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Por dentro da África do Sul no intervalo para a prorrogação

A África do Sul é um país encantador. Na verdade, a África inteira tem um encanto sobrenatural que é crescente a cada visita, a cada novo contato com a terra, o ar e atmosfera tão peculiar. Uma atmosfera que possibilita o retorno às raízes, às origens. Maropeng (em setswana, uma das 11 línguas oficiais da África do Sul) é a definição mais apropriada dessa viagem ao passado. Nessa área, bem próxima à Joanesburgo (o centro da Copa do Mundo deste ano), foi encontrada quase metade de todos os fósseis humanos. Por isso, o local é considerado o Berço da Humanidade. Talvez por essa influência, o encantamento se fortaleça...

O continente que abriga o Berço da Humanidade também é terra de uma rica cultura nos quesitos arte, música, dança, costumes... O leito quente que embala a humanidade impusiona a cultura ao som harmônico das marimbas (instrumento tipicamente africano). Uma trilha que só estimula o aprendizado que não cessa. Por isso, o post não é uma despedida. É apenas uma parada para férias em meio a tanto trabalho, e o momento oportuno para agradecer aos leitores que compartilharam conosco suas experiências, expectativas e sentimentos em relação à África do Sul... A Copa acabou, mas o trabalho continuou. Devido a essa exaustiva (mas maravilhosa) maratona, fomos obrigados a dar férias ao Por dentro do África do Sul. Voltaremos em breve!

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Com a mão na taça, campeões da Copa correm para celebrar na Espanha

JOANESBURGO - A África do Sul esperou por 5 anos o momento para realizar um grande sonho: sediar a Copa do Mundo de Futebol. Desde 2005, quando a Fifa elegeu o país para abrigar o evento, o 11 de junho de 2010 foi o dia mais aguardado... Com empenho e superando muitos obstáculos, os sul-africanos contaram as horas até seu país se tornar o lar temporário de torcedores que chegaram aqui estimulados por uma paixão em comum: o fiutebol! Mas, se, para os anfitriões, o dia mais aguardado foi 11 de junho, para as 32 equipes (e respectivos países) que disputaram a Copa, o grande momento tinha outra data marcada: 11 de julho. Um domingo para o mundo conhecer o grande campeão mundial: a Espanha!

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Cerimônia de encerramento

O número um do pódio sobre o gramado do Soccer City (em Joanesburgo) foi da seleção espanhola, que derrotou por um a zero (na prorrogação) a Holanda, equipe que, por sua vez, eliminou a Seleção Brasileira nas quartas de final... Na entrega da taça mais cobiçada da história dos esportes, seguiram o protocolo o presidente da Fifa Joseph Blatter, na presença do presidente da África do Sul, Jacob Zuma. Mas a personalidade chave da celebração ainda não foi citada: Nelson Mandela, que circulou pelo gramado do Soccer City acomodado em um "carrinho", uma cena inesquecível para os quase 85 mil torcedores, que após avistarem o maior ídolo da África, chamaram em coro por Madiba (apelido do ex-presidente sul-africano).

Se para os sul-africanos a figura de Mandela já é por si só um grande evento, imagine para os espanhóis que, além de serem surpreendidos pela aparição do grande Nobel da Paz, ainda faturaram a Copa do Mundo! "Não dá para descrever a alegria. Estávamos muito confiantes, mas sentir a sensação da vitória, de saber que somos campeões mundiais, é muito maior", contou Daniel Serpa, destacando a primeira grande alegria da noite... "Ainda era um mistério. Não sabíamos se o Mandela viria... De repente, ele aparece diante de nós! Foi incrível! Vimos o Mandela e pegamos o troféu, graças ao melhor time do mundo!", afirmou.

Durante a entrevista coletiva, o técnico Vicente Del Bosque estava visivelmente emocionado e esbanjando generosidade. Ele repetiu várias vezes que a conquista foi um trabalho em grupo, mérito de todos, até dos que não entraram em campo. "Todos os jogadores trabalham juntos e o sucesso dos campeões é o sucesso de todos nós", ratificou completando que a equipe que ele dirige fez excelentes jogos. Perguntado sobre qual jogo foi o melhor, Del Bosque dedicou mais tempo ao jogo de hoje, à final, claro! "Espanha e Holanda foi um jogo muito ofensivo, cheio de ataques e muita pressão. Foi um jogo muito bonito", descreveu o espanhol se despedindo com um "Até 2014!".

