xangai 2004, Valência 2009 e Monza 2009). Dos mais de 700 pilotos que já passaram pela F1, apenas 24 venceram mais do que Barrichello. São eles:
91: Michael Schumacher
51: Alain Prost
41: Ayrton Senna
31: Nigel Mansell
27: Jackie Stewart
27: Fernando Alonso
25: Jim Clark e Niki Lauda
24: Juan Manuel Fangio
23: Nélson Piquet
22: Damon Hill
21: Sebastian Vettel
20: Mika Hakkinen
18: Kimi Raikkonen
18: Lewis Hamilton
16: Stirling Moss
14: Jack Brabham, Emerson Fittipaldi e Graham Hill
13: Alberto Ascari e David Coulthard
12: Mario Andretti, Alan Jones e Carlos Reutemann
11: Rubens Barrichello, Felipe Massa e Jacques Villeneuve
Provavelmente repito o título desse post. Inconscientemente, devo ter copiado a manchete publicada há 18 anos aqui no Jornal do Brasil ou em algum outro jornal ou revista. Bruno Senna contrariou as expectativas, que há algumas semanas apontavam para uma possível contratação do alemão Adrian Sutil (que perdeu lugar na Force India para o compatriota Nico Hülkenberg) – que hoje sofre ação na Justiça e pode ir para a cadeia por causa de uma séria discussão com um membro da F1 numa boate na Ásia – ou para a sonhada renovação do brasileiro Rubens Barrichello. A Williams confirmou a contratação do sobrinho do tricampeão Ayrton, que ocupará o cockpit titular do time inglês na temporada 2012 ao lado do venezuelano Pastor Maldonado.
Não foi a primeira vez que Bruno Senna ameaçou a continuidade de Rubinho na F1. Na época em que estava no cockpit da Honda, Barrichello também sentiu a sombra do sobrinho de Ayrton. Dessa vez, não teve jeito e Bruno, que assinou contrato por uma temporada, levou a melhor.
A equipe de Grove, que atravessa sua pior fase na Fórmula 1, contará com uma dupla sul-americana e bastante jovem. Curiosamente, os dois pilotos competiram na GP2 até 2009.
Os fãs de Bruno, certamente, estão em estado de euforia por causa da continuidade de sua carreira na Fórmula 1. Não acreditem que ótimos resultados serão colhidos em pouco tempo. Afinal, a Williams foi uma das piores equipes de 2011. Apesar do motor Renault, o time não dará um grande salto de qualidade, a ponto de disputar vitórias. Se Bruno terminar 2012 com um pódio já será ótimo!
O que me incomoda é que a escuderia britânica já mostrou que não tem o menor pudor em trocar pilotos. Em 2010, Nico Hülkenberg fez a pole-position para o GP do Brasil. Apesar da mágica, o alemão não conseguiu espaço no time para a temporada seguinte, sendo vencido pelos dinheiros da PDVSA, que traziam de carona o piloto Maldonado.
Senna tem o apoio de três grandes empresas (Embratel, Gillette e OGX, juntas, investem algo em torno de R$ 30 milhões no brasileiro), mas terá de mostrar bons resultados em 2012. Ou terá de conviver com o fantasma da substituição, que tem assombrado os competidores da Williams nos últimos anos. Foi assim com Hülkenberg; foi assim com Barrichello.
Bruno, que estreou na Fórmula 1 com a Hispania, passou a temporada de 2010 tentando colocar o carro da equipe espanhola para correr. O sobrinho de Ayrton começou 2011 como piloto reserva da Lotus Renault (que estará no grid em 2012 atendendo pelo nome Lotus). Após a demissão de Nick Heidfeld, Bruno fez sua reestreia no Grande Prêmio da Bélgica.
A decisão pela substituição na Lotus Renault, naquela ocasião, é controversa. Porém, a escolha por Bruno – a partir do momento em que foi decidida a troca de pilotos – foi sensata, já que o outro piloto reserva do time, Romain Grosjean, estava na disputa pelo título da GP2. O francês foi campeão da categoria de acesso à F1 e hoje tem contrato firmado com a escuderia.
