Esses dias teve a premiação para os melhores da musica de um canal detelevisão por assinatura. Outro dia foi o da companhia de telefonia móvel. E depois talvez seja o do supermercado da esquina. Alguém lembra quem foram os vencedores desses prêmios? Porque parece que ganhar ou ser indicado nessas ocasiões não faz tanta diferença. E na maioria das vezes não são justas essas premiações, não correspondem à realidade. Fica no ar até que ponto grana, poder e influência não cooperam para as surpresas reveladas no abrir dos envelopes.
Já que praticamente ninguém do público em geral se importa ou lembra quem foi o vencedor na categoria Melhor Solo Com Um Das Mãos no ano retrasado, fica a pergunta sobre a necessidade de se realizar essas cerimônias. Imagino que, além do óbvio principal e onipresente motivo de divulgar o nome e marca do patrocinador da parada, a resposta seja também pela festa - que artista gosta de festa -, pelo encontro dos profissionais do meio – que no meio de mega turnês pouco se esbarram, no máximo um ou outro aqui e ali – e pelos encontros inéditos e inusitados no palco, as dobradinhas e jams que costumam caracterizar as performances entre um envelope e outro. No Multishow, por exemplo, rolou Samuel Rosa, Rogério Flausino, Frejat e Toni Garrido cantando Lulu Santos. Foi, no mínimo, curioso.
Ainda o Multishow, outro dia acho que aqui no blog mesmo lamentei que o Prémio Tim tinha agraciado apenas medalhões, como Alcione e Paulinho da Viola, mostrando que a música brasileira não havia se renovado. No Multishow, empatado com Ivete Sangalo ficou a nova revelação NX Zero. Ainda assim muito aquém da grandiosidade musical que esperamos revelar um país que em sua história deixou para o mundo Mutantes, Raul Seixas, Cazuza. Estou errado ou a última revelação diferente de tudo e ao mesmo tempo com tudo de bom dos melhores de todos os tempos foi a Marisa Monte?
Outra questão que muito me assalta o espírito é por que toda premiação brasileira imita o ritual de cerimônias como o Oscar americano? É sempre tapete vermelho, holofotes, flashes, mesinha e telão para apresentar os indicados e contemplados, uma dupla de convidados para a entrega e um anfitrião boa praça como mestre de cerimônias. E a sucessão de previsibilidades vai por aí. LSM
Já que praticamente ninguém do público em geral se importa ou lembra quem foi o vencedor na categoria Melhor Solo Com Um Das Mãos no ano retrasado, fica a pergunta sobre a necessidade de se realizar essas cerimônias. Imagino que, além do óbvio principal e onipresente motivo de divulgar o nome e marca do patrocinador da parada, a resposta seja também pela festa - que artista gosta de festa -, pelo encontro dos profissionais do meio – que no meio de mega turnês pouco se esbarram, no máximo um ou outro aqui e ali – e pelos encontros inéditos e inusitados no palco, as dobradinhas e jams que costumam caracterizar as performances entre um envelope e outro. No Multishow, por exemplo, rolou Samuel Rosa, Rogério Flausino, Frejat e Toni Garrido cantando Lulu Santos. Foi, no mínimo, curioso.
Ainda o Multishow, outro dia acho que aqui no blog mesmo lamentei que o Prémio Tim tinha agraciado apenas medalhões, como Alcione e Paulinho da Viola, mostrando que a música brasileira não havia se renovado. No Multishow, empatado com Ivete Sangalo ficou a nova revelação NX Zero. Ainda assim muito aquém da grandiosidade musical que esperamos revelar um país que em sua história deixou para o mundo Mutantes, Raul Seixas, Cazuza. Estou errado ou a última revelação diferente de tudo e ao mesmo tempo com tudo de bom dos melhores de todos os tempos foi a Marisa Monte?
