Arquivo de October 2008

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Pela coragem do técnico, o futebol arte ainda vive... Na Inglaterra!

Por Emerson Rocha

Alex Ferguson abusa de substituições ousadas - Foto: AFP
Com um fim de semana de eleição aqui no Rio e muito futebol no Brasil e pelo mundo, muitos fatos valeram destaque. Todos os times cariocas vencendo na 31ª rodada; o Grêmio abrindo três pontos de vantagem na liderança do Brasileirão; a confirmação matemática da volta do Corinthians à elite do futebol nacional, em 2009; a vitória do Milan com gol de Kaká; os três gols de Robinho pelo Manchester City; a quebra da invencibilidade do Chelsea de 86 jogos em seu estádio ao ser derrotado pelo Liverpool, por 1 a 0, e mais uma goleada do Barcelona, pelo Campeonato Espanhol. Entretanto, um jogo isolado me despertou mais a atenção do que todos esses outros temas, por um simples motivo: coragem.

A partida entre Everton e Manchester United, na Inglaterra, é até considerada como “clássico” pela tradição das duas equipes, no país. O duelo específico deste último sábado, também estava marcado pela expectativa do possível gol 100 por clubes do atacante Wayne Rooney, dos “Red Devils”. Ele queria concluir tal façanha neste confronto, já que foi revelado pelo time azul de Liverpool. Mas “Shrek Rooney”, como é chamado pelos torcedores, não conseguiu balançar as redes. O jogo, que terminou com o placar de 1 a 1 e foi disputado no estádio do Everton, teve no técnico Alex Ferguson uma prova que ousadia, talento e coragem podem ser misturado em um time de futebol.

Aos 25 minutos do segundo tempo, o Manchester já empatava com os donos da casa e precisava da vitória para ficar mais próximo da liderança da competição. Quando seu treinador fez uma substituição (que aqui no Brasil seria considerada como excêntrica) bem curiosa. Ele tirou o volante Fletcher (autor do gol) para a entrada do atacante Tevez. O mais curioso foi que o Manchester ficou sem jogadores de marcação no meio-campo. O esquema ficou alguma coisa como um 4-1-5, já que o brasileiro Anderson virou o responsável pela saída de bola da defesa para o ataque. O setor ofensivo ficou povoado com Giggs, Cristiano Ronaldo, Berbatov, Tevez e Nani. A equipe ficou super ofensiva, mas sem deixar de marcar os adversários. Ferguson, que está no comando dos vermelhos há mais de 20 anos, colocou quatro zagueiros (Ferdinand, Brown, Vidic e Evra, que atua mais pela lateral) para fechar a defesa.

Seria apenas uma tentativa desesperada? Pode até ser... Mas o técnico irlandês, que já até recebeu o título de Sir pela Rainha da Inglaterra, tem a equipe nas mãos e já demonstrou que conhece o elenco e suas potencialidades. A única certeza que tenho é que os últimos 20 minutos do jogo me deixaram com os olhos brilhando com o bom futebol apresentado pelo Manchester. Que pena não ter saído com a vitória, que foi desperdiçada em duas oportunidades com Cristiano Ronaldo, mas valeu pelo espetáculo e pela coragem de Alex Ferguson.

O futebol arte ainda vive, mesmo que seja na terra da rainha...

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Ajude-nos a escolher a seleção do Campeonato Brasileiro 2008

Após 31 rodadas do Campeonato Brasileiro, já se dá para ter uma idéia dos melhores jogadores da competição. Nós do “ESPORTES NA ÁREA” gostaríamos que você escalasse, no sistema 4-4-2, a sua seleção da competição. Comente aqui e até o fim do campeonato vamos apurar os votos e escolher o time dos leitores do JB do Brasileirão 2008.

Agora é com você !!!

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Uma rodada bem rubro-negra para o Flamengo

Por Felipe Murta

A trigésima primeira rodada do campeonato Brasileiro será a mais rubro-negra de todas para os flamenguistas que acompanham a competição.

Isto porque além de, obviamente, torcer para o carioca, os flamenguistas terão que fazer coro pelo sucesso dos 'irmãos de cor' pernambucanos do Sport, que enfrenta o Grêmio no Olímpico, pelos baianos do Vitória, que enfrentam o São Paulo no Morumbi e, por fim, pelos rubro-negros paranaenses, que podem tirar pontos importantes do Cruzeiro, na Arena da Baixada.

Se a rodada for totalmente rubro-negra, o Flamengo pode alcançar a vice-liderança, caso o Palmeiras, que pega a fênix Tricolor no Maracanã.

Vida longa ao Vermelho e Preto.

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Será que faltam volantes para dar direção à Seleção Brasileira?

Por Emerson Rocha

Hernanes seria o único craque do futebol brasileiro - Foto: VipComm
“Hernanes (do São Paulo) é o único craque atuando no futebol brasileiro”. Frase dita pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. Como treinador talentoso e respeitado que é, tem uma visão bastante ampla do atual momento do esporte jogado aqui no país e no resto do mundo. O que mais impressiona não é a quantidade de grandes jogadores no Brasil, mas sim sua posição: volante. Quase sempre o título de craque era atribuído a jogadores habilidosos, como meia-armadores e atacantes. Obviamente há exceções de expoentes em outras posições, como Nilton Santos, Carlos Alberto Torres, Leandro, Júnior, Nelinho entre tantos outros. Entretanto, é estranho olhar para o futebol brasileiro hoje e verificar que um volante é o único brilho de talento em gramados nacionais, que ganhou notoriedade consagrando jogadores ofensivos de drible fácil, arrancadas e gols impressionantes. Deixando claro que há diferença entre volante (que direciona a saída da bola da defesa ao ataque) e cabeça-de-área (que atua como uma espécie de terceiro zagueiro, encarregado apenas da marcação).

Luxemburgo ainda analisou cirurgicamente o momento do futebol no Brasil. Para ele, um time só consegue atuar como os brasileiros estão acostumados a gostar quando há volantes que saibam marcar e sair jogando com talento. O treinador apontou como exemplos três equipes com tal estilo: A Seleção de 1970, com Gérson e Clodoaldo; de 1982, com Cerezo e Falcão; e o Flamengo de 1981, com Andrade e Adílio (mesmo que esse jogasse como meia). A pergunta que fica é a seguinte: Não existem volantes brasileiros com técnica para fazer essa função na Seleção, e assim, melhorar o espetáculo?

Antes de responder, vamos lembrar jogadores internacionais que jogam nessa faixa do campo e sabem o que fazer com a bola no pé. Na Argentina temos, pelo menos três exemplos: Maschereano, Cambiasso e Higuain. Eles são considerados volantes modernos, que conduzem suas equipes ao ataque com maestria. A seleção italiana tem um dos maiores volantes do mundo e que para muitos foi o melhor jogador da Copa de 2006, caso do Andrea Pirlo. Alemanha e Holanda contam com Frings e Drenthe, respectivamente. Em Portugal o jogador com esses atributos é Petit, assim como o brasileiro naturalizado espanhol, Marcos Senna, é na Fúria. O maior exemplo de uma seleção com dois volantes e sem cabeça-de-área é a Inglaterra, que conta com Lampard e Gerrard. Porém, o English Team não anda lá bem das pernas. Neste caso, seria incompetência do técnico, Luxa? Deve ser mesmo...

Após a Copa do Mundo de 1994, em que nos tornamos campeões com Mauro Silva e Dunga, dois autênticos cabeças-de-área, os treinadores passaram a priorizar o resultado e o futebol força. Até na base (divisões inferiores) a formação de jogadores com essas características virou prioridade. Tanto que garotos de estatura mais frágil acabam sendo preteridos pelos de maior porte, mesmo que de talento menos apurado. Ainda assim vencemos outra Copa, agora atuando com três zagueiros de ofício e um cabeça-de-área. Sem questionar o talento, jogadores como Emerson, Amaral, Nasa, Jamir, Leandro Ávila, Dinho, Luís Carlos Goiano, Flávio Conceição começaram a ganhar espaço e títulos por nossos times. Até que críticos e os torcedores notaram o empobrecimento da habilidade na Seleção. De uns tempos para cá, os treinadores passaram a dar mais atenção a jovens com boa técnica e recuá-los para atuar como terceiro jogador de meio campo.

Voltando à dúvida acima, há condição sim, de convocar uma seleção brasileira com volantes talentosos. Hernanes é sim um bom nome, que podem atuar nessa faixa do campo. Outros exemplos que podem ser utilizados para se ter uma boa saída de bola e um melhor passe são: Lucas, Mancini, Elano, Anderson, Ibson, Ramires, Diego Souza e Arouca.

Já que todo brasileiro é um técnico de futebol por natureza, não ficarei em cima do muro e vou colocar aqui a minha Seleção ideal:

Júlio César, Daniel Alves, Juan, Thiago Silva e Marcelo; Lucas, Mancini, Ronaldinho Gaúcho e Kaká; Robinho e Adriano.

Quem vai marcar? Ha... Pergunta para os meus adversários, oras...

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Seleção com futebol de dar raiva

Por Felipe Murta

Fica triste não, Jô... A torcida é quem está! Foto: Daniel Ramalho / CPDoc JB


Estou com raiva da Seleção Brasileira de futebol. Ela sempre me engana e eu, sempre acabo caindo no papo dela. Mais uma vez, a Seleção Brasileira começou a rodada das Eliminatórias surpreendendo a todos os seus críticos e entusiastas, enchendo-os de confiança com mais uma convincente e ilusória vitória fora de casa. Meteu logo 4 a 0 na Venezuela, com (belos)gols de todos os seus atacantes. As estrelas brilharam e o jogo fluiu como deve fluir quando é o Brasil quem está em campo.

Até aí, normal para uma partida da seleção no torneio eliminatório para a Copa do Mundo. Mesmo assim, o torcedor brasileiro sabe reconhecer uma bela vitória fora de casa. Ele sofre com seu time, que por sua vez sofre para vencer seus adversários em outra praça no Campeonato Brasileiro.

Aí, esta seleção desembarca no Brasil e é justamente aí que parece estar o problema.. Cheio de esperança pela última vitória, este torcedor se motiva e se mobiliza. Gasta o escasso dinheiro e estica sua noite de meio de semana. Faz todo o esforço necessário para, enfim, poder ver ao vivo toda aquela constelação de jogadores, que de tão brilhantes, só podem ser vistas na televisão e atuando em gramados internacionais..

Pois parece que estas estrelas só brilham mesmo sob os olhares das câmeras. Quando pisam em território nacional e jogam nos nossos gramados, parece que todos, inclusive os melhores, perdem o encanto e o brilho.

É como aquele astro de cinema que provoca a histeria e tietagem de muitas pessoas:
- Como é possível alguém ser tão bonito. Olha a pele, olha os dentes, que sorriso perfeito, diz a fã

Mas que quando se tem a oportunidade de ver, de encontrar ao vivo, se repara defeitos que as telas escondem:
- Nossa, como ele é baixinho. E aquela barriga, meu Deus!!!! Que nariz enorme, como escondem aquilo? Devem usar quilos e quilos de maquiagem para esconder aquelas rugas.

Pois é esta a sensação que grande parte da torcida brasileira têm com relação a estes astros do futebol. Como é que o Robinho pode ser aquele mesmo jogador que acerta um balaço no ângulo logo ali na Venezuela mas que não consegue se livrar da marcação colombiana no enorme campo do Maracanã?

- E o Kaká, não era o melhor do mundo? Já vi muitos que nunca foram jogar muito mais bola. Deve mesmo ser muito fácil jogar na Itália, pensa um leigo em futebol.

Os craques sobram com a bola no pé nos seus respectivos campeonatos nacionais. Mas ainda estão em dívida com o torcedor brasileiro, cada vez mais carente de ver, mas no estádio, o futebol realmente bem jogado. Aguarda-se o retorno dos Joãos e Josés da Silva ao escrete canarinho.

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Volta do 'Imperador' Adriano à Seleção é a confirmação da boa fase do atacante

Por Emerson Rocha

Imperador prepara canhão para derrubar o adverário - Foto: Fernando Souza / CPDoc JB
A volta do Imperador. Esta frase poderia ser até título de filme, mas é realidade. O atacante Adriano, que recebeu esse apelido imponente da imprensa italiana, poderá novamente envergar a camisa número 9 da Seleção Brasileira, nos dois jogos das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, com Venezuela e Colômbia. O jogador da Internazionale de Milão deu a verdadeira volta por cima esse ano. Após o mundial da Coréia e Japão, muitas confusões, polêmicas e problemas familiares rondaram a vida do craque, que apareceu mais fora do que dentro de campo. Agora, Adriano terá a oportunidade de ouro para mostrar seu talento e que está na forma apresentada, por exemplo, na Copa das Confederações de 2005.

Ele é apontado por muitos como o sucessor de uma linhagem de excelentes centroavantes produzidos no Brasil nos últimos anos. Vamos ficar apenas com três: Careca, Romário e Ronaldo. Não que Adriano tenha a mesma categoria destas monstros sagrados, porém o potencial já demostrado pode deixar a torcida verde-amarela mais confiantes no hexacampeonato. As características do Imperador são mais baseadas na força física, domínio de bola, excelente posicionamento na área para cabeceio, velocidade nas arrancadas e um verdadeiro canhão na perna esquerda.

No fim do ano passado, o atacante chegou ao São Paulo para se recuperar no Reffis (Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica) do clube. A diretoria do Tricolor Paulista conseguiu o empréstimo do jogador por seis meses, com o objetivo de vencer a Libertadores da América, o que não aconteceu. Adriano até que foi bem e a Internazionale exigiu a sua volta. Com a saída do técnico Roberto Mancini e a chegada do português, José Mourinho, o Imperador voltou a reinar no estádio Giuseppe Meazza. Assumiu a camisa 10 e com gols importantes foi lembrado pelo técnico Dunga para substituir Luís Fabiano, do Sevilla, que está machucado.

Nós, aqui do Esportes na Área, acreditamos e desejamos um bom retorno de Adriano à Seleção Brasileira. Como dizia na antiga Inglaterra, mas com uma licença poética: “Vida longa ao Imperador!”

E você... Concorda?

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