Vinho e filosofia: reflexões de um mercado maduro.
Começou ontem a 6ª edição do Festival Filosofia de Saint Émilion cujo tema é A Natureza e vai até domingo. O evento vem tomando corpo e desta vez as atividades se estendem até a vizinha Denominação de Origem Pomerol. Evidente que sendo realizado na denominação símbolo da margem direita, em Bordeaux, o vinho é um dos temas das palestras e debates. "Na hora das urgências ligadas à ecologia e a proteção da biodiversidade, quais são as responsabilidades e o papel do Homem? Existe um determinismo natural e uma especificidade " natureza humana" como resultante? O Festival se propõe a oferecer modestas respostas para essas e outras grandes questões". Filosofia recebe apaixonados, amadores ou simples curiosos para compartilhar, ouvir, trocar ideias junto com palestrantes de diferentes horizontes, assegura o organizador Eric Le Collen.

Cartaz do 6º Festival de Filosofia de Saint Émilion.
Os palestrantes de fato são bastante interessantes e participam dentre outros: o neuro psiquiatra e neuro biologista Jean-Didier Vincent, o jornalista e escritor Jean-Paul Kaufman, o agrônomo e vinificador Denis Dubourdieu, o filósofo e sociólogo Daniel Cérézuelle, a professora de filosofia da universidade de Bruxelas Marie-Geneviève Pinsart, o artista plástico italiano Michelangelo Pistoletto. Estão agitando temas que envolvem a natureza humana segundo Rousseau, erotismo e amor, o pensamento de Merleau-Ponty e o conceito de "terroir". Quando o tema do vinho atinge este nível posso dizer que estamos diante de um mercado maduro e complexo.
Todos estes debates sobre o homem, a natureza humana, a paisagem vitícola e terroir em nada ou pouco vão influir ou complicar o seu prazer em beber uma taça ou copo de vinho. Bem que seja verdade que no processo criativo uma taça ajude a abrir a mente. Mas qual outro álcool não poderia fazer o mesmo? O vinho não é uma bebida complicada que necessite de mestrado ou doutorado para ser consumida. Basta sentir prazer. Todos estes temas são interessantes de serem debatidos, mas quando falamos do vinho propriamente dito o que conta é o prazer que ele lhe traz. O preço do vinho é um simples elemento desta equação, se ele não lhe tira o prazer, às vezes o valor pode causar uma certa dor no bolso e provocar frustração, desfrute do prazer do vinho ao máximo. Faça sem sentimento de culpa por nunca ter lido o pensador francês Gilles Deleuze, autor de Desejo e Prazer. A equação custo-prazer é relativa e depende de cada um, tal qual o paladar. Claro que existem parâmetros, perdulário e sovina são os dois extremos, mas mesmo estes são relativos. Escolha, diversifique suas opções, mude, prove, experimente, seja curioso e vá formando seu paladar. Esta é a melhor filosofia. Santé.

Cartaz do 6º Festival de Filosofia de Saint Émilion.
Os palestrantes de fato são bastante interessantes e participam dentre outros: o neuro psiquiatra e neuro biologista Jean-Didier Vincent, o jornalista e escritor Jean-Paul Kaufman, o agrônomo e vinificador Denis Dubourdieu, o filósofo e sociólogo Daniel Cérézuelle, a professora de filosofia da universidade de Bruxelas Marie-Geneviève Pinsart, o artista plástico italiano Michelangelo Pistoletto. Estão agitando temas que envolvem a natureza humana segundo Rousseau, erotismo e amor, o pensamento de Merleau-Ponty e o conceito de "terroir". Quando o tema do vinho atinge este nível posso dizer que estamos diante de um mercado maduro e complexo.
Todos estes debates sobre o homem, a natureza humana, a paisagem vitícola e terroir em nada ou pouco vão influir ou complicar o seu prazer em beber uma taça ou copo de vinho. Bem que seja verdade que no processo criativo uma taça ajude a abrir a mente. Mas qual outro álcool não poderia fazer o mesmo? O vinho não é uma bebida complicada que necessite de mestrado ou doutorado para ser consumida. Basta sentir prazer. Todos estes temas são interessantes de serem debatidos, mas quando falamos do vinho propriamente dito o que conta é o prazer que ele lhe traz. O preço do vinho é um simples elemento desta equação, se ele não lhe tira o prazer, às vezes o valor pode causar uma certa dor no bolso e provocar frustração, desfrute do prazer do vinho ao máximo. Faça sem sentimento de culpa por nunca ter lido o pensador francês Gilles Deleuze, autor de Desejo e Prazer. A equação custo-prazer é relativa e depende de cada um, tal qual o paladar. Claro que existem parâmetros, perdulário e sovina são os dois extremos, mas mesmo estes são relativos. Escolha, diversifique suas opções, mude, prove, experimente, seja curioso e vá formando seu paladar. Esta é a melhor filosofia. Santé.


