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FLA 5X3 Flu e a lição soviética

Por Gustavo Serra

O ecoar no intervalo dos preconceituosos tricolores se fizera bem sonoro: "Silêncio na favela !!!!".

Decerto que a imensa maioria da elite moral decadente carioca deva crer que Senador Camará, terra do ótimo Love, seja um qualquer parlamentar federal.

Justamente fora a ignorância da menor grande torcida do Rio – e que não cessa de encolher – que prenunciou uma das maiores sovas morais jamais dantes vista.

A soberba tricolor quando do 3x1 parecia a do Terceiro Reich antes de invadir as pradarias soviéticas.

Tal a Alemanha da década de 30 do século passado, o 3xSegunda também é uma instituição falida moralmente e que se ressente de várias quedas pretéritas, donde o ódio discriminatório.

O tal do Adolfinho, todavia, se esquecera que os camaradas vermelhos, empobrecidos pela vida, tinham algo que os arianos jamais experimentaram, a saber: a Raça.

E também assim a massa flamenga: os aficionados rubro-negros não poderiam tolerar que o time de história pequenina pudesse posar de Ditador e provocar impunemente os atuais campeões fluminenses e nacionais.

Quem dita as regras é o FLA: o campeão democrata; o amigo do povo; o socialista da alegria; o desprovido de preconceito; o hegemônico hexa; o campeão do mundo; o 5 vezes Tri.

Os tricolores devem aprender a lição, abaixar a cabecinha e, sobretudo, silenciar quando estiverem diante dos donos da Bola.

Desrepeitando o CRF como ontem fizeram, outra solução não haverá que não as palmadinhas esportivas, destas que a História não apaga.

O Flamengo é o povo feliz: O castigador do Amor.

O Fluminense, a nobreza decrépita: o reles pó-de-arroz.

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Goleada do Vasco estava escrita na estrela

Por Claudio Fernandez

A goleada do Vasco sobre o Botafogo começou a ser escrita no dia 7 de julho de 2007. Para os supersticiosos alvinegros, sete do sete do sete. Nesta data, foi anunciado o resultado positivo para o exame antidoping de Dodô. O resto, todos sabem de cor. O jogador, que acabaria suspenso por dois anos, saiu magoado do Botafogo, dizendo-se traído pelo presidente Bebeto de Freitas. O tempo passou e, ontem, Dodô e Botafogo voltaram a se encontrar. No gramado do Engenhão, havia 21 jogadores querendo ganhar a partida e um que desejava muito mais do que a vitória. Dodô, o craque-soneca, ontem estava com insônia. Pior para o Botafogo. A goleada do Vasco estava escrita na estrela nada solitária de Dodô.

Na primeira bola que recebeu, Dodô foi vaiado pelos botafoguenses. Para quê? Não mais do que dez segundos depois, a torcida do Vasco comemorava a abertura do placar e os alvinegros se calavam. E assim seria durante todo o jogo. Fuzarca de um lado, silêncio do outro.


Dodô acabou com o primeiro tempo. Phillipe Coutinho estraçalhou na etapa final. O jovem Coutinho não apenas marcou seus dois primeiros gols como profissional como realizou sua melhor partida na equipe de cima. O garoto fez um segundo tempo brilhante, superando, inclusive, a sua maior deficiência: a finalização. Pena que cada gol seu seja um verso de despedida.

Léo Gago também teve uma atuação muito boa, não só pelo gol, mas pela desenvoltura em campo. Foi importante na saída de bola, sobretudo nas viradas de jogo. Souza, por sua vez, mostrou novamente que não pode ser reserva de Jumar. Sua arrancada e o passe perfeito para o terceiro gol de Dodô corroboraram sua titularidade.

Ainda assim, é preciso ressaltar que o jogo de ontem foi extremante atípico, a começar pelo placar. A partida não pode ser tomada como parâmetro para se medir a qualidade do time do Vasco. A verdade é que não tivemos adversário. Nem parecia que do outro lado havia uma equipe profissional. Além da péssima qualidade técnica e do time mal montado, o Botafogo foi extremamente apático.

No segundo tempo, era como se o Vasco estivesse disputando um coletivo ou nem isso – times reservas costumam ser mais aguerridos do que o amontoado que Estevam Soares mandou a campo ontem. O meio de campo do Vasco fez o que quis, diante do espaço dado pelo Botafogo. Houve inúmeras trocas de passe sem que os jogadores alvinegros esboçassem um bote. Sequer conseguiam fazer faltas, dar um tapa na bola, gritar. Nada, nada. O seis a zero foi pouco, para as circunstâncias do jogo.

No fim, um placar histórico, como foi o sete a um de 2001. São Januário, Maracanã, Engenhão... Não importa o balcão. A mercearia pode mudar de endereço, mas o Botafogo segue como nosso freguês de carteirinha.

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FLALFINETADAS

Por Gustavo Serra

BOTAFOGO

Iniciemos pelo último tri-vice. A torcida alvinegra agora se intitula como sendo "Os loucos" numa pífia imitação dos corintianos. Sou de um tempo em que botafoguenses eram formadores de opinião pública, o que condiz a não abdicar da outrora notória criatividade.

É verdade que só sendo Lelé para idolatrar Lúcio Flávio e Leandro Guerreiro, co-heróis do último tri rubro-negro, mas daí a copiar os paulistas....

Triste foguinho.

FLUMINENSE

Estivesse o Fla perto do caos como estava o Flu quando da vitória deste no Mineirão diante do Cruzeiro (3x2) no começo da arrancada tricolor contra a tetra queda, decerto que o + querido cairia.

Explico. Somente um jogador tirou o Flu da lama: Fred.

Justamente. Fosse Fred do Fla, e fizesse o mineirinho o gesto escandaloso de não ser tocado pelo Maicon em um dos gols como forma de não machucar a sua paixão cruzeirense, por óbvio o mesmo estaria na rua.

É aí que o Flu não vinga. É o único time do Brasil que não tem um ídolo exclusivo.

E cada vez mais o Flu fica com ares de empresa, o que facilita a jornada dos adversários, pois o dinheiro nunca é bastante no futebol.

O algo a mais sempre escapa ao Fluminense, escrete que deve desculpas à Sociedade Civil pela queda não cumprida e pela subida amoral de elevador.

VASCO

Saudades várias.

Nosso segundo time -escrete que mais nos dá alegrias, depois do CRF- voltou fraquinho; sem luz; sem sal, mas com Eurico.

Sovas vindouras se anunciam.

MENGÃO

Temos de sair da Zona de Conforto. A ausência de rivalidade regional dos últimos anos tem de ser afastada de algum modo.

Pensemos no inédito TETRA estadual.

Se o Pet se machucar, quem comandará a meiúca? Tivemos sorte, como sempre, ao levar o Hexa, pois a torcida levou o time, mas parecia, e parece claro, que aquele time não poderia ir longe.

Love é pouco. Necessitamos um craque ponta de lança.

Libertadores sem Boca e River é oportunidade única.

Patrícia, abra os cofres, senão um fiasco se anunciará.

Hexalente 2010 para todos!!

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