Outra questão que muito me assalta o espírito é por que toda premiação brasileira imita o ritual de cerimônias como o Oscar americano? É sempre tapete vermelho, holofotes, flashes, mesinha e telão para apresentar os indicados e contemplados, uma dupla de convidados para a entrega e um anfitrião boa praça como mestre de cerimônias. E a sucessão de previsibilidades vai por aí. LSM
Existem alguns artistas que praticamente todo dia a mídia divulga algum acontecimento sobre suas vidas. Os fatos costumam ir desde coisas realmente revlevantes até as maiores futilidades, como 'Britney Spears leva cachorro ao veterinário em Los Angeles'. Além da popstar, entre os outros nomes que diariamente estão nas manchetes estão o grupo Coldplay, a atriz Lindsay Lohan, a socialite Paris Hilton, o junkie Peter Doherty e, a que parece ser a campeã de todos, a cantora Amy Winehouse.
Fica no ar pelo menos uma pergunta: nada acontece com as outras dúzias de artistas e personalidades que existem por aí? Chego a pensar que os citados aqui em cima possuem uma assessoria de imprensa invejável, que deve ficar dia após dia pensando 'o que vamos soltar para a imprensa sobre o popstar 'X' hoje'?
Ok, todas as loucuras que são creditadas à Amy Winehouse podem ser verídicas, mas juro que fica a dúvida se todo esse circo não é encenação. LSM
Fica no ar pelo menos uma pergunta: nada acontece com as outras dúzias de artistas e personalidades que existem por aí? Chego a pensar que os citados aqui em cima possuem uma assessoria de imprensa invejável, que deve ficar dia após dia pensando 'o que vamos soltar para a imprensa sobre o popstar 'X' hoje'?
Ok, todas as loucuras que são creditadas à Amy Winehouse podem ser verídicas, mas juro que fica a dúvida se todo esse circo não é encenação. LSM
Questão levantada por um amigo meu, guitarrista niteroiense Vitor Salles, que achei valer a pena colocar para julgamento popular: Sérgio Dias sem Rita Lee e Arnaldo Baptista seria ‘mutante’, e não ‘Os Mutantes’.
Na década de 70, pela continuidade, ainda seria aceitável a denominação ‘Mutantes’ com apenas o Sérgio dos integrantes originais, e até pela proposta ‘mutável’ do nome, mas hoje? (Obs: o Dinho e o Liminha que desculpem, mas estou considerando ‘Mutantes’ o trio).
Como apreciadores da boa música, a discussão sobre a autoria é irrelevante. Mas responda: o que você diria do Ney Matogrosso criar uma banda hoje sem o João Ricardo e o Gerson Conrad e chamar de Secos & Molhados? LSM
Na década de 70, pela continuidade, ainda seria aceitável a denominação ‘Mutantes’ com apenas o Sérgio dos integrantes originais, e até pela proposta ‘mutável’ do nome, mas hoje? (Obs: o Dinho e o Liminha que desculpem, mas estou considerando ‘Mutantes’ o trio).
Como apreciadores da boa música, a discussão sobre a autoria é irrelevante. Mas responda: o que você diria do Ney Matogrosso criar uma banda hoje sem o João Ricardo e o Gerson Conrad e chamar de Secos & Molhados? LSM

21/06: DJ, só 'Lado B'
Já que a opção musical da noite é um DJ, e não uma banda, prefiro sempre os que tocam Lado B, isto é, que fogem das canções óbvias e valorizam suas descobertas pessoais, ‘aplicam a galera’. Lado A escuto em casa, nas rádios, qualquer um toca, é jogo ganho. Gosto dos que andam na corda bamba e ganham a admiração da platéia sem ter que apelar para sucessos óbvios de FMs. LSM
15/06: Música não tem idade
Quem gosta de curtir músicas de décadas passadas e nunca ouviu algum comentário do tipo 'deixa de viver no passado' que atire a primeira pedra. Quem fala isso é porque está matando amanhã seu grande ídolo de hoje, afinal, não vai demorar para o hit do momento se tornar obsoleto para dar lugar à próxima 'melhor banda de todos os tempos da última semana'.
