Você deixaria de torcer por seu time, se ele fosse vendido para um multibilionário?

“Um multibilionário árabe vem ao Brasil e compra um dos clubes mais popular do país, por um valor recorde no futebol mundial. Após o negócio, o mandatário já fechou contrato com três astros internacionais: o goleiro Peter Cech e os atacantes Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Além de dois jogadores de Seleção, o zagueiro Thiago Silva e o meia Kaká. Os craques chegam esta semana para vestir a camisa e serem apresentados aos torcedores, em uma grande festa preparada pela diretoria.”
Já imaginou se esta notícia fosse verdadeira? E melhor, se fosse com o time do seu coração, você gostaria da ideia? Eu acho que a resposta é “sim”. Mas o engraçado é que antes da decisão da Champions League, entre Bayern de Munique(ALE) e Chelsea(ING), acompanhei muita gente da imprensa e amigos torcedores dizendo que não gostam do time azul de Londres “apenas” porque é de propriedade de um magnata russo. Já que sendo uma “empresa”, não teria tradição como clube. E quem disse que o Chelsea não tem história, só porque agora (menos de 10 anos) tem um dono e não um presidente? Quem diz isso, não conhece a tradição centenária da equipe dos Blues, que foi pelo menos campeão inglês e bicampeão da Recopa Europeia antes da sua venda para Romam Abramovich.
Quer dizer que se, por exemplo, o Flamengo fosse vendido para um multibilionário, deixaria de ter parte de seus torcedores? É lógico que não. Poderia ter uma boa parte não concordando com a venda, mas não deixaria de amar o clube. E mais, o negócio “apagaria” a história da equipe Rubro-negra? Com certeza não!
Então é uma idiotice e ignorância querer diminuir o valor do título europeu do Chelsea, que eliminou o melhor time do mundo nas semifinais e conseguiu segurar o forte ataque do Bayern, jogando no estádio do adversário, na decisão.
Parabéns, Drogba, Lampard, Ramires, David Luiz, Terry, Cech, Cole, Di Matteo e Abramovich! Parabéns, Chelsea!
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