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Felicidade é chutar o balde

Há momentos na vida em que a alegria só é possível quando a gente chuta o balde. Já aconteceu com você? Acontece com todo mundo, o que varia é apenas o tempo que levamos para chegar a este momento mágico da transição. Mágico sim, porque, dependendo do balde que a gente chuta, as coisas nunca mais serão como antes.

Soube de um cidadão que, depois de ver “Beleza Americana”, chutou o balde do casamento. Inspirado pela coragem do herói do filme, deu um basta na infelicidade conjugal e foi cantar em outra freguesia. Não sei o fim da história: se ele conseguiu ser feliz com a nova vida ou se, acovardado diante dos desafios do futuro, preferiu fazer o caminho de volta. Mas a questão não é essa.

A questão, agora, é aquele momento em que a gente não dá conta de segurar a peteca. Aquele instante derradeiro em que, como uma panela cheia, nossa cabeça deixa o leite transbordar.

Chamo aqui outro filme, “Um dia de fúria”, que fala exatamente disso através de um cidadão calminho que, um dia, explode. O fim é previsível, porque neste mundo em que vivemos a civilidade exige a auto-vigilância e, muitas vezes, a aceitação de absurdos. Dou risada da metáfora vivida por Michael Douglas, o protagonista, porque ele mostra aquele lado meio doido que todos nós temos dentro de nós, amordaçado... mas que, às vezes, foge e faz mil maluquices por aí.

Não estou defendendo a irresponsabilidade, porque sou doida mas não sou maluca. O que defendo, é o direito que temos à aventura da mudança, porque sem isso a vida não tem nenhuma cor, que dirá alguma graça.

Um emprego que você joga pelos ares; um chato que você risca do seu caderninho; alguma odiosa obrigação que você simplesmente deleta das suas prioridades; uma viagem sonhada que, de repente, você resolve fazer; uma declaração de amor que, inesperadamente, vence a timidez; umas boas verdades que, de um salto, saem pela sua boca; um presente caro que você decide se dar; um dia de folga que você rouba do calendário, só para ser feliz... e até mesmo uma dieta pouco calórica que vira fumaça...

Olhe para dentro de si mesmo e vai levar um susto com a quantidade de baldes, cheinhos, que estão aí, à espera de um pontapé “daqueles”! E mande a culpa para as cucuias!

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Chutei o balde da dieta e mandei brasa no macarrão... mas fui pega em flagrante!

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Comentários


Comentários

Aline Cleo Rodrigues enviou em 16/06/2011 as 19:47:

Ha ha ha, adorei! Meu balde já está amassado, quando o quesito é comida... Bjs

sergio enviou em 16/06/2011 as 21:42:

Veja no you tube a professora Amanda gurgel chutando o balde da questão educacional no Brasil. O salario de um deputado daria para pagar uns 30 professores. isso é covardia.

sergio enviou em 16/06/2011 as 22:49:

Fernanda como sei que vc também é uma admiradora da lua. Desde aquele episódio seu no aeroporto. De uma olhada pro céu hoje quinta-feira 16/06 22h, e verás uma lua cheia majestosa, e, se também gostar do GUILHERME ARANTES, OUÇA A MÚSICA DELE (COISAS DO BRASIL).

Mauro Pires de Amorim enviou em 17/06/2011 as 07:50:

Penso que a questão de se chutar o balde diz respeito à opressão que a pessoa sente diante da rotina, da aparente repetição dos dias e situações massantes, como se a vida estivesse estagnada, tal qual um disco arranhado que toca sempre o mesmo trecho da música sem evoluir. No entanto, é preciso se ter consciência para se chutar o balde e saber que o balde que está sendo chutado é o balde certo, pois caso contrário, haverá apenas a transferência e descarga do problema para quem ou o que, não tem nada a ver com a questão. Algo que num momento de rompante e quase desespero para se livrar da encheção e opressão, pode não estar bem claro na idéia de quem resolve chutar o balde e aí, posteriormente, com a cabeça mais fria e o raciocínio mais nítido, pode bater a sensação de arrependimento e injustiça por se ter chutado o balde errado e o pior, pode-se não ter mais como se voltar atrás e consertar o chute dado no balde errado.

FDannemann enviou em 17/06/2011 as 09:43:

SERGIO... infelizmente só agora vi sua mensagem sobre a lua... e perdi o espetáculo. Vamos vr se da próxima vez eu leio a tempo! Abraços lunáticos e obrigada por se lembrar de me avisar!

Aline Lima enviou em 17/06/2011 as 10:20:

Bom dia! Adorei sua visão do balde! Como faz falta um chute!

Jornalista enviou em 17/06/2011 as 10:33:

Que maravilha é poder chutar o balde no momento certo,cara Fernanda! Pelo menos uma frustração de menos é garantida.

Vou Contigo enviou em 17/06/2011 as 13:43:

Teu texto me inspirou. Almocei num rodízio!

Monica Tresa enviou em 17/06/2011 as 17:33:

Fernanda, eu só chuto o balde da dieta,nas seguintes datas: Natal,carnaval e páscoa,aí eu libero geral,e no dia seguinte quando vem o sentimento de culpa,a minha salvação é a academia. bjs.

etnick rumes rumes enviou em 18/06/2011 as 06:11:

foi balde eu tõ chutando... , ganhaste um , agora leitor fiel , parabens....!!!

kallikrates enviou em 19/06/2011 as 03:23:

"Um Dia de Fúria", para quem entende de doenças, descreve apenas uma patografia sobre o início psicopático da esquizofrenia paranoide. Não há nada de "chutar o balde" neste aspecto. Kallikrates, médico CRMMG 36.173

Magnatha enviou em 19/06/2011 as 14:28:

Felicidade é: .... Falar sempre a verdade e; fazer tudo aquilo que o coração manda. ... Só isso, nada mais!

julio enviou em 29/06/2011 as 16:49:

felicidaddde é chutar o balde!!!!!!!


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