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No coração da selva sul-africana

Ir para a África do Sul sem experimentar o contato com a vida selvagem é como visitar o Brasil sem provar de suas praias. Alguns dos turistas que passam pelo país, dando uma conferida na biodiversidade pelos mais de 20 parques nacionais, seguem bem essa lição. Por ano, cerca de 500 mil deles visitam o grande reduto da vida selvagem: Kruger Park. O parque possui oito portões principais que permitem a entrada para uma variedade de campos. O clima do Parque Nacional Kruger é subtropical. Dias de verão são úmidos e quentes, com temperaturas que frequentemente sobem para acima de 38ºC. A estação das chuvas é de setembro até maio, e a estação seca de inverno é a época ideal para visitar esta região!

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Kruger Park - Arquivo África do Sul

Sem dúvida, o Kruger Park (com 2 milhões de hectares) é o maior orgulho da província de Mapumalanga, que abriga a maior parte do território desse parque, que reúne 147 espécies de mamíferos, além dos répteis, anfíbios, pássaros e peixes. Dos Big Five, os cinco mais difíceis de serem caçados na selva, há uma generosa mostra da coleção. São 15 mil búfalos, oito mil elefantes, 1.500 leões, 900 leopardos e centenas de rinocerontes! Uma quantidade enorme de animais que transitam entre os vizinhos Zimbábue e Moçambique, lembrando que o Kruger ultrapassa os limites sul-africanos.

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Pelas "ruas" do Kruger - Foto: Rodrigo Ferreira

Dentro das fronteiras da África do Sul e em nome da experiência imperdível de quem passa pelo país, o brasileiro Rodrigo Ferreira se aventurou durante cinco dias em um roteiro selvagem que segue uma lista de recomendações como permanecer no veículo durante todo o tempo em que está desbravando a selva. “Há uma grande cautela e só é permitido sair dos jipes em pontos estratégicos de observação ou paradas de descanso”. O descanso a que se refere é o pitch stop para o banheiro. Na hora do sono, o conforto pode fazer esquecer quem está no meio da selva! “Eu fiquei em um hotel com cabanas no topo das árvores. Foi uma experiência bem diferente, mas existem acomodações para todos os gostos e bolsos”.

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Quarto no meio da selva - Foto: Rodrigo Ferreira

Se a escolha for parecida com a de Rodrigo, não vale ter medo! Ele passou a noite ouvindo o som de animais que pareciam estar debaixo do seu quarto-árvore. “Perto dali tinha um rio e dava para ouvir os animais nadando e andando! Mas a maioria era herbívora e pequena”, tranquilizou o brasileiro. Apesar da proximidade, a administração do parque garante que é absolutamente seguro, e a visita mais comum a um aposento selvagem é a de um morcego, como aconteceu com Rodrigo.



As regras e normas de segurança não devem ficar de lado. Seguir todas as regras é importante, apesar de os jipes serem absolutamente seguros. “É possível ver animais bem de perto, especialmente de cima dos veículos. Como é um parque enorme, é provável que os animais estejam em rotas mais distantes, mas normalmente não há problemas em encontrá-los”, contou Rodrigo, que dá a dica de levar binóculos e uma boa câmera.

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Um dos BIG FIVE, do Kruger - Arquivo Kruger

O grupo em que ele estava viu praticamente todos os grandes animais, inclusive os “Big Five” (leão, leopardo, elefante, rinoceronte e búfalo), além de duas famílias enormes de leões! Uma abundância que revela a diversidade do gigantesco parque. “O Kruger possui uma cadeia muito estável e equilibrada, muito rica em animais e vegetação característica. Tudo isso com muita estrutura, o que faz da experiência imperdível!”, afirmou o paulistano.

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Rodrigo e o guia antes de uma tour pela mata - Foto: Rodrigo Ferreira

Para colecionar tantas descobertas, há muitos pacotes que variam de um dia a semanas. Rodrigo já tinha um roteiro definido de três dias com direito a safári noturno, um dia inteiro pelas rotas do Kruger, caminhada na mata com explicações sobre a fauna e a visita ao segundo maior cânion do mundo! Uma avalanche de experiências que podem ser incrementadas com passeios ecológicos e visitas às aldeias. De todos os experimentos dele no país da Copa, safári está no topo. “Ele muda a nossa concepção de natureza e sensibiliza a gente para a necessidade de preservar esses ambientes cada vez mais raros”.

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Comentários


Comentários

Gianni Silva Novais enviou em 20/05/2010 as 17:06:

Estou trabalhando a África do Sul com meus alunos, e resolvi pesquisar pela internet sobre as riquezas da região, foi aí que encontrei esta matéria bacana e que vai ser muito útil. Sou professora de Educação Física e acredito muito que eventos esportivos é de grande valor para trabalharmos não só os esportes mas também as diferentes culturas mundiais. E o resultado a gente percebe com a satisfação e o interesse dos nossos alunos.

renata enviou em 18/11/2010 as 08:12:

Olá

Farei um stop free em Joanesburgo em março/11 e gostaria de fazer um safari.

Teria alguma empresa boa e barata ( não tenho luxo de ficar em maravilhosos hoteis) para indicar. Seriam 4 dias.

Obrigada

Natalia Luz enviou em 23/12/2010 as 03:51:

Ola, Renata! Se você terá pouco tempo sugiro aproveitar mais Johanesburgo... Reserve dois dias para o safari e os outros dois para visitar atrações importantes. Vou sugerir algumas delas: Museu do Apartheid, minas de ouro, Soweto e o Parque dos Leões. O Berço da Humanidade é imperdível, mas fica distante do centro da cidade... Terá que escolher! hehe Em relação aos safaris, há muitas opções... Desde os bangalôs mais simples e baratos aos hotéis luxuosos. Sugiro visitar o Kruger Park. É uma área vasta que abrange África do Sul, Zimbábue e Moçambique, mas possui vários portões. O primeiro deles (partindo de Joburg), está acerca de 5 horas da cidade. Em grande parte dos bangalôs, você paga a diária e pode levar a família toda! Dê uma olhadinha neste site! http://www.krugerpark.co.za/list/location/Kruger_National_Park.html


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