Nos oito GPs que competiu, Bruno marcou dois pontos e fez boas classificações, como a sessão que definiu o grid de Monza – na pista italiana, Senna largou em sétimo. Nada mal; também nada de genialidade.
Vale lembrar que Bruno entrou um patamar abaixo dos demais porque não participou de todas as sessões da pré-temporada, tampouco (e obviamente) participou dos GPs até a prova na Hungria. Por isso, os resultados colhidos foram minimamente razoáveis.
No próximo mundial, a escuderia de Frank voltará a contar com um Senna. O tricampeão Ayrton, como todos sabem, teve seu primeiro (1983) e último contato (1994) com a Fórmula 1 através da Williams. Nesse pouquíssimo tempo que separa a divulgação oficial do comunicado da Williams até eu acabar de escrever esse texto, já escutei uma dúzia de asneiras e profecias descabidas. Por favor, não me venham falar que a equipe ficou com remorso e contratou Bruno; muito menos adivinhações de acidentes! Por favor, não me venham com aquele capacete amarelo naquela Williams! Ai... ai...
Mal 2012 começou e o nosso queridíssimo esporte a motor toma a primeira punhalada do ano. Anunciada há cinco meses, as 24 Horas de Interlagos, que seriam – eu escrevi SERIAM – disputadas entre os dias 25 e 29 de janeiro, foram canceladas; ou melhor: adiadas sem uma nova data fixada até o momento.
O motivo atingiu em cheio o bolso da organização da histórica prova do automobilismo nacional. A SPTuris, empresa que administra o autódromo de Interlagos, decidiu aumentar a tabela de preços cobrados para o aluguel da pista paulista. Há casos em que o aumento ultrapassou a casa dos 1.600%!
Com o absurdo aumento nas taxas (aluguel de boxes, permissão para uso do estacionamento para caminhões e etc.), a organização das 24 Horas de Interlagos teria de gastar não mais os previstos R$ 25 mil, de acordo com a tabela que estava em vigor até dezembro do ano passado, mas R$ 416 mil. Um absurdo!
A medida não atinge somente as 24 Horas de Interlagos. Com esse estapafúrdio aumento nas taxas cobradas para uso do Autódromo José Carlos Pace, as demais categorias nacionais podem cancelar suas provas na pista de Interlagos. Será que as 24 horas previstas para o final desse mês foram a primeira vítima da tabela de Interlagos? Isso só não vale para a Fórmula 1. A tabela de preços não é utilizada para a categoria de Bernie Ecclestone; aliás, ele não permitiria qualquer cobrança de nenhum autódromo no mundo para receber a F1.
A pergunta que fica é: e todos os profissionais envolvidos para a realização das 24 Horas de Interlagos? Gastaram dinheiro, tempo, suor, profissionalismo e ficam, agora, pelo meio do caminho? Definitivamente, há algo de errado e que precisa ser consertado já! Pelo bem do automobilismo brasileiro; pela sobrevivência do esporte a motor no Brasil.
Chega ao final a 33ª edição do rali Dakar. E um nome ficou tatuado na história do mais famoso rali. Depois de atravessar Argentina e Chile e chegar ao Peru, Stéphane Peterhansel conquistou em 2012 seu décimo título na competição. Depois de se consagrar por seis vezes em cima das duas rodas, o francês conquistou o tetracampeonato entre os carros.
Nessa edição de 2012, Peterhansel, que competiu ao lado do navegador Jean-Paul Cottret, não encontrou adversários que pudessem tirar seu título. Em praticamente todos os trechos, o francês ocupou a liderança. Título incontestável; o maior nome da história do rali Dakar.