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Mas antes de pensar em 2014, quando teremos a obrigação de faturar a Copa que será disputada em casa, eles embarcam (às pressas) para a Espanha. Isso o, porque festa boa é festa em casa, segundo Daniel. "A minha passagem é só para amanhã na parte da noite. Se eu pudesse ir logo. Mas não tem problema. A nossa celebração deve continuar por alguns dias", falou o espanhol de Barcelona, que está no país da Copa desde a abertura do Mundial (11 de junho).

Enquanto Daniel lamentava, encontramos dois fotojornalistas do Jornal El País, que saíam correndo do estádio. "Estamos voltando com a seleção. Não há tempo para festas aqui. A comemoração tem que ser na Espanha", disse Alejandro Ruesgo, abraçando o amigo Miguel Angelo. Ambos estavam visivelmente cansados e felizes, uma mistura que retrata o trabalho com a sensação de serem pela primeira vez os campeões do mundo! "É o fim de uma temporada muito cansativa, mas cheia de conquistas. Depois da Eurocopa (que ganhamos), somos o número 1 do Mundo", contou Miguel, cansado, mas feliz da vida se despedindo com um "Hasta 2014!"

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Especial: o rúgbi no país da Copa

JOANESBURGO - O futebol é o esporte que, talvez, conte com mais preferências. Ele reúne fãs apaixonados em todo o mundo. Na África do Sul, a bola de futebol (original ou improvisada) rola nas ruas, grama, no asfalto ou nas areias das townships (regiões precárias para onde os negros eram levados na época do apartheid e onde a maioria ainda reside). Em 2010, ele ainda é o esporte favorito dos negros, em oposição à preferência dos brancos... A prática do rúgbi é tão relevante no país da Copa 2010 que nem mesmo durante o maior evento do futebol mundial, os torneios cessam por aqui... “O rúgbi faz parte da nossa cultura nacional assim como o futebol faz parte da cultura brasileira. O esporte é seguido por muitas comunidades. Isso é muito importante para o time e, por isso, eles precisam jogar o melhor que puderem”, disse em entrevista exclusiva ao JB, o técnico Peter de Villiers.

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De Villiers abraçado ao time de gigantes - Foto: SA RUGBY

Hoje, dia da decisão do terceiro lugar e véspera da final da Copa do Mundo 2010, os Springboks (apelido da seleção de rúgbi sul-africana) jogaram em Alckland (Nova Zelândia) na abertura do Tri-Nations, um torneio importantíssimo disputado entre os grandes do esporte: África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Antes do jogo de hoje (com placar de 32x12 para o adversário), eles já haviam disputado quatro partidas em território sul-africano simultaneamente aos jogos da Copa.

Aproveitando o prestígio e uma sucessão de campeonatos que lotam os estádios de rúgbi mesmo durante a Copa do Mundo, o JB fez uma superentrevista não apenas com Villiers, mas com alguns dos melhores jogadores de rúgbi do mundo! Respeitando a hierarquia, Villiers é o “chefe” com a responsabilidade imensurável de dirigir um time talentoso, reconhecido em todo o mundo. “Sem dúvida, a responsabilidade é imensa. É como se todos nós fôssemos embaixadores do nosso país. É verdade que existe muita pressão, mas temos muito prazer porque é um trabalho para a nossa África do Sul”, disse com determinação, o técnico que está há dois anos comandando o time.

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Performance em campo - FOTO: SA RUGBY

Para uma equipe tão reconhecida, certamente há uma série de estratégias que justifiquem a sua supremacia. Segundo o técnico, todas as partidas são jogadas como um novo desafio que precisa de novas estratégias... “Em geral, criamos um ambiente que vá trazer o melhor para todos os jogadores em campo”, afirmou Villiers, relembrando que os Springboks jogaram a sua primeira partida em 1889 e que, constantemente, se mantiveram entre os cinco melhores times internacionais do mundo! Com a deixa dos “melhores do mundo”, perguntamos a ele quem seria o maior inimigo dos Boks... “Há seleções muito fortes e bem treinadas, mas a Nova Zelândia é a nossa rival mais tradicional”.

Rúgbi para unir um país dividido

Os All Blacks (apelido da seleção da Nova Zelândia) foram derrotados pelos Springboks em um momento histórico para a África do Sul: na final da Copa de 1995, um ano após o término do apartheid. A vitória ajudou a unir os dois países (o negro e o branco) em uma única nação. Com o pedido de Mandela, negros que ainda viam o esporte como um símbolo do apartheid, pela primeira vez em sua história, torceram pela conquista de um título que não seria apenas dos brancos, mas de todos os sul-africanos.

