Polokwane: a mística cidade-sede que é terra do Baobá
Uma província que faz fronteira com Botsuana, Zimbábue e Moçambique e que é a terra do Baobá, árvore símbolo da África (tema de reportagem em um dos primeiros posts), não pode ser uma sede de características tão comuns. A província de Limpopo (localizada ao norte do país) abriga Polokwane, a penúltima cidade apresentada em Por dentro da África do Sul que vai receber quatro jogos da Copa. Ontem, o estádio da Peter Mokaba foi palco do jogo da África do Sul 5 x 0 Guatemala. Uma goleada que entrou para a história da seleção anfitriã da Copa.

A cidade-sede, terra do Baobá - Arquivo África do Sul
A região é bem estratégica, já que facilita a interação entre as muitas culturas e povos que transitam pelas fronteiras. Com mais de 500 mil habitantes, Polokwane reúne brancos, índios, mestiços e comunidades negras. O maior grupo étnico negro é bapedi, que corresponde a quase 50% da população local. A língua deles é a sesotho, a principal da região, e por isso o idioma escolhido para intitular a cidade. Em 2002, após passar mais de um século sendo chamada de Pietersburgo (homenagem a Petrus Joubert, um general afrikaaner que fundou a cidade em 1886), ela ganhou o nome de Polokwane, que na língua principal significa “lugar de segurança”.

Ruas de Polokwane - Arquivo África do Sul
Depois dos bapedi, o grupo com maior número de representantes é o tsonga e, o terceiro, venda, tribo originária do Congo, cuja cultura é uma das atrações da província. A população branca (principalmente afrikaans) também é expressiva na cidade, diferentemente dos municípios ao redor, habitados absolutamente por negros. Esse cenário ainda é um resquício do apartheid, que concentrava na antiga Pietersburgo os senhores do regime, enquanto os negros habitavam as townships.

Esculturas são um dos principais souvenirs de Polokwane - Arquivo África do Sul
Assim como “Bloem”, Polokwane também teve um campo de concentração que executou mulheres e crianças bôeres durante a Guerra dos Bôeres (1899). Hoje, o artesanato é o ponto forte da província que produz esculturas belíssimas.
Outra característica é a espiritualidade das tribos da região. A floresta Thathe Vondo, que significa “floresta santa”, é sagrada para os venda, assim como o Lago Funduszi, cheio de lendas e simbologia para seu povo. Algumas das atrações da cidade são os museus Polokwane, Savanaah Mall e a reserva natural Pietersburg Game Reserve.

A cidade-sede, terra do Baobá - Arquivo África do Sul
A região é bem estratégica, já que facilita a interação entre as muitas culturas e povos que transitam pelas fronteiras. Com mais de 500 mil habitantes, Polokwane reúne brancos, índios, mestiços e comunidades negras. O maior grupo étnico negro é bapedi, que corresponde a quase 50% da população local. A língua deles é a sesotho, a principal da região, e por isso o idioma escolhido para intitular a cidade. Em 2002, após passar mais de um século sendo chamada de Pietersburgo (homenagem a Petrus Joubert, um general afrikaaner que fundou a cidade em 1886), ela ganhou o nome de Polokwane, que na língua principal significa “lugar de segurança”.

Ruas de Polokwane - Arquivo África do Sul
Depois dos bapedi, o grupo com maior número de representantes é o tsonga e, o terceiro, venda, tribo originária do Congo, cuja cultura é uma das atrações da província. A população branca (principalmente afrikaans) também é expressiva na cidade, diferentemente dos municípios ao redor, habitados absolutamente por negros. Esse cenário ainda é um resquício do apartheid, que concentrava na antiga Pietersburgo os senhores do regime, enquanto os negros habitavam as townships.

Esculturas são um dos principais souvenirs de Polokwane - Arquivo África do Sul
Assim como “Bloem”, Polokwane também teve um campo de concentração que executou mulheres e crianças bôeres durante a Guerra dos Bôeres (1899). Hoje, o artesanato é o ponto forte da província que produz esculturas belíssimas.
Outra característica é a espiritualidade das tribos da região. A floresta Thathe Vondo, que significa “floresta santa”, é sagrada para os venda, assim como o Lago Funduszi, cheio de lendas e simbologia para seu povo. Algumas das atrações da cidade são os museus Polokwane, Savanaah Mall e a reserva natural Pietersburg Game Reserve.