Após duas semanas de rali, os cinco melhores na classificação final entre os carros são:
1. Stéphane Peterhansel e Jean-Paul Cottret (Mini All4Racing n° 302)
2. Joan “Nani” Roma e Michel Périn (Mini All4Racing nº 305)
3. Giniel De Villiers e Dirk Von Zitzewitz (Toyota Hilux nº 301)
4. Leonid Novitskiy e Andreas Schulz (Mini All4Racing nº 312)
5. Robby Gordon e Johnny Campbell (Hummer H3 nº 303)
O campeão do ano passado, Nasser Al-Attiyah, teve desempenho abaixo do esperado. O príncipe do Catar não completou o rali desse ano – abandonou na nona etapa – e ficou bastante insatisfeito com seu Hummer. A alteza tem um 2012 inteiro para buscar um novo parceiro a motor para a próxima edição do rali Dakar.
O melhor brasileiro foi Jean Azevedo, que compete ao lado do navegador Emerson Cavassin. Os brasucas ficaram em 23ª colocação com o Nissan Navarra número 326.
Na categoria motos, Cyril Després ratificou seu favoritismo. O francês da KTM Rally 450cc número 2 foi o grande campeão de 2012. Esse foi o quatro título de Després nos últimos sete anos.
Já entre os caminhões, o título ficou com Gérard De Rooy. Competindo ao lado de Darek Rodewald e Tom Colsoul, o holandês do Iveco Powerstar número 502 acabou com o domínio dos russos nos últimos anos. Nos quadriciclos, o argentino Alejandro Patronelli (Yamaha Raptor 700cc número 250) ficou com o título de 2012, tornando-se bicampeão – o hermano também faturou o título do ano passado.
A expectativa para a temporada 2012 da Fórmula Indy é grande. Novos chassis Dallara, novos carros e motores Chevrolet, Honda e Lotus vão competir na categoria nesse ano. Depois da acirrada disputa em 2011 entre Dario Franchitti e Will Power, que culminou no título do escocês, juntamente com a tragédia de Dan Wheldon na última prova, os ânimos parecem renovados.
Além da saudade de Wheldon – o campeão da categoria e bi das 500 Milhas de Indianápolis ajudou a desenvolver o DW12 (nome dos modelos de 2012 e que fazem referência às iniciais do falecido piloto inglês) –, a grande ausência será Danica Patrick. Muito mais pela mídia que a cerca do que pelo talento em guiar, Danica acertou sua transferência para a Nationwide Series da Nascar.
Para não ficar carente de mulheres no grid, a categoria promove o retorno da britânica Katherine Legge, que disputou o DTM no ano passado. Legge vai guiar para a Dragon (de Jay Penske, filho de Roger) e será companheira de equipe do francês Sebastien Bourdais, que teve uma apagada passagem pela F1 depois de seus quatro títulos na Indy.
Nos últimos anos, a presença feminina nos cockpits deu indicação de que elas tomariam conta de boa fatia do grid da F-Indy. Pippa Mann, Simona de Silvestro, Sarah Fisher e Milka Duno, além da brasileira Bia Figueiredo, competiram na Indy nas últimas temporadas. Porém, a única (até o momento) que teve um resultado, digamos, expressivo, foi Danica Patrick. A norte-americana venceu o GP do Japão em 2008. Com Danica longe dos monopostos, a equipe Andretti tratou de chamar James Hinchcliffe.
A situação para o Brasil não é das melhores. Dos quatro pilotos que competiram na Fórmula Indy no ano passado, apenas Helio Castroneves (Penske) e Tony Kanaan (KV) garantiram seus lugares no grid. Vitor Meire e Bia Figueiredo ainda negociam um cockpit para a disputa da temporada.
Os pilotos confirmados na temporada 2012 da Fórmula Indy são:
Equipe: Ganassi Racing
Carro: Dallara-Honda
Pilotos: Dario Franchitti e Scott Dixon
Equipe: Chip Ganassi Racing
Carro: Dallara-Honda
Pilotos: Graham Rahal e Charlie Kimball
Equipe: Penske
Carro: Dallara-Chevrolet
Pilotos: Will Power e Helio Castroneves e Ryan Briscoe
Equipe: Panther Racing
Carro: Dallara Chevrolet
Piloto: JR Hildebrand
Equipe: Sam Schmidt
Carro: Dallara-Honda
Piloto: Simon Pagenaud
Equipe: AJ Foyt
Carro: Dallara-Chevrolet
Piloto: Mike Conway
Equipe: Andretti
Carro: Dallara-Chevrolet
Pilotos: Marco Andretti e Ryan Hunter-Reay e James Hinchcliffe
Equipe: KV Racing
Carro: Dallara-Chevrolet
Pilotos: Tony Kanaan e piloto a confirmar
Equipe: HVM Racing
Carro: Dallara-Lotus
Piloto: Simona de Silvestro
Equipe: Dragon
Carro: Dallara-Lotus
Pilotos: Sebastien Bourdais e Katherine Legge
Equipe: Mike Shank Racing
Carro: Dallara-Lotus
Piloto: a confirmar
Equipe: D&R Racing
Carro: Dallara-Lotus
Piloto: a confirmar
Equipe: Ed Carpenter Racing
Carro: indefinido
Piloto: Ed Carpenter
Equipe: Sarah Fisher Racing
Carro: indefinido
Piloto: Josef Newgarden
Equipe: Rahal Letterman Lanigan Racing
Carro: indefinido
Piloto: a confirmar
Equipe: Dale Coyne Racing
Carro: indefinido
Piloto: a confirmar
Enquanto os cockpits não são preenchidos e os carros não vão para as pistas, vale a pena escutar o roncado no motor Lotus que equipa o carro da suíça Simona de Silvestro.
Confira, agora, o calendário para a temporada 2012 da Indy:
25 de março – Saint Petersburg (rua)
1º de abril – Barber Motorsports Park (misto)
15 de abril – Long Beach (rua)
29 de abril – São Paulo Indy 300, no Brasil (rua)
27 de maio – 500 Milhas de Indianápolis (oval)
3 de junho – Detroit Belle Isle Park (rua)
9 de junho – Texas Motor Speedway (oval)
23 de junho – Iowa Speedway (oval)
8 de julho – Toronto, no Canadá (rua)
22 de julho – Edmonton, no Canadá (rua)
5 de agosto – Mid-Ohio (misto)
19 de agosto – Qingdao, na China (rua)
26 de agosto – Sonoma (misto)
2 de setembro – Baltimore (rua)
16 de setembro – Fontana California Speedway (oval)
A temporada 2012 da Fórmula 1 nem começou e já tem polêmica no ar. O sistema de frenagem da equipe Lotus, que esse ano virá para as pistas com Kimi Raikkonen e Romain Grosjean, já desperta incômodo nas ditas grandes escuderias. O diretor esportivo da Ferrari, Stefano Domenicalli, foi o primeiro a levar suspeita sobre a legalidade do dispositivo.
De acordo com o Gazzetta dello Sport, o sistema desenvolvido para os carros negro e dourado controla a altura do carro, evitando que a dianteira fique elevada nas acelerações; consequentemente, que a frente do carro não baixe nas freadas. Assim, o dispositivo manteria a distância do carro em relação ao solo inalterada durante todo tempo.
Essa regulagem seria feita a partir do acionamento de um pedal durante a frenagem. O sistema é composto por cilindros hidráulicos que ficam abaixo dos braços da suspensão. O regulamento técnico da categoria proíbe qualquer modificação aerodinâmica no bólido provocada pelo piloto.
Historicamente, a F1 é cheia de casos de (tentativas de) dribles no regulamento. Um dos mais recentes foi o difusor traseiro duplo, responsável pelo pulo do gato da extinta equipe Brawn em 2009, que determinou a conquista daquele mundial. Depois de algumas vitórias no início daquele campeonato, a FIA ratificou a legalidade do sistema nos carros de Ross Brawn. Depois, a Red Bull bem que tentou, mas já era tarde para tirar o título da escuderia inglesa.
Somente após os primeiros testes da pré-temporada é que poderemos diagnosticar a eficácia desse dispositivo. Mas, por essas primeiras informações, o sistema da equipe de Enstone deverá promover uma melhor estabilidade nas curvas, além de prolongar o desgaste dos pneus.
A organização do rali Dakar confirmou que a edição do ano que vem da tradicional competição terminará no Chile. Desde que passou a ser disputado na América do Sul, a chegada sempre aconteceu na Argentina. Na edição desse ano, que termina no dia 15 de janeiro, a chegada está prevista para Lima, no Peru.
Em 2013, a capital peruana deverá ser o ponto de partida do rali Dakar. Entretanto, nossos hermanos não precisam se desesperar: desde que começou a ser disputado no continente americano, em 2009, o rali Dakar sempre promoveu a abertura e o encerramento em solo argentino. Apesar da mudança para 2013, a Argentina já garantiu que a competição passará em suas terras por, no mínimo, mais dois anos.
Enquanto isso, o Brasil segue, oficialmente, com intenções de fazer parte do rali Dakar. Porém, não vejo em nossos representantes uma grande determinação para trazer o famoso rali para terra brasilis.
Recebi uma informação que surge mais uma categoria de turismo no país. Provando o aquecimento das categorias de turismo no Brasil, a Sprint Race chega pelos braços da família Marques (Paulo de Tarso e os filhos Tarso Marques e Thiago Marques) e do preparador Amadeu Rodrigues. O carro apresentado é a cara da antiga Super Clio, categoria que reuniu na primeira década desse século pilotos como Allam Khodair, Wagner Ebrahim, Fábio Carrera, André Bragantini e alguns outros nomes que hoje figuram nas principais categorias de turismo no Brasil.
A iniciativa é boa, já que a Sprint Race objetiva a preparação de pilotos que focam a profissionalização no Brasil; algo como o passo anterior a Stock Car. Nesse carro de chassis tubular, o piloto ficará no centro do carro.
Além da novidade do surgimento dessa categoria, pouco foi divulgado. Sabe-se que serão dez etapas com rodadas duplas. A expectativa é de um grid com 15 carros. Para estimular a competitividade no campeonato, a zona de pontuação engloba os 12 primeiros de cada corrida. O regulamento prevê até mesmo dupla de pilotos para essa temporada.
Assim como acontece no brasileiro de Marcas, os primeiros colocados na competição receberão o “lastro de sucesso”. O campeonato começa no dia 4 de março em Interlagos e termina no dia 2 de dezembro em Curitiba. Apesar de o calendário ainda não ter sido divulgado, não há qualquer certeza se a Sprint Race virá ao Rio de Janeiro em seu primeiro ano de competição.
A Red Bull ainda não apresentou o modelo que tentará dar o tricampeonato a Sebastian Vettel, mas o mentor da supermáquina dos últimos anos, Adrian Newey, já deu dicas de como será o RB8. Como o velho ditado diz que não se mexe em time que está ganhando, Newey adiantou que o modelo de 2012 será uma evolução do projeto da escuderia austríaca, que teve início em 2009.
Naquela temporada, os touros vermelhos começaram bem atrás da extinta equipe Brawn, mas no final do mundial já estavam, de certa forma, superando os carros brancos de Ross.
Os carros do bicampeão Sebastian Vettel e do australiano Mark Webber estão sendo construídos a partir das novas regras que entrarão em vigor nesse campeonato. A principal mudança no regulamento técnico é a proibição do difusor aquecido, que era um dispositivo que liberava gasolina para o motor enquanto o piloto não acelerava o carro. Dessa forma, a combustão era feita e havia a liberação de gases quentes que passavam para o escapamento e difusor, aumentando o downforce.
Outra novidade em 2012 será a diminuição da altura dos bicos dos bólidos. A altura máxima foi rebaixada dos atuais 62,5 centímetros para 55. Agora é esperar os primeiros testes na pré-temporada para vermos se os carros de Newey continuarão no topo e se terão algum adversário direto na briga pelas vitórias.
Começo a escrever esse post e aposto que muita gente já lembrou aquela velha propaganda do produto capilar que fez muito sucesso por aqui nos anos de 1980. Nada disso! É claro que esse espaço continua sendo exclusivamente dedicado ao automobilismo.
Mas enquanto contamos as horas para os lançamentos dos modelos 2012 da Fórmula 1 e para o início dos campeonatos de esporte a motor no Brasil e no mundo, vamos fazer uma volta ao passado. Quem aí tem não se lembra do Playmobil, brinquedo alemão fabricado pela Geobra em 1974 e que passou a ser produzido por aqui pela Trol dois anos depois? Apenas como curiosidade, hoje em dia, o Playmobil é importado pela Sunny Brinquedos.
Com a colaboração do amigo Carlos Alberto Guimarães e do colecionador Luciano Leite, compartilho com vocês um comparativo feito pela fabricante alemã. Olhem esse aqui:
Parece que a Ferrari de Alain Prost, que perdeu o título de 1990 para a McLaren de Ayrton Senna, serviu de inspiração para os alemães. Será que eles gostavam mais do francês do que do brasileiro? Sei que alguns adesivos nesse kit do Playmobil diferem dos patrocinadores da Ferrari da época. Porém, chamou-me atenção não só a semelhança com o modelo que disputou o título mundial de 1990; até o mecânico da escuderia de Maranello, que é retratado no brinquedo com um bigode que mais parece o “Seu Madruga” (da série Chaves), usa camisa amarela, como os mecânicos da Ferrari usavam naquela temporada.
Atualizado às 13h56min: Conforme comentado pelo internauta Tribunense FC, o comparativo foi feito pelo colecionador Luciano Leite.
Depois da morte do motociclista argentino Jorge Martínez Boero no primeiro dia da 33ª edição do rali Dakar, um grave acidente marcou o segundo dia de competições nas areias da América do Sul. Também com 38 anos, o motociclista Bruno da Costa atropelou uma vaca no trecho entre Santa Rosa da la Pampa e San Rafael. O francês da Yamaha, que sofreu hemorragia renal e fraturas na coluna, está internado no hospital de Mendoza. O estado de saúde do competidor é grave. A vaca morreu após ser atropelada.
Outro acidente aumentou a triste estatística da competição. Os espectadores Luis Marcelo Soldavini, de 37 anos, e seu filho Tomás, de 11 anos, morreram. Os dois assistiram à competição nas proximidades de San Rafael.
Com os resultados desse segundo dia, Marc Coma, que compete pelo tetra, superou ‘Chaleco’ López e assumiu a liderança geral do rali Dakar entre as motos. Em dois dias de rali, Gérard De Rooy é o líder entre os caminhões, enquanto que Stéphane Peterhansel e Jean-Paul Cottret estão na frente entre os carros. Nos quadriciclos, a liderança do momento é do polonês Lukasz Laskawiec.
Época entre temporadas de Fórmula 1 é assim. A gente pesca uma coisinha aqui, descobre outra ali... Esse vídeo é um tour pela fábrica da equipe Mercedes AMG Petronas. O guia? Um certo heptacampeão que atende pelo nome de Michael Schumacher. Confiram:
A 33ª edição de um dos mais famosos ralis do mundo não começou bem. O Rali Dakar, que é disputado na América do Sul desde 2009, registrou mais uma morte. O motociclista argentino Jorge Martínez Boero morreu após sofrer um ataque cardíaco durante o primeiro dia de disputa, logo após a largada em Mar del Plata, na Argentina. O argentino de 38 anos, que fazia o rali pela segunda vez – em 2011, ele parou na sexta etapa –, morreu no trecho que foi até Santa Rosa de la Pampa.
O argentino guiava a moto Beta RR 450 número 175, quando caiu no quilômetro 55 após o ataque cardíaco. Por causa da queda, o competidor sofreu fraturas no tórax.
Em 33 anos do rali Dakar, Jorge Boero foi o 25º competidor a perder a vida na competição, que começou a ser disputada em 1979 e é realizado pela quarta vez no nosso continente – em 2008 não houve disputa; isso sem contar que 37 mecânicos e espectadores já perderam suas vidas em edições anteriores. Jorge Martínez Boero era filho do campeão argentino de Carretera.
Confira como foi o primeiro dia de competição do Dakar 2012, que esse ano, além de Argentina e Chile, passará pela primeira vez no Peru: