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FLALFINETADAS

Por Gustavo Serra


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Vasco só precisa de uma bola para o Éder Luís

Por Claudio Fernandez

Meus amigos vascaínos! Convido a todos a dormirem com serenidade na noite desta segunda-feira. Pois amanhã será impossível pegar no sono. Torcedores obedecem a um calendário biológico diferente. Véspera de final significa vigília, tensão. Os olhos, redomas de ansiedade, teimam em testemunhar a madrugada. Nesta terça-feira, ao se deitarem, os vascaínos tentarão inutilmente cerrar suas pálpebras. E a cada movimento em vão, serão torturados pelo mesmo pensamento: “Uma bolinha para o Éder Luís. A gente só precisa de uma bola para o Éder Luís”.

Poucas vezes um título foi tão necessário para a história de um clube. Os oito anos de estiagem – definitivamente, a Série B não conta – já se constituem no segundo maior período sem conquistas na biografia do Vasco. Perdem apenas para o período entre 1958 e 1970, uma lembrança de fel para os vascaínos na casa dos 60 anos.

A conquista da Copa do Brasil não representará apenas o fim deste doloroso hiato, o que, por si só, já será motivo de enorme alegria. O título vai dar valor a um trabalho silencioso, feito por dezenas de pessoas que estão fora da vista do torcedor comum. Nas acanhadas salas de São Januário, sob arquibancadas e cadeiras, há uma gente que dá duro para reconstruir um clube estilhaçado, repleto de cacos que ainda hoje sangram nossa história.

A Copa do Brasil resgatará a auto-estima do vascaíno, inexoravelmente abalada pelo período de carestia. Mais do que isso, ajudará a formar uma nova geração de torcedores, crianças que, nos últimos dois anos, assistiram aos amigos botafoguenses, tricolores e rubro-negros chegarem à escola gritando “É campeão”. Um título faz milagres. Que mais uma criança vascaína quer senão acordar na quinta-feira com uma faixa no peito e se livrar deste momentâneo complexo de inferioridade?

O título catapultará o Vasco para a maior competição sul-americana. Imaginem o time na Libertadores do próximo ano, com Felipe e Juninho. Só pela lembrança de 1998 já será bom demais.

Por aqueles que trabalham pelo soerguimento do clube, pelos pais e pelos filhos vascaínos, pelo grito acorrentado na garganta, pelos oito anos e noventa minutos de sofrimento, pelo desfile de camisas nas ruas do Rio na quinta-feira de manhã, pela cruz de malta que rasga o coração, pelos 3.400 torcedores que estarão no Couto Pereira e pelos milhões em todo o Brasil, por Juninho e por Felipe, pela Libertadores e, acima de tudo, pela história, eu só peço uma coisa: “Uma bolinha para o Éder Luís. A gente só precisa de uma bola para o Éder Luís”.

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7/12 flamengo e a farsa-flu acadêmica

Por Gustavo Serra

A marra é a seguinte,Srs: Trabalho 07 meses,e descanso mui bem remuneradamente o resto do ano.

Parece-me a mim,por outro lado, que nos últimos 12 anos relação similar assim também se dera nos certames cariocas quanto aos títulos distribuídos:Nos últimos 12, em sete ganhara o melhor.

Enfim:Escrevo sobre o Flamengo,e por isso tenho regalias próprias a mim,um ser maior por Flamengo.

Explicada,pois,minha sesquicentausência,digo-lhes que saí de férias mundo afora quando do vergonhoso título nacional roubado ao Cruzeiro,e fui proferir palestras sobre ética e jornalismo.

Em 09 países visitados,o Flamengo fora o único conhecido com riqueza de detalhes pelos colegas estrangeiros apaixonados por futebol.Até aí nada demais.

O fato curioso é que num país hispânico, que manterei em sigilo, um comunicólogo da área esportiva me contara que um aluno de sua Universidade apresentara um trabalho finalizador de Mestrado no qual o Fluminense teria sido citado como exemplo de superação.

Obviamente tive voraz interesse de conhecer o suposto Mestre,pois sendo o Fluminense a maior vergonha do desporto pátrio, certamente algo de errado haveria de haver.

Demorei dois dias para achar o rapaz quem ousara registrar que no Brasil "o Fluminense(um time da elite do Rio de Janeiro)foi relegado para a Terceira Divisão,mas com esforço hercúleo conseguiu voltar à Divisão Principal".

Antes de revelador de ignorância, o texto me parecera por demais suspeito,pois o autor da frase, como quem se preparasse para uma defesa futura,jamais dissera que o esforço se dera nas 04 linhas, como,contudo,dá a entender a frase.

O Mestre gringo ficou desesperado quando soube que o Fluminense é uma farsa viva.

Desconhecia a descida não caída, e não acreditava na subida de elevador.

Confessou-me que pediu auxílio a seu então cunhado carioca, e que na malsinada frase apenas a sensacional observação entre parêntesis fora sua.

Investiguei a vida do cunhado.

Trata-se,naturalmente,o escroque,de um rato branco,quem lerá esta narrativa com o medo que lhe peculiarizara quando tomava o coletivo 464 na década de 80 em dia de Fla-Flu,segundo apurei com sua ex-mulher, a irmã do prejudicado.

Pelo que percebi,o rapaz, a exemplo de Serginho Groisman e Arnaldo Bloch, fora vítima de imaginário bullying, no caso as severas leis flamengas em vigor desde o século XIX.

Todavia,tratando-se de um meninote criado nos valores do Britânia carioca,quais os da indignidade,resolvera se vingar,posteriormente, de uma lei natural prejudicando sua própria família.

Conquanto divorciado,o grande vingador fluminense,deixou um rebento nesse outro país, criança de já 09(nove) anos e que nutria sentimentos pelo time das Laranjeiras.

O resto da história?

Fiquei com pena do Mestre,e,por isso, prometi sigilo, mas orientei(determinei,como queiram) a família a levar as cores rubro-negras para a vida do gurizinho, o que fora feito imediatamente.

Tenho cá comigo uma foto do filho do traquinas tricolor com o manto sagrado junto a uma autorização de publicação da imagem assinada pela mãe, imagem esta que,todavia,não publicarei,contrariando os anseios dos familiares do Mestre. Já basta o açoite moral cotidiano que a massa flamenga aplica contra a quarta torcida do Rio de Janeiro.

A propósito, falando de cousas risíveis,05 perguntas que me faço:

Que campeonato comemorara o Fluminense quarta-feira passada?
Por que a imprensa brasileira,ao contrário da argentina,esquecera por completo dos dois pontos tirados dos Argentinos Juniors no Engenhão?
Quantos negros têm a torcida do fluminense?
O que leva um médico do interior do Rio de Janeiro aceitar receber 30 e poucos reais por consulta da Unimed?
Quem é Ricardo Berna?

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