01/07: Sobre Michael Jackson

Postado por: Leandro Souto
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3:48:10 PM
Precisou baixar a poeira para realizar a realidade. Um filme ineteiro passou pela minha cabeça - e pela de incontáveis pessoas ao redor do mundo. Comecei a gostar e me interessar por música por causa dele. Era o ano de 1982, o avassalador lançamento de Thriller. Tinha 9 anos. Foi a primeira música "adulta" que despertou minha atenção. Antes, só as não menos brilhantes trilhas de Sítio do Pica Pau Amarelo, Arca de Nóe e Os Saltimbancos. Xuxa ainda não bombava. O papo da criançada era outro. Não tinha ainda o discernimento para julgar a qualidade artística e musical do ídolo pop. Depois que o leque de referências se ampliou, se confirmou o imenso talento desse popstar. Isso foi antes dos escândalos e da impressionante transformação física. Quando ainda era só a música. E que música! Sublime. Olha, sabemos que de perto ninguém é normal, e se formos conhecer a intimidade dos nossos ídolos, é capaz de não se salvar um. Na maioria dos casos a gente vai querer parar de escutar música. Limitando-se somente à parte musical, as grandes canções, solo ou ao lado dos irmãos, além de álbuns clássicos como Off the wall e Thriller, inestimável legado para a humanidade, são suficientes para elevá-lo à categoria de um dos artistas mais importantes e relevantes de todos os tempos. LSM

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24/06: O Terço: "Hey inimigo... não cante a minha canção ao vivo!"

Postado por: Leandro Souto
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4:10:15 PM
Opa... dias ausente, fui conhecer as terras andinas... Chapei. Mas não é disso que tratamos aqui... só para justificar tal sumida. De volta, me enche de entusiasmo a volta do grupo O Terço, de onde se revelou o cantor, compositor e tecladista Flávio Venturini. Nesta sexta e sábado eles aportam no Rival, imperdível. Era um grupo daqueles que faziam a música que mais acreditavam, sem limites ou direções. Manchinha nesta sublime volta, apenas o fato de os dois maiores clássicos do grupo, Hey amigo e Flor de la noche, terem que ficar de fora do DVD ao vivo que gravaram. Tratam-se de composições de um ex-integrante, Cezar de Mercês, que vetou as canções por não ter sido convidado para a volta. Falei com os três membros originais, os Sérgios Hinds (guitarra) e Magrão (baixo), além do Flávio, e a justificativa é que esta volta se limita à chamada "formação clássica", que sem dúvida foi a com estes integrantes e que compreende os álbuns Criaturas da noite e Casa encantada. Cezar de Mercês colaborava com o grupo na ocasião "apenas" como compositor. Pela internet, externou sua indignação. Não quer acordo ou negociação. Perdem os fãs, grandes beneficiados por esta volta, já que, pelo menos no caso do Flávio (com estabilizada carreira solo) e do Magrão (que integra o 14 Bis), o retorno do grupo passa um bocado pela satisfação pessoal, provavelmente menos que unicamente pelo bolso. Mesmo com a maior repercusão que alcance, não irá nunca superar o êxito comercial das baladas solo do primeiro ou dos shows nostálgicos do segundo. A gente se vê no Rival, até porque no show as duas pérolas estão garantidas. LSM

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05/06: A Rita levou meu sorriso...

Postado por: Leandro Souto
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9:52:32 PM
O mais novo CD da popstar Wanessa (Camargo) é algo para se ouvir hoje e descartar amanhã. Nem a presença de Rita Lee em uma das faixas (a sua execelente Coisas da vida) salva a bolachinha de um destino trágico para o esquecimento. É duro crer que a outrora Rainha do Rock brasileiro tenha aceitado participar da constrangedora empreitada. Mas, depois de ter dividido o microfone com a também irrelevante Pitty e dito que ela é algo como "ótima", nada mais me surpreende. O problema, imagino, é que se a Rita se recusar a participar - e deve ter faturado uma bela grana nisso - a Wanessa e o pai dela vão aos jornais dizer que ela está ficando metida e isso vira uma baita polêmica... Salve-se quem puder. LSM

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28/05: Rita Lee longe do fogo criativo

Postado por: Leandro Souto
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12:43:25 PM
Rita Lee está com novo CD e DVD na praça. Multishow ao vivo é um punhado de antigos clássicos acima de qualquer crítica, mas nada que já não houvesse sido cometido pela própria em lançamentos recentes, como o MTV Ao vivo, que faz cerca de cinco anos veio à tona. Incomodou mais ainda - apenas a uma minoria de fãs xiitas e cri-cris, confesso - a extrema "limpeza" no resultado final das novas interpretações. Uma audição mais atenta levanta suspeitas sobre se algo ali realmente foi o registrado ao vivo. Tá tão limpo (apesar da sujeira das guitarras da família Lee-De Carvalho) que sugere que quase tudo foi refeito em estúdio. Nada demais: a prática é até bem recorrente já faz um tempinho. Além do que, a voz da band leader é engolida pelas duas backing vocais - provavelmente por não mais a ter no mesmo punch de outrora. Mas que dá saudade dos tempos em que, n'Os Mutantes, até o erro que virava acerto era mantido na mixagem final, ah isso dá. Mas... o que dizer de uma coletânea com Ovelha negra, Flagra, Doce vampiro e Mutante? Só que faltou algo do calibre de Cartão postal, Corista de rock, Perto do fogo, Só de você, Bem me quer, Obrigado não... quanta coisa boa deixada de lado para só triturar novamente aquelas prá lá de batidas... No final, salva-se pela constatação de que é uma compositora do mesmo naipe de celebrados Gil, Caetano, Jorge Ben... não precisa provar mais nada. LSM

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21/05: Redescobrindo Saltimbancos

Postado por: Leandro Souto
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8:56:17 PM
Em busca arqueológica pelos CDs antigos, surgiu o infantil Saltimbancos. O original, com dois MPBs-4 e mais a Miúcha e a Nara Leão. A nova audição, além de boas lembranças da infância, revelou ali uma obra bem adulta até. Os arranjos são orquestrais e tanto as letras das canções quanto os textos que permeiam a obra são de primeira. E ainda: as vozes combinam tão bem - principalmente em temas interpretados por todo o grupo, como Bicharada e Todos juntos - que é de se lamentar que não tivesse sido levado à frente a reunião para outro(s) álbum(ns), quem sabe até sem a temática infantil. Como os Doces Bárbaros. Dois vocais femininos, dois masculinos, e ótimas composições - no caso do Doces, de Gil e Cae, e no caso do Saltimancos, as versões de Chico Buarque. Uma obra que valeu a pena ter sido ouvida em sua época, mantém-se suspensa em uma cápsula à prova de tempo e merece novas audições. Ainda há muito ali a se descobrir, dos intrincados arranjos às mensagens subliminares. LSM

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17/05: Wando teria produzido um dos grandes hits do rock oitentista

Postado por: Leandro Souto
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10:30:31 PM
A letra do clássico imortal da música brasileira Fogo e paixão, eternizado por Wando e o qual muito compositor de nariz em pé por aí não consegue fazer algo perto de relevante - e outros tantos dariam o dedo mindínho para ter produzido alguma obra perto da simplicidade perfeita do hit -, cairía como uma luva como um sucesso do rock nacional dos anos 80. É só mudar a textura sonora, colocar aquela bateriazinha reta típica da década, umas guitarras cheias de efeitos que seria um exemplo de pop perfeito da época. Tem tudo a ver, reveja a letra com outros ouvidos. E mais: ainda tem o agravante de a harmonia ser a mesmíssima do clássico dos anos 60 My pledge of love. LSM

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14/05: Respostas do post anterior...

Postado por: Leandro Souto
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4:33:17 PM
Antes tarde do que nunca, seguem: não são tão difíceis...

1) TALKING HEADS
2) BEATLES (mole...)
3) MUTANTES

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06/05: Duas artes em um só objeto de desejo: “Poptogramas”

Postado por: Leandro Souto
2 Comentários
6:08:38 PM
Monogamia nas artes é desnecessária. Cineastas ou atores sonham em dar pitacos sobre seu gosto musical. Músicos ou apaixonados por música dão suas rabiscadas lá e cá. Juntar duas paixões vai de encontro ao anseio de muitos artistas e arquitetos da arte. Foi assim que surgiu o livro Poptogramas, do designer Daniel Motta (da revista Playboy), que junta música e design. A ideia é a seguinte: pegar pictogramas e transformá-los em bandas e cantores da música. Uma releitura mesmo.

Opa... antes de continuar, talvez seja conveniente dissecar para os desavisados o que são pictogramas. Nas palavras do próprio autor, são “aqueles hominhos e menininhas que ficam na porta dos banheiros indicando masculino e feminino, ou aquelas placas de trânsito dizendo que você não pode estacionar. Taí. Trata-se de símbolos universais que podem ajudar até a usar o banheiro no aeroporto de Istambul!"

O livro é em formato de jogo. Você olha para a figura, tenta adivinhar o artista, vira a página e lê a resposta. Seguem três desafios... tentem adivinhar, e as respostas revelo aqui mesmo no próximo post... LSM

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01/05: O elo que liga Nana Caymmi aos Ramones

Postado por: Leandro Souto
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4:59:47 PM
A cantora é brilhante. Grande voz. Única. Mas faz o mesmo disco há anos. Assim é seu novo Sem poupar coração. Mais do mesmo. De alta qualidade, diga-se de passagem. Assim foram os Ramones. Nada daquelas surpresas que os Beatles, por exemplo, traziam a cada novo lançamento. Com os americanos, era sempre o mesmo disco. De alta qualidade, diga-se de passagem. Seminais. Históricos. A comparação parece esdrúxula, mas me ocorreu. O elo que liga Nana Caymmi aos Ramones. LSM

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17/04: Caetano Veloso e o namoro antigo com o rock

Postado por: Leandro Souto
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3:37:41 PM
Muito tem se falado do novo lançamento de Caetano Veloso, o CD Zii e zie, que traz a mesma pegada roqueira do seu disco de estúdio anterior, o Cê. Vale lembrar que Caetano namora o rock desde os idos anos 60, quando subiu no palco da TV Record com os Beat Boys produzindo muitos decibéis acima do permitido pela música popular brasileira. Ao contrário de muita gente, que é aplicado nas bandas de rock pelos irmãos e tios mais velhos, foi sua irmã mais nova, Maria Bethânia - em princípio é menos identificada com o rock - que chamou sua atenção para Roberto Carlos (na época roqueiro) e Beatles. A partir daí tornou-se onipresente o ritmo em sua obra. O próprio disse em entrevista cerca de dez anos depois desse primeiro flerte, já na década de 70: "A gente está nessa de rock o tempo todo. Não penso mais o que é ou o que não é rock, já estou dentro dele e tudo é rock". LSM

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