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Bryan, a estrela do time que influencia os negros no rugbi - FOTO: SA RUGBY

O Ellis Park, em Joanesburgo (estádio que abrigou sete jogos da Copa do Mundo) foi o cenário desta união representada pelos negros com a camisa dos Boks e pelos brancos que cantaram na língua dos negros (Nkosi Sikeleli iAfrica – hino nacional em 5 idiomas e Shosholoza – canção que simboliza a esperança originalmente cantada pelos negros dentro das minas). “Definitivamente, a África do Sul traçou um novo caminho desde 1995. A seleção de rúgbi mostrou o seu potencial quando a nação foi unificada. Acho que em 2010 também estamos vendo um pouco disso”, disse Villers.

Conira a reportagem completa e a entrevista com os jogadores em http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/07/10/e100714133.asp

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Lula arranca aplausos de presidente e empresários sul-africanos em discurso cheio de "pérolas"

JOHANESBURGO - Um encantamento visível de um público que ouviu, interagiu e, ao mesmo tempo, se divertiu com o chefe de Estado do país que sediará a próxima Copa do Mundo. Conquistar a plateia não é uma tarefa fácil, mas para Luiz Inácio Lula da Silva, parece que sim. O presidente do Brasil foi aplaudido de pé após encontro com empresários sul-africanos e brasileiros, que tinha de tudo para ser diplomático, político, com toda aquela pompa e dados sobre a balança comercial. A relação comercial foi abordada, mas de uma forma nada comum nos encontros presidenciais. Estórias e metáforas facilitaram o encantamento generalizado, que atingiu principalmente o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, abraçado por Lula após discurso, no Centro de Convenções de Sandton, em Joanesburgo. No fim do encontro, a pérola máxima veio com uma comparação entre a (grande) quantidade de discursos seus e a (pequena) quantidade de futebol que o Brasil jogou.

Lula e Zuma têm muitas coisas em comum: há carisma entre os dois e um histórico de luta não das minorias, mas das maiorias! Lula levanta a bandeira dos pobres, Zuma, levanta a bandeira dos negros. Filho de operários, o presidente sul-africano também esteve na liderança da briga contra o apartheid, o que o deixou 10 anos na Robben Island, prisão na Cidade do Cabo. Apesar de todas as críticas que atingem o presidente sul-africano, um fato é inquestionável: Zuma é carismático, é do povo, mas ainda um aprendiz da boa retórica (informal). Ele olhava com atenção, parecendo se inspirar no presidente brasileiro.

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As observações de Lula foram respondidas com aplausos em muitos momentos durante os dois discursos no Centro de Convenções (o primeiro para empresários e o segundo para lançar a campanha publicitária internacional da Embratur), nos quais estivemos presentes. Uma abordagem questionadora que também exaltou o presidente foi quando ele criticou a postura de empresas aéreas que não investem em rotas para o continente africano. “É uma vergonha que em um país com 190 milhões de habitantes não tenha empresas de aviação comprometidas em fazer voos para a África do Sul e outros países da África”, disse Lula, defendendo o continente e orgulhoso por ter visitado 27 países africanos em oito anos de mandato.

Com a expressão “caro amigo Zuma”, repetida diversas vezes durante a tarde desta sexta-feira, Lula disse que África do Sul e Brasil podem fazer uma grande parceria, aprendendo um com o outro. “Eu estou certo de que nós vamos ver nos próximos 15 anos uma revolução agrícola nas savanas africanas, vegetação muito parecida com o cerrado brasileiro”, opinou o presidente, incitando a vibração do público. O presidente também fez um pedido para que os empresários sul-africanos não temam os empresários brasileiros e que é o momento para ambos crescerem. “Os países ricos precisam entender que não queremos viver de favores”.

Mais à vontade e como um bom contador de estórias, Lula deixou dados de lado e descreveu um dos momentos mais felizes de sua vida, expondo uma gravata colorida para quem estivesse na última cadeira do auditório pudesse enxergar. “Hoje, eu acordei e coloquei essa gravata que eu uso quando vou para o estrangeiro, porque eu estava com ela quando conquistamos as Olimpíadas 2016. Naquele dia, chegou o meu amigo Zapatero, o cara do Japão, o Obama. Eu olhei aquilo e pensei: Isso vai ser difícil. É muita melancia para o meu caminhão... Depois, eles foram embora e ficamos eu e o rei da Espanha. Aquele foi um dos dias mais felizes da minha vida”. Em seguida, o presidente narrou algumas felicidades e outras tragédias. “Eu também sofri muito na vida. Sou torcedor dos Corinthians e já perdi três eleições. Mas no dia em que aquele suíço pegou o envelope e falou o nome do Brasil...” Lula completou o contexto dizendo que o Brasil fará a melhor Copa do Mundo (depois da África do Sul) e a melhor Olimpíada da história.

O presidente destacou a overdose de esportes a partir do próximo ano, quando teremos as Olimpíadas Militares, a Copa das Confederações em 2013, a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016. “Ah, a Copa das Confederações é aquela que o Brasil ganha só para enganar a gente... Aí, vem a Copa do Mundo e nada. Vocês viram como teremos muitos eventos? Por isso, precisamos que os turistas conheçam o Brasil e que vocês invistam lá. Assim a gente pode naturalizar vocês, colocar uma camisa do Brasil e esperar ganhar”, brincou.

Aproveitando a platéia de empresários e turistas, Lula fez uma superpromoção turística usando como ponto de partida a nossa diversidade étnica. “O Brasil tem uma mistura étnica impressionante. É a mistura do europeu, com o índio e o negro. Disso tudo saiu essa gente bonita feito eu! Mas é claro que toda beleza também é relativa e o importante é saber que para cada sapo tem uma sapa”. O público que parecia estar em uma sessão de stand up comedy continuou atento para ouvir as próximas pérolas. “Quem quiser conhecer a Amazônia vai ver um dos melhores rios do mundo, mas é preciso andar de forma ordeira, senão uma sucuri destreinada pode pegar vocês!”, falou arrancando risos. Na sequência, ele estimulou a visita ao Nordeste para os que quiserem conhecer o povo mais alegre do país. “É um povo que não entende inglês, mas se comunica por mímica. Todo mundo entende a gente. É fantástica a nossa capacidade de mimicar”. Mas agora chega. Estou falando demais e já fiz mais discurso do que o Brasil jogou nesta Copa

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Especial: O resquício do apartheid nas favelas sul-africanas

JOANESBURGO E CAPE TOWN - O que é vital para uma parte da população, é desconhecido para outra. Eletricidade, saneamento básico, moradia, alimentação... Itens básicos que garantem a dignidade, mas dos quais, infelizmente, milhões de habitantes ao redor do mundo não desfrutam. Segundo a ONU, a população mundial em favelas ou sem as condições básicas gira em torno de um bilhão de pessoas. Dentro do chamado terceiro mundo, que busca emergir para melhores condições de vida, basta ampliar o campo de visão para se deparar com realidades degradadas, mas que podem e devem ser superadas. Na África do Sul, boas alternativas começam a tomar força na tentativa de melhorar a vida dessa população, que vive em meio a um festival de escassez. “A comunidade vem participando mais ativamente de ações que buscam melhorias. Isso cria uma oportunidade de diálogo mais vivo e eficaz ao encontro de soluções”, disse ao JB Stéfano Marmorato, conselheiro administrativo da CORC (Comunity Organization Resource Centre), organização que trabalha em prol do desenvolvimento de comunidades pobres.

Para o italiano, a iniciativa que também deve partir do interior das comunidades é crucial, já que os habitantes são os melhores avaliadores da realidade e podem contribuir em muitos aspectos, como por exemplo, na formação de um banco de dados que o governo nem sequer sabe por onde começar... Um barraco de zinco (material usado na construção da maioria das casas) pode facilmente abrigar dez pessoas e, por isso, a contagem populacional é caótica e aproximada (normalmente, é feita baseando-se nos tetos fotografados pelo satélite). Uma justificativa para o governo que desconhece, dentro de grande parte das áreas carentes, a quantidade exata de moradores e suas características. “Trabalhando em equipe com os moradores, e o apoio técnico da ONG, é possível saber quantas pessoas vivem em cada casa, quantas crianças frequentam a escola, quantos estão sem teto...”, exemplificou Stéfano, completando que essas informações seriam absolutamente relevantes para o desenvolvimento das comunidades.

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Tais comunidades são erguidas principalmente nas townships, áreas precárias para onde os negros (mas também indianos ou “coloridos”, todos separados) eram levados na época do apartheid e onde grande parte ainda permanece. Khayelitsha é uma delas, entre as mais recentes (por isso, com menos infraestruturas), onde o programa está presente. Ela é a maior township da Cidade do Cabo e a segunda maior de toda a África do Sul, ficando atrás apenas de Soweto (South West Township), berço da revolução antiapartheid. Khayelitsha abriga mais de um milhão de pessoas (devido à contagem caótica, alguns estipulam entre um e dois milhões de habitantes), que vivem em condições precárias. Em grande parte, não há eletricidade, saneamento e qualquer dignidade. As casas são de zinco, de restos de madeira, papelão...

Confira a materia completa em -http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/07/09/e090713792.asp

Confira a reportagem em vídeo gravada em 2009

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Finalistas holandeses sem frescura e clausura conversam com o JB

JOANESBURGO - De longe, não havia clima de estrelismo, tampouco clausura. Um dos times finalistas da Copa do Mundo 2010 estava livre, caminhando entre os hóspedes e distribuindo autógrafos no bar do hotel onde está hospedado. À medida que nos aproximávamos, eles ficavam mais acessíveis! Uma feliz surpresa que me fez dar um giro de 360 graus à procura de seguranças, guardas e do cordão de isolamento!

Não havia nenhuma barreira, apenas a tranquilidade e autoconfiança de uma equipe que, ao longo da Copa, ratificou o seu favoritismo para erguer o troféu do Mundial 2010. Conversamos com alguns deles, sem o pedido de uma entrevista formal, oficial. Um componente da comissão técnica, muito gentil e de estilo paternal, justificou a recusa com o cansaço dos jogadores, já que eles tiveram um dia cheio de compromissos. Naquele momento, a preocupação era com o lazer!

Sem restrições aos fãs, participamos da confraternização dos holandeses. De forma descontraída, disse a Deimy de Zeeuw, volante famoso do Ajax, que eu estava muito triste com ele. O atacante percebeu que a brincadeira partia de uma brasileira e se desculpou. “Ah, eu sei. Vocês não devem estar tão felizes. Eu lamento...” retrucou sorrindo, um dos “laranjas” que ajudou a Holanda a acabar com o nosso sonho do Hexa na África. De Zeeuw, que estava abraçado à mulher, disse que os últimos dias foram bons, com coletivas, treinos e autoconfiança.

Autoconfiança é a palavra que define muito bem a frase que estampa o ônibus da seleção, estacionado em frente ao hotel. “Não tema os Big Five, tema os 11 laranjas”. De acordo com o slogan, os grandes das savanas e símbolos da África do Sul são inofencivos diante da fúria e da garra do futebol holandês, invicto há 25 jogos!

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Seguindo essa lógica, quem deveria estar preocupado é o time da Espanha, que enfrenta os “11 laranjas” no próximo domingo, na disputa que vai eleger o grande campeão mundial no principal palco da Copa do Mundo: o Soccer City. Perguntamos ao nosso amigo sobre os planos para amanhã, antes de uma alfinetada sobre a Espanha. Ele disse que a programação de amanhã é um treino puxado e fechado para que Marwick (o técnico) possa trabalhar à vontade com seus jogadores. Quanto à Espanha... "Eles devem estar treinando bastante e têm o seu mérito, mas também temos o nosso", respondeu com educação e a autoconfiança, que poderá dar o título do Mundial às novas feras africanas.

Materia publicada no JB do dia 8 de julho - http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/07/08/e080713609.asp

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Logo da Copa 2014 é lançado na África

Joanesburgo - A Copa da África do Sul nem acabou e o Brasil já começou a contagem regressiva para 2014! A logomarca foi lançada ao mundo há poucas horas, direto de Joanesburgo, a supersede da Copa. O evento reuniu autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além dos presidentes da Fifa, Joseph Blatter, e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Para reforçar a representatividade brasileira, participaram do encontro eternos craques brasileiros, ex-jogadores como Carlos Alberto Torres, Cafu, Romário e Bebeto! Outro campeão mundial e respeitadíssimo pelos anfitriões da Copa sentou-se à mesa: Carlos Alberto Parreira, treinador dos Bafana Bafana (apelido da seleção sul-africana). O anúncio da nossa "logo" no Centro de Convenções de Sandton, em Joanesburgo, pôs fim ao mistério, apesar de o mesmo "emblema" já ter "vazado" na rede, bem antes do início da Copa...

Após o pronunciamento de Blater e Teixeira, o presidente Lula (mais uma vez) quebrou o protocolo e lançou elogios aos seus ídolos presentes: Romário, Bebeto, Carlos Alberto Torres e Cafu, o francês Michel Platini e o alemão Franz Beckenbauer. Lula distribuía sorrisos e abraços com o bom-humor que lhe é peculiar. Justificando a sua volta antecipada para o Brasil (no dia 10, antes da final da Copa, dia 11), o presidente, que em uma semana já visitou cinco países africanos, disse que está cansado, até porque ele já é "um senhor de 64 anos" . Lula ressaltou que os brasileiros estão confiantes e que a Copa do Mundo 2014 será um grande desafio para todos nós. Um desafio que vai muito além dos obstáculos nos gramados e nos estádios.

Mais cedo, em sua primeira entrevista coletiva do dia, Ricardo Teixeira ressaltou um dos nossos maiores problemas para a realização do sonho de 2014: os aeroportos. Diante desse obstáculo, a Fifa, por sua vez, confirmou o plano que propõe dividir do país em quatro partes "para ter certeza de que nenhum torcedor leve mais do que uma ou duas horas para se deslocar". A frase foi dita pelo secretário-geral da Fifa, Jèromê Valcke, que prometeu, até o final do ano, ter uma definição sobre essa questão. "Teremos conversas com o comitê local para definir isso. A partir de setembro iremos com mais regularidade ao Brasil e teremos mais notícias", disse Valcke à imprensa.

Em entrevista ao JB, o Ministro do Esporte Orlando Silva também destacou a carência dos aeroportos. “Os nossos aeroportos são tímidos e os principais problemas estão localizados em Guarulhos e Brasília. Os aeroportos são um ponto chave que não interessa só à Copa. Precisamos evoluir nesse que seria o nosso primeiro desafio”, disse o ministro, mencionando que além do sistema aéreo haverá um investimento considerável nos portos das cidades-sede.

Preocupado com as dívidas e contas da Copa 2014, o presidente Lula se adiantou afirmando que todos os gastos públicos serão divulgados na internet. "São dados que poderão ser acompanhados em tempo real por qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo", afirmou. Lula também destacou ações com o Meio Ambiente durante o Mundial de 2014. "Faremos uma Copa verde, com nossas florestas. A sustentabilidade ambiental é uma prioridade para o Brasil e será uma das marcas da Copa em nosso país”, disse. Ao JB, o ministro Orlando Silva destacou a revitalização de parques e alguns dos planos na área. “Vamos revitalizar todos os parques ambientais de Brasília e ainda inserir nossos produtos orgânicos”, contou o ministro, esclarecendo que, segundo o planejamento, 10% de tudo o que for servido para as seleções será orgânico.

A apresentação da logomarca da Copa do Brasil 2014 foi o pontapé de uma campanha que, segundo o presidente da CBF, deixará o mundo mais verde-amarelo, após ele ter absorvido as cores do arco-íris sul-africano... Durante a solenidade desta noite, Lula finalizou dizendo que o Brasil já começou a aprender com a África do Sul e que a experiência 2010 nos ajudará rumo a uma Copa bem-sucedida.

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Copa da África vira oportunidade de negócios para o Brasil

JOANESBURGO - A Copa do Mundo 2010 ainda não acabou, mas nesta quinta-feira, três dias antes da grande final entre Espanha e Holanda, as atenções se direcionam para o Brasil 2014. Nesta noite, será lançada a logomarca da Copa do Mundo do Brasil e o espaço utilizado não poderia ser mais oportuno: uma casa que tem a missão de apresentar o nosso país para o exterior. “Será uma noite muito especial, marcante para todos nós e para a imagem do Brasil”, disse ao JB Maurício Borges, diretor de Negócios da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que aproveitou a Copa da África para fortalecer e estimular novos negócios entre o Brasil e o mundo.

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A promoção das exportações e estímulo aos negócios no mercado África se concentraram, principalmente, nos setores de Alimentos e Bebidas, Tecnologia, Moda e Design, e Arte e Cultura, desde o dia 15 de junho, abertura oficial da Casa Brasil (parceria entre Apex-Brasil, Embratur - Instituto Brasileiro de Turismo - , FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e Ministério do Esporte. Entre os importantes eventos promovidos pela Apex-Brasil encontram-se: Seminário de Tecnologia da Informação, Sabores do Brasil – festival gastronômico que reuniu cerca de 500 convidados, entre eles potenciais importadores e investidores do mercado África, e a Mostra de Filmes Brasileiros - mostra cinematográfica com temática relacionada ao futebol. “O encontro gastronômico foi muito produtivo. No final, fizemos um jantar para distribuidores e compradores na intenção de estimular esse primeiro contato", disse Borges. "Os representantes do setor de frutas, por exemplo, já estavam fazendo negociações em pontos de venda”, revelou Gilberto Lima, que coordena a Unidade de Imagem e Acesso a Mercados da Agência.

O apoio da Apex-Brasil, considerada a segunda melhor agência do mundo (do gênero) pelo Banco Mundial, vai ao encontro da internacionalização das empresas brasileiras. “Por que não se transformarem em globais?”, perguntou Borges. Em 11 anos de atuação da agência, ele e Gilberto Lima têm muitas estórias para contar... “Infelizmente, há muito desconhecimento da parte dos empresários. O que fornecemos é a inteligência de mercado, associada às estratégias e aos centros de negócios”, contou Borges ao JB, mencionando que uma das ações presentes leva o Habibs (empresa brasileira) para o mercado chinês.

Eles destacam que o objetivo da agência na Casa Brasil 2014 (localizada no Centro de Convenções de Sandton, em Joanesburgo) é criar um ambiente propício para o relacionamento comercial, para a atração de investimentos estrangeiros e para a promoção de produtos e serviços brasileiros no mercado externo. Sobre a fase pré-Copa do Mundo 2014, que já começou, essa exposição se torna mais sedutora. “As indústrias estão em nova fase e o Brasil está muito forte economicamente. Nos tornamos o maior frigorífico do mundo, temos a Ambev (agora Imbev), Vale do Rio Doce (que adquiriu novas siderúrgicas)... Aqui na África do Sul, a Marcopolo vem implantando o sistema de transporte coletivo e 80% do frango que os sul-africanos consomem vêm do Brasil”, exemplificou Gilberto, ressaltando que os negócios no nosso país estão amadurecendo. Certamente, nós não estamos apenas atraindo investimentos, mas indo para o mundo! "Eles aprenderam que também precisam saber jogar o futebol do vizinho...”, metaforizou Borges.

Falando em futebol, a terra da Copa 2010 é peça-chave na rota da agência, que vê na África do Sul uma porta para o continente africano. “A África do Sul não é o destino principal. É uma via estratégica. Se você exporta para cá, exporta mais fácil para outros lugares do continente”, afirmou Borges, completando que o trabalho da agência abrange 70 setores da indústria brasileira. “Temos uma equipe para modelar estratégias, mapear o que está entrando na África do Sul. O jogo do comércio exterior requer ousadia, mas também necessita de preparação e de estudos de inteligência comercial", enfatizou Gilberto Lima.

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Fifa e France Football unificam prêmio de melhor do mundo

JOHANESBURGO - A primeira semifinal da Copa do Mundo 2010 será amanhã, mas no início da tarde de hoje, parecia que algum clássico seria disputado antecedendo Uruguai x Holanda, que terá como cenário o Green Point na Cidade do Cabo. Uma multidão de jornalistas internacionais lotou o Centro de Convenções de Sandton, em Joanesburgo, para uma concorrida reunião. A justificativa para a coletiva de imprensa (com presença do presidente da Fifa Jospeph Blater) era o anúncio da unificação do Prêmio Bola de Ouro (entregue aos jogadores desde 1956 pela revista esportiva France Football) e o Prêmio de Melhor Jogador do Mundo (oferecido pela Fifa desde 1991). A partir de 2011, o Bola de Ouro Fifa premiará o grande craque do ano em um evento com local e data já definidos: 10 de janeiro de 2011, em Zurique. “Essa é uma ideia antiga e, graças a essa realização, teremos um único troféu para o melhor jogador”, disse Blatter.

Durante a solenidade, Blatter assinou o acordo com Marie-Odile Amaury, presidente do Grupo Amaury (editor da famosa France Football). Marie disse à imprensa que o contrato é muito significativo para seu grupo e que só vai aumentar o prestígio para o jogador premiado. A seleção será feita pelos capitães, treinadores (estratégia adotada pela Fifa) e jornalistas, o que significa ter mais equilíbrio nas eleições.

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O anúncio era relevante para o futebol internacional, mas sinceramente, a real intenção da maioria dos jornalistas era aproveitar o evento para esclarecer algumas questões com a maior autoridade do futebol Mundial. Arbitragem, comportamento dos jogadores, Copa 2014 e a possível suspensão da Nigéria foram alguns dos assuntos que circularam durante a coletiva... Apenas circularam, já que Blatter e Cia se recusaram ou se abstiveram das respostas que não tinham relação com o prêmio.

Na última quarta-feira, o presidente da Nigéria Goodluck Jonathan anunciou a suspensão da seleção de seu país pelos próximos dois anos, após o fraco desempenho no Mundial. A Nigéria ficou na última colocação do grupo B da Copa do Mundo ao perder para Argentina, por 1 a 0, Grécia, por 2 a 1, e empatar com a Coreia do Sul em 2 a 2. A Fifa solicitou o cancelamento da proibição imposta pelo presidente e, caso o governo não volte atrás em sua decisão, a Fifa irá punir a federação do país. Respondendo à pergunta de um jornalista nigeriano, Blatter apenas afirmou que o deadline para a conclusão é nesta noite e que aguarda uma amigável solução. “Não vou me estender nessa questão. O prazo para o governo termina nesta noite e amanhã saberemos o que aconteceu e qual foi a conclusão. Esperamos que tudo volte ao normal”, finalizou o presidente da Fifa.

Materia veiculado no JB no dia 5 de julho - http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/07/05/e050712059.asp

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Especial: Na terra da Copa, souvenirs para todos os gostos

PS: Materia veiculada - Atualizando o blog...

JOHANNESBURGO - A África do Sul é a terra do ouro, diamante, cobre, mas os presentes irresistíveis por aqui são bem mais baratos... Máscaras africanas, colares de miçangas, telas com savanas, ovos de avestruz, girafas de madeira quase do tamanho do comprador! Há uma variedade riquíssima de "souvenires" para todos os gostos e o melhor é saber que os preços são compatíveis para “bolsos pequenos”.

É impossível não levar para a casa essa mostra da África do Sul e do continente africano, carregada de simbolismo e de estilo. Há artigos belíssimos produzidos nas zonas rurais e cidades africanas, revendidos por “uma nota preta” em lojas requintadas pelo mundo. Um detalhe que vale para qualquer lugar do planeta é aproveitar a oportunidade e comprar em feiras abertas ou mercados de produtos típicos. Esses lugares estão espalhados pelas cidades-sede da Copa, que abrigam um pouco da cultura e do artesanato dos países vizinhos. Uma delas é o African Craft Market, que fica no bairro de Rosebank, em Joanesburgo.

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De Moçambique, chegam os artesanatos pequenos de madeira e as famosas capulanas, tecidos usados na confecção de roupas, bolsas e capas. Outro tecido que também faz sucesso vem da Nigéria, mas esse já tem a sua própria forma. São roupas mais trabalhadas que, na maioria das vezes, são vendidas em conjunto: saia, blusa e uma faixa para a cabeça.

Do Zimbábue, chegam grandes peças de madeira produzidas em várias cidades do país, inclusive na capital Harare. Quando chegam à África do Sul, elas são montadas e recebem o último acabamento. “No caso de produtos maiores temos colar, fixar cada parte e limpar. Eles não podem vir prontos. Fica mais difícil para transportar e mais fácil de quebrar”, disse Mark Ganuxurv, zimbabuano, que fazia o acabamento de um hipopótamo de madeira, enquanto conversava com o Por dentro da África do Sul.

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Há muitos artigos do Zimbábue, país vizinho que passa por uma trágica crise. A crise econômica do país fez com que o preço perdesse referência, tornando o comércio para os estrangeiros um negócio absurdamente vantajoso. Com uma inflação recorde de 11 milhões % registrada em junho de 2008, os zimbabuanos viram seu dinheiro se transformar em pó. A grande atração do país é um souvenir bem trabalhado, feito em pedra. Muito procuradas, as Ukama são esculturas populares, representando família, amor e a longevidade nos relacionamentos. São as preferidas dos turistas que desejam disseminar sentimentos de paz e harmonia. Esse trabalho artístico é muito tradicional dentro da cultura shona, grupo étnico que corresponde a quase 80% da população do Zimbábue. “Os turistas gostam muito dos objetos e preferem levar para alguém sempre muito próximo da família. Falamos sobre o significado e eles pensam em alguém querido”, contou Mark.

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Na loja ao lado, encontramos máscaras de várias regiões da África, grande parte repleta de simbologia e crença. “Essa aqui é a mais famosa da minha loja! Ela simboliza a fertilidade. As mulheres que querem ter bebês devem comprá-las!”, indicou Mpmelelo.

“This is África. We can bargain!”

No African Craft Market, onde trabalham 120 pessoas em mais de 75 lojas (erguidas como estandes), encontramos africanos do Sudão, Camarões, Congo, Gana... Dentro das lojas, a multiplicidade é ainda maior! Os artigos africanos percorrem do norte ao sul do continente. Hassan Abubalar deixou Gana há quatro anos para viver na África do Sul, onde ele diz ser muito feliz. Como um bom vendedor, ele oferece aos visitantes diferentes produtos que possam agradar turistas de todo o tipo. Tapete do Congo, bonecos da Costa do Marfim, esculturas de Mali, objetos do Senegal, tambores da África do Sul e de Gana... Barganhamos os tambores com ele, seguindo o slogan do mercado: “This is África. We barggan! (Isso é África. Nós barganhamos!”).

Confira a materia completa em http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/06/09/e090622667.asp

Assista ao nosso vídeo-reportagem com imagens do repórter cinematográfico Douglas Oliveira



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