É possível dizer que música não tem idade. Desde que está feita e transmitida através das gerações, a música e seus autores e intépretes continuam vivos. Está tudo aí: qualquer novo lançamento dos Beatles rapidamente é primeiro lugar de vendas no mundo inteiro, as canções de Tom Jobim não param de tocar em rádios e na TV, e por aí vai. Cada vez que alguém toca ou simplesmente cantarola a obra de algum artista, mesmo já falecido, está lhe garantindo mais tempo de vida.
E se as novas gerações não produzem algo à altura, ou com a mesma relevância, que artistas em outras épocas, não procede elevá-los ao patamar dos grandes imortais apenas 'porque são novos, lançamentos'. Prefiro ouvir pela milésima vez minha coleção dos Rolling Stones que ficar tentando descobrir lampejos de criatividade no Coldplay.
Como o sonho da fonte da juventude ou da vida eterna encarnado não é possível, é na manutenção de seu legado que qualquer criador imprime sua marca às gerações futuras e se mantém vivo e sempre novo, seja em regravações ou em suas versões originais. LSM
É possível dizer que música não tem idade. Desde que está feita e transmitida através das gerações, a música e seus autores e intépretes continuam vivos. Está tudo aí: qualquer novo lançamento dos Beatles rapidamente é primeiro lugar de vendas no mundo inteiro, as canções de Tom Jobim não param de tocar em rádios e na TV, e por aí vai. Cada vez que alguém toca ou simplesmente cantarola a obra de algum artista, mesmo já falecido, está lhe garantindo mais tempo de vida.
E se as novas gerações não produzem algo à altura, ou com a mesma relevância, que artistas em outras épocas, não procede elevá-los ao patamar dos grandes imortais apenas 'porque são novos, lançamentos'. Prefiro ouvir pela milésima vez minha coleção dos Rolling Stones que ficar tentando descobrir lampejos de criatividade no Coldplay.
Como o sonho da fonte da juventude ou da vida eterna encarnado não é possível, é na manutenção de seu legado que qualquer criador imprime sua marca às gerações futuras e se mantém vivo e sempre novo, seja em regravações ou em suas versões originais. LSM
‘Nem sempre filho de peixe... peixinho é’, como diz o ditado. Na música, não é raro vermos um artista aparecer e as pessoas ficarem curiosas porque ele é filho de alguém famoso. Exemplos não faltam, nem esse texto se propõe a levantar todos ou os principais filhos de artistas, que honraram a hereditariedade ou não. Aqui fica só a constatação, nenhuma novidade na verdade, de que ser filho(a) de um grande nome da música não é garantia de talento.
Só para lembrar (a lista é enorme, postem os seus preferidos nos comentários aqui deste post) alguns dos que de fato trouxeram no DNA algum talento que deve ter vindo do(s) pai(s): Gonzaguinha (grande cantor e compositor, filho de Luiz Gonzaga. Agora tem o neto – filho de Gonzaguinha, Daniel Gonzaga. O tempo ainda dará seu veredito) e Maria Rita (okay, ela está longe de ter a originalidade da mãe, mas gostem ou não do repertório, dos trejeitos exagerados e que por vezes copiam Elis, ela canta muito bem).
Já entre alguns nomes que NÃO chegam nem aos pés dos seus pais, podemos começar lembrando da Preta Gil (filha de Gilberto Gil, gênio da música, mas ela...) e Beto Lee (filho de Rita Lee, bom guitarrista, mas não convenceu com os trabalhos autorais que produziu).
Na música internacional, os exemplos também abundam, mas ilustrarei a reflexão com apenas dois: Jason Bonham (filho do baterista do Led Zeppelin, John Bonham, que, se não é do mesmo naipe do pai, não fez feio na reunião do grupo no ano passado) e os Lennons Sean e Julian (filhos de John, que tentaram a sorte na música, mas nem de longe chegaram ao dedinho do pé do talento do pai).
A inspiração para este texto foi a divulgação da vinda de Frank Sinatra Jr. ao Brasil, cantando o repertório de sucessos do pai. Eu não vi nem ouvi, mas dizem que sua voz e feições são muito parecidas com ‘the voice’. Apesar de confessar que acharia interessante ver ao vivo tamanha semelhança, refleti que ‘é um trabalhinho meio fácil esse de se dar bem com o talento dos outros’, mesmo esse ‘outro’ sendo seu próprio pai. Por outro lado, se alguém no mundo teria o direito de fazer um tributo como esse, esse alguém é ele e apenas ele, o ‘Juninho’... LSM
Só para lembrar (a lista é enorme, postem os seus preferidos nos comentários aqui deste post) alguns dos que de fato trouxeram no DNA algum talento que deve ter vindo do(s) pai(s): Gonzaguinha (grande cantor e compositor, filho de Luiz Gonzaga. Agora tem o neto – filho de Gonzaguinha, Daniel Gonzaga. O tempo ainda dará seu veredito) e Maria Rita (okay, ela está longe de ter a originalidade da mãe, mas gostem ou não do repertório, dos trejeitos exagerados e que por vezes copiam Elis, ela canta muito bem).
Já entre alguns nomes que NÃO chegam nem aos pés dos seus pais, podemos começar lembrando da Preta Gil (filha de Gilberto Gil, gênio da música, mas ela...) e Beto Lee (filho de Rita Lee, bom guitarrista, mas não convenceu com os trabalhos autorais que produziu).
Na música internacional, os exemplos também abundam, mas ilustrarei a reflexão com apenas dois: Jason Bonham (filho do baterista do Led Zeppelin, John Bonham, que, se não é do mesmo naipe do pai, não fez feio na reunião do grupo no ano passado) e os Lennons Sean e Julian (filhos de John, que tentaram a sorte na música, mas nem de longe chegaram ao dedinho do pé do talento do pai).
A inspiração para este texto foi a divulgação da vinda de Frank Sinatra Jr. ao Brasil, cantando o repertório de sucessos do pai. Eu não vi nem ouvi, mas dizem que sua voz e feições são muito parecidas com ‘the voice’. Apesar de confessar que acharia interessante ver ao vivo tamanha semelhança, refleti que ‘é um trabalhinho meio fácil esse de se dar bem com o talento dos outros’, mesmo esse ‘outro’ sendo seu próprio pai. Por outro lado, se alguém no mundo teria o direito de fazer um tributo como esse, esse alguém é ele e apenas ele, o ‘Juninho’... LSM
31/05: Problemas com o gmail?
Outro dia escrevi aqui sobre o my space, texto que gerou muita repercussão nas mesas de bar que freqüêntei desde então. Por causa do burburinho, volto a reclamar de outra ferramenta virtual: o gmail, fugindo um pouco do tópico deste blog, que é a música. Aliás, por um lado nem tanto, já que se não me falha a memória, fiz o meu gmail sugerido por um amigo músico que disse que eu 'tinha que ter um gmail porque o pessoal do som - ou o pessoal da música - tudo tem gmail'.
Quando revelei que estava insatisfeito com o gmail e tinha vontade de escrever sobre o assunto, outro amigo disse que seria super criticado, 'porque o gmail é uma unanimidade, todo mundo usa, gosta, e são claras suas vantagens e praticidade, etc...' Não é o que revelou a minha experiência. Para começar, o site demora horrores para carregar. E é freqüente, depois de um tempão, ainda assim não carregar e aparecer uma mensagem daquelas 'não foi possível e tal...' A lentidão continua no quesito demora para recebimento de mensagem. Já fiz o teste: enviando para um gmail e um hotmail ao mesmo tempo, e o hotmail chegar no mesmo momento e o gmail demorar vários minutos. Também não curto o sistema que junta as mensagens respondidas em grupos, me deixa confuso. Dessas reclamações, tirem um bom percentual devido ao meu já assumido aqui semi analfabetismo virtual.
Deixo aqui meu gmail para o côro dos descontentes - e também dos que farão eco à minha reivindicação, eu espero: leandrosoutomaior@gmail.com. Envie sua opinião. Demora um pouco... mas chega... LSM (PS: Ou então deixa aqui nos comentários mesmo)
Quando revelei que estava insatisfeito com o gmail e tinha vontade de escrever sobre o assunto, outro amigo disse que seria super criticado, 'porque o gmail é uma unanimidade, todo mundo usa, gosta, e são claras suas vantagens e praticidade, etc...' Não é o que revelou a minha experiência. Para começar, o site demora horrores para carregar. E é freqüente, depois de um tempão, ainda assim não carregar e aparecer uma mensagem daquelas 'não foi possível e tal...' A lentidão continua no quesito demora para recebimento de mensagem. Já fiz o teste: enviando para um gmail e um hotmail ao mesmo tempo, e o hotmail chegar no mesmo momento e o gmail demorar vários minutos. Também não curto o sistema que junta as mensagens respondidas em grupos, me deixa confuso. Dessas reclamações, tirem um bom percentual devido ao meu já assumido aqui semi analfabetismo virtual.
Deixo aqui meu gmail para o côro dos descontentes - e também dos que farão eco à minha reivindicação, eu espero: leandrosoutomaior@gmail.com. Envie sua opinião. Demora um pouco... mas chega... LSM (PS: Ou então deixa aqui nos comentários mesmo)
Um bocado se falou sobre o Prêmio Tim de Música, esta semana, além da celebração já sabida antecipadamente de Paulinho da Viola como merecido grande vencedor. Outras questões foram levantadas com o resultado geral da premiação. Matéria no Jornal do Brasil, por exemplo, destacou o fim do rock, já que nenhum representante do gênero subiu ao palco do Theatro Municipal na noite.
O que mais me chamou a atenção foi o fato dos premiados serem velhos nomes, gênios, é claro, mas a prova de que não houve renovação no cenário musical brasileiro. Fafá de Belém, Martinho da Vila, Boca Livre, Emílio Santiago, Nana Caymmi, Jorge Benjor, Ivete Sangalo, Arnaldo Antunes e Alcione foram alguns dos vencedores... Os nomes mais novos entre os premiados foram Rodrigo Maranhão (na categoria revelação... tinha que ser um nome novo mesmo, né?), Nação Zumbi (pô, o primeiro disco dos caras já tem mais de 10 anos) e Vanessa da Matta. Fico com a observação de Alceu Valença, em entrevista ao JB Online, antes do resultado da premiação, que sentenciou que “a nova geração da música brasileira tem 40, 50 anos". LSM
O que mais me chamou a atenção foi o fato dos premiados serem velhos nomes, gênios, é claro, mas a prova de que não houve renovação no cenário musical brasileiro. Fafá de Belém, Martinho da Vila, Boca Livre, Emílio Santiago, Nana Caymmi, Jorge Benjor, Ivete Sangalo, Arnaldo Antunes e Alcione foram alguns dos vencedores... Os nomes mais novos entre os premiados foram Rodrigo Maranhão (na categoria revelação... tinha que ser um nome novo mesmo, né?), Nação Zumbi (pô, o primeiro disco dos caras já tem mais de 10 anos) e Vanessa da Matta. Fico com a observação de Alceu Valença, em entrevista ao JB Online, antes do resultado da premiação, que sentenciou que “a nova geração da música brasileira tem 40, 50 anos". LSM
26/05: Dificuldades com o my space?
Divulgar seu som atualmente é bem mais simples e eficaz que há nem tanto tempo atrás. Pela internet, através de diversas ferramentas – fotolog, my space, YouTube, orkut, blogs, sites pessoais, e-mails, downloads ou links aqui e acolá -, é possível disponibilizar seu trabalho para a apreciação de qualquer um em qualquer lugar do mundo. E a partir daí, conquistar certa notoriedade, começar a fazer shows, vender CDs, camisetas, bonés, bottons e chaveiros com a logo da banda, e para se tornar-se um hit da internet pode ser um pulo.
É uma revolução, impensável e ainda nem totalmente explorada. Entre essas ferramentas virtuais de divulgação, uma que desfruta certa popularidade é o my space, foco de certa implicância deste blog, apesar do reconhecimento de suas possibilidades e confessando-me bastante ignorante no manejo da internet. E é justamente na dificuldade para um quase leigo lidar com o site que empaquei.
Não vou nem ficar enumerando o tanto de coisas ruins na minha experiência. Seria muito e só quem já transou pelo site sabe do que tô falando – e pode até discordar, ok. Para começar, não é simples criar seu my space. No geral, é difícil entender tudo o que está acontecendo ali na tela, as opções não são claras, a diagramação não atrai... Um amigo chegou a falar, não sei se de brincadeira, que a não facilitação para operar no my space era proposital, para que o sítio não fique ‘uma casa da mãe Joana’ como é no orkut, que é de bastante mais fácil operação, está tudo ali em mãos de maneira clara... mas a atitude segregativa é reprovável, não?
Além disso - outro fruto do meu analfabetismo virtual, confesso - é a dificuldade para turbinar seu perfil no my space. Segundo informações extra-ultra-mega-não-oficiais, só com o auxílio de um outro site – como o Picoodle – para conseguir fazer uns efeitos irados que vi. E este mesmo ‘outro site’ também não é nada fácil de se ambientar. Tudo para dificultar.
Desabafos a parte, estou lá no myspace.com/leandrosoutomaior, com um perfil simplesinho, mas tem o som. Torcendo para uma atualização mais ‘pop’ do site. LSM
É uma revolução, impensável e ainda nem totalmente explorada. Entre essas ferramentas virtuais de divulgação, uma que desfruta certa popularidade é o my space, foco de certa implicância deste blog, apesar do reconhecimento de suas possibilidades e confessando-me bastante ignorante no manejo da internet. E é justamente na dificuldade para um quase leigo lidar com o site que empaquei.
Não vou nem ficar enumerando o tanto de coisas ruins na minha experiência. Seria muito e só quem já transou pelo site sabe do que tô falando – e pode até discordar, ok. Para começar, não é simples criar seu my space. No geral, é difícil entender tudo o que está acontecendo ali na tela, as opções não são claras, a diagramação não atrai... Um amigo chegou a falar, não sei se de brincadeira, que a não facilitação para operar no my space era proposital, para que o sítio não fique ‘uma casa da mãe Joana’ como é no orkut, que é de bastante mais fácil operação, está tudo ali em mãos de maneira clara... mas a atitude segregativa é reprovável, não?
Além disso - outro fruto do meu analfabetismo virtual, confesso - é a dificuldade para turbinar seu perfil no my space. Segundo informações extra-ultra-mega-não-oficiais, só com o auxílio de um outro site – como o Picoodle – para conseguir fazer uns efeitos irados que vi. E este mesmo ‘outro site’ também não é nada fácil de se ambientar. Tudo para dificultar.
Desabafos a parte, estou lá no myspace.com/leandrosoutomaior, com um perfil simplesinho, mas tem o som. Torcendo para uma atualização mais ‘pop’ do site. LSM
A cidade de Niterói é, há bastante tempo, apontada como um celeiro de bons músicos. A lista de artistas que nasceram ou apenas vivem e se apaixonaram pela chamada 'cidade sorriso' é bem significativa. MPB-4, Sérgio Mendes, Zélia Duncan, Baby Consuelo, Claudio Zoli, Dalto, Heitor TP, Renato Rocketh, Arthur Maia, Chico Batera, Antonio Pedro (baixista Blitz) e por aí vai... isso só para falar de alguns que me vieram à mente em um primeiro momento. Tem muito mais gente boa atuando na música por lá. Muita gente cujo talento ainda não 'atravessou a ponte'. É pena. Existe uma energia letárgica que parece ser uma síndrome da cidade. Parece que o pessoal de lá se contenta com o cenário paradinho da cidade e muitas vezes não se movimenta para mostrar seu talento ao mundo, ou no mínimo, para os cariocas 'do lado de cá da poça'. LSM




