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Troca-troca na Stock Car

Calma! Não houve qualquer tipo de troca de posições de companheiros de equipe na Stock Car. O troca-troca foi nos cockpits. Depois de anunciar sua saída da equipe Mico’s, Thiago Marques acertou contrato com a AMG, time do líder do campeonato, Átila Abreu. O chefe do time, o multicampeão da categoria Ingo Hoffmann, chamou o irmão de Tarso por já conhecer o talento do piloto paranaense. Thiago irá substituir Gustavo Sondermann que, por sua vez, irá ficar com o bólido de Tarso Marques, na Gramacho Costa.

E as trocas não param por aí. Na vaga deixada por Thiago na Mico’s, o paranaense Rodrigo Sperafico fará sua reestreia na categoria. Rodrigo é irmão gêmeo de Ricardo, que acertou a substituição de Betinho Gresse na Hot Car. Gresse ficará de fora por conta de uma clavícula quebrada, depois de um acidente de bugre numa fazenda no interior de São Paulo.

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Cheirinho de pizza

O Conselho Mundial da FIA marcou a data que irá se reunir para analisar e julgar a troca de posições dos pilotos da Ferrari após ordem do time vermelho. No dia 10 de setembro, as cabeças pensantes da Federação Internacional de Automobilismo também darão um veredicto sobre o resultado do Grande Prêmio da Alemanha.

Apesar da grande palhaçada, sou contra mexer no resultado do GP, que foi obtido na pista. Se não tiraram a vitória de Fernando Alonso no GP de Cingapura de 2008, que foi muito mais escandaloso do que este (se é que isso é possível), por que iriam tirar esta?

Moralmente, seria obrigatória a suspensão da Ferrari por, no mínimo, uma corrida. A atitude seria de lição para os times da Fórmula 1 pensarem duas, três... Quinhentas vezes antes de ferir a esportividade com manobras com a que o mundo viu na volta 49 do GP alemão. Seria uma lição que os italianos jamais esqueceriam, já que o Grande Prêmio da Itália está marcado para dois dias depois da reunião do Conselho.

Já imaginaram a Ferrari ser impedida de participar da corrida em Monza por causa de uma suspensão imposta pela FIA? Isso sairia mais caro para a escuderia do que qualquer multa aplicada. E não me venham dizer que a Ferrari e a Ferrari ou coisas assim. A Fórmula 1 é maior do que a Ferrari e o pessoal de Maranello precisa mais da F1 do que a Fórmula 1 precisa da Ferrari. Não faz muito tempo que a Ferrari ficou 21 anos (1979-2000) sem conquistar um título mundial de pilotos na categoria; e nem por isso a F1 ficou chata ou sem graça.

Ao mesmo tempo em que torço por uma punição a esta altura, sei que tudo isso não passa de minha ilusão. Nunca é demais lembrar que o presidente da FIA é Jean Todt, chefe da armação no Grande Prêmio da Áustria de 2002 – aquela corrida em que Rubens Barrichello deu passagem para Michael Schumacher vencer depois da última curva da última volta. Será que o francês vai punir uma atitude que já foi utilizada por ele mesmo?

Outro peso na defesa do time italiano é Bernie Ecclestone. O presidente da FOM disse que não tem objeção se um determinado time resolver qual de seus pilotos deve vencer uma corrida. Com estes dois aliados de grande porte, é melhor colocar a pizza (italiana, com certeza) no formo. Ou alguém acredita que haverá uma punição severa ao time vermelho?

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Deu vermelho; vermelho de vergonha

Hoje vou fugir do que costumeiramente faço ao escrever sobre um Grande Prêmio de Fórmula 1 alguns minutos após o término da corrida. Vou dedicar este espaço à vergonha que foi a disputa entre Fernando Alonso e Felipe Massa, sob a tutela da Ferrari, em Hockenheim, Alemanha.

Depois de uma boa largada, o brasileiro pulou para ponta da prova. Após a parada nos boxes para troca de pneus, momento em que Felipe passou a usar os compostos mais duros, o rendimento da Ferrari de Massa caiu. Ainda assim, com talento, ele conseguiu ficar à frente do espanhol.

Num dado momento da disputa na pista alemã, Fernando Alonso, pelo rádio, disse “ridícula é esta situação”. Entendo que o espanhol, que sempre se mostrou um grande chorão mimado, tenha se referido a estar atrás de Felipe. Durante algumas voltas, Alonso até foi mais rápido do que Massa, mas como diz o velho ditado: chegar é uma coisa, passar é outra.

O que ele queria? Que Felipe abrisse caminho para a vitória espanhola? Bem, até foi isso que aconteceu, mas só ocorreu após uma ordem, ou melhor, uma informação vinda da equipe do cavalinho repugnante, digo, rampante.

Na fatídica volta 49, o engenheiro Robert Smedley entrou em contato, via rádio, com Felipe e disse: “Fernando é mais rápido. Você confirma que entendeu?” Só não entende quem não quer... Massa tirou o pé e deixou o espanhol passar para primeiro, numa manobra escancaradamente sem vergonha.

Mais uma vez a Ferrari fere gravemente o princípio da competição no esporte a motor, que é a disputa na pista. Não me venham dizer que Vettel e Webber jogaram fora a corrida na Turquia por causa de uma disputa doméstica na Red Bull. Neste mesmo GP, a McLaren deu show de esportividade, ao deixar Hamilton e Button duelarem pela liderança da corrida; o resultado foi a dobradinha da escuderia de Woking. Este Grande Prêmio da Alemanha foi a dobradinha da vergonha, um verdadeiro déjà vu do mesmo time no GP da Áustria de 2002.

A desculpa (esfarrapada) poderia ser a posição dos pilotos no mundial, que tinha Alonso em quinto, a 31 pontos do oitavo colocado, que era o Massa até antes da corrida em Hockenheim. Obviamente, o time vermelho da vergonha não irá assumir que deu uma ordem a Felipe para deixar Alonso passar para primeiro.

Para quem tem memória fraca, vale lembrar que Fernando bateu em Felipe nas primeiras curvas da penúltima corrida, em Silverstone, prejudicando radicalmente o desempenho do brasileiro no GP inglês, que foi obrigado a parar nos boxes por causa de um pneu furado. Ainda nesta temporada, quem não se lembra da manobra legal e nada ética de Alonso ao passar Felipe metros antes da entrada dos boxes.

(Formula 1 Website)

Depois da bandeirada, um cara-de-pau Alonso saltou da Ferrari e, aqui, sim, ridiculamente, fingiu estar com dores nas costas e foi cumprimentar seu “companheiro” Felipe Massa. O brasileiro saiu do cockpit e, frio igual a um iceberg, aceitou um tímido abraço do espanhol.

Longe de mim querer passar uma ideia de, como diria o inesquecível jornalista Nélson Rodrigues, complexo de vira-latas. Mas não vejo graça esportiva em uma vitória desta forma. O COCKPIT já escreveu aqui, bem antes desta temporada começar, que Fernando Alonso tem um talento único, mas é um piloto mimado e chorão. O espanhol não admite ter um companheiro de equipe que dispute posições na pista com ele. Durante toda carreira na F1, Alonso sempre teve pilotos que serviram do bom e do melhor para ele. Até chegar na Ferrari, Fernando só teve um piloto que competiu de verdade com ele; em 2007, Lewis Hamilton dividia os boxes da McLaren com o espanhol e deu no que deu.

Infelizmente, sabemos que na F1 de hoje, os pilotos são obrigados a cumprir determinações de suas equipes. Para ser bem direto, só aceito este tipo de condição no momento em que um título mundial está em jogo, o que não é o caso. Uma possível desobediência de um piloto poderá custar seu emprego no time. Cabe, aí, cada piloto avaliar o que vale a pena. Vale deixar um companheiro de equipe passar para ganhar? Vale bater propositalmente para deixar um companheiro ganhar. Ops! Nestes dois casos, Fernando Alonso estava envolvido. Quanta coincidência...

Sempre tento me fiscalizar para não deixar meu lado saudosista aflorar, principalmente aqui no COCKPIT. Mas é inevitável não lembrar o tricampeão Nélson Piquet. Certa vez, o ex-piloto foi questionado se deixaria um companheiro de escuderia passar para vencer uma corrida. Numa resposta, que é digna de quem o conhece, Nelsão disse: “Tem certas coisas que a gente não precisa ouvir. Nestas horas, o rádio de comunicação pode ter problemas. E aí você passa a não escutar perfeitamente as ordens da equipe”. Quanta diferença...

Voltando à corrida, veja como ficou a classificação do Grande Prêmio da Alemanha, em Hockenheim:
1. Fernando Alonso (Ferrari)
2. Felipe Massa (Ferrari)
3. Sebastian Vettel (RBR-Renault)
4. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
5. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
6. Mark Webber (RBR-Renault)
7. Robert Kubica (Renault)
8. Nico Rosberg (Mercedes)
9. Michael Schumacher (Mercedes)
10. Vitaly Petrov (Renault)
11. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
12. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
13. Nico Hulkenberg (Williams-Cosworth)
14. Pedro de La Rosa (Sauber-Ferrari)
15. Jaime Alguersuari (STR-Ferrari)
16. Vitantonio Liuzzi (Force India-Mercedes)
17. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
18. Timo Glock (Virgin-Cosworth)
19. Bruno Senna (Hispania-Cosworth)

Abandonaram:
20. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
21. Lucas di Grassi (Virgin-Cosworth)
22. Sakon Yamamoto (Hispania-Cosworth)
23. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
24. Sebatien Buemi (STR-Ferrari)

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Fomos garfados mais uma vez. Um domingo para esquecer

Parecia que Helio Castroneves, na Fórmula Indy, iria lavar a alma do Brasil no automobilismo mundial depois do polêmico GP da Alemanha de F1. O brasileiro da Penske liderava a prova em Edmonton até os instantes finais. A metros de a bandeira quadriculada ser agitada, Helinho protegeu sua primeira posição dos ataques de Will Power, seu companheiro da Penske, e Scott Dixon, da Ganassi. Ao contrário do que pensam os italianos de Maranello, Roger Penske não interferiu na disputa entre seus pilotos.

A direção de prova acusa o brasileiro de ter bloqueado o australiano. Castroneves foi punido e caiu para o 10º lugar. Helinho foi garfado escandalosamente. Sobrou, então, para Power e Dixon. O piloto da Ganassi ainda se deu bem para cima do líder do campeonato e venceu a corrida. Confira abaixo o momento crucial da corrida.



Helinho foi perfeito. Numa corrida que encaminhava para mais um triunfo de Will Power, o último terço da prova canadense chacoalhou tudo. O Homem Aranha cresceu pra cima do companheiro de equipe e tomou a ponta da prova. O brasileiro até chegou a cruzar a linha de chegada em primeiro, mas foi informado que não seria declarado vencedor. Foi o famoso “ganhou, mas não levou”.

O clima ficou quente. Helinho partiu pra cima de um dos comissários e chegou a agarrá-lo pela camisa, quase partido para os finalmentes. A poeira ainda nem baixou, mas nesta confusão toda, Dario Franchitti, da Ganassi, terminou a prova em terceiro – isso se a Penske não reverter a punição, minimamente controversa, a Helinho.

O GP marcou a despedida de Mario Romancini da Indy em 2010. O brasileiro avisou pelo microblog Twitter que não irá competir mais nesta temporada em razão da ausência de suporte financeiro. Uma pena que o talentoso Romancini fique de fora da categoria.

Leia a classificação final do Grande Prêmio de Edmonton da Fórmula Indy:
1º Scott Dixon (Ganassi)
2º Will Power (Penske)
3º Dario Franchitti (Ganassi)
4º Ryan Briscoe (Penske)
5º Ryan Hunter-Reay (Andretti)
6º Paul Tracy (KV)
7º Ernesto Viso (KV)
8º Mario Moraes (KV)
9º Takuma Sato (KV)
10º Helio Castroneves (Penske)
11º Marco Andretti (Andretti)
12º Tony Kanaan (Andretti)
13º Raphael Matos (Luczo Dragon/De Ferran)
14º Bertrand Baguette (Conquest)
15º Danica Patrick (Andretti)
16º Vitor Meira (AJ Foyt)
17º Hideki Mutoh (Newman-Hass)
18º Alex Lloyd (Dale Coyne)
19º Tomas Sheckter (Dreyer & Reinbold)
20º Dan Wheldon (Panther)
21º Justin Wilson (Dreyer & Reinbold)

Abandonaram:
22º Simona De Silvestro (HVM)
23º Alex Tagliani (Fazzt)
24º Mario Romancini (Conquest)
25º Milka Duno (Dale Coyne)

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Cesinha e Serafin Jr vencem Trofeo Linea

Depois a vergonha automobilística ocorrida em Hockenheim na Fórmula 1, o Racing Festival, que reúne as corridas de carros de turismo, Trofeo Linea, e de monoposto, Fórmula Future, deu um verdadeiro show de esportividade. A segunda rodada dupla do Trofeo Línea teve dois vencedores diferentes da primeira etapa, disputada em maio no Rio de Janeiro. O equilíbrio parece ser a tônica da categoria, que mostrou que esporte a motor é feito de ultrapassagens na pista, e não troca de posições por ordem de equipe.

O fim de semana do Trofeo Línea começou agitado em Londrina. Duda Pamplona e Christian Fittipaldi, dois pilotos da Stock Car, acertaram suas participações no campeonato nacional desta categoria nova.

Carsten Horst/MF2) Christian Fittipaldi estreia no Trofeo Linea na etapa de Londrina

Na primeira bateria, a torcida local foi ao delírio. O londrinense Cesinha Bonilha surpreendeu os favoritos e venceu a corrida no interior paranaense. Bonilha foi convidado a substituir o piloto titular Cláudio Gontijo.

Cesinha fez valer sua experiência na pista de Londrina para conseguir ser mais rápido do que os outros. A sorte de Bonilha começou antes mesmo da largada; ele se beneficiou com a punição a três pilotos do grid que estavam à sua frente – Clemente faria Jr, Christian Fittipaldi e Thiago Camilo. Em terceiro, Cesinha ainda viu o novo pole (e aniversariante do dia) Cacá Bueno queimar a largada. Aí ficou um pouco mais fácil para ele vencer a primeira bateria do Trofeo Línea.

O pódio ainda teve Alceu Feldman e Ricardo Maurício, que recebeu a quadriculada na terceira colocação. Estreante do dia, Duda Pamplona terminou esta corrida em quinto. Líder da categoria, André Bragantini não conseguiu nada melhor do que um 11º lugar.

(Carsten Horst/MF2)

Na segunda bateria do dia, Serafin Jr, que largou na pole-position (por ter terminado em oitavo a primeira corrida, o piloto conta com a vantagem da regra do grid invertido para as oito primeiras posições), espantou de vez a zica e venceu na categoria. Depois de bater na trave nas duas baterias disputadas no Rio de Janeiro, Serafin Jr finalmente subiu no degrau mais alto do pódio.

Esta bateria também teve a grata surpresa da volta de Christian Fittipaldi a um pódio. O sobrinho de Emerson, que tem experiência de F1, F-Indy e Nascar, terminou a prova em terceiro, logo atrás de Losacco. Numa boa corrida, Ricardo Maurício quase beliscou o pódio, fechando sua participação na quarta colocação. A prova ficou marcada, também, pelas acirradas disputas entre Cacá Bueno e Thiago Camilo, que se estranham desde a etapa de abertura do Racing Festival.

O campeonato do Trofeo Línea tem a liderança de André Bragantini com 32 pontos. O vice-líder é Antonio Jorge Neto, com 30. Alceu Feldman, com 28, Ricardo Maurício, com 22, e Popó Bueno e Giuliano Losacco (ambos com 21) vêm logo a seguir.

Na Fórmula Future, as baterias foram vencidas por João jardim e Francisco Alfaya. Nesta categoria, a liderança está com João Jardim, que coleciona 46 pontos. Francisco Alfaya está na vice-liderança com 45, seguindo por Nicolas Costa com 42 pts.

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Pérez vence e assume vice-liderança na GP2

Todos sabem que a segunda bateria da GP2 sempre é a corrida mais curta do fim de semana; mas isso não quer dizer que a prova tem menos emoção. Na bateria em que não há obrigatoriedade de pit stop, p mexicano Sérgio Pérez venceu pela terceira vez em 2010 e ainda sonha com o título desta temporada. Depois das duas baterias deste fim de semana, Sérgio conseguiu descontar preciosos pontos e, agora, está a 21 pontos do líder Pastor Maldonado, da Rapax.

Nas 27 voltas em Hockenheim, Pérez mostrou que seu Addax estava perfeito para a pista alemã. A jovem promessa mexicana ultrapassou Turvey na volta 13 e disparou na ponta, fazendo volta mais rápida atrás de volta mais rápida.

A duas voltas do fim, Maldonado, que ocupava a oitava colocação, depois de ter sido ultrapassado por Romain Grosjean, tentou se aproveitar de uma bobeada do francês com o tráfego. Grosjean, que estava voando baixo no circuito alemão – largou em 17º e estava, naquele momento, em sétimo – e Maldonado bateram rodas e foram parar fora da pista. Confira como foi o toque dos dois pilotos:



Um incidente típico de corrida, sem culpa para qualquer lado. Para a competição, nada mudou, já que o venezuelano estava fora da zona de pontuação. E manteve seus 66 pontos.

No pódio, Pérez teve a companhia do inglês Oliver Turvey, da iSport, e do sul-africano Adrian Zaugg, da Trident, que recebeu a quadriculada na terceira colocação. Os brasileiros não foram bem: Alberto Valério e Luiz Razia terminaram a bateria na 12ª e 13ª posições, respectivamente.

Faltando quatro rodadas duplas, o campeonato tem Maldonado na liderança, seguido por Pérez com 45 pontos e Dani Clos com 44. A categoria volta no fim de semana do Grande Prêmio da Hungria, para mais duas baterias e entrar na reta final do mundial.

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Maldonado não vê ninguém a sua frente

O venezuelano Pastor Maldonado, da Rapax, venceu mais uma na GP2. A pista de Hockenheim foi palco da quarta vitória nas últimas cinco baterias da categoria. O sul-americano ruma firma para o título da categoria de acesso à Fórmula 1. O triunfo de Maldonado foi facilitado, também, pela má largada do pole Charles Pic, da Arden. O venezuelano tomou a liderança da prova alemã na primeira curva e só não venceu de ponta a ponta porque, assim como toda primeira bateria da GP2, houve a obrigatoriedade dos pits stops. O venezuelano, agora, abre 24 pontos sobre o segundo colocado do campeonato, Dani Clos.

(GP2 Series Website)

De volta à GP2, Romain Grosjean, que ano passado entrou no lugar de Nelsinho Piquet na equipe Renault de F1, teve problemas logo na largada. O francês da Dams teve um furo no pneu provocado pela confusão envolvendo Ho-Pin Tung, Christian Vietoris e o brasileiro Alberto Valério.

Após a inesperada parada nos boxes, Romain passou a se divertir, mostrando que só não foi campeão da GP2 em 2009 (com todo respeito a Nico) porque saiu no meio da temporada para ocupar a vaga de Nelsinho na Fórmula 1. Neste meio tempo, Grosjean ainda teve de cumprir um drive-through por ter cortado caminho.

Grosjean substitui Jérôme D'Ambrosio. A troca foi motivada apenas pelo time entender que o francês pode ser mais útil do que o belga no acerto do carro nesta temporada. No entanto, o belga volta ao cockpit da escuderia na etapa da Hungria.

Sem ter como ameaçar o líder, Sérgio Pérez, da Addax, conquistou um bom segundo lugar. O francês Pic, que perdeu a ponta na largada, chegou em terceiro. O brasileiro melhor colocado foi Alberto Valério, da Coloni, que recebeu a quadriculada em 11º. Já Luiz Razia, da rapax, abandonou na quarta volta, depois de ter sido atingido por Davide Valsecchi, da iSport. O italiano foi punido com a perda de dez posições no grid para a segunda bateria.

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Por dois milésimos

A vida pode parecer injusta. É o que pode ter pensado Fernando Alonso após o treino classificatório para o grid para o Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1. Na sessão que definiu a formação de largada na pista de Hockenheim, o espanhol da Ferrari ficou a míseros dois milésimos de segundo do tempo da pole-position de Sebastian Vettel. O tempo, que só é identificado em cronômetros, vale oito metros de diferença entre os bólidos, além de colocar o bicampeão no lado pior da largada.

(Formula 1 Website)

O alemão, que está na disputa pelo título desta temporada, incorporou o slogan da equipe de energéticos e permitiu a RBR dar asas a ele. Num treino em que a Ferrari mostrou força, apostando que seus carros vermelhos largariam na primeira fila, Vettel fez uma volta rápida e mágica. Estimulado por competir em casa, Sebastian cravou sua sexta pole em 2010 – a 11ª na carreira na F1.

O treino de formação do grid ficou marcado, também, por dois incidentes: um físico e outro psicológico. O primeiro aconteceu no início do Q1, Vitantonio Liuzzi perdeu o controle de sua Force India na entrada da reta. O carro do italiano pisou na zebra e rodou, atravessando a pista e se chocando violentamente contra o muro de proteção. O piloto nada sofreu, a não ser um grande susto.

(Formula 1 Website)

O incidente psicológico ocorreu na cabeça do heptacampeão. Michael Schumacher não deve ter gostado nada do treino classificatório. O veterano alemão da Mercedes ocupava a décima posição até os últimos instantes do término do Q2 – posição que lhe daria a chance de disputar a superpole. Mas aí, o conterrâneo novato resolveu acabar com a alegria de Schumacher. Sem o menor respeito,Nico Hulkenberg acelerou forte sua Williams e tomou a décima posição do ídolo heptacampeão.

Confira como ficou o grid para o Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1:
1. Sebastian Vettel (RBR-Renault): 1min13s791
2. Fernando Alonso (Ferrari): 1min13s793
3. Felipe Massa (Ferrari): 1min14s290
4. Mark Webber (RBR-Renault): 1min14s347
5. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min14s427
6. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min14s566
7. Robert Kubica (Renault): 1min15s079
8. Rubens Barrichello (Williams-Cosworth): 1min15s109
9. Nico Rosberg (Mercedes): 1min15s179
10. Nico Hulkenberg (Williams-Cosworth): 1min15s339
11. Michael Schumacher (Mercedes)
12. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
13. Vitaly Petrov (Renault)
14. Adrian Sutil (Force India-Mercedes)
15. Pedro de La Rosa (Sauber-Ferrari)
16. Jaime Alguersuari (STR-Ferrari)
17. Sebatien Buemi (STR-Ferrari)
18. Jarno Trulli (Lotus-Cosworth)
19. Heikki Kovalainen (Lotus-Cosworth)
20. Timo Glock (Virgin-Cosworth)
21. Bruno Senna (HRT-Cosworth)
22. Vitantonio Liuzzi (Force India-Mercedes)
23. Sakon Yamamoto (HRT-Cosworth)
24. Lucas di Grassi (Virgin-Cosworth)

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Quem viver verá

O fim de semana dos dias 17 e 18 de julho foi praticamente a despedida de 2010 do autódromo Nélson Piquet, no Rio de Janeiro. Depois de receber corridas nacionais, como a Fórmula Truck em abril, a Stock Car e o Racing Festival em maio e o GT Brasil em julho, a pista carioca deverá descansar em paz. Mas este descanso será até o início de 2011, quando as provas automobilísticas estarão de volta a Jacarepaguá; pelo menos é o que diz o presidente da Federação de Automobilismo do Estado do Rio de Janeiro (Faerj), Djalma de Faria Neves.

Em entrevista exclusiva ao COCKPIT, Djalma disse que já houve reuniões com equipe técnica do Ministério dos Esportes e pessoas ligadas à Fundação Getúlio Vargas para analisarem a região em Deodoro onde será instalado o futuro autódromo.

O presidente da Faerj confirmou que o termo firmado com o governo federal, que só autoriza a destruição do circuito de Jacarepaguá após um novo autódromo estar operando na mesma cidade, está assinado. “Este documento existe antes mesmo do Rio ter sido escolhido sede da Olimpíada de 2016. Espero que este acordo seja cumprido”, disse.

Djalma de Faria Neves explicou que ainda não há projeto do novo circuito. “Na verdade, o que existe é um desenho para que estudos possam ser feitos. Este desenho nada tem a ver com a futura pista. É apenas um modelo para que sejam feitas marcações. A partir daí nascerá o conceito”, revelou. Hoje, não há traçado nem extensão da nova pista. Tudo o que aparecer por aí é especulação.

A proposta, segundo o presidente da Faerj, é construir um autódromo autosustentável, com kartódromo, lojas, espaço para eventos culturais e tudo mais que possa dar vida ao complexo durante todo ano. “No estudo, é levado em consideração algo voltado para a comunidade local. Ambulatório e salas de aulas itinerantes, voltadas para educação no trânsito, também são objetos de análise”, contou.

De acordo com o presidente da Faerj, no ritmo em que está o processo de viabilização do novo autódromo, certamente haverá competições nacionais no circuito de Jacarepaguá no ano que vem. “As obras ainda nem começaram. Neste andamento, vamos ter corridas no autódromo de Jacarepaguá em 2011. Podem ficar despreocupados”, afirmou Djalma.


Se ele não está preocupado, é sinal que devo ficar tranquilo? Confesso que fui um dos que esperneou pela manutenção do lendário circuito carioca. Porém, o destino da famosa pista de Jacarepaguá já está traçado. Agora, faço parte da torcida número um pela construção de um novo autódromo no Rio de Janeiro. Mas, nesta morosidade, fico desconfiado se realmente a cidade maravilhosa terá uma nova pista para o esporte a motor. No jargão popular, sou igual a São Tomé: só acredito vendo. E espero que eu esteja vivo para ver. Convite para a redação!

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Ronco de motores em Teresópolis

Essa é uma boa pedida para quem é do Rio de Janeiro. Neste fim de semana, é só subir a serra e dar um pulinho a Teresópolis. A cidade organiza a IV Copa Teresopolitana de Kart, que acontece no dia 25. O centro da cidade é transformado num kartódromo de 700 metros de extensão para receber pilotos e máquinas. De acordo com a prefeitura, o evento começa às 9h. O ator Marcos Breda, apaixonado por automobilismo, confirmou presença nas baterias.

(Divulgação)

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