Pela coragem do técnico, o futebol arte ainda vive... Na Inglaterra!
Por Emerson Rocha
Com um fim de semana de eleição aqui no Rio e muito futebol no Brasil e pelo mundo, muitos fatos valeram destaque. Todos os times cariocas vencendo na 31ª rodada; o Grêmio abrindo três pontos de vantagem na liderança do Brasileirão; a confirmação matemática da volta do Corinthians à elite do futebol nacional, em 2009; a vitória do Milan com gol de Kaká; os três gols de Robinho pelo Manchester City; a quebra da invencibilidade do Chelsea de 86 jogos em seu estádio ao ser derrotado pelo Liverpool, por 1 a 0, e mais uma goleada do Barcelona, pelo Campeonato Espanhol. Entretanto, um jogo isolado me despertou mais a atenção do que todos esses outros temas, por um simples motivo: coragem.
A partida entre Everton e Manchester United, na Inglaterra, é até considerada como “clássico” pela tradição das duas equipes, no país. O duelo específico deste último sábado, também estava marcado pela expectativa do possível gol 100 por clubes do atacante Wayne Rooney, dos “Red Devils”. Ele queria concluir tal façanha neste confronto, já que foi revelado pelo time azul de Liverpool. Mas “Shrek Rooney”, como é chamado pelos torcedores, não conseguiu balançar as redes. O jogo, que terminou com o placar de 1 a 1 e foi disputado no estádio do Everton, teve no técnico Alex Ferguson uma prova que ousadia, talento e coragem podem ser misturado em um time de futebol.
Aos 25 minutos do segundo tempo, o Manchester já empatava com os donos da casa e precisava da vitória para ficar mais próximo da liderança da competição. Quando seu treinador fez uma substituição (que aqui no Brasil seria considerada como excêntrica) bem curiosa. Ele tirou o volante Fletcher (autor do gol) para a entrada do atacante Tevez. O mais curioso foi que o Manchester ficou sem jogadores de marcação no meio-campo. O esquema ficou alguma coisa como um 4-1-5, já que o brasileiro Anderson virou o responsável pela saída de bola da defesa para o ataque. O setor ofensivo ficou povoado com Giggs, Cristiano Ronaldo, Berbatov, Tevez e Nani. A equipe ficou super ofensiva, mas sem deixar de marcar os adversários. Ferguson, que está no comando dos vermelhos há mais de 20 anos, colocou quatro zagueiros (Ferdinand, Brown, Vidic e Evra, que atua mais pela lateral) para fechar a defesa.
Seria apenas uma tentativa desesperada? Pode até ser... Mas o técnico irlandês, que já até recebeu o título de Sir pela Rainha da Inglaterra, tem a equipe nas mãos e já demonstrou que conhece o elenco e suas potencialidades. A única certeza que tenho é que os últimos 20 minutos do jogo me deixaram com os olhos brilhando com o bom futebol apresentado pelo Manchester. Que pena não ter saído com a vitória, que foi desperdiçada em duas oportunidades com Cristiano Ronaldo, mas valeu pelo espetáculo e pela coragem de Alex Ferguson.
O futebol arte ainda vive, mesmo que seja na terra da rainha...
A partida entre Everton e Manchester United, na Inglaterra, é até considerada como “clássico” pela tradição das duas equipes, no país. O duelo específico deste último sábado, também estava marcado pela expectativa do possível gol 100 por clubes do atacante Wayne Rooney, dos “Red Devils”. Ele queria concluir tal façanha neste confronto, já que foi revelado pelo time azul de Liverpool. Mas “Shrek Rooney”, como é chamado pelos torcedores, não conseguiu balançar as redes. O jogo, que terminou com o placar de 1 a 1 e foi disputado no estádio do Everton, teve no técnico Alex Ferguson uma prova que ousadia, talento e coragem podem ser misturado em um time de futebol.
Aos 25 minutos do segundo tempo, o Manchester já empatava com os donos da casa e precisava da vitória para ficar mais próximo da liderança da competição. Quando seu treinador fez uma substituição (que aqui no Brasil seria considerada como excêntrica) bem curiosa. Ele tirou o volante Fletcher (autor do gol) para a entrada do atacante Tevez. O mais curioso foi que o Manchester ficou sem jogadores de marcação no meio-campo. O esquema ficou alguma coisa como um 4-1-5, já que o brasileiro Anderson virou o responsável pela saída de bola da defesa para o ataque. O setor ofensivo ficou povoado com Giggs, Cristiano Ronaldo, Berbatov, Tevez e Nani. A equipe ficou super ofensiva, mas sem deixar de marcar os adversários. Ferguson, que está no comando dos vermelhos há mais de 20 anos, colocou quatro zagueiros (Ferdinand, Brown, Vidic e Evra, que atua mais pela lateral) para fechar a defesa.
Seria apenas uma tentativa desesperada? Pode até ser... Mas o técnico irlandês, que já até recebeu o título de Sir pela Rainha da Inglaterra, tem a equipe nas mãos e já demonstrou que conhece o elenco e suas potencialidades. A única certeza que tenho é que os últimos 20 minutos do jogo me deixaram com os olhos brilhando com o bom futebol apresentado pelo Manchester. Que pena não ter saído com a vitória, que foi desperdiçada em duas oportunidades com Cristiano Ronaldo, mas valeu pelo espetáculo e pela coragem de Alex Ferguson.
O futebol arte ainda vive, mesmo que seja na terra da